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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Conselho de Ética indica lista tríplice em processo contra o deputado Wladimir Costa

 
Ontem (26) o presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) anunciou o terceiro nome que compõe a lista tríplice do processo referente à representação do Partido Socialista Brasileiro (PSB)  em desfavor do deputado Wladimir Costa (SD-PA). Sendo assim, a lista é composta pelos deputados Izalci Lucas (PSDB-DF), Cacá Leão (PP-BA) e Laerte Bessa (PR-DF), este último sorteado hoje para o lugar do deputado Aluisio Mendes, que renunciou.

Assédio a jornalista
Em agosto o PSB apresentou uma representação no Conselho de Ética por quebra de decoro, depois de um suposto abuso sexual por parte de Costa a uma jornalista.

Odiado, PMDB vira "MDB"

O PMDB perderá o “P” a partir de sua convenção nacional, dia 4, voltará a ser chamar apenas Movimento Democrático Brasileiro (MDB), confiante na máxima do seu ex-presidente Ulysses Guimarães, segundo a qual “o MDB é como pão-de-ló, quanto mais bate, mais ele cresce”. Presente em todos os municípios, depois do PT o partido mais odiado do Brasil, o MDB renasce com mais de 2,4 milhões de filiados. A Arena virou PDS e a ditadura tornou a palavra “partido” obrigatória, para liquidar o MDB. Que virou PMDB para preservar a sigla histórica.

Houve 1.270 inscrições para a criação a nova logomarca do novo-velho MDB. Dos dez selecionados por uma comissão, restaram três finalistas. Designers convidados ajudarão a direção do partido a escolher a nova marca oficial, pode sofrer ajustes técnicos antes de ser oficializada.

Os inscritos no processo de criação da logomarca do MDB eram jovens entre 25 e 34 anos na maioria (41% do total), um terço (29%) mulheres.

Tucanos querem aval do Senado sobre decisão do STF contra Aécio

Senadores tucanos defenderam ontem (26) a necessidade de o plenário da Casa se manifestar sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de impor "recolhimento noturno" ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eles defendem ainda que o Senado discuta se cabe ao STF afastar o tucano de seu mandato.

Em julgamento nesta terça, a primeira turma da Corte decidiu por três votos contra dois afastar o tucano do cargo de senador e determinou que ele permaneça em casa durante a noite.

O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), comparou o caso ao do ex-senador Delcídio do Amaral. Em novembro de 2015, o plenário da Casa teve de confirmar decisão tomada horas antes pelo STF, que determinou a prisão do ex-petista.

O caso de Aécio é visto como sem precedentes, já que não se trata de uma determinação de prisão, mas de medida restritiva de liberdade. Além disso, o afastamento do tucano não tem precedentes na história do Senado. Delcídio foi preso e, posteriormente, cassado pelos seus pares, mas não foi afastado do cargo enquanto estava em liberdade. "É um caso de prisão noturna, domiciliar e o plenário terá que se manifestar como determina a Constituição", disse Cássio, acrescentando que "não há previsão constitucional para afastamento de senador", disse.

A Constituição tem um dispositivo que determina que um parlamentar em exercício do mandato só pode ser preso em caso de flagrante. Além disso, a decisão da Justiça precisa passar pelo crivo da Casa correspondente. No caso de prisão de um deputado, a Câmara, e de senador, do Senado.

A opinião de Cunha Lima é corroborada pelo líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC). "Isso é, de certa forma, o cerceamento de liberdade. Penso eu que no dia de amanhã ou até quinta-feira o plenário deverá se manifestar convalidando ou não a decisão do Judiciário", disse Bauer. Ambos disseram terem sido "surpreendidos" sobre a decisão do STF.

Indagado sobre a necessidade de manifestação do Senado, o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que não comentaria. "Não recebi a decisão do Supremo e não vou falar sobre hipótese", disse.

A opinião dos tucanos encontra respaldo em senadores de outros partidos. "Acabamos de saber que a segunda turma do STF prendeu o senador Aécio Neves, embora domiciliarmente. Não há previsão constitucional de afastamento do senador do mandato. Não podemos permitir que o STF, contra o voto do relator, rasgue a Constituição e afaste o senador . Então o Senado tem que se posicionar o mais rápido possível", disse o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) durante votação em plenário.

A fala foi defendida também pelo líder da oposição, senador Humberto Costa (PT-PE), que pediu que a mesa da Casa se reúna para decidir o caso o mais rapidamente possível. Nos bastidores, senadores esperam que o plenário deve deliberar sobre o caso nesta quarta-feira (27).

Aécio já foi alvo de outro pedido de afastamento do mandato pelo Supremo, em maio, logo depois de vir à tona a delação do grupo JBS. O tucano é alvo de denúncia pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. Em maio, no primeiro pedido de afastamento, o Senado não se manifestou sobre a decisão da Justiça.

Prende e solta, prende e solta...

Rio de Janeiro, Rj, BRASIL. 01/10/2016; Entrevista com o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho em seu apartamento no Flamengo. ( Foto: Ricardo Borges/Folhapress)
Por 4 votos a 2 os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revogaram ontem (26) a prisão domiciliar do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR). Ele foi detido em 13 de setembro enquanto apresentava seu programa de rádio.

Garotinho foi condenado a mais de 9 anos de prisão na Operação Chequinho, que apura compra de votos na eleição de 2016 para a prefeitura de Campos. A pena foi convertida em prisão domiciliar. Agora, Garotinho passa a cumprir pena apenas se condenado por um colegiado, em segunda instância.

