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domingo, 18 de agosto de 2019

Bolsonaro flexibiliza lei sobre rodeios e desfila em cavalo em Barretos
Na Folha de SP
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou na noite deste sábado (17) decreto que flexibiliza a legislação sobre rodeios no país.

O anúncio foi feito no estádio de rodeios do Parque do Peão de Barretos, durante a terceira noite da 64ª Festa do Peão de Boiadeiro.

Com o decreto, fica definido que compete ao Ministério da Agricultura avaliar os protocolos de bem-estar animal elaborados por entidades promotoras de rodeios e será possível a realização de provas hoje não disputadas em alguns rodeios.

Bolsonaro afirmou que respeita todas as instituições, mas que deve lealdade ao público. “Esse momento em que tantos criticam as festas de peões ou as vaquejadas quero dizer que, com muito orgulho, estou com vocês. Para nós não existe o politicamente correto, faremos o que tem de ser feito”, disse, no que foi aplaudido pelo público presente ao evento.

O presidente disse ainda que o meio ambiente “pode e vai casar com o desenvolvimento”. “Enquanto eu for presidente, o desenvolvimento estará acima de tudo. E dizer que, como tenho fé, tenho amor a vocês, eu farei aquilo que tem de ser feito.”
Após seu discurso, Bolsonaro deu duas voltas na arena montado num cavalo (foto) ao lado do presidente da festa, Ricardo Rocha, e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). A associação Os Independentes, que organiza a festa, separou 12 cavalos para que o presidente escolhesse o preferido para ser usado na arena.

A visita de Bolsonaro foi marcado por elogios do locutor Cuiabano Lima no palco do principal rodeio brasileiro. Um vídeo com elogios ao presidente foi exibido nos telões do estádio antes de sua entrada no palco.

Em um momento, a música “Eu te amo, meu Brasil”, da dupla Dom & Ravel, tida como um hino do regime militar, foi tocada durante a visita de Bolsonaro.

Santarém da saudade

Quem lembra dos aviões, dos vôos e da agência da VASP, na travessa 15 de agosto, em Santarém?

sábado, 17 de agosto de 2019

As ruas e o STF
Por José Maurício de Barcellos, no Diário do Poder

Já está nas ruas a convocação dos fortes movimentos de massa desta “Nação Verde e Amarela” para o próximo dia 25 de agosto do corrente ano. Os motivos explicitados são: a CPI da “Lava Toga”; os impeachments dