Fale com este blog

E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular: (91) 8136-7941
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".

domingo, 22 de outubro de 2017

Editorial - Estadão: Erro de cálculo

Políticos vivem de votos. Por essa razão, à medida que uma eleição se aproxima, quem depende de voto procura não melindrar seu eleitor. É natural, portanto, que as avaliações políticas a um ano da próxima eleição para a Câmara dos Deputados levem em conta, como sempre, o eventual desgaste causado pela aprovação de medidas consideradas impopulares. Assim, como mostrou recente reportagem do Estado, os líderes dos principais partidos da base do governo ponderam que, daqui para a frente, será muito difícil votar projetos destinados a melhorar o estado lastimável das contas públicas, pois acreditam que, se o fizerem, perderão votos. Trata-se de um gritante erro de cálculo.

É improvável, a esta altura do campeonato, que uma parte considerável do atual Congresso consiga sobreviver ao teste das urnas mesmo que se empenhe em aprovar matérias de forte apelo popular, como na área de segurança pública, por exemplo. Não é despropositado presumir que a taxa de renovação da Câmara será alta, em razão dos muitos escândalos de corrupção e da deterioração acentuada da confiança dos cidadãos em seus representantes. Mesmo que prometam os céus e se entreguem ao populismo desbragado na campanha, os políticos com mandato terão considerável dificuldade para convencer seus eleitores de que merecem continuar no Congresso.

Nem é preciso perguntar como o Congresso chegou a esse ponto. O País parece ser a última das preocupações de uma grande parcela dos deputados e senadores, hoje muito mais empenhada em se safar do torvelinho de denúncias e em manter seus feudos de influência na máquina pública do que em discutir e aprovar as matérias que poderiam ajudar a reduzir o descalabro econômico legado pelas irresponsáveis administrações lulopetistas.

Esses parlamentares, pela força do hábito, parecem incapazes de pensar em outra coisa senão em obter vantagens do governo em troca de seus votos. A um ano da eleição, contudo, nem o costumeiro fisiologismo parece suficiente para fazer os políticos da base aliada votarem nos projetos de interesse do governo que formalmente dizem apoiar.

Entre essas medidas estão, por exemplo, o aumento de alíquota da contribuição previdenciária para servidores e o adiamento do reajuste do funcionalismo público. “Para essa pauta de desgaste, vai ser muito difícil ele (o presidente Temer) contar com número suficiente da base para aprovar. Os partidos podem até encaminhar a favor, mas não terá correspondência nas bancadas”, disse o líder do PR na Câmara, José Rocha (BA).

Já o líder do PRB, deputado Cleber Verde (MA), disse que “essa agenda impopular é ruim para o deputado” e que os parlamentares já enfrentarão desgaste suficiente derrubando a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer, como se prevê que aconteça em votação na próxima quarta-feira.

Diante dessa resistência, não se espera nem mesmo que a mais tímida das reformas da Previdência – que, segundo pretende o governo, estabeleça uma idade mínima para as aposentadorias – venha a ter apoio neste momento. Até o líder do PMDB – partido de Temer – na Câmara, Baleia Rossi (SP), considera que essa “reforma enxuta” é “apenas uma das medidas que têm de ser adotadas, mas não é a mais importante, aquela que, se não votar, o País acaba”.

Como se observa, esses políticos parecem não ter entendido o gravíssimo momento que o País vive. Muito tempo já foi perdido pelo governo e por sua base no Congresso em razão da paralisia gerada pelos escândalos de corrupção, e agora que, finalmente, se pode retomar a agenda de interesse nacional, os parlamentares avisam que só estão pensando nas urnas.

Se esses políticos acreditam que podem reconquistar seus eleitores por meio da demagogia de sempre, estão enganados. Hoje, a única coisa que poderia melhorar a imagem dos parlamentares – e render os tão desejados votos – seria a conscientização de que o País não suporta mais tanta irresponsabilidade.

Em questões de gênero, ciência mostra que os extremos estão errado

Que o leitor perdoe a franqueza, mas dá desgosto ver como as pessoas –em ambas as pontas do espectro ideológico– surtam com esse negócio de ideologia de gênero e outras questões candentes relacionadas à sexualidade.
Que tal colocar um pouco de ponderação e rigor científico na história? Eis uma brevíssima lista de ferramentas conceituais que vale a pena ter à mão antes de sair se descabelando "em defesa da família" ou "contra o patriarcado".
1) Pessoas são indivíduos, não médias estatísticas.
A complexidade dos corpos e das mentes é gigantesca e depende de fatores, tanto inatos (como a genética) quanto externos (família, educação etc.), que são individualizados, em larga medida.
A implicação que isso tem para qualquer afirmação de natureza essencialista –que enxerga uma essência imutável– sobre o comportamento e os papéis de homens e mulheres deveria ser clara. Existem, por exemplo, algumas evidências científicas de que, em média (eis uma expressão crucial!), os membros de cada sexo começam a vida com vieses cognitivos e interesses ligeiramente diferentes entre si, e que isso pode ser reforçado ao longo do crescimento.
Meninas, pelo que sabemos, são um pouco mais fluentes verbalmente e mais espertas na hora de captar as emoções alheias, enquanto os garotos se viram melhor em tarefas que envolvem o raciocínio espacial. Mas, de novo, tudo isso é média estatística –não um destino inescapável decretado pelo Olimpo.
Eu me viro razoavelmente bem com palavras e sou capaz de me perder dentro do meu próprio banheiro, embora seja portador de um cromossomo Y, a marca genética da masculinidade em humanos. Aliás, se eu fosse uma média populacional, e não um indivíduo, eu seria metade homem e metade mulher, o que não parece ser o caso, pelo que me lembro da última vez que fui ao banheiro. Esse princípio vale para quase tudo o que importa em nível individual.
2) Seres humanos são entidades biológicas e culturais ao mesmo tempo, o tempo todo.
Somos seres vivos, mamíferos e primatas, produtos de um processo evolutivo de bilhões de anos, tal como os outros animais da Terra. Isso significa que é improvável que o nosso comportamento não tenha bases biológicas, ainda que estejamos longe de elucidá-las totalmente.
Outros animais, aliás, também têm tradições culturais –embora só nós tenhamos levado tão longe a capacidade de dar significado a elas e de transformá-las numa espécie de universo paralelo que nossas mentes habitam.
Na prática, portanto, os papéis de cada gênero são modificados o tempo todo pelas mutações da cultura –mas eles dependem do "molde" biológico inicial para tomar forma. Ignorar qualquer um dos lados da equação é uma receita para simplificar demais a realidade.
3) Existe, existiu e sempre existirá variabilidade natural.
Os dados de outras espécies animais e as comparações entre diferentes sociedades humanas que o relacionamento entre indivíduos do mesmo sexo e aparentes inversões de papéis de gênero são parte da variabilidade natural.
Essa variação pode ser influenciada por aspectos sociais e culturais, mas dificilmente seria criada por eles. Versões extremas da ideologia de gênero segundo as quais absolutamente tudo é construção social são apenas má ciência –mas temê-las como o bicho-papão que transformará todos nós em andróginos futuristas é infundado. Até hoje, todos os que apostaram numa natureza humana infinitamente maleável perderam feio.

Ator Ary Fontoura, que interpreta Lula em filme sobre a Lava Jato, diz que mudar é preciso

Aos 84 anos, o ator Ary Fontoura está em cartaz no cinema interpretando Lula no filme "Polícia Federal - A Lei é Para Todos". Ele aparece apenas nas cenas finais, em que o petista é conduzido coercitivamente para prestar depoimento.Foi o suficiente, porém, para receber críticas. "Mais do que eu votei no Lula?", questiona, para dizer que apenas exerce seu ofício. 

LULA
Eu fui contratado para fazer um papel. Alguém tinha que interpretar o Lula. Já viu uma série chamada "House of Cards" [inspirada na política dos EUA]? Numa democracia séria isso é normal.
Mais do que eu votei no Lula, mais esperança do que depositei nele? Votei quatro vezes no homem. Ele faz tudo isso [referindo-se a fatos revelados na Lava Jato] e não sabe de nada? Não sou eu que tô devendo para o Lula. É o Lula que tá devendo para mim e para todo o mundo.
O diretor [do filme sobre a Lava Jato] queria uma interpretação pura e simples, sem perseguir o personagem.A minha participação é pequena. Eu só entro no final, na cena da condução coercitiva do Lula [em 2016].Em 50 anos [de TV Globo], já fiz 48 novelas, já fiz praticamente de tudo. Essas coisas não me atemorizam, não.
PRESIDENTES
Eu tenho 84 anos de idade. Estou até hoje esperando para ter a lembrança de um bom presidente. Não me recordo de nenhum que eu possa dizer "foi o melhor presidente do período da tua vida". Ninguém. Ninguém.
E agora, votar em quem? No Lula? Já votei quatro vezes. Seria sadismo. [Jair] Bolsonaro, o retrocesso do retrocesso? Vou votar nisso? Ciro Gomes, que explode a toda hora? João Doria? Começou bem, mas tá se perdendo. Pela madrugada! Não tem.
Você votaria no [juiz] Sergio Moro? Eu, sim. Se estivessem a Marina [Silva], o Bolsonaro e o Moro, claro que eu votaria no Moro

BRASIL
Eu adoro o Brasil, adoro os brasileiros. Mas não gosto de certas coisas. Por exemplo: o Brasil é bom, mas o nosso hino é péssimo. Deitado eternamente em berço esplêndido ao som do mar e à luz do céu profundo, numa rede embaixo de um coqueiro que dá coco. Quem quer trabalhar? O Brasil tem que mudar, e vai mudar pelo sufoco. De repente o hino muda o ritmo, para um funk.

O país é dos jovens. Não é meu mais. Eu tenho 84 anos e fico dando ideia aqui? A mudança tem que ser radical. A única coisa que eu acho é que não podemos perder o humor. O brasileiro sempre foi bem humorado. Mas tá ficando estranho.

Editorial - Folha de SP: Quadro lamentável

Na condição de presidente mais impopular em toda a série histórica que se inicia com o governo José Sarney em 1985, o peemedebista Michel Temer enfrenta, nesta semana, o exame de uma segunda denúncia por crimes cometidos durante o seu mandato.

Mergulhada na fisiologia, no oportunismo e nas próprias falcatruas, a maior parcela da Câmara dos Deputados não verá, ao que tudo indica, razões para aceitar um novo pedido de abertura de processo penal –em agosto, rejeitou-se iniciativa semelhante da Procuradoria-Geral da República.

Já numa decisão juridicamente precária, de aberto enviesamento político, o Tribunal Superior Eleitoral fechou os olhos às evidências de abuso de poder econômico a marcar o pleito que levou Temer à Vice-Presidência, na chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT).

De lá para cá, só fizeram agravar-se o desprestígio e a má reputação do presidente e de seus associados no poder. Com 73% dos entrevistados reprovando seu desempenho, segundo o Datafolha, Temer superou (dentro da margem de erro da pesquisa) até mesmo os 71% atingidos por Dilma Rousseff no ocaso de sua desastrosa gestão.

O episódio clamoroso da mala de dinheiro flagrada nas mãos do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), depois de o presidente tê-lo indicado ao empresário Joesley Batista como seu interlocutor de confiança, embasou com vivos indícios a primeira denúncia do Ministério Público.

Esta foi rejeitada pela Câmara, alcançando apenas 227 dos 342 votos necessários. Não parece plausível que agora, alvo de uma peça acusatória menos consistente que a anterior, Temer vá correr o risco de afastamento do cargo.

Com efeito, as acusações de obstrução da Justiça e de participação em organização criminosa, embora tenham ressonância veraz para a opinião pública, carecem de caracterização criminal suficientemente precisa nesse caso.

A tese da obstrução fundamentou-se nos ambíguos assentimentos de Temer, na conversa gravada com Joesley Batista, ao relacionamento que este dizia ter com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A credibilidade dessa delação premiada e a do próprio ex-procurador-geral Rodrigo Janot abalaram-se consideravelmente com revelações posteriores. Cabe lembrar, ademais, que nem mesmo no famigerado caso do mensalão o STF condenou seus personagens por crime de quadrilha.

Perderam-se, em suma, diversas oportunidades para que –como preconizava esta Folha desde a crise do impeachment– o país antecipasse as eleições presidenciais, em vez de se deixar assenhorear por uma escória política que, com brados de moralidade, teve o desplante de se fingir superior à patifaria que a precedeu.

É tal o quadro, lamentável, a que se chegou. Dado o pouco tempo restante de mandato, Temer tende a permanecer por esgotamento de opções. Só o pleito de 2018 poderá apontar para um futuro melhor.

Coisa do Brasil da sacanagem

Multas impostas aos políticos voltam para eles
Até agosto, a Justiça Eleitoral distribuiu entre os partidos políticos R$ 55,8 milhões arrecadados apenas com multas e outras penalidades eleitorais. O valor não inclui a distribuição regular do Fundo Partidário, que chega a R$900 milhões. Funciona assim: multas são depositadas em uma conta da Justiça e o total depois é dividido proporcionalmente entre os partidos. Até agora, no ano, foram rateados R$641,3 milhões.
Esquema dá voltas
Punido por propaganda eleitoral irregular, por exemplo, partido punido recebe de volta parte do que pagou a título de... multa.
Diferentes fontes
A Lei dos Partidos (9.096/95) define que o Fundo Partidário, hoje de R$830 milhões, é nutrido pelo Tesouro, por doações e... as multas.
Valor principal
Os partidos políticos só prestam contas das verbas que recebem uma vez por ano, em 30 de abril. Fiscalização extra só durante as eleições.
Prestação de contas
Os partidos políticos só prestam contas das verbas que recebem uma vez por ano, em 30 de abril. Fiscalização extra só durante as eleições. 
(Fonte: Diário do Poder - Claudio Humberto)

Ex-governadora Ana Júlia troca PT por PCdoB

Antiga parceria petista
Santarém/2003 - Maria do Carmo Martins, candidata ao governo do Estado e Ana Júlia Carepa, candidata ao senado, em plena campanha fizeram pose para o fotógrafo após saborearem uma caldeirada de tucunaré no restaurante Pirakatu.
Leia aqui >Ana Júlia explica porque mudou

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Dona Onete continua fazendo sucesso



A cantora paraense Dona Onete participou do capitulo de ontem (19) da novela "A Força do Querer", virando assunto nas redes sociais entre o público da novela e até mesmo famosos. Na trama, a cantora se apresentou na lanchonete "Cantinho da Nazaré", onde cantou a música "Boto Namorador" (vídeo acima), uma das músicas temas da novela, embalando as personagens ao som do carimbó. A cena ainda teve direito ao ator Tonico Pereira, que vive Abel, vestido de "Boto" e dançando em clima de romance com Zezé Polessa, a Edinalva. 
Onete é paparicada pelos globais

Leitorado

Quem conta é Adalberto Lins, leitor do meu blog, residente no bairro Sacramenta/Belém:
“Ontem, na esquina de uma movimentada avenida no centro de Belém, presenciei a briga de um casal. A mulher, aos gritos, disse ao homem que estava ao seu lado: “És o autor do meu infortúnio, túmulo da minha alegria, abismo da minha infelicidade”. Ele, calmamente, respondeu: “Eu te amo, prometo que mudarei o modo de te tratar, não vou mais te trair. Por favor, amor, acredita que eu te adoro, me perdoa!” ... Se abraçaram, se beijaram e, agarradinhos, pegaram o ônibus que acabara de chegar, e foram curtir o chamado ‘amor bandido`.”