A decisão foi tomada por quatro dos seis ministros que participaram do julgamento: Tarcísio Vieira (relator), Admar Gonzaga, Napoleão Nunes Maia e Gilmar Mendes. Rosa Weber e Herman Benjamin votaram contra o pedido de liberdade. O ministro Luiz Fux não participou do julgamento.

Com a decisão, caem também as medidas cautelares que haviam sido impostas a Garotinho: entregar passaporte e celulares à Justiça, usar tornozeleira eletrônica, proibição de deixar sua casa em Campos e de manter contato com pessoas que não sejam da sua família e advogados, além de usar meios de comunicação eletrônica, como celular, internet e transmissão audiovisual e não poder conceder entrevistas.

Lula apresenta recibos de aluguel com datas que não existem

Dois recibos de aluguel do imóvel vizinho ao do ex-presidente Lula, em São Bernardo, entregues ao juiz federal Sérgio Moro pela defesa do petista apresentam datas que não existem no calendário cristão. O duplex é um dos pivôs de ação penal pela qual Lula responde na Operação Lava Jato.

Os advogados apresentaram contrato da ex-primeira dama Marisa Letícia com Glaucos da Costamarques, dono do imóvel no cartório.

O imóvel, no valor de R$ 504 mil, é tratado pelo Ministério Público Federal como suposta propina ao petista. Para a Procuradoria-Geral da República, a Odebrecht custeou a compra do apartamento, em nome de Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Na mesma ação, ele responde por também ter supostamente recebido da empreiteira terreno onde seria sediado o Instituto Lula, no valor de R$ 12,5 milhões.

A denúncia da Procuradoria da República sobre o apartamento 121 ainda aponta que propinas pagas pela Odebrecht, no esquema que seria liderado pelo ex-presidente, chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a Petrobrás.

A Lava Jato afirma que não houve pagamento de aluguel entre fevereiro de 2011 e pelo menos novembro de 2015. Nesta segunda-feira, 25, a defesa do ex-presidente apresentou documentos que contestam a versão dos procuradores.

Em depoimento a Moro, Lula rebateu alegando que o recibo de pagamento do aluguel do apartamento 121, do residencial Hill House, em São Bernardo do Campo, ‘pode ser pego e enviado’ ao juiz federal Sérgio Moro e ao Ministério Público Federal na Operação Lava Jato. O petista prestou depoimento por mais de duas horas em ação sobre supostas propinas da Odebrecht ao ex-presidente.

Os documentos foram entregues terça-feira, 25, pela defesa do ex-presidente. Em recibo do suposto pagamento do aluguel, no valor de R$ 4,1 mil reais, consta que o vencimento seria no dia 31 de junho de 2014 – o mês tem 30 dias. Em outro recibo, consta a data de 31 de novembro, outro mês que se encerra no dia 30.

Decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região é um mau sinal para o ex-presidente Lula

A decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, que confirmou a condenação de José Dirceu e elevou em 10 anos a pena imposta a ele pelo juiz Sérgio Moro, é um mau sinal para o ex-presidente Lula em vários aspectos. O mais relevante deles está em um trecho do voto do relator, desembargador João Pedro Gebran Neto. Disse ele sobre o tipo de crime pelo qual o ex-ministro foi condenado: “Embora nestes casos dificilmente haja provas das vantagens indevidas, adoto a teoria do exame das provas acima de dúvida razoável”.

Trata-se do caminho que deve ser seguido pela corte também para a análise da sentença de Moro contra Lula no caso do triplex do Guarujá. Essa teoria contraria a principal alegação da defesa de Lula, a da falta de provas na condenação do petista. Toda a construção da decisão sobre Dirceu, seguida por vários desembargadores, também ratifica as teses erigidas pela Lava Jato quanto ao uso do governo para a obtenção de propinas e vantagens pessoais para caciques do partido. “Os esquemas criminosos descobertos na Operação Lava Jato foram escancarados e violaram princípios norteadores da administração pública como a legalidade, a moralidade e a eficiência”, consignou Gebran.

Se vale para um dos principais ministros e suas relações com uma empreiteira após deixar o governo, deverá valer para Lula, reconhecem investigadores e advogados que atuam na operação. A decisão sobre Dirceu, aliada ao avanço da delação de Antonio Palocci e à juntada, por sua defesa, de recibos com datas inexistentes ao processo do imóvel de São Bernardo, formam conjunto bastante negativo para o ex-presidente.

STF afasta Aécio do Senado e impõe 'recolhimento' domiciliar noturno

Por 3 a 2, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (26) afastar novamente o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício das funções parlamentares e colocá-lo em recolhimento noturno. O colegiado restaurou medidas cautelares que haviam sido determinadas pelo ministro Edson Fachin em maio, como a proibição do senador de se ausentar do País e de entrar em contato com qualquer outro investigado no conjunto de fatos revelados na delação da J&F.

A decisão não cassa o mandato de Aécio e, por isso, não retira o foro privilegiado nem a imunidade parlamentar do tucano.

Alvo da Operação Patmos em maio, Aécio Neves foi denunciado em junho pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva e de embaraço a investigações. O senador é acusado formalmente de ter aceitado propina de R$ 2 milhões repassados pela J&F a um primo do senador e a um auxiliar parlamentar e de ter tentado obstruir investigações.

“Houve inequivocamente e documentadamente a solicitação de R$ 2 milhões. Houve, está documentado, conversa com Andrea Neves (irmã do tucano), a propósito deste dinheiro, em que se falava que em relação a ele se procederia da mesma forma como se procedera na campanha presidencial em 2014 para mascarar o recebimento de dinheiro. Houve o depósito de dinheiro e a tentativa de ocultação de sua origem. Houve a conversa com Joesley Batista e houve menção a providências para embaraçar o curso da Lava Jato”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, o primeiro ministro a votar contra Aécio na sessão.

Quanto à obstrução de justiça, Barroso disse que houve menções de Aécio sobre “providências para conseguir a indicação de um delegado de confiança de cada investigado para tocar a investigação”.

Barroso se mostrou surpreendido com os fatos terem ocorrido depois do julgamento do mensalão e três anos depois de a Lava Jato estar em pleno curso, “a demonstrar que infelizmente as práticas continuaram rigorosamente as mesmas quando tudo começou”.

O ministro também considerou uma incongruência Aécio Neves estar em liberdade, enquanto a Primeira Turma do STF impôs prisão domiciliar à irmã do tucano, a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, e a Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar de Zezé Perrella (PMDB-MG).

GRANDEZA. O ministro Luiz Fux, que acompanhou Barroso, afirmou que Aécio Neves deveria ter tido a grandeza de se licenciar do Senado, após a delação da J&F vir à tona. “Imunidade não é sinônimo de impunidade. Um dos pilares da Constituição é a moralidade no exercício do mandato. Aqui houve desvio da moralidade no exercício do mandato”, afirmou Fux.

“Isso tudo se resume num gesto de grandeza que o homem público deveria adotar. Já que não teve, vamos auxiliá-lo, se porte tal como deveria se portar, não só sair da presidência (do PSDB), pedir licença, sair Senado, para poder comprovar à sociedade a sua ausência de culpa no episódio que marcou de maneira dramática sua carreira política”, disse Fux.

A ministra Rosa Weber acompanhou Fux e Barroso e criticou os encontros que Aécio manteve com lideranças políticas do PSDB depois de Fachin tê-lo afastado das funções parlamentares. “Não se trata de uma mera conversa ou contato. Os atos típicos do mandato não se circunscrevem ao espaço físico do Parlamento”, criticou Rosa.

No julgamento, apenas os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello votaram pela manutenção do exercício das funções parlamentares de Aécio Neves – em junho, Marco Aurélio derrubou as medidas cautelares que haviam sido determinadas por Fachin.

“A Constituição Federal prevê a imunidade. Não podemos, principalmente o Supremo Tribunal Federal, confundir o continente com o conteúdo. Não podemos em virtude de determinados fatos, e por mais graves que sejam os fatos, não podemos atentar contra a Constituição e outro poder de Estado”, frisou Moraes.

No reino do petismo, carta de Palocci é um constrangedor grito de ‘o rei está nu’

Por Fausto Macedo - Estadão
A carta de desfiliação de Antonio Palocci é daqueles documentos que nascem históricos, seja pelo tamanho e pela importância de seu autor, seja pela coragem de enfrentar o mito construído em torno de Lula e do PT, partido que ele ajudou a fundar e a levar ao poder. Para além da questão das “provas” (essenciais ao debate jurídico), o texto é muito impactante para o mundo político, mais um disparo de bazuca na candidatura Lula, além de colocar a ex-presidente Dilma Rousseff e o PT numa situação no mínimo constrangedora.

Se perante o juiz Sérgio Moro Palocci focou seu depoimento na relação de Lula com a empreiteira Odebrecht, na carta, ele demonstra todo seu conhecimento sobre a história e os bastidores do petismo. Desmonta farsas criadas pelo defesa de Lula e propagadas pelo partido com um singelo grito de “o rei está nu”.

Para quem desconhece ou não se recorda, na fábula A Roupa Nova do Rei (de Christian Andersen) um monarca é ludibriado por um trapaceiro fazendo se passar por alfaiate. Como ele é incapaz de costurar as vestimentas, engana o rei e o obriga a desfilar nu, enquanto os súditos fingem que está tudo bem, tudo certo. Apenas um menino tem a coragem de gritar “o rei está nu!”.

“Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do País’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do instituto (!!) são atribuídos a dona Marisa? Afinal, somos um partido sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?”, gritou Palocci, da maneira muito refinada como sempre foi seu costume, na sua carta.

Porém, Lula não é um rei tolo, foi ao mesmo tempo alfaiate e monarca, assim como Palocci está longe de ser uma criança ingênua e também serviu de alfaiate e súdito leal durante décadas. Para os dois, Palocci e Lula, o duelo político ainda está nos primeiros rounds e, como se viu até agora, será uma luta de dois mestres da estratégia e da retórica, do começo até o fim.

O interessante será observar o comportamentos dos petistas que ainda se recusam a promover uma autocrítica mais consistente e verdadeira para salvar o que ainda resta do PT. “Depurar e rejuvenescer o partido, recriar a esperança de um exercício saudável da política será tarefa para novos e jovens líderes”, escreveu Palocci. Eu suspeito que o endereço desse recado (dentre tantos outros contidos no texto) tenha como endereço final o ex-prefeito e professor da USP Fernando Haddad e a nova esquerda que começa a crescer no Brasil e no mundo.

Como um bom jogador que antevê e se antecipa aos movimentos de seus adversários, Palocci encerra seu manifesto oferecendo sua desfiliação antes de ser defenestrado pelo PT de Ribeirão Preto, sua cidade natal, onde foi prefeito por dois mandatos. O texto, coincidência ou não, foi divulgado exatamente um ano após Palocci ter sido preso e prova que a verve do mentor da Carta ao Povo Brasileiro, essencial para a vitória de Lula em 2002, permanece afiada.

Senado aprova financiamento bilionário de campanhas em votação sem registro nominal

Em votação simbólica, que dispensa identificação de votos, o Senado aprovou em plenário ontem (26) a criação de um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais, com recursos a serem extraídos dos cofres públicos. A matéria foi aprovada depois de muita polêmica e protestos em plenário, com direito a acusação de quebra de acordo. Superada a controvérsia, o texto será encaminhado à votação na Câmara para a tentativa de conclusão da chamada reforma política.

Agora, caberá aos deputados acelerar a tramitação da matéria, uma vez que se aproxima do fim o prazo para alterações nas leis político-eleitorais a tempo de valer já para 2018. Para que o fundo seja aplicado já no próximo pleito, o Congresso tem que concluir a votação até 7 de outubro.

No texto original, extinguia-se a propaganda partidária e o próprio horário eleitoral gratuito em rádio e TV. A proposição determina que o valor correspondente à compensação fiscal que a União concede às emissoras, em uma espécie de pagamento pela veiculação de tais programas eleitorais, seja reservado à composição do fundo de eleitoral. Este será alimentado, adicionalmente, por ao menos 30% do valor pré-fixado para emendas de bancada na Câmara, considerada a composição de 2018.

Segundo a proposta de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2018, a previsão de concessão dessas emendas é de R$ 4,4 bilhões. Com base nesse cálculo, seria reservado R$ 1,32 bilhão desse total à composição do fundo. Já a parte relativa à renúncia fiscal é prevista em R$ 450 milhões.

Mas mesmo o montante a ser reservado ao fundo não é consenso entre os senadores. O senador Armando Monteiro (PTB-PE), escolhido relator do projeto, traçou um valor compreendido entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão para o financiamento de campanhas. Por outro lado, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), estimou em R$ 2 bilhões o total a abastecer, em tempos de crise, partidos e candidatos nas disputas eleitorais.

“Em 2014, a soma dos gastos declarados pelos candidatos superou R$ 6 bilhões em valores de hoje. Em nossa proposta, esse montante não alcançará sequer R$ 2 bilhões. Abaixo desse valor, restaria seriamente comprometido o financiamento eleitoral”, defendeu o relator do projeto.

Fundo Especial - A matéria em questão é Projeto de Lei 206/2017, de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Na última quarta-feira (20), Armando Monteiro apresentou um texto substitutivo para ser votado em plenário. Armando optou por manter a propaganda partidária em rádio e TV veiculada em anos sem eleições – o texto de Caiado extinguiria o benefício –, bem como o horário gratuito para divulgar as candidaturas durante as campanhas em anos eleitorais.

O substitutivo de Armando Monteiro oferece alternativas de fontes de recursos para abastecer o fundo, como a metade do valor das emendas impositivas reservadas às bancadas de deputados e senadores, no âmbito do Orçamento Geral da União, mas apenas em anos eleitorais. De uma forma ou de outra, estima-se que o fundo conte com R$ 3 bilhões já em 2018. O projeto também disciplina a distribuição dos recursos entre partidos e a repartição dos valores no bojo de uma mesma legenda, fixando ainda um limite de gastos para o pleito do próximo ano.

Divergência - Caiado criticou o uso de emendas no financiamento. Para ele, a fonte de custeio não é justa com os destinatários originais das emendas. “Qual é o teto? Qual o limite máximo do fundo de campanha? Olha a gravidade: são emendas de bancada! Estamos punindo 5,5 mil prefeitos no Brasil que não têm como sobreviver sem as emendas de bancada. Saúde, educação, infraestrutura… Todas essas áreas serão penalizadas”, questionou o senador goiano.

Sem consenso entre os senadores, o substitutivo de Armando Monteiro encontrou uma brecha regimental para ser aprovado votação simbólica – a certa altura do encaminhamento da discussão, o PT apresentou um requerimento de votação nominal para que o substituto fosse votado preferencialmente. Como o regimento interno não admitiria mais conferência de votos nas próximas votações, o projeto foi decidido de maneira simbólica. Inusitadamente urdida em uma parceria entre PT e PMDB, a manobra foi duramente atacada em plenário.

Um dos mais enfáticos na crítica ao modelo de financiamento, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi à tribuna e classificou como “uma loucura” o conteúdo do projeto. “Acho que tem muita gente ficando doida aqui no Brasil. Num momento em que não há dinheiro para programas sociais – já cortaram R$ 3 milhões de Bolsa Família; se você multiplicar isso por três, são 9 milhões de pessoas diretamente prejudicadas. Não há dinheiro para as faculdades, para a ciência e tecnologia. Os investimentos no Brasil com dinheiro público voltaram a um patamar de dez anos atrás. E o Congresso está brincando de aprovar dinheiro público para financiar campanha eleitoral com isonomia”, vociferou Renan, quase aos gritos, dizendo-se defensor do financiamento privado “com critério, com regra, com teto, com piso”.

Mas, em seu papel de líder do governo, Jucá defendeu a adoção do financiamento público com direito a emendas. “Dos problemas, esse é o menor que teremos para promover a democracia. Não são R$ 2 bilhões que vão afetar o orçamento federal”, argumentou o peemedebista, apoiado pelo colega petista Humberto Costa (PE). “O que querem alguns aqui é a volta do financiamento privado, do caixa dois, das empresas apoiando parlamentares para depois fazerem chantagem contra eles”, discursou o parlamentar pernambucano.

Inconformado com a aprovação do substitutivo, Caiado ainda tentou enxertar na matéria, por meio de destaque de plenário, o fim do horário eleitoral gratuito. Mas, minoria em relação a essa demanda, o parlamentar goiano viu seu requerimento ser rapidamente rejeitado.

Lula diz que Palocci quer ‘destravar delação para receber benefícios’

O ex-presidente Lula afirmou, ontem, 26, por meio por meio de nota de seus advogados, que a carta enviada pelo ex-ministro Antônio Palocci à direção do PT é uma tentativa de ‘destravar sua delação para receber benefícios’. Palocci pediu desfiliação do PT questionando se a legenda é um ‘partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso’ ou se é ‘uma seita guiada por uma pretensa divindade’. “Ofereço a minha desfiliação, e o faço sem qualquer ressentimento ou rancores. Meu desligamento do partido fica então à vossa disposição.”

“Cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda nossa história”, afirmou Palocci.

Em reação à carta, a defesa do presidente afirma que os ‘ataques indevidos’ de Palocci ‘devem ser interpretados como mais passo que ele dá com o objetivo de tentar destravar sua delação para receber benefícios – que vão desde a sua saída da prisão até o desbloqueio de seus bens’.

“O depoimento prestado por Palocci no dia 06/09 é repleto de contradições com depoimento por ele prestado em maio deste ano e, ainda, com depoimentos prestados por outras testemunhas. O documento emitido hoje segue na mesma direção”, ressalta.

Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro, interrogado em 6 de setembro pelo juiz federal Sérgio Moro, rompeu o silêncio e incriminou o ex-presidente Lula, seu antigo parceiro de agremiação. Palocci acusou o ex-presidente de ter fechado um ‘pacto de sangue’ com a Odebrecht, em troca de uma super propina de R$ 300 milhões para seu partido e para ele próprio. Lula nega.

Na sexta-feira, 22, o PT decidiu suspender Palocci por 60 dias das atividades partidárias.

“Ao mentir, sem apresentar provas e seguindo um roteiro preestabelecido em seu depoimento na 13a. Vara da Justiça Federal, em Curitiba, no último dia 6 de setembro, Palocci colocou-se deliberadamente a serviço da perseguição político-eleitoral que é movida contra a liderança popular de Lula e o PT. Desta forma, rompeu seu vínculo com o partido e descomprometeu-se com a sua militância”, disse a resolução.

Leia a íntegra da carta de Palocci que detona Lula e o PT

O ex-ministro Antonio Palocci pediu a desfiliação do PT nesta terça-feira (26), um ano após ter sido preso na Operação Lava Jato. O PT aceitou o pedido e desfiliou Palocci da sigla poucas horas depois. "Política e moralmente, Palo... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/26/leia-a-integra-da-carta-em-que-palocci-rompe-com-o-pt-e-busca-acerto-de-contas-com-o-partido.htm?cmpid=copiaecola
Ontem (26), o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Antônio Palocci, pediu desfiliação do PT por meio de uma carta em expõe o desmonte moral de Lula e os crimes praticados pelo partido e seus integrantes.

“Não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política.”

“Um dia, Dilma e Gabrielli dirão a perplexidade que tomou conta de nós após a fatídica reunião na biblioteca do Alvorada, onde Lula encomendou as sondas e as propinas, no mesmo tom, sem cerimônias, na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda nossa história.”, diz trecho da carta.

"Alguém já disse que quando a luta pelo poder se sobrepõe à luta pelas ideias, a corrupção prevalece. Nada importava, nem mesmo o erro de eleger e reeleger um mau governo, que redobrou as apostas erradas, destruindo, uma a uma, cada conquista social e cada um dos avanços econômicos tão custosamente alcançados, sobrando poucas boas lembranças e desnudando toda uma rede de sustentação corrupta e alheia aos interesses do cidadão", disse em referência a Dilma.

"Sei dos erros e ilegalidades que cometi e assumi minhas responsabilidades. Mas não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política, no melhor dos momentos do seu governo", diz.

“Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto (!!) são atribuídos a Dona Marisa? Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?”

Leia aqui > a íntegra da Carta histórica que expõe como o PT e os governos de Lula e Dilma não tiveram escrúpulos para roubar o país.
Leia aqui a íntegra da carta em que Palocci rompe com o PT... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/26/leia-a-integra-da-carta-em-que-palocci-rompe-com-o-pt-e-busca-acerto-de-contas-com-o-partido.htm?cmpid=copiaecola&cmpid=copiaecola

Leia aqui a íntegra da carta em que Palocci rompe com o PT... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/26/leia-a-integra-da-carta-em-que-palocci-rompe-com-o-pt-e-busca-acerto-de-contas-com-o-partido.htm?cmpid=copiaecola&cmpid=copiaecola
Leia aqui a íntegra da carta em que Palocci rompe com o PT... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/26/leia-a-integra-da-carta-em-que-palocci-rompe-com-o-pt-e-busca-acerto-de-contas-com-o-partido.htm?cmpid=copiaecola&cmpid=copiaecola

