Fale com este blog
E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular: (91) 8136-7941
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".
Celular: (91) 8136-7941
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".
sábado, 6 de julho de 2019
Minha casa, minha escola, minha paixão.
Ontem, gravei esta mensagem que foi apresentada no programa "Sinval Ferreira Atende", como sendo a minha homenagem aos 55 anos de existência da Rádio Rural de Santarém.
"Meu dileto amigo Sinval.
Permita-me, utilizar este seu excelente programa, de larga audiência, para transmitir os meus parabéns e o meu abraço a você e a todos os competentes profissionais que atuam ou que atuaram nesta nossa Rádio Rural, que completa hoje 55 anos de existência, prestando relevantes serviços a Santarém e ao seu povo.
Ao longo desses seus 50 anos, a Rádio Rural prosperou bastante. Transformou-se numa emissora moderna, operando com o que existe de melhor em termos de recursos tecnológicos e humanos, produzindo excelente programação.
Da minha parte, tenho o privilégio de dizer como o poeta: “meninos, eu vi”... eu vi como tudo isso começou, e sinto saudade do convívio diário e fraterno com os meus colegas de trabalho, pois atuávamos à base de colaboração mútua, na mais perfeita sintonia do sentir, do pensar e do querer fazer sempre o melhor para atender aos anseios dos nossos ouvintes. Foi aqui que apresentei vários programas, entre eles: Clube das Fãs, Desperta Amazônia, EB faz o Sucesso, domingo após a missa, Musiarte show e o mais famoso deles, o E29 Show. Considero a Rádio Rural como sendo a minha casa, a minha escola, a minha paixão!
Finalizo esta modesta homenagem, com um versinho que uma ouvinte enviou, em 1967, ao meu programa “EB Faz o Sucesso”, por ocasião dos festejos do 3°aniversário desta nossa rádio tão amada, tão respeitada, tão querida.
Parabéns! ´Família Rural`
Gente boa, gente competente, gente capaz
Gente amiga, gente trabalhadora, gente Roque Leal
Colocando amor no que fez e no que faz
Ontem, gravei esta mensagem que foi apresentada no programa "Sinval Ferreira Atende", como sendo a minha homenagem aos 55 anos de existência da Rádio Rural de Santarém.
"Meu dileto amigo Sinval.
Permita-me, utilizar este seu excelente programa, de larga audiência, para transmitir os meus parabéns e o meu abraço a você e a todos os competentes profissionais que atuam ou que atuaram nesta nossa Rádio Rural, que completa hoje 55 anos de existência, prestando relevantes serviços a Santarém e ao seu povo.
Ao longo desses seus 50 anos, a Rádio Rural prosperou bastante. Transformou-se numa emissora moderna, operando com o que existe de melhor em termos de recursos tecnológicos e humanos, produzindo excelente programação.
Da minha parte, tenho o privilégio de dizer como o poeta: “meninos, eu vi”... eu vi como tudo isso começou, e sinto saudade do convívio diário e fraterno com os meus colegas de trabalho, pois atuávamos à base de colaboração mútua, na mais perfeita sintonia do sentir, do pensar e do querer fazer sempre o melhor para atender aos anseios dos nossos ouvintes. Foi aqui que apresentei vários programas, entre eles: Clube das Fãs, Desperta Amazônia, EB faz o Sucesso, domingo após a missa, Musiarte show e o mais famoso deles, o E29 Show. Considero a Rádio Rural como sendo a minha casa, a minha escola, a minha paixão!
Finalizo esta modesta homenagem, com um versinho que uma ouvinte enviou, em 1967, ao meu programa “EB Faz o Sucesso”, por ocasião dos festejos do 3°aniversário desta nossa rádio tão amada, tão respeitada, tão querida.
