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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Grata lembrança
Eu, na onda dos bons carnavais de outrora no Centro Recreativo, em Santarém. Em boa companhia...


Leitore(as), para a sua avaliação, postamos hoje os editoriais dos três principais jornais do Brasil sobre a reforma da Previdência. Se possível, comentem, digam o que pensam a respeito do assunto.
Reforma coerente enfrenta o desafio da política

Editorial do jornal O Globo
A apresentação formal da proposta de reforma da Previdência confirmou a impressão tida a partir de algumas antecipações feitas e declarações de autoridades de que ela tem coerência e atende à necessidade, entre outras, da correção de injustiças entre os regimes de seguridade. Além, por óbvio, de sinalizar que o Estado brasileiro sairá da rota da insolvência em que se encontra agora, devido aos gastos previdenciários descontrolados.

Neste sentido, trata-se do mais completo projeto de reforma da seguridade já apresentado, desde que o assunto entrou na pauta do país com a posse de Fernando Henrique Cardoso, em 1995. Pois o problema dos desequilíbrios crescentes da Previdência é antigo, e todas as mudanças que FH, Lula e Dilma conseguiram fazer, ou quiseram executar, nunca foram a fundo no ataque a vários pontos nevrálgicos do sistema:entre outros, aposentadorias precoces; grande desnível entre os benefícios pagos aos assalariados do setor privado e ao funcionalismo público, em privilégio deste; e uma resposta firme à tendência inexorável de o sistema brasileiro, baseado no regime de repartição, ser inviabilizado pelo tempo, mesmo que a longo prazo, pelo inevitável envelhecimento acelerado da população, pela queda da taxa de natalidade e uma bem-vinda sobrevida crescente de quem chega a atingir 62 e 65 anos de idade, que poderá ser o limite para a aposentadoria de mulheres e homens, caso a proposta de reforma constitucional divulgada agora seja de fato aprovada.

A apresentação da "Nova Previdência" coincide com a exótica crise política criada dentro da família do presidente Bolsonaro de que resultou a exoneração do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que já demonstrava algum trânsito no Congresso e ajudaria Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, na tarefa crucial de negociar no Legislativo a aprovação da reforma. Será um desafio adicional para o governo.

Mas ele tem a seu favor um conjunto de medidas bem lapidadas. Até a clássica crítica a qualquer reforma previdenciária, feita principalmente por quem deseja manter privilégios, de que antes devem ser cobradas as bilionárias dívidas ao INSS, tem resposta: será apresentado projeto de lei para facilitar a cobrança deste passivo e coibir "devedores contumazes'.

Outro ponto positivo é a percepção de que, afinal, políticos e a sociedade começam a compreender o problema da Previdência, e que sem o seu equacionamento a economia não voltará a crescer como o Brasil precisa. É possível que o persistente e elevado desemprego causado pela grande recessão do biênio 2015/16, derivada dos erros da política econômica de Dilma/Lula, esteja exercendo um papel pedagógico na sociedade sobre a imperiosa necessidade deste ajuste fiscal.

A reforma de Temer, no seu desenho original, tinha como meta R$ 800 bilhões de economia em dez anos. A de Bolsonaro, R$ 1,072 trilhão, cifra essencial para inverter a tendência de crescimento do peso da dívida pública no PIB — 50% no primeiro governo Dilma e que, devido a seus erros, se aproxima dos 80%.

A busca pela equiparação das regras entre os diversos regimes — a reforma do sistema dos militares, mais fácil, por ser por projeto de lei, virá depois —, incluindo o princípio de que quem tem remuneração maior contribui mais, transposto do Imposto de Renda para contribuição previdenciária, é coerente com a busca por justiça social. Algo inatacável como princípio.

Um conjunto tão amplo de propostas consumirá algum tempo para ser digerido dentro e fora do Congresso. Não se pode é, no debate, perder o sentido do todo das propostas e o entendimento de que, embora seja uma reforma emergencial, ela abre horizonte de longo prazo, como demonstra a inclusão no pacote do novo regime de capitalização, para os mais jovens. Não se deve perder esta oportunidade de abrir um amplo espaço de crescimento para o país.
Sucesso à reforma

Editorial da Folha de SP
Na conjuntura brasileira, uma reforma da Previdência precisa atender a três condições fundamentais —justiça na distribuição dos sacrifícios inevitáveis, combate às aposentadorias precoces e redução de privilégios que geram gastos excessivos com os servidores públicos.