Defender o devido processo legal é questão de coragem, não de lado

Por Reinaldo Azevedo - Folha de SP
Na segunda (16), Celso Rocha de Barros, colunista deste jornal, sugeriu haver uma armação para livrar a cara de Aécio Neves. E atirou: "(...) na luta para derrubar Dilma Rousseff, nenhum dos analistas que hoje se preocupam com equilíbrio institucional dava a mínima para isso". Bem, o "nenhum" me inclui. "Truco!"

Rocha de Barros diz não ser constitucionalista. Também não sou. Mas depois decreta que os casos Aécio, Delcídio do Amaral e Eduardo Cunha são iguais. Não são. De toda sorte, critiquei as medidas impostas aos três. Mas sei: os tempos são mais simpáticos a quem prega cadeia para todos.

Não esperei que a truculência do MPF ou de Sergio Moro chegasse à "direita" para reagir. No dia 17 de julho de 2015, escrevi aqui: "Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal (...) têm ignorado princípios básicos do Estado de Direito. Não é difícil evidenciar que prisões preventivas têm servido como antecipação de pena". Nome da coluna: "Os filhos do PT comem seus pais".
Mais aqui >Defender o devido processo legal é questão de coragem, não de lado

Faço trabalho exaustivo, não escravo, diz Gilmar

Em meio à polêmica com a publicação de uma portaria que modifica as regras de combate ao trabalho escravo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira, 19, que o tema é polêmico, mas que deve ser tratado sem partidarizações ou ideologizações.

“Eu não tive tempo ainda de ler a portaria e terei de fazer a devida aferição. Esse tema é sempre muito polêmico e o importante, aqui, é tratar do tema num perfil técnico, não ideologizado. Há muita discussão em torno disso", disse o ministro.

“Eu, por exemplo, acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo. Eu já brinquei até no plenário do Supremo que, dependendo do critério e do fiscal, talvez ali na garagem do Supremo ou na garagem do TSE, alguém pudesse identificar, 'Ah, condição de trabalho escravo!'. É preciso que haja condições objetivas e que esse tema não seja ideologizado”, completou Gilmar Mendes.

As novas normas mudam a punição de empresas que submetem trabalhadores a condições degradantes e análogas à escravidão. Entre outras coisas, elas determinam que só o ministro do Trabalho pode incluir empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo, que dificulta a obtenção de empréstimos em bancos públicos.

Critérios. A nova regra altera também a forma como se dão as fiscalizações, além de dificultar a comprovação e punição desse tipo de crime.

“O que é importante é que haja critérios objetivos e que não haja essa subjetivação. Vimos aí alguns processos no STF em que havia uma irregularidade trabalhista, mas daí a falar-se em trabalho escravo, parece um passo largo demais. É preciso que haja esse exame adequado das situações, um tratamento objetivo e que isso não seja partidarizado nem ideologizado”, comentou Gilmar Mendes.

A portaria já foi criticada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e por artistas como Caetano Veloso, Alessandra Negrini, Letícia Sabatella e Diogo Nogueira. 

A arte de blindar no Planalto Central

Por Fernando Gabeira - Estadão
Os idos de 64 já vão longe, embora existam algumas semelhanças com o presente. Hoje a situação internacional é favorável à democracia, o Brasil está mais ligado ao mundo. E a tese fundamental é de que sociedade tem a capacidade de resolver por si a grande crise em que está metida.

Essa tese é também a razão da nossa esperança, não há a mínima condição de abandoná-la. No entanto, ela sofreu um golpe no processo que envolveu o Supremo e o Senado, culminando com a suspensão das medidas cautelares aplicadas ao senador Aécio Neves.

Já é grande o número de pessoas que não acreditam em solução democrática para a crise. Quem observar o discutido discurso do general Mourão, que admitiu a possibilidade de intervenção militar, verá que ele coloca como um dos fatores que a justificariam a incapacidade da Justiça de punir a corrupção no mundo político. E a melhor maneira de negar essa perspectiva sombria é, precisamente, demonstrar o contrário: que a Justiça cumprirá o seu papel, restando à sociedade completar a tarefa com mudanças em 2018. 