Parabéns! ´Família Rural`
Gente boa, gente competente, gente capaz
Gente amiga, gente trabalhadora, gente Roque Leal
Colocando amor no que fez e no que faz
Bolsonaro blinda Moro: ''O povo vai dizer se nós estamos certos ou não''
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, continua blindado. Mesmo depois da publicação de novos diálogos que sugerem supostas orientações ilegais do ex-juiz em ações da Operação Lava-Jato, o presidente Jair Bolsonaro o defendeu nesta sexta-feira (5/7). Disse que irá acompanhado do ministro à final da Copa América, no domingo (7/7), e deixará que os torcedores presentes façam a avaliação do governo. “Se a segurança permitir ir eu e Sérgio Moro ao gramado, o povo vai dizer se nós estamos certos ou não”,
A nova edição da revista Veja informa, em uma parceria com o The Intercept, que Moro atuou com parcialidade no caso. “O atual ministro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem”, apontou um trecho da reportagem.
O presidente da República, em contrapartida, não apenas manifestou que será o povo a “julgar” o governo, como provocou a imprensa a noticiar informações sobre Adélio Bispo, o responsável pelo atentado contra ele. “Falam tanto na questão do Moro, telefone, etc, e cadê o caso do Adélio? Não vão dar nenhuma força pro caso? Os telefones estão guardados. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com ação impedindo que se entre no telefone celular de alguns. Pois se entrar, vão saber quem foi o mandante da tentativa de homicídio da minha parte”, disse Bolsonaro. (Fonte: Correio Braziliense)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, continua blindado. Mesmo depois da publicação de novos diálogos que sugerem supostas orientações ilegais do ex-juiz em ações da Operação Lava-Jato, o presidente Jair Bolsonaro o defendeu nesta sexta-feira (5/7). Disse que irá acompanhado do ministro à final da Copa América, no domingo (7/7), e deixará que os torcedores presentes façam a avaliação do governo. “Se a segurança permitir ir eu e Sérgio Moro ao gramado, o povo vai dizer se nós estamos certos ou não”,
A nova edição da revista Veja informa, em uma parceria com o The Intercept, que Moro atuou com parcialidade no caso. “O atual ministro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem”, apontou um trecho da reportagem.
O presidente da República, em contrapartida, não apenas manifestou que será o povo a “julgar” o governo, como provocou a imprensa a noticiar informações sobre Adélio Bispo, o responsável pelo atentado contra ele. “Falam tanto na questão do Moro, telefone, etc, e cadê o caso do Adélio? Não vão dar nenhuma força pro caso? Os telefones estão guardados. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com ação impedindo que se entre no telefone celular de alguns. Pois se entrar, vão saber quem foi o mandante da tentativa de homicídio da minha parte”, disse Bolsonaro. (Fonte: Correio Braziliense)
Sérgio Moro é aplaudido de pé em evento anual voltado para investidores
Calorosa recepção confirmou que o ministro não perdeu prestígio
As reportagens sobre supostas mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato não abalaram o prestígio e a confiança no atual ministro da Justiça. Ao entrar no palco do Expert XP, feira anual com investidores, em São Paulo, Moro foi aplaudido efusivamente e de pé pela plateia.
A maioria dos quase oito mil presentes pareceu compreender que, mesmo que sejam autênticas, as mensagens foram trocadas entre “mocinhos” que tentam prender bandidos e discutem a melhor forma de fazê-lo, sem deixar espaço para manobras jurídicas.
Calorosa recepção confirmou que o ministro não perdeu prestígio
As reportagens sobre supostas mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato não abalaram o prestígio e a confiança no atual ministro da Justiça. Ao entrar no palco do Expert XP, feira anual com investidores, em São Paulo, Moro foi aplaudido efusivamente e de pé pela plateia.
A maioria dos quase oito mil presentes pareceu compreender que, mesmo que sejam autênticas, as mensagens foram trocadas entre “mocinhos” que tentam prender bandidos e discutem a melhor forma de fazê-lo, sem deixar espaço para manobras jurídicas.