O cerne da proposta do governo Jair Bolsonaro (PSL) cumpre tais requisitos. O alcance das mudanças dependerá do empenho e da capacidade de articulação política do presidente e de sua equipe.

Conforme o cálculo oficial, o texto enviado ao Congresso nesta quarta (20) proporcionará economia de R$ 1,07 trilhão em dez anos. O montante sobe a R$ 1,16 trilhão com as alterações prometidas nas pensões militares, a serem tratadas em outro projeto —um compromisso que, a bem da equidade, não pode ser negligenciado.

Trata-se, na teoria, de uma reforma mais ambiciosa que a de Michel Temer (MDB), cujo potencial de poupança era estimado em R$ 800 bilhões ao longo de uma década, na sua versão inicial, e algo entre R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões depois de negociações na Câmara dos Deputados.

A experiência ensina que ajustes e abrandamentos da proposta tendem a ser inevitáveis durante a tramitação legislativa. O desafio do governo, a partir de hoje, será preservar os dispositivos cruciais.

A fixação de idades mínimas para as aposentadorias constitui a providência mais básica do texto. A exigência geral de 65 anos para homens e 62 para mulheres é compatível com padrões internacionais, embora o ideal fosse não haver diferenciação de gênero.

As exceções previstas, como policiais e professores, as regras de transição para quem já está no mercado de trabalho e o mecanismo de cálculo dos benefícios, porém, deverão merecer boa parte dos enfrentamentos políticos e serão decisivos para o impacto orçamentário da reforma.

Uma inovação das mais interessantes é o aumento da progressividade das contribuições previdenciárias, que variariam de 7,5% a 11,68% para os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e chegariam ao teto de 22% para servidores públicos, conforme a renda do trabalhador.

Nota-se aqui a preocupação com a justiça tributária, pois o gravame cai para os mais pobres e sobe para os mais abonados. Parece provável, contudo, algum ajuste das cifras, dado que até tentativas de elevar de 11% para 14% a taxação do funcionalismo enfrentam severas resistências das corporações.

Diretrizes como essa, de todo modo, afiguram-se imprescindíveis no que será uma árdua batalha de convencimento da opinião pública, ainda hoje bombardeada por mistificação e demagogia.

Bolsonaro, cuja base de sustentação partidária suscita dúvidas, assumiu o risco de apresentar uma proposta nova, cuja tramitação começará do zero. No interesse do país, que tenha sucesso.

Sem a reforma, o déficit dos regimes previdenciários consumirá parcelas crescentes da arrecadação e levará ao estrangulamento orçamentário do governo, possivelmente já neste mandato presidencial. Com ela, ganha-se um precioso fôlego —necessário, embora não suficiente, para a retomada do crescimento da produção e da renda.
Governo nasce com a reforma

Editorial do Estadão
Reforma ou desastre será a escolha inevitável dos parlamentares, nos próximos meses, quando resolverem como ficará a Previdência. Cada voto poderá empurrar o País para a crise e a estagnação ou para uma recuperação mais rápida e uma nova fase de prosperidade. O presidente da República e seus ministros terão de trabalhar intensamente, a partir de agora, para formar a maioria necessária à aprovação do projeto e, antes disso, para impedir a deformação e a desidratação das propostas do Executivo. Mas para isso o presidente e seus auxiliares precisarão agir como um governo. Esse governo pode ter sido inaugurado na quarta-feira, com 50 dias de atraso, quando o texto foi entregue oficialmente ao Legislativo. Até esse momento, o trabalho mais efetivo e mais visível a favor da reforma havia sido executado pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Mas o governo acumula em sua operação efetiva um atraso maior que aqueles 50 dias. Bem antes da posse oficial, em 1.º de janeiro, o presidente e seus conselheiros poderiam ter avançado na discussão da reforma da Previdência. Mas para isso precisariam ter condições de apresentar, logo depois da eleição, um projeto bem esboçado e razoavelmente detalhado.

Não existia esse esboço, como ficou claro nos meses seguintes. Nem as idades mínimas para homens e mulheres estavam definidas até pouco antes da entrega do texto ao Congresso. Nem mesmo havia um plano de governo. O presidente eleito só dispunha de um discurso ideológico e moralista repetido de forma patética por alguns ministros. Esse despreparo custou um atraso de mais de três meses na formulação final e no encaminhamento da proposta de mudança da Previdência.

Se a reforma for aprovada em seu formato atual, haverá, pelas contas oficiais, uma economia de cerca de R$ 1,16 trilhão em dez anos. Nos primeiros quatro o ganho poderá chegar a R$ 189 bilhões, incluídos na conta os efeitos da mudança no regime dos militares.

Mas essas, por enquanto, são as projeções mais otimistas. Muitos analistas do setor privado têm mencionado ganhos prováveis de R$ 700 bilhões em dez anos. Pessoas menos entusiasmadas baixam a expectativa para R$ 500 bilhões, menos de 50% do valor estimado na melhor hipótese. Os ganhos serão tanto menores quanto menos ambiciosa for a reforma aprovada. Além disso, o efeito estabilizador das mudanças será menos duradouro do que poderia ser.

O governo deve estar preparado para aceitar a alteração e a supressão de itens do projeto nos próximos meses, mas precisará ter o cuidado de preservar os pontos mais importantes. Esses pontos devem ser relevantes por seus efeitos financeiros e também por suas consequências políticas, porque a eliminação de privilégios é um dos melhores argumentos a favor da reforma. Deve também afastar a tentação de acrescentar penduricalhos para atender a interesses de corporações ou de empresas.

Em qualquer caso, garantir condições mais severas - itens como idades mínimas e tempo de contribuição - para o acesso à aposentadoria será essencial para uma reforma significativa. Não haverá reforma ideal, mas será preciso conseguir a aprovação de uma proposta capaz de justificar a aposta numa nova etapa de crescimento econômico duradouro. Empresários e investidores dentro e fora do País estão à espera desse sinal - com mais ceticismo no caso dos estrangeiros, segundo fontes da área de finanças.

A aprovação da reforma será só a condição inicial para uma nova fase de expansão econômica. Será preciso pensar em mais investimentos, em maior abertura e cuidar da identificação de obstáculos e gargalos. O discurso oficial tem sido muito pobre em relação a questões como essas.

É difícil dizer, por enquanto, se existirá um governo capaz de cuidar das negociações partidárias e da formulação dos passos seguintes da política. A resposta será negativa, com certeza, se o presidente Jair Bolsonaro insistir em briguinhas, em manter ministros comprovadamente despreparados e em deixar seus filhos meter-se na gestão do Executivo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Galeria de amigos: PADRE WALDIR SERRA
Sacerdote muito respeitado e querido, recentemente completou 71 anos de idade e recebeu muitas mensagens de parabéns e, uma delas, diz muito bem o quanto a sua missão sacerdotal sempre foi exercida com muita dedicação e assistência espiritual e amor ao próximo. Ei-la:
“Quando eu me perdi,
você apontou a direção.
Quando eu senti a fraqueza,
você me ajudou a levantar e
quando eu perdi a fé, você me
mostrou a sabedoria divina.
Obrigado, padre Waldir!”
Fotos: Pinçadas da página de Lúcia Cabral, no Facebook.


Reforma de Bolsonaro deve exigir 40 anos de contribuição para aposentadoria integral

A reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro chega nesta quarta-feira, 20, ao Congresso Nacional tendo como principal fiador o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo fontes que acompanham a negociação do texto que endurece as regras para se aposentar no Brasil, o presidente mexeu pouco na proposta apresentada pela equipe econômica. Concordou em manter o alcance das mudanças para todas as categorias da iniciativa privada e do setor público, incluindo militares e políticos, para barrar as resistências de grupos organizados que já se formam no Congresso em meio a uma base aliada ainda desorganizada na Câmara.

Na versão do texto discutida até ontem à noite, ficou definida a exigência de 40 anos de contribuição para que os segurados do INSS recebam 100% do salário de contribuição, desde que respeitado o teto do INSS (hoje em R$ 5.839 mil).

A regra só vale para os segurados que ganham acima de um salário mínimo. Eles teriam direito a 60% do benefício ao completar 20 anos de contribuição – que passaria a ser o tempo mínimo (hoje, é de 15 anos). A cada ano adicional, são conquistados mais 2 pontos porcentuais. Por exemplo, quem conseguir ficar 35 anos recolhendo para a Previdência, vai receber 90% do salário de contribuição. Para quem ganha o piso, nada muda, uma vez que o texto proíbe o pagamento de qualquer aposentadoria abaixo de um salário mínimo.

O governo já anunciou oficialmente que a idade mínima para aposentadoria na proposta será de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. O prazo de transição será de 10 anos para homens e 12 anos para mulheres.

A proposta será levada à Câmara por Bolsonaro e Paulo Guedes. O governo fechou ontem um plano de comunicação que envolve uma força-tarefa de encontros separados, incluindo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e um grupo de governadores que negociam um novo socorro da União em troca de apoio.

O dia “D” da reforma começa com um encontro de Bolsonaro com parlamentares do seu partido, o PSL, e termina com um pronunciamento do presidente à nação de rádio e televisão. Na quinta-feira, Guedes vai a São Paulo para reuniões de apresentação do texto a sindicalistas, empresários e representantes do mercado financeiro. O pontapé inicial da reforma começa com otimismo em relação à sua aprovação, mas no Congresso já se espera uma desidratação do texto nas negociações e um prazo de pelo menos um ano para aprovação nas duas Casas.

A reforma da Previdência é considerada essencial para a sustentabilidade das contas públicas. Só no ano passado, o buraco para pagar os benefícios do INSS – sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado – e do regime próprio dos servidores públicos, além do sistema dos militares, foi de R$ 290,3 bilhões.
Clonando Pensamento 
“Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender.”

(Raul Seixas)
Leitorado
De Flávio Nascimento, santareno, arquiteto e escritor, há 25 anos residente no Rio de Janeiro:
“Declaração de amor
Santarém abriga em seu solo fértil e generoso, pessoas que lá nasceram ou vindas de outras regiões do Brasil e até do exterior. Almejo que na minha querida e inesquecível Pérola do Tapajós reine sempre a paz social, que pressupõe o respeito e a perfeita harmonia entre os seus habitantes o os poderes Executivo, Legislativo  e Judiciário, sob as bênçãos de Deus e de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira dessa terra tão querida, nosso encanto, nossa vida. Te amo, Santarém, do rio azul, das belas praias, do sol amigo e muito calor humano.”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019


GLOBO PEDE QUE BOLSONARO ENQUADRE FILHOS E APRENDA COM MILITARES A SER PRESIDENTE

No site petista Brasil 247:
Assim como nos anos que antecederam o golpe militar de 1964, a família Marinho começa a defender uma nova intervenção fardada no país. Em editorial publicado no jornal O Globo nesta terça-feira (19), praticamente pede por uma junta militar para tutelar Bolsonaro, caso ele ponha em risco o projeto das elites do país: "A expectativa é que Jair Bolsonaro, a partir da experiência desastrosa de permitir a invasão de seu espaço de poder por filhos, aprenda, também com a ajuda do núcleo militar do governo, a assumir e gerenciar sua condição de presidente da República".

Em todo o texto critica-se acidamente o clã Bolsonaro por disseminar "insegurança nos escalões elevados da administração" e colocar "sob risco a confiabilidade de entendimentos políticos feitos pelo governo". Em outras palavras, os Marinho estão preocupados com o destino das reformas ultraliberais e desnacionalizantes que defendem há décadas.

A crítica é quase demolidora ao clã. Os dois primeiros parágrafos do editorial são eloquentes:

"A demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, sob pressão de Carlos, ou “02”, filho do presidente Jair Bolsonaro, envenena o início do governo do pai com incertezas. E pior, dissemina insegurança nos escalões elevados da administração, colocando sob risco a confiabilidade de entendimentos políticos feitos pelo governo. Por exemplo, em torno da reforma da Previdência.

Criou-se o precedente de que intrigas florentinas semeadas na família presidencial podem traçar o destino de autoridades. É catastrófico para qualquer administração, pública ou privada, quando fatores externos, ainda mais devidos à consanguinidade, interferem no trabalho. Poucos exemplos são tão antirrepublicanos como a atuação de '02' neste caso. Que sequer chegou a surpreender, dadas as demonstrações de agressividade e arroubos, não só dele, exibidas em redes sociais durante a campanha."

Toda a lógica do texto conduz à quase convocação por uma intervenção militar, no último parágrafo, quando se pede que Bolsonaro "com a ajuda do núcleo militar do governo", possa "assumir e gerenciar sua condição de presidente da República". Os Marinho não escrevem, mas a ideia está clara: que o capitão Bolsonaro passe a ser um fiel cumpridor das ordens dos generais.
Muito ajuda quem não atrapalha

Editorial do Estadão
Não tem a menor importância, para o País, o desfecho da crise envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Sem qualquer predicado que o tornasse especialmente relevante para o processo de tomada de decisões do governo, sua permanência ou não no Ministério de Jair Bolsonaro só interessava de fato aos filhos do presidente, publicamente empenhados em escolher os ministros e governar no lugar do pai. Já o presidente Bolsonaro, seja porque é despreparado para exercer o cargo para o qual foi eleito, seja porque não consegue impor limites aos filhos, seja por uma combinação dessas duas características, revela-se incapaz de colocar ordem na casa e concentrar energias naquilo que é realmente necessário para o País.

Assim, não tendo o presidente a necessária condição técnica e administrativa para substituir Bebianno a tempo e a hora, e muito menos coragem para enquadrar seus meninos, comete o pecado capital de deixar o Brasil ser governado por um quadrunvirato.

E fez isso às vésperas do início da tramitação de projetos de extrema relevância para o conjunto dos brasileiros, como a reforma da Previdência e o plano de segurança pública, perdendo-se o governo em futricas e picuinhas palacianas, cujo poder de causar confusão e desgaste é multiplicado pela onipresença da criançada.

Foi pelas redes sociais que a crise envolvendo Bebianno atingiu seu ápice. Pelo Twitter, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, chamou Bebianno de “mentiroso”, no que foi endossado pelo pai. Nada nesse episódio lembra remotamente algo parecido com o respeito à institucionalidade que se exige de quem ocupa o Palácio do Planalto. Tal comportamento pode até excitar os militantes bolsonaristas nas redes, mas desgasta profundamente a imagem de um governo cujo presidente prometeu, em seu discurso de posse, “hierarquia, respeito, ordem e progresso”, mas até agora só protagonizou confusões e patuscadas.

Felizmente, nem todos no governo compartilham com Bolsonaro sua profunda falta de reverência pela instituição presidencial, comprovada não apenas pelo modo desleixado como se apresentou numa reunião ministerial, de chinelos e camisa falsificada de time de futebol, mas sobretudo por permitir que seus filhos atuem como se ministros plenipotenciários fossem. Há assessores que estão genuinamente empenhados em fazer o governo funcionar, tentando dar à administração uma feição minimamente sólida. No Congresso também há parlamentares que se comprometeram a fazer avançar as reformas, mesmo com o desgaste político que o tema suscita.

A rigor, pode-se dizer que a pauta mais importante do governo está avançando não por méritos do presidente Bolsonaro, mas a despeito dele. Enquanto o chefe de governo se permite perder precioso tempo com os devaneios de poder dele e dos filhos, inclusive com fantasiosas conexões internacionais para a inclusão do Brasil num movimento “antiglobalista”, alguns ministros buscam tocar o barco, sem ter, contudo, a menor certeza se o “capitão” da embarcação sabe para onde pretende ir.

Antes tudo isso fosse método, e não apenas o amadorismo irresponsável tão característico do baixo clero, de onde saíram o presidente Bolsonaro e seu fanático entorno. Está ficando cada vez mais claro, porém, que Bolsonaro, em razão de seus limites mais que evidentes, não tem mesmo a menor ideia do que é ser presidente e do que dele se espera num momento tão grave como este.

Desnorteado, governando ao sabor da gritaria nas redes sociais, o presidente deixou de construir uma articulação organizada no Congresso. Seu partido é um amontoado de novatos que se elegeram pegando carona em seu nome; os líderes que escolheu para negociar apoio dos parlamentares são igualmente inexperientes - um deles chegou a convocar uma reunião de líderes partidários na Câmara à qual ninguém compareceu; por fim, mas não menos importante, nem mesmo Bolsonaro parece convencido da necessidade de uma profunda reforma na Previdência, dado que passou a vida inteira como parlamentar a boicotar mudanças nas aposentadorias.

Seria ingênuo acreditar que Bolsonaro, de uma hora para outra, passará a se comportar como presidente e assumirá as responsabilidades de governo. Mais realista é torcer para que ele, pelo menos, pare de atrapalhar.
Bebianno vai, mas as dúvidas ficam. Vai falar tudo o que sabe?