O ex-ministro Antonio Palocci pediu a desfiliação do PT nesta terça-feira (26), um ano após ter sido preso na Operação Lava Jato. O PT aceitou o pedido e desfiliou Palocci da sigla poucas horas depois. "Política e moralmente, Palo... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/26/leia-a-integra-da-carta-em-que-palocci-rompe-com-o-pt-e-busca-acerto-de-contas-com-o-partido.htm?cmpid=copiaecola

terça-feira, 26 de setembro de 2017

São Francisco: Sem patrimônio

O saudoso médico Everaldo Martins, era apaixonadíssimo pelo São Raimundo Esporte Clube. do qual foi dirigente e colaborador em todas as situações, dentro e fora do campo. Sua esposa, Selma, era simpatizante e sócia-proprietária do São Francisco Futebol Clube, o Leão Azul santareno, principal rival do Pantera Negra, como é chamado o São Raimundo. Prova disto é o título mostrado acima, assinado pelo presidente Edenmar Machado (Machadinho), pelo vice-presidente, Osmar Simões e pelo diretor-secretário, Ercio Bemerguy. Do diretor-tesoureiro, não lembro o nome.

Um esclarecimento: à época, o São Francisco era uma instituição sólida, inclusive financeiramente,   e de sucesso, com um ótimo time de futebol e uma excelente e valiosa sede social situada na avenida Rui Barbosa. Anos depois, diretorias irresponsáveis causaram o leilão judicial da sede, para pagamento de dívidas e hoje, no imóvel, funciona uma Igreja Evangélica. Infelizmente, a saudosa dona Selma e todos(as) que fizeram investimento no clube, perderam tudo.

"Galeria de Amigos": ABELARDO GENTIL e HILÁRIO COIMBRA (in memoriam)

Abelardo e Hilário adoravam o esporte náutico. Como exímios velejadores, eram integrantes da Flotinha Tapajós do Iate Clube de Santarém e participaram de inúmeras competições da classe Laser, sempre obtendo excelentes resultados. Abelardo também gostava de andar de motocicleta e, em seus passeios pela cidade, seus parceiros eram o Rostand Malheiros e o Nenê BBC.
Abelardo faleceu em 1982, aos 63 anos de idade e, Hilário, dia 17 do corrente mês.

Jogos de hoje na TV

Brasileiro Série B
19:15 - Santa Cruz X Ceará
19:15 - Criciúma X Figueirense
19:15 - Brasil de Pelotas X Luverdense
20:30 - Vila Nova X CRB
20:30 - Oeste X Londrina
20:30 - Paraná X Naútico
20:30 - Boa X Goiás
21:30- Paysandu X Guarani 
Liga dos Campeões
15h45: Borussia Dortmund x Real Madrid
15h45: Manchester City x Shakhtar Donetsk 

Olhar o Brasil de fora causa perplexidade e uma tristeza sem fim

"Nas eleições de 2018, a prioridade será não roubar, não deixar roubar e recuperar desenvolvimento e empregos, mas vai entrar para a história quem combater decisivamente a facilidade com que se assalta e se mata em qualquer região, cidade ou rua. O Brasil está doente." (Eliane Cantanhêde)
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Editorial Estadão: A fidelidade ao eleitor

Um em cada quatro deputados da atual legislatura trocou de partido, informou o Estado a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde janeiro de 2015, dos 513 parlamentares, 124 mudaram de legenda. E um quarto desse grupo, 31 deputados, trocou de partido mais de uma vez. Há casos de quem, nesses dois anos e nove meses, passou por quatro legendas.

É muita troca para um sistema eleitoral onde os mandatos pertencem aos partidos, e não aos candidatos. Vale lembrar que não são permitidas candidaturas independentes, sem filiação partidária. Ou seja, no Brasil a representação política é sempre feita por meio das legendas. É dessa realidade fundamental que nasce a regra da fidelidade partidária, que deve valer para todas as eleições, tanto as proporcionais – como ocorre na escolha de deputados federais, estaduais e distritais e de vereadores – como as majoritárias, para os cargos de prefeito, governador, senador e presidente da República.

Acertadamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu em 2007 que os mandatos pertencem aos partidos, e não aos candidatos, e, portanto, quem troca de legenda deve perder o cargo. Na decisão, porém, a Suprema Corte reconheceu essa realidade apenas para as eleições proporcionais, como se o cerne da questão sobre a fidelidade partidária fosse o método de aferição do resultado da eleição – se por meio do coeficiente eleitoral, se pelos votos atribuídos a cada candidato.

É claro que, em eleições proporcionais, a fidelidade partidária ganha ainda mais importância, pois uma posterior troca de partidos sem a perda de mandato desvirtua completamente a representação. Mas também nas eleições majoritárias, por força do papel da legenda na representação, deve existir a regra da fidelidade partidária. Nesse sentido, era muito oportuna a redação original da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 282/2016, que, além de proibir as coligações partidárias nas eleições proporcionais e fixar uma cláusula de desempenho aos partidos políticos, estabelecia que também nas eleições majoritárias a desfiliação da legenda acarretaria a perda do mandato.

Tal restrição não foi, no entanto, bem acolhida por boa parte dos deputados e, como reconheceu recentemente a relatora da PEC 282/2016, deputada Shéridan (PSDB-RR), a supressão dos artigos relativos à fidelidade partidária é um dos poucos consensos na próxima votação do segundo turno da proposta na Câmara. Perde-se assim uma oportunidade real de melhorar o sistema eleitoral.