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Foto histórica: ato inaugural da Rádio Educadora de Santarém (hoje,
Rádio Rural) ocorrido em 05.07.1964 em seu estúdio no pequeno prédio localizado no bairro Caranazal. Na ocasião, discursava Dom João de Souza Lima, arcebispo de Manaus. Os demais fotografados são: Dom Tiago, Dom Alberto Gaudêncio Ramos, arcebispo de Belém, Everaldo Martins, prefeito de Santarém, Tadeu Matos, Orlando Borba, representante da Capitania dos Portos e Antonio Pereira, primeiro Gerente da referida emissora.
A foto é colaboração do amigo Tadeu Matos, do qual fui colega de trabalho na referida rádio e no BASA.
Rádio Rural) ocorrido em 05.07.1964 em seu estúdio no pequeno prédio localizado no bairro Caranazal. Na ocasião, discursava Dom João de Souza Lima, arcebispo de Manaus. Os demais fotografados são: Dom Tiago, Dom Alberto Gaudêncio Ramos, arcebispo de Belém, Everaldo Martins, prefeito de Santarém, Tadeu Matos, Orlando Borba, representante da Capitania dos Portos e Antonio Pereira, primeiro Gerente da referida emissora.
A foto é colaboração do amigo Tadeu Matos, do qual fui colega de trabalho na referida rádio e no BASA.
Carta comprova que Lula é corrupto e merece continuar na cadeia.
No site O Antagonista
Carta Léo Pinheiro é devastadora para Lula, porque ele enumerou as provas que corroboraram seus relatos e que confirmaram o pagamento de propina no triplex e no sítio, pelo qual o chefe da ORCRIM será condenado na semana que vem.
Leia a íntegra da carta:
Estou preso há 3 anos e 7 meses, por ter praticado crimes que fui responsável. Chegou o momento de falar um pouco sobre o noticiário a meu respeito.
A matéria veiculada nesta Folha de S. Paulo, sob o título “Lava a Jato via com descrédito empreiteiro que acusou Lula, no último domingo, dia 30 de junho de 2019, necessita de alguns esclarecimentos, todos eles amparados em provas e fatos.
A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade, e não pela preso pela operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros que cometi ao longo da minha vida. Também afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal.
A primeira vez que fui ouvido por uma autoridade sobre o caso denominado como tríplex foi no dia 20 de abril de 2017, perante o juiz federal Sergio Moro, durante meu interrogatório prestado na ação penal referente ao tema.
Na oportunidade, esclareci que o apartamento nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era seu real proprietário e as reformas executadas foram realizadas seguindo suas orientações e de seus familiares. O ex-presidente e sua família foram ao tríplex e solicitaram reformas como a construção de um quarto, mudanças na área da piscina etc. Tudo devidamente testemunhado por funcionários da empresa que acompanharam a visita e prestaram testemunhos sobre isso.
Afirmei ainda que os valores gastos pela OAS foram devidamente contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao Partido dos Trabalhadores em obras da Petrobras, tudo com anuência do seu maior líder partidário. A conta corrente com o PT chegou a aproximadamente R$ 80 milhões, por isso havia um obrigatório encontro de contas com o Sr. João Vaccari.
O meu interrogatório foi confirmado por provas robustas que o Poder Judiciário, em três instâncias, entendeu como material probatório consistente para condenação de todos os envolvidos.
O material que comprova a minha fala está no processo do tríplex e foi todo apreendido pela Operação Lava-Jato na minha residência, na sede da empresa OAS, na residência do ex-presidente Lula, na sede do Instituto Lula e na sede do Bancoop, o que quer dizer que não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas, já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão em novembro de 2014. Além disso, plantas das reformas do tríplex, projetos do apartamento e do sítio, bem como contratos, foram apreendidos na própria residência do ex-presidente, cabendo à minha pessoa tão somente contar a verdade do que tinha se passado. O próprio ex-presidente Lula, em seu interrogatório no mesmo caso, confirmou que voltamos no seu carro após nossa visita ao tríplex do Guarujá.
As provas que estão presentes no processo são bem claras e contundentes, tais como:
1. Documentos que indicam o ex-presidente e sua família como proprietário do imóvel antes mesmo de a OAS assumir o empreendimento, apreendidos na residência do ex-presidente Lula e na sede da Bancoop;
2. Emails internos da OAS que demonstram a necessidade de “atenção especial” com a cobertura 164, bem como os projetos da obra;
3. Registros dos meus encontros com Paulo Okamotto, João Vaccari Neto e o ex-presidente Lula, em minha agenda do celular, no Guarujá, no Instituto Lula e na residência do ex-presidente em São Bernardo do Campo;
4. Mensagens sobre encontro de contas com João Vaccari;
5. Depoimentos de pessoas que não estão vinculadas à OAS e que trabalharam nas obras da reforma, bem como de funcionários do prédio Solaris e também dos demais funcionários da empresa envolvidos na obra da cobertura.
Neste mesmo período, surgiu um novo pedido do ex-presidente Lula, uma forma no seu sítio.
Fui ao sítio com o ex-presidente ver e ouvir os pedidos de reforma e reparos, visita que foi fotografada e testemunhada pelo diretor da empresa designado para supervisionar as obras no sítio e no tríplex. Me recordo que fui em um sábado até o apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, mostrei os projetos do sítio e do tríplex para que fossem aprovados. Esta visita consta dos registros da minha agenda e em mensagens, além de ter sido confirmada no processo judicial pelo testemunho do diretor que me acompanhou.
Com o aval do ex-presidente Lula e seus familiares, as obras começaram. O sigilo era uma especial preocupação nos trabalhos.
As obras do sítio e no tríplex tinham custos relevantes e eram devidamente contabilizadas. Documentos internos da OAS provaram no processo que as despesas das duas obras eram lançadas em centros de custos próprios, com uma referência ao ex-presidente (Zeca Pagodinho) e as divisões “praia” e “sítio”.
Preciso dizer que as reformas não foram um presente. Os empreendimentos da Bancoop assumidos pela OAS apresentavam grandes passivos ocultos, com impostos, encargos que não deveriam ser assumidos pela OAS. Em paralelo, João Vaccari cobrava propina de cada contrato entre OAS e Petrobras. Combinei com Vaccari que todos os gastos do tríplex e sítio seriam descontados da propina. Repito, esse encontro de contas está provado por uma mensagem minha trocada na época dos fatos, devidamente juntada no processo e ainda pelo depoimento do diretor da empresa.
Tenho consciência de que minha confissão foi considerada no processo que condenou o ex-presidente Lula, assim como as minhas provas que apresentei espontaneamente. Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma. A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos.
Meu compromisso com a verdade é irrestrito e total, o que fiz e faço mediante a elucidação dos fatos ilícitos que eu pratiquei ou que eu tenha tomado conhecimento é sempre respaldado com provas suficientes e firmes dos acontecimentos.
Trata-se de um caminho sem volta, iniciado em 2016 e apresentado nesta caso do tríplex, bem como em diversos outros interrogatórios que prestei, como no caso do sítio de Atibaia, Silvio Pereira, Cenpes, CPMI da Petrobras e prédio Itaigara/Torre Pituba.
Os fatos por mim retratados ao Poder Judiciário foram feitos de maneira espontânea e voluntária, sem qualquer benefício prévio pactuado, onde, inclusive, abri mão do meu direito constitucional ao silêncio.
Curitiba, 02 de julho de 2019
No site O Antagonista
Carta Léo Pinheiro é devastadora para Lula, porque ele enumerou as provas que corroboraram seus relatos e que confirmaram o pagamento de propina no triplex e no sítio, pelo qual o chefe da ORCRIM será condenado na semana que vem.
Leia a íntegra da carta:
Estou preso há 3 anos e 7 meses, por ter praticado crimes que fui responsável. Chegou o momento de falar um pouco sobre o noticiário a meu respeito.
A matéria veiculada nesta Folha de S. Paulo, sob o título “Lava a Jato via com descrédito empreiteiro que acusou Lula, no último domingo, dia 30 de junho de 2019, necessita de alguns esclarecimentos, todos eles amparados em provas e fatos.
A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade, e não pela preso pela operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros que cometi ao longo da minha vida. Também afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal.
A primeira vez que fui ouvido por uma autoridade sobre o caso denominado como tríplex foi no dia 20 de abril de 2017, perante o juiz federal Sergio Moro, durante meu interrogatório prestado na ação penal referente ao tema.
Na oportunidade, esclareci que o apartamento nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era seu real proprietário e as reformas executadas foram realizadas seguindo suas orientações e de seus familiares. O ex-presidente e sua família foram ao tríplex e solicitaram reformas como a construção de um quarto, mudanças na área da piscina etc. Tudo devidamente testemunhado por funcionários da empresa que acompanharam a visita e prestaram testemunhos sobre isso.
Afirmei ainda que os valores gastos pela OAS foram devidamente contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao Partido dos Trabalhadores em obras da Petrobras, tudo com anuência do seu maior líder partidário. A conta corrente com o PT chegou a aproximadamente R$ 80 milhões, por isso havia um obrigatório encontro de contas com o Sr. João Vaccari.
O meu interrogatório foi confirmado por provas robustas que o Poder Judiciário, em três instâncias, entendeu como material probatório consistente para condenação de todos os envolvidos.
O material que comprova a minha fala está no processo do tríplex e foi todo apreendido pela Operação Lava-Jato na minha residência, na sede da empresa OAS, na residência do ex-presidente Lula, na sede do Instituto Lula e na sede do Bancoop, o que quer dizer que não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas, já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão em novembro de 2014. Além disso, plantas das reformas do tríplex, projetos do apartamento e do sítio, bem como contratos, foram apreendidos na própria residência do ex-presidente, cabendo à minha pessoa tão somente contar a verdade do que tinha se passado. O próprio ex-presidente Lula, em seu interrogatório no mesmo caso, confirmou que voltamos no seu carro após nossa visita ao tríplex do Guarujá.
As provas que estão presentes no processo são bem claras e contundentes, tais como:
1. Documentos que indicam o ex-presidente e sua família como proprietário do imóvel antes mesmo de a OAS assumir o empreendimento, apreendidos na residência do ex-presidente Lula e na sede da Bancoop;
2. Emails internos da OAS que demonstram a necessidade de “atenção especial” com a cobertura 164, bem como os projetos da obra;
3. Registros dos meus encontros com Paulo Okamotto, João Vaccari Neto e o ex-presidente Lula, em minha agenda do celular, no Guarujá, no Instituto Lula e na residência do ex-presidente em São Bernardo do Campo;
4. Mensagens sobre encontro de contas com João Vaccari;
5. Depoimentos de pessoas que não estão vinculadas à OAS e que trabalharam nas obras da reforma, bem como de funcionários do prédio Solaris e também dos demais funcionários da empresa envolvidos na obra da cobertura.
Neste mesmo período, surgiu um novo pedido do ex-presidente Lula, uma forma no seu sítio.
Fui ao sítio com o ex-presidente ver e ouvir os pedidos de reforma e reparos, visita que foi fotografada e testemunhada pelo diretor da empresa designado para supervisionar as obras no sítio e no tríplex. Me recordo que fui em um sábado até o apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, mostrei os projetos do sítio e do tríplex para que fossem aprovados. Esta visita consta dos registros da minha agenda e em mensagens, além de ter sido confirmada no processo judicial pelo testemunho do diretor que me acompanhou.
Com o aval do ex-presidente Lula e seus familiares, as obras começaram. O sigilo era uma especial preocupação nos trabalhos.
As obras do sítio e no tríplex tinham custos relevantes e eram devidamente contabilizadas. Documentos internos da OAS provaram no processo que as despesas das duas obras eram lançadas em centros de custos próprios, com uma referência ao ex-presidente (Zeca Pagodinho) e as divisões “praia” e “sítio”.
Preciso dizer que as reformas não foram um presente. Os empreendimentos da Bancoop assumidos pela OAS apresentavam grandes passivos ocultos, com impostos, encargos que não deveriam ser assumidos pela OAS. Em paralelo, João Vaccari cobrava propina de cada contrato entre OAS e Petrobras. Combinei com Vaccari que todos os gastos do tríplex e sítio seriam descontados da propina. Repito, esse encontro de contas está provado por uma mensagem minha trocada na época dos fatos, devidamente juntada no processo e ainda pelo depoimento do diretor da empresa.
Tenho consciência de que minha confissão foi considerada no processo que condenou o ex-presidente Lula, assim como as minhas provas que apresentei espontaneamente. Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma. A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos.
Meu compromisso com a verdade é irrestrito e total, o que fiz e faço mediante a elucidação dos fatos ilícitos que eu pratiquei ou que eu tenha tomado conhecimento é sempre respaldado com provas suficientes e firmes dos acontecimentos.
Trata-se de um caminho sem volta, iniciado em 2016 e apresentado nesta caso do tríplex, bem como em diversos outros interrogatórios que prestei, como no caso do sítio de Atibaia, Silvio Pereira, Cenpes, CPMI da Petrobras e prédio Itaigara/Torre Pituba.
Os fatos por mim retratados ao Poder Judiciário foram feitos de maneira espontânea e voluntária, sem qualquer benefício prévio pactuado, onde, inclusive, abri mão do meu direito constitucional ao silêncio.
Curitiba, 02 de julho de 2019
RÁDIO RURAL, 55 ANOS NO AR
Hoje (5), a Rádio Rural de Santarém completa 55 anos de utilíssima e fecunda existência, sempre desfrutando de grande audiência e, sobretudo, da credibilidade de seus ouvintes. É um respeitado veículo da informação atualizada, da mensagem evangélica que conforta, da música que enleva, do esporte que emociona. E mais: através da palavra dos competentes e corajosos profissionais que fizeram ontem ou que fazem hoje o uso de seus microfones, a Rádio Rural é a porta-voz da população santarena que reclama, que pede providências, que sugere soluções para que possa viver melhor, como merece.
Eu guardo na memória, com muito carinho e muita saudade, os nomes dos diretores, dos locutores, dos controlistas de som, do pessoal do escritório e da discoteca, enfim, de todos os colegas com os quais tive a felicidade de trabalhar e conviver em clima de fraterna amizade e, acima de tudo, de entusiasmo e de dedicação para fazermos, juntos, a grandeza desta emissora que sempre continuará sendo a minha casa, minha escola, minha paixão!
Parabéns aos meus amigos de ontem e de hoje, integrantes da "Família Rural” - gente boa/ gente competente/ gente capaz, trabalhadora, leal/ colocando muito amor no que fez e no que faz.
Foto: Muita gente, curiosa e feliz, participou da inauguração da Rádio Educadora (hoje, Rádio Rural), instalada em um pequeno prédio no bairro Caranazal.
Hoje (5), a Rádio Rural de Santarém completa 55 anos de utilíssima e fecunda existência, sempre desfrutando de grande audiência e, sobretudo, da credibilidade de seus ouvintes. É um respeitado veículo da informação atualizada, da mensagem evangélica que conforta, da música que enleva, do esporte que emociona. E mais: através da palavra dos competentes e corajosos profissionais que fizeram ontem ou que fazem hoje o uso de seus microfones, a Rádio Rural é a porta-voz da população santarena que reclama, que pede providências, que sugere soluções para que possa viver melhor, como merece.
Eu guardo na memória, com muito carinho e muita saudade, os nomes dos diretores, dos locutores, dos controlistas de som, do pessoal do escritório e da discoteca, enfim, de todos os colegas com os quais tive a felicidade de trabalhar e conviver em clima de fraterna amizade e, acima de tudo, de entusiasmo e de dedicação para fazermos, juntos, a grandeza desta emissora que sempre continuará sendo a minha casa, minha escola, minha paixão!
Parabéns aos meus amigos de ontem e de hoje, integrantes da "Família Rural” - gente boa/ gente competente/ gente capaz, trabalhadora, leal/ colocando muito amor no que fez e no que faz.