PT vai fazer vaquinha para arrecadar dinheiro e bancar caravanas de Lula pelo país

É bom, mas custa O PT lançará uma campanha para arrecadar doações para as caravanas do ex-presidente Lula. O esforço é parte de uma mudança na estratégia do partido, que decidiu rever a forma de buscar recursos. Passará a fazer pedidos focados em grandes temas.
Estreia A vaquinha será lançada nesta sexta-feira (20), na reunião da Executiva da sigla. Haverá mobilização nas redes a partir da próxima semana, com imagens da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, de líderes petistas e das viagens de Lula.

Planos de saúde para idosos podem ficar impraticáveis, dizem especialistas

BRASILIA, DF, BRASIL, 10-10-2017, 15h00: Mário Schefer (professor da Usp) e Ligia Baia, no Congresso Nacional, contra as mudanças em planos de saúde que afetam diretamente consumidores mais velho (Foto: Sérgio Lima/Folhapress, COTIDIANO) ***ESPECIAL*** 
 Professores Ligia e Mario
A proposta de nova lei de planos de saúde apresentada na Câmara dos Deputados no dia 18 de outubro é um desserviço aos usuários, não cobre necessidades de saúde, "rasga" o Estatuto do Idoso e só beneficiará o mercado.

A afirmação vem dos professores de saúde coletiva Ligia Bahia (UFRJ), e Mario Scheffer (USP), que pesquisam políticas de saúde, planos e seguros privados.

"A urgência de uma lei tem as digitais das operadoras, assíduas financiadoras de campanhas eleitorais", afirma Scheffer, 51. Sobre o reajuste de planos dos idosos, defendido pelas empresas, Ligia, 62, afirma que é um equívoco confundir velhice com doença. "O envelhecimento por si só não é o responsável pela elevação de custos na saúde."

União contra as trevas

BRASILIA, DF, BRASIL, 18-10-2017, 17h: Senador Aécio Neves volta ao Senado depois de ser suspenço pelo STF. (Foto: Mateus Bonomi/Folhapress, PODER) 
Por Ruy Castro - Folha de SP
No Carnaval de 1989, a Beija-Flor, leia-se Joãozinho 30, propunha-se a apresentar um atrevido enredo antiluxo: "Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia", uma ode aos mendigos, bêbados e menores carentes do Brasil. O ponto alto seria o carro com a imagem de um Cristo encravado numa favela. A Cúria Metropolitana do Rio viu nisso um deboche, entrou com uma ação cautelar e conseguiu impedir o Cristo de desfilar. Só que Joãozinho cobriu o Cristo com sacos de lixo preto e desfilou-o do mesmo jeito, com um cartaz pendurado no peito: "Mesmo proibido, olhai por nós" (foto).

Mas, desde então, os espíritos se desarmaram. Na semana passada, a Arquidiocese do Rio comemorou os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora no rio Paraíba do Sul, além dos 86 anos da inauguração do monumento ao Cristo Redentor, com a participação de mil crianças de 16 escolas de samba mirins, desfilando pelo Leme e apresentando o samba-enredo "Aparecida de Nossa Senhora". O evento se completou com procissões, missas e a coroação da santa.

Nunca o samba e os católicos estiveram tão próximos. Na verdade, eles têm muito em comum —guardam certas semelhanças em liturgia, paramento e cantos, dão igual valor à simbologia e gostam de desfilar com estandartes.

A comemoração conjunta foi mediada pelo S.O.S. Villa-Lobos, um grupo de intelectuais (um deles, o embaixador Jeronimo Moscardo, ministro da Cultura de Itamar Franco) empenhado em proteger as tradições populares do Rio das trevas que as ameaçam. Inspira-se em Villa-Lobos, que, nas décadas de 30 a 50, formou corais com milhares de crianças brasileiras. O samba, a igreja católica e os intelectuais fazem bem em se unir.

Editorial - Estadão: O inimigo eleito

Tudo indica que a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, será barrada pelo plenário, em votação marcada para a próxima quarta-feira. Infelizmente, contudo, isso não significa que o governo passará finalmente a ter tranquilidade para encaminhar as tão necessárias reformas que, em razão da anuviada atmosfera política, entraram em compasso de espera.

O espírito messiânico que culminou nas desastrosas denúncias da PGR – repletas de ilações, carentes de provas e motivadas pela ânsia justiceira de castigar os mais altos escalões da República para purificar a política nacional – parece ter contaminado o ânimo da opinião pública contra Temer. A tal ponto que praticamente tudo o que emana de seu governo ou com ele é identificado, ainda que remotamente, é desde logo tratado como retrocesso, como cassação de direitos ou, simplesmente, como crime. Para os arautos do desastre pouco importa que a inflação esteja abaixo das expectativas mais otimistas, que o valor da moeda esteja alto, que a economia esteja reagindo à crise de maneira muito favorável.

O catastrofismo contribuiu, como já está evidente, para o comportamento imprudente de uma parte do Judiciário e do Ministério Público, cujos exotismos hermenêuticos, a título de acabar com a impunidade, terminaram por atropelar alguns direitos fundamentais, como a presunção da inocência e o devido processo legal, quando se trata de políticos.

A julgar pelas pesquisas de opinião, que mostram o absoluto descrédito dos parlamentares, dos partidos, das Casas Legislativas e dos governos em geral – em particular de Temer, com sua popularidade quase nula –, consolidou-se o discurso segundo o qual a corrupção é endêmica e generalizada. Num cenário desses, não surpreende que comece a ser bem-sucedida a pregação petista segundo a qual Temer seria mais do que simplesmente um mau administrador; ele seria a encarnação de um projeto destinado a arruinar a vida dos pobres e das minorias, favorecendo grupos econômicos e sociais interessados apenas em ampliar seus lucros e sua força. A corrupção teria sido apenas o meio para chegar ao poder – desalojando o partido que se considera porta-voz dos desvalidos – e implementar esse maligno projeto.

Assim, por exemplo, a recente portaria do Ministério do Trabalho que fixou parâmetros para definir o que é trabalho escravo foi desde logo tratada como inaceitável derrogação de direitos, com o objetivo de obter votos da bancada ruralista para barrar a denúncia contra Temer na Câmara. Em meio à gritaria, houve quem dissesse que só faltava “revogar a Lei Áurea”, como fez a presidente cassada Dilma Rousseff em nota, na qual acrescentou que “o presidente golpista se rende ao que há de pior e mais retrógrado, subordinando-se a empresários atrasados, egoístas e responsáveis por práticas de trabalho escravagistas”. Nesses termos, parece claro que é impossível sustentar um debate racional, assim como já havia acontecido com outras iniciativas importantes de Temer, como a reforma da Previdência – que, segundo os petistas, fará os brasileiros trabalharem “até morrer” – e a reforma trabalhista, contra a qual se insurgiram alguns juízes e fiscais do Trabalho, que prometem ignorar as novas leis a fim de proteger os “direitos” dos trabalhadores.

A histeria é tanta que Temer está sendo responsabilizado até mesmo por uma suposta “onda conservadora” que estaria ameaçando as liberdades artísticas e intelectuais. Circula nas redes sociais uma “carta-manifesto pela democracia” em que “artistas, intelectuais e profissionais de várias áreas” denunciam a tal “onda de ódio”. Ao final do texto, o alvo fica claro: os que chegaram ao poder com Temer depois do “golpe parlamentar” e que agora “passaram a subtrair ou tentar retirar um número significativo de conquistas obtidas pelos brasileiros a partir da Constituição de 1988”, limitando “os direitos individuais, civis e sociais no Brasil, precarizando as condições de trabalho, ameaçando a liberdade de ensino nas escolas, a proteção ao meio ambiente, a união de pessoas do mesmo sexo, etc.”. Esse seria, segundo o manifesto, “o conjunto da obra que resulta do golpe de Estado”.

A estratégia é tão óbvia quanto antiga: cria-se um inimigo – Temer – para que o País esqueça quem é o verdadeiro responsável pela atual tragédia nacional – isto é, o lulopetismo.

Editorial - Folha de SP: Saia de cena

Brazilian Senator Aecio Neves gestures during a session of the Federal Senate in Brasilia, on October 18, 2017. The Brazilian Senate revoked the suspension decision of the Supreme Federal Court (STF) and Neves returned to office. / AFP PHOTO / Sergio LIMA ORG XMIT: SLI 
Mais que vexaminosa, a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) tornou-se insustentável. Depois de ter-se apresentado ao país na eleição de 2014 como alternativa ao quadro de degradação que se revelava com os progressos da Lava Jato, o tucano foi flagrado no descumprimento de normas elementares de conduta.

As gravações que se tornaram públicas, nas quais aparece pedindo dinheiro ao empresário Joesley Batista (JBS), são estarrecedoras. A transação, toda ela realizada de forma sorrateira, culmina com um emissário do senador recebendo somas em dinheiro vivo.

É certo que o caso terá de ser objeto de um processo legal que permitirá a Aécio Neves exercer amplo direito de defesa —quando poderá oferecer, aliás, as explicações até aqui sonegadas ao país.

Nesse caso, afinal, ninguém pode se dar por satisfeito com afirmações de advogados segundo as quais tudo não passou de mero pedido de empréstimo privado.

Se outras suspeitas já cercavam o ex-governador de Minas Gerais antes das gravações, a divulgação do áudio trouxe à luz motivos mais do que suficientes para que se afastasse ou fosse afastado do cargo por seus pares. Mas não. Nem mesmo se tomou a providência mínima de submeter o tucano ao Conselho de Ética do Senado.

Aécio Neves também se recusou a abandonar a presidência de seu partido, tendo optado por uma simples licença. Criou com esse estratagema um arranjo tão ambíguo quanto costumam ser algumas decisões hesitantes do PSDB.

Os tucanos, aliás, a reforçar a fama de divididos e vacilantes, não conseguem tratar o imbróglio com a devida objetividade e retidão.

Numa atitude tortuosa, acompanharam a maioria dos senadores na revogação das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, mas, encerrada a sessão, pediram ao parlamentar que deixasse o comando da sigla.