Depois, esses parlamentares tão empenhados na defesa da infidelidade partidária não devem se assustar se os eleitores não se veem representados por eles. Na realidade, sempre que a fidelidade partidária é desrespeitada, comete-se uma violência contra a vontade do eleitor, como se a sua escolha na urna tivesse pouca importância. O mínimo compromisso de um representante eleito é manter-se no partido pelo qual obteve o cargo.

De acordo com o TSE, desde a decisão do STF em 2007, mais de 400 deputados trocaram de partido. E, desse total, apenas dois deputados perderam o mandato por infidelidade partidária. Essa quase impunidade é reflexo das medidas que o Congresso aprovou para relaxar a fidelidade partidária. Estabeleceu-se, por exemplo, a possibilidade de trocar de legenda, em determinados períodos, sem a perda de mandato. São as chamadas janelas partidárias. Além disso, fixou-se que se pode trocar de partido por “justa causa”. Ao lado de motivos razoáveis, como a discriminação política pessoal ou uma mudança no programa partidário, a legislação incluiu como justa causa o surgimento de um novo partido.

Em palavras de um deputado que trocou quatro vezes de legenda, “se você escolher o partido correto, você já tem 50% de chance de se eleger”. Na verdade, as frouxas regras relativas à fidelidade partidária, em vez de permitir a sobrevivência política dos parlamentares, são uma grande cunha entre a população e a vida política do País, a ampliar cada vez mais a grande distância já existente. Tudo o que desprestigia os partidos desprestigia a representação, desprestigia a democracia.

Dívidas de clubes da Série A do Brasileiro são refinanciadas com reduções de valores. As dos cidadãos-contribuintes, são majoradas e executadas judicialmente.


Atlético-PR
315
Atlético Mineiro
259
Flamengo
245
Botafogo
206
Corinthians
192
Fluminense
166
Vasco
74
Santos
56
Vitória
46
Grêmio
28
Coritiba
24
Bahia
22
Cruzeiro
22
Avaí
18
Atlético-GO
11
Ponte Preta
9
São Paulo
0,1
Atlético-PR
A maior dívida é a do Atlético-MG. O clube a reduziu em 53% desde que aderiu ao Profut. Passou de R$ 315 milhões para R$ 147,8 milhões. Segundo o diretor jurídico Lásaro Cândido, em abril deste ano o Atlético usou R$ 60 milhões de dinheiro liberado pela venda de Bernard para o Shakhtar Donetsk (UCR), feita em 2013, para pagar parcelas do acordo.

Pela ter adesão dos clubes, estes receberam condições vantajosas de refinanciamento : dívidas com a União foram parceladas em 240 meses, com prestações mínimas de R$ 3 mil. As multas tiveram redução de 70%. O montante destas variam de acordo com o tipo de infração e a quantia devida.

Os clubes também ganharam desconto de 40% sobre o juros utilizados para a correção dos débitos, e 100% dos encargos legais.

A inadimplência no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pôde ser parcelada em 180 meses. 

SEM PUNIÇÃO - No dia 18 de setembro, decisão de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu liminar derrubando punições esportivas para clubes que não apresentarem comprovação de que estão em dia com compromissos fiscais e trabalhistas. Pelo texto do Profut, equipes que atrasassem o pagamento de impostos e as parcelas do programa estariam impedidas de jogar competições em 2018.

A liminar considerou que a proibição se trata de "coerção estatal para o pagamento de impostos."
Essa visão vai de encontro ao que pensam dirigentes e advogados de clubes, que veem o impedimento em disputar torneios por causa de dívidas fiscais como algo inconstitucional.

A possibilidade de exclusão de torneios alarmava Federações estaduais, cartolas e deputados ligados ao futebol. Eles se movimentavam no Congresso para encontrar solução antes mesmo da decisão do STF.

"As competições devem ser resolvidas em campo. A decisão [do STF] é constitucional e respeita o futebol", afirma Rogério Caboclo, diretor executivo de gestão da CBF.

Então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assinou em julho parecer considerando ilegal a punição esportiva imposta pelo Profut.

"É inconstitucional imposição de regularidade fiscal como critério técnico para habilitação de entidades desportivas profissionais em competições esportivo por caracterizar meio indireto de cobrança de tributos e restrição indevida ao livre exercício de atividade econômica ou profissional", escreveu.

"Tenho esperanças que o plenário [do STF] vai resgatar o texto original. O Profut só foi possível porque exigências de transparência, governança democrática e de responsabilidade fiscal foram incluídas. Estou preocupado", disse o deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), que foi o relator da lei.

A ação direta de inconstitucionalidade que originou a liminar foi apresentada pelo Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e pelo PHS (Partido Humanista da Solidariedade).

Com sede em São Paulo, o sindicato é comandado por Mustafá Contursi, ex-presidente e conselheiro influente do Palmeiras. Para defensores das regras do Profut ouvidos pela Folha, a ação tem o dedo da CBF, que tem como diretor de ética e transparência o deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG). A entidade nega interferência.

Cuidar de idoso não é só cumprir tarefa; é preciso dar carinho e escuta

Minha mão sobreposta à do meu pai, no final de um dia de trabalho na lavoura
Por Cláudia Collucci - Folha de SP
A maior taxa de suicídios no Brasil se concentra entre idosos acima de 70 anos, segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. São 8,9 mortes por 100 mil pessoas, contra 5,5 por 100 mil entre a população em geral.