Foto: Muita gente, curiosa e feliz, participou da inauguração da Rádio Educadora (hoje, Rádio Rural), instalada em um pequeno prédio no bairro Caranazal.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Não é de hoje que as mulheres da chamada vida fácil, são discriminadas, tratadas com desrespeito, isto é uma verdade inquestionável. Eu lembro, e os mocorongos da Velha Guarda certamente nao se esquecem, que uma dessas prostitutas, cega de um de seus olhos, aqui em Santarém era chamada de Burra Cega. Mas, ela tirava sarro de quem a tratava assim e dizia: é, de dia me chamam de Burra Cega, mas, à noite, na hora do vamos ver, nos chamegamentos, eu ouço muita gente boa, bacana, dizer nos meus ouvidos : gostosa! Ės demais! Te adoro, Lourdinha. Maria de Lourdes era o seu nome.
Saudade: 33 anos sem OSMAR SIMÕES
Lembro, com muito pesar, que em 04 de julho de 1986 faleceu Osmar Loureiro Simões, o meu inesquecível e querido mestre e grande incentivador da minha carreira como radialista. Ele ajudou a nascer e a crescer a Rádio Rural de Santarém, onde trabalhamos juntos e que amanhã estará completando 55 anos no ar.
Descanse em paz, querido amigo.
Na foto, ele e eu.
Lembro, com muito pesar, que em 04 de julho de 1986 faleceu Osmar Loureiro Simões, o meu inesquecível e querido mestre e grande incentivador da minha carreira como radialista. Ele ajudou a nascer e a crescer a Rádio Rural de Santarém, onde trabalhamos juntos e que amanhã estará completando 55 anos no ar.
Descanse em paz, querido amigo.
Na foto, ele e eu.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Turma do América
Em Santarém, onde passei minha infância, adolescência e juventude, uma turminha de rapazes de diversas classes sociais se reunia todas as noites em um dos bancos da Praça da Matriz para esperar o início da venda de ingressos para os filmes exibidos no Cinema Olímpia e, depois da sessão cinematográfica, ia prosear no Bar Mascote. Essa rapaziada era conhecida como A Turma do America, time de futebol já extinto. Entre outros, faziam parte dessa confraria de amigos, Márlio Cunha, Maurílio Pinto, Arnaldo Joseph, Solaninho, Paxá, Paca-toca, Zé Camaleão, Josué Monteiro, Licurgo Anchieta e eu.
Fica na tua, cara
Tenho um amigo, viúvo, já setentão, que resolveu, como me disse ele, aproveitar, curtir mais a vida, entrar na onda jovem. E, com este objetivo, está desfrutando dos prazeres que as noites oferecem em barzinhos e nas baladas, por exemplo. Na sua estreia em uma dessas baladas turbinadas pelos sons e ritmos da moda, o coroa ficou espantado com o assédio explicito das pessoas de todos os gêneros, com olhares e gestos provocantes querendo companhia, querendo ficar com alguém. Uma bela jovem aproximou-se dele e disse: pô, cara, vai ficar aí paradão? Dança comigo! A resposta dele foi esta: obrigado, minha filha, já estou indo embora, fica pra outra vez. E não poderia ser de outra forma, afinal, o distinto senhor é do tempo em que, nos bailes, a música não era mecânica, era orquestrada e os ritmos dançantes eram o bolero, a valsa e o samba. A festa dividia-se em partes, ou seja, tinha intervalo entre uma e outra música e, então, o cavalheiro ia até à mesa onde estava sentada a moça, a donzela, o brotinho e, respeitosamente, sob os olhares severo dos pais dela, era feito o convite para dançar, que era aceito ou, às vezes, recusado. E, para encurtar a história, eu digo que o meu amigo decidiu viver como antes: jogar dominó, bebericando nos botecos com os amigos. Nada de agitos, nada de badalação da vida moderna.
terça-feira, 2 de julho de 2019
Editorial do Estadão: A serventia da imprensa
Houve notável entusiasmo de grande parte da sociedade brasileira com os resultados das eleições de 2018, porque esse desfecho parecia simbolizar uma ruptura com a era lulopetista, marcada pela corrupção e pela irresponsabilidade administrativa. O triunfo dos candidatos que se apresentaram como o “novo” e como a antítese de tudo o que se atribuía ao PT indicava a clara insatisfação do eleitorado com aquele estado de coisas e, por conseguinte, denotava a esperança de mudanças radicais que despertariam o enorme potencial adormecido em razão da captura do Estado por quadrilhas e corporações corruptas.
Para os mais empolgados, a vaga reformista, capitaneada não só pela eleição do presidente Jair Bolsonaro, como pela surpreendente renovação dos quadros parlamentares na União e nos Estados, demanda da sociedade brasileira total engajamento para atingir os fins a que se destina – quais sejam, limpar o País da corrupção e das influências da esquerda e colocá-lo no rumo do crescimento exuberante, mercê das reformas estruturais modernizantes. Mas o que deveria ser um movimento de revivificação das forças nacionais vai-se tornando um impulso de radicalização e de desunião, incapaz de analisar criticamente as razões de sua própria paralisia. Prefere-se atribuí-la a quem não anuncia sua absoluta aderência aos, digamos, princípios do bolsonarismo e a quem quer que deles se desvie ou em relação a eles nutra qualquer crítica.
Nesse contexto, não são poucos os que julgam que a própria imprensa deveria unir-se aos esforços do governo. O jornalismo, segundo essa visão, deveria refrear seu natural ímpeto de fazer reparos às iniciativas governamentais, pois estas visariam exclusivamente ao interesse público e ao bem comum; por outro lado, o jornalismo deveria dedicar-se a apontar as artimanhas daqueles que lucrariam com o retorno ao desvario lulopetista.
Conforme essa visão, os erros do governo e de seus membros seriam fruto quase natural e esperado de um pedregoso processo de reconstrução nacional, ao passo que qualquer reparo aos projetos governistas só pode ser resultado do inconformismo da “velha política” com o saneamento moral empreendido pelo bolsonarismo. Logo, ao focar sua atenção mais no governo, procurando dissecar os problemas políticos e administrativos da Presidência de Jair Bolsonaro, a imprensa estaria fazendo o jogo dos inconformados e, no limite, prejudicando o País.
É neste momento, portanto, que se faz essencial relembrar qual é a serventia da imprensa em uma democracia. O escritor George Orwell, que entendia como poucos a essência do totalitarismo, dizia que, “se liberdade significa alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir”.
A imprensa estará cumprindo bem seu papel se mantiver em relação ao governo o distanciamento necessário para ter sobre ele uma visão questionadora e independente. É o que o Estado vem fazendo ao longo de sua história de 144 anos. Não se trata de fazer a crítica pela crítica, e sim observar se os princípios da boa administração e da boa política estão sendo respeitados, pois disso depende em grande parte a saúde da democracia.
Por isso, nenhum governo pode ser tratado com condescendência pela imprensa. O escrutínio público dos atos de governantes em geral é o único antídoto eficaz para o autoritarismo. Sem essa fiscalização permanente, que é tarefa precípua do jornalismo sério, os cidadãos tendem a ficar no escuro a respeito de decisões que afetam o País e seu futuro. Sem informações críticas para aquilatar o trabalho das autoridades, os cidadãos podem se ver enredados quer pelo discurso oficial, quer pela narrativa da oposição – em qualquer dos casos, alimentam-se o populismo e o extremismo, sem que o interesse nacional seja de fato atendido.
Há quem diga que, a despeito de tudo isso, a imprensa deveria “colaborar” para que o governo seja bem-sucedido, pois disso dependeria a redenção do País. Essa colaboração se daria de duas formas: primeiro, por meio do reconhecimento das boas intenções do governo; segundo, por meio da crítica aos que estariam efetivamente prejudicando o País – nomeadamente os corruptos recalcitrantes.
Ora, nesses termos não haveria mais a necessidade de uma imprensa livre; bastaria a propaganda oficial. Mas então não estaríamos mais numa democracia.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Assinar:
Postagens (Atom)