A presença de Aécio Neves no Legislativo serve apenas para turvar ainda mais um quadro político já revolto e atravessado por incertezas. Infelizmente o mineiro, que teve a oportunidade de seguir uma trajetória promissora, traiu seus eleitores e desonrou o legado de Tancredo Neves, seu avô.

Sua presença na vida pública, como se nada de grave tivesse ocorrido, põe em risco a credibilidade e o equilíbrio do Judiciário e da Lava Jato. Fica no ar a impressão de que no meio político alguns são menos passíveis de punição do que outros.

Deveria o senador retirar-se de cena e tratar de sua defesa —mas isso, ao que parece, é esperar demais de alguém que não tem exibido os requisitos éticos e morais para agir com grandeza.

Belém sediará o Encontro das Cidades Criativas da Unesco

A capital paraense vai sediar, de 7 a 11 de novembro, o Encontro das Cidades Criativas da Unesco, evento internacional que, pela primeira vez, será realizado no continente americano. Os sabores regionais são o centro da programação, que trará à capital do Pará chefs de diversas regiões do mundo para conhecer a tradição gastronômica e cultural local.

Com uma das culinárias mais autênticas do planeta, ao aliar a influência portuguesa à indígena e africana, Belém traz no paladar ingredientes da exuberante floresta amazônica e vê sua identidade e história conectadas diretamente a essa profusão de sabores: ervas, jambu, tucupi, peixe, açaí, cupuaçu, camarão, bacuri, castanha e pimentas de cheiro.

Estratégias para potencializar negócios e a sustentabilidade no setor da culinária na região são o foco do encontro, o primeiro grande evento que será realizado após Belém ter conquistado o título mundial de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, em 2015, concedido a apenas 18 localidades em todo o mundo.

Para o encontro realizado em Belém, já está confirmada a participação de 16 representantes da Unesco vindos da China, Líbano, Colômbia, Estados Unidos, Suécia, México, Coréia do Sul, Irã, Itália, Espanha e Turquia.

“Fazer parte da Rede das Cidades Criativas da Unesco integra Belém a uma comunidade internacional em uma promissora e intensa troca de conhecimento, experiências e de negócios”, destaca João Cláudio Klautau, coordenador do Comitê Cidades Criativas da Unesco.

Valorização do Pará
O encontro busca impulsionar toda a cadeia produtiva do setor gastronômico, desde os pequenos produtores de insumos orgânicos, as indústrias processadoras e exportadoras de alimentos, passando por toda a logística envolvida nessa dinâmica, até chegar às mesas de bares, restaurantes e hotéis.

“Um evento desta grandiosidade e inédito nas Américas coloca Belém na vitrine do mundo. Reunir especialistas internacionais aqui para pensar caminhos de estimular o setor da culinária fortalece o setor, atrai turismo e estimula a qualificação do mercado, para que a gente produza com mais qualidade, atenda ainda melhor e compreenda nossos pontos fortes no mercado estrangeiro”, pontua Klautau.

Neste sentido, o encontro propôs a criação de uma ampla rede de chefs paraenses que irão participar do Circuito Gastronômico Cidade Criativa da Gastronomia. Mais de 30 restaurantes de Belém irão oferecer pratos exclusivos, criados para o evento, que valorizam ingredientes locais.

Programação

Realizada pela Prefeitura de Belém com apoio do Governo do Estado, a imersão culinária e cultural contempla uma diversificada programação, que levará a comitiva da Unesco para conhecer a produção ribeirinha de alimentos, apresentará a pluralidade de cheiros e sabores do Ver-o-Peso, a cultura indígena e a riqueza musical do Pará.

A abertura do Encontro das Cidades Criativas da Unesco será realizada no Palácio Antônio Lemos no dia 7 de novembro, com show de Dona Onete e apresentação da Banda da Guarda, com repertório do Maestro Waldemar Henrique.

No dia 8, a comitiva visita a ilha do Combu, onde conhecerá a cadeira produtiva da mandioca e do cacau. No Ver-o-Rio, povos indígenas apresentam sua cultura com danças, artesanato e pintura. Aberta ao público, a noite segue ainda com show de carimbó e escola de samba.

Dia 9 haverá o “Workshop Biodiversidade: Diálogos com a gastronomia”, no Pólo Joalheiro. Em seguida, será realizado um dos momentos altos da programação, o “Desafio ao vivo de chefs – Cooking Show”, que reunirá chefs internacionais da comitiva da Unesco a chefs paraenses e outros convidados de diversas regiões do Brasil. Os chefs visitantes terão que cozinhar usando ingredientes típicos do Pará e de outras regiões do mundo, criando, ao vivo, pratos inusitados e inéditos.