Pesquisas anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o de maior risco. Abandono da família, maior grau de dependência e depressão são alguns dos fatores de risco.

Em se tratando de idosos, há outras mortes passíveis de prevenção se o país tivesse políticas públicas voltadas para esse fim. Ano passado, uma em cada três pessoas mortas por atropelamento em São Paulo tinha 60 anos ou mais. Pessoas mais velhas perdem reflexos e parte da visão (especialmente a lateral) e da audição por conta da idade.

Levando em conta que o perfil da população brasileira mudará drasticamente nos próximos anos e que, a partir de 2030, o país terá mais idosos do que crianças, já passou da hora de governos e sociedade em geral encararem com seriedade os cuidados com os nossos velhos, que hoje somam 29,4 milhões (14,3% da população).

Com a mudança do perfil de famílias (poucos filhos, que trabalham fora e que moram longe dos seus velhos), faltam cuidadores em casa. Também são poucos os que conseguem bancar cuidadores profissionais ou casas de repouso de qualidade. As famílias que têm idosos acamados enfrentam desafios ainda maiores quando não encontram suporte e orientação nos sistemas de saúde.

Estive na última semana cuidando do meu pai de 87 anos, que se submeteu à implantação de um marcapasso. Após a alta hospitalar, foi um susto atrás do outro. Primeiro, a pressão arterial disparou (ele já teve dois infartos e carrega quatro stents no coração), depois um dos pontos do corte cirúrgico se rompeu (risco de infecção) e, por último, o braço imobilizado começou a inchar muito (perigo de trombose venosa).

Diante da recusa dele de ir ao pronto atendimento, da demora de retorno do médico que o assistiu na cirurgia e sem um serviço de retaguarda do plano de saúde ou do hospital, a sensação de desamparo foi desesperadora.

Mas essas situações também trazem lições. A principal é que o cuidado não se traduz apenas no cumprimento de tarefas, como fazer o curativo, medir a pressão, ajudar no banho ou preparar a comida. Cuidado envolve, sobretudo, carinho e escuta. É demonstrar que você está junto, que ele não está sozinho em suas dores.

Meu pai é um homem simples, do campo, que conheceu a enxada aos sete anos de idade. Aos oito, já ordenhava vacas, mas ainda não conhecia um abraço. Foi da professora que ganhou o primeiro. Com o cultivo da terra, formou uma família, educou duas filhas.

Lidar com a terra continua sendo a sua terapia diária. É onde encontra forças para enfrentar o luto pelas mortes da minha mãe, de parentes e de amigos. É onde descobre caminhos para as limitações que a idade vai impondo ("não consigo mais cuidar da horta, então vou plantar mandioca").

Ouvir do médico que só estará liberado para suas atividades normais em três meses foi um baque para o meu velho. Ficou amuado, triste. Em um primeiro momento, dei bronca ("pai, a cirurgia foi um sucesso, custa ter um pouco mais de paciência?").

Depois, ao me colocar no lugar desse octogenário hiperativo, que até dois meses atrás estava trepado em um abacateiro, podando-o, mudei o meu discurso ("vai ser um saco mesmo, pai, mas vamos encontrar coisas que você consiga fazer no dia a dia com o aval do médico").

Sim, envelhecer é um desafio sob vários pontos de vista. Mas pode ficar ainda pior quando os nossos velhos não contam com uma rede de proteção, seja do Estado, da comunidade ou da própria família.

Os números de suicídio estão aí para ilustrar muito bem esse cenário de abandono, de solidão. Uma das propostas do Ministério da Saúde para prevenir essas mortes é a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A presença desses serviços está associada à diminuição de 14% do risco de suicídio. Essa medida é prioritária, mas, em se tratando da prevenção de suicídio entre idosos, não é o bastante.

Mais do que diagnosticar e tratar a depressão, apontada como um dos mais importantes fatores desencadeadores do suicídio, é preciso que políticas públicas e profissionais de saúde ajudem os idosos a prevenir/diminuir dependências, que haja condições para que saiam de casa com segurança, sem o risco de morrerem atropelados ou de cair nas calçadas intransitáveis, que ações sociais os auxiliem a ter uma vida de mais interação na comunidade. E, principalmente, que as famílias prestem mais atenção aos seus velhos. Eles merecem chegar com mais dignidade ao final da vida.

Congresso tenta votar 'pacote de bondade' para os partidos

E são esses os parlamentares que irão pedir os nossos votos para se reelegerem em 2018.
Com um resultado pífio, a atual reforma política chega à sua reta final com o debate, na Câmara e no Senado, de um pacote de pequenas alterações eleitorais com o intuito de beneficiar partidos e candidatos.

Os plenários das duas Casas podem votar nesta terça-feira (26), simultaneamente, textos parecidos com o objetivo de criar mais um fundo público para abastecer campanhas. Paralelo a isso, os projetos reúnem várias modificações na legislação eleitoral para abrandar punições a siglas e candidatos.

Todas as modificações têm de ser aprovadas por Câmara e Senado até a próxima semana para valer em 2018.
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Albanira: Alegria, alegria!

Do jeito que ela gosta: família reunida, simplicidade, alegria e muito amor. Foi assim a noite de ontem para Albanira, no festejo do seu aniversário, presentes os filhos, netas, genros e nora, que rezaram e cantaram Parabéns. Nas fotos abaixo, o carinho das netas e do neto, que ela adora.