Por Eliane Cantanhede/Estadão
O governo Jair Bolsonaro repete os governos de Lula e Dilma Rousseff: quando alguma coisa vai mal, a culpa é da mídia. Os presidentes fazem tudo certo, os ministros são impecáveis, as coisas vão sempre às mil maravilhas e só quem não reconhece isso são tevês, rádios, jornais, revistas. Os “inimigos do Brasil”.

É como se houvesse um complô midiático pronto a derrubar qualquer governo, coitado, tão frágil, tão desprovidos de canais de comunicação e propaganda. Mas o pior de tudo isso é que tem muita gente que acredita. Ou quer acreditar.

Esse script da vitimização, usado com muito êxito por Lula nos seus oito anos, passa por jogar eleitores, eleitoras e incautos em geral contra a mídia que divulga informações – na maioria oficiais –, relata fatos muitas vezes desagradáveis sobre os poderosos, publica entrevistas de adversários e de antigos aliados cheios de mágoa.

A virulência dos bolsonaristas equivale à dos petistas e Bolsonaro repete Lula, só que não se limita a jogar sua tropa contra a mídia e usa diretamente um instrumento poderoso nessa guerra: as redes sociais, um mundo virtual com uma “verdade” própria, uma realidade paralela entre “bons” e “maus”.

A novela Gustavo Bebianno tem esse script. O presidente da República grava entrevista chamando o ministro de mentiroso e dizendo que ele pode “voltar às origens”. O filho do presidente, vereador Carlos Bolsonaro, reafirma que o ministro é mentiroso e divulga o áudio de um “não” do pai para ele. E, a partir daí, Bebianno vira uma fera ferida, cheio de ameaças.

E de quem é a culpa? Do presidente? Não. Do filho? Não. Do ministro? Não. Do PSL? Não. A culpa, gente, é da imprensa, que divulgou todas essas etapas sem retoque, a verdade como ela é.

Circulam textos falando que a imprensa faz uma “defesa apaixonada” de Bebianno porque tem uma ideia fixa: derrubar o presidente Bolsonaro. Seria cômico, não fosse trágico, que muita gente “esclarecida” acredite e divulgue esse tipo de coisa. É jogar os fatos fora, tampar bocas, olhos e ouvidos para não enfrentar a realidade e poder engolir qualquer coisa que o “Grande Irmão” diga ou mande dizer.

Fatos são fatos e, contra fatos, não há argumentos. Bebianno era um ilustre desconhecido, virou advogado de Bolsonaro, depois presidente do PSL durante a campanha e – diferentemente do que dizem – foi um dos primeiros ministros anunciado por Bolsonaro após se eleger presidente. E com gabinete no Palácio do Planalto, um dos dois únicos civis no coração do poder.

Fosse o governo de A, B ou C, de direita ou esquerda, a queda e a troca de desaforos em público seriam um escândalo e ocupariam as capas dos jornais e os horários nobres, ainda mais pelas circunstâncias: é a primeira crise de um governo que só começou há um mês e meio, um dos pivôs é um amigo do presidente e outro é um dos filhos dele, em meio ao constrangimento e a uma saraivada de críticas ao excesso de poder do 01, do 02 e do 03.

Saem os (poucos) amigos, aumentam os (muitos) militares. Quem assume a vaga do ex-amigo Bebianno é o general de divisão Floriano Peixoto, que é o oitavo militar no primeiro escalão do governo Bolsonaro e deixa o ministro Onyx Lorenzoni na incômoda posição de único civil com destaque no Planalto e adjacências. Uma ilha.

Bebianno vai, mas as dúvidas ficam. Ele vai falar tudo o que sabe? Vai manter a versão de que Bolsonaro é “muito fraco”? E a investigação sobre o “laranjal” do partido do presidente, o PSL, vai evaporar?

Como lembrança, Bebianno luta jiu-jítsu, arte marcial japonesa que utiliza golpes de alavancas, torções e pressões para derrubar e dominar os oponentes. Bolsonaro passa a ser o grande oponente. Jogar a culpa na mídia não resolve nada.
Leitorado: Marília , obrigado!
De Marília Castro, bairro do Reduto/Belém:
"Ercio, sou fã e leitora assídua do seu blog e da sua página no Facebook pelo seguinte motivo: você preza e respeita os seus leitores, fazendo diariamente as atualizações, sempre com ótimas postagens. Parabéns!"
Grata lembrança
Muitas décadas decorreram, mas, até hoje, ainda recebo elogios de quem relembra a minha atuação como apresentador de programas no rádio e na televisão de Santarém. Eu fico extremamente feliz e não esquecerei jamais, por exemplo, do E-29 SHOW, que eu apresentei por muito tempo na Casa Cristo Rei, na companhia do meu amigo-irmão Edinaldo Mota e que se tornou um sucesso de público é de audiência, transmitido ao vivo pela Rádio Rural. Inquestionavelmente, enquanto durou, se consolidou como um instrumento de descoberta, valorização e divulgação de valores artísticos de Santarém.
A felicidade de ter contribuído concretamente para elevar a cultura santarena é um sentimento que, confesso, me gratifica  enormemente.

Leitorado
De Severino Nascimento, bairro de Nazaré, Belém-Pará:
"Todo ano é a mesma coisa, são as mesmas notícias: “Vai faltar peixe na Semana Santa”, “Preço do peixe vai aumentar”, “Governo vai proibir saída de peixe para outros Estados”, “Secretaria de Pesca vai programar venda de peixe vivo nas feiras”, etc. É bom lembrar que, para evitar que o povo, católico ou não, fique sujeito a esse tipo de aumento de preço absurdo do pescado, a própria igreja católica geralmente libera o consumo, nos dias santos, de qualquer tipo de alimento, inclusive carne vermelha. Creio que chegou a hora de darmos um basta nesses abusos, boicotando a compra de pescado. Eu, por exemplo, já comprei 4 latas de sardinha e a minha mulher fará uma bela fritada para degustarmos na quinta e sexta-feira da Semana Santa. Portanto, não tô nem aí pros preços altos dos peixes.”
Em 2015, há quatro anos, portanto, quando ocorreu a demolição, foi feito um estardalhaço danado nas redes sociais, com críticas contundentes sobre o cometimento de ato criminoso que foi a demolição do Casarão Tapajônico (ou Solar dos Macambira), localizado na Rua Siqueira Campos em Santarém e tombado  como Patrimônio Histórico/ Cultural da cidade. Mesmo assim, o imóvel foi destruído. E a pergunta que que eu faço é esta: quais foram as consequências deste e de outros idênticos crimes cometidos (Casa Lucy, casarão dos Reça...) por pessoas inescrupulosas, irresponsáveis, canalhas...? Alguém foi preso, processado, pagou alguma multa?
Finalmente, alguém sabe me informar como estão sendo utilizados, hoje, os restos mortais do referido Casarão Tapajônico? Ouvi dizer que é um estacionamento de veículos. É verdade?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Leitorado

De Felicia Nogueira, bairro Canudos/Belém:
“Na pior, mas não perde a pose.
Uma conhecida socialite de Belém, que sempre é destaque nas colunas sociais está enfrentando seríssimos problemas financeiros e, por conta disto, ontem foi vista na fila do Caixa do Frangão da Duque, para pagar dois frangos assados, baratinhos. Um conhecido da referida madame, disse: “0i, que bom te ver!” - Ela respondeu: “Estou aqui porque o meu pai adora este tipo de comida, mas eu de-tes-to. Prefiro um bom restaurante”. Na verdade, os frangos eram para o almoço domingueiro da família.”
A minha amiga Dalila Tapajós, musa da Garapeira Ypiranga, é uma das minhas valiosas colaboradoras. Ontem, dela recebi a imagem abaixo, na qual aparecem o meu amigo Bené Oliveira, sua esposa e sua encantadora filha Roberta, que hoje foi destaque como “Gente que Brilha”, nesta página e no meu blog.

No Estadão
Jair Bolsonaro usou suas redes sociais para desmentir boatos que diziam que o governo poderia acabar com o pagamento de 13° salário e com as férias numa eventual mudança trabalhista. O presidente disse que os direitos estão garantidos.

“Os direitos trabalhistas como 13° e férias são cláusulas pétreas da Constituição. Somente nova Constituinte para modificá-los. Estão garantidos independentement dos boatos que espalham propositalmente, sempre tentando prejudicar quem não faz parte declaradamente da esquerda”, afirmou Bolsonaro.
Ontem, perdemos por 3x0 para o Paysandu. Mas se pensas que deixaremos de amar o Clube do Remo, olha aqui pra ti, secador...