No dia 10 a comitiva conhecerá o maior mercado a céu aberto da América Latina. A programação no Ver-o-Peso promoverá ainda um intercâmbio dos chefs com as boieiras da feira. A cantora Fafá de Belém encerra a noite com show aberto ao público no Portal da Amazônia, com carimbó e guitarrada

No último dia do Encontro, 11, o grupo visitará as ruínas do Murucutum e o Festival Fartura, que reúne produtores, mercados e chefs para provar novas receitas e também pratos típicos de diversas cidades do Brasil.
(Com informações do G1Pará)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Clonando Pensamento

Do amigo e jornalista Francisco Sidou:

“Caso tivéssemos uma empresa regional operando nas  linhas entre as cidades da Amazônia , você e outros amigos mocorongos não precisariam pagar o mico de viajar até Santarém com escala obrigatória em Brasília, Isso é um absurdo e consequência dos cartéis das grandes  empresas de aviação. notadamente Gol e Latam, que só operam para os grandes centros; E o governo federal, complacente, não tem autoridade para abrir licitações para novas linhas regionais que poderiam ser operadas por outras empresas  nacionais ou estrangeiras. Nada a ver com nacionalismo e sim com eficiência e competitividade.”

ALAS com novos integrantes

Maria Lídia
Dia 24, às 20h, no Centro Recreativo, a Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS) realizará sessão solene para empossar seus quatro novos membros, nominados abaixo:
- MARIA LÍDIA AIRES DE MENDONÇA - intérprete, arranjadora e produtora cultural com mais de 30 anos de carreira. Ocupará a cadeira de número 31, cujo patrono é Raimundo Fona.
- RAIMUNDO BRITO (Ray Brito)-  cantor, ocupará a cadeira de número 33, que tem como patrono o poeta Rui Paranatinga Barata. 
- JOÃO BERNARDO MOTA SANTANA - professor, ocupará a cadeira de número 26, cujo patrono é o poeta Manuel Rebouças de Albuquerque). 
- ANTÔNIA TEREZINHA DOS SANTOS AMORIM - historiadora, foi eleita para ocupar a cadeira  de número 05, que tem como patrono o fotógrafo Apolônio Alves Pereira Fona.

 No evento, será prestada homenagem póstuma à Raimunda Rodrigues Frazão (Dica Frazão), que era integrante da referida entidade cultural.

Convidados pelos dirigentes da ALAS, eu e Edinaldo Mota atuaremos como mestres de cerimônia da solenidade e, também, apresentaremos as atrações do "Momento Cultural" (músicas e poesias) que terá a participação de membros da Academia, dentre eles, Odilson Matos, Sebastião Tapajós, Ivone Picanço, Antônio Von, Moacir Santos e Djalma do Cavaco. Só pra lembrar: Edinaldo e eu, somos membros efetivos da Academia de Letras e Artes de Santarém.

Deputado diz que mãe de ministro da Cultura deveria ser exposta de “perna aberta” em museu

Os ânimos se exaltaram na Comissão de Segurança Pública da Câmara ontem, 18, entre o ministro da Cultura, Sérgio Sá, e o deputado Givaldo Carimbão (PHS-AL). A sessão precisou ser suspensa. A confusão começou após o parlamentar relembrar uma exposição de arte em que a imagem de Nossa Senhora era explorada. “Eu queria que fosse com a mãe do ministro”, disse Carimbão. “Eu queria pegar a mãe do ministro e colocar com as pernas abertas”, continuou a provocação.

Neste momento, Sérgio Sá se levantou para deixar a sessão e, exaltado, pediu respeito à mãe já falecida. Houve bate-boca. O presidente da comissão, Alberto Fraga (DEM-DF), pediu que as ofensas fossem retiradas das notas taquigráficas e encerrou a sessão. À Coluna, o ministro Sérgio Sá lamentou as ofensas a mãe dele. “É lamentável porque havia uma discussão que estava se estabelecendo. Espero que esse episódio não comprometa o prosseguimento do debate”, disse o ministro. 
 
O ministério divulgou a seguinte nota a respeito:
1) A convite das Comissões de Cultura e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, participou hoje de audiência pública na Câmara dos Deputados;

2) Em sua fala, o ministro tratou da posição do Ministério da Cultura em relação a exposições artísticas realizadas recentemente em Porto Alegre e São Paulo, e prestou os esclarecimentos pedidos pelos deputados;

3) Sá Leitão reforçou a posição do MinC favorável à extensão da classificação indicativa para exposições de artes visuais;

4) O ministro respondeu com serenidade a todas as perguntas e compartilhou as informações pedidas, reafirmando sua convicção de que o assunto deve ser tratado com equilíbrio e racionalidade;

5) Em determinado momento da audiência, houve colocações ofensivas dirigidas ao ministro, sem qualquer relação com o objeto ou com o tom do conjunto da audiência. Diante das repetidas ofensas, o ministro encerrou sua participação;

6) Após o incidente, o deputado Alberto Fraga, da Comissão de Segurança, ligou para o ministro Sá Leitão e pediu desculpas em nome da Comissão e dos deputados que a compõem. O deputado Thiago Peixoto, presidente da Comissão de Cultura, fez o mesmo;

7) O ministro reitera seu respeito a todos os parlamentares e ao Congresso Nacional, e seu desejo de construir um debate amplo e respeitoso, fundado no verdadeiro diálogo, que possa contribuir de fato para o fortalecimento da cultura, da democracia e do estado de direito em nosso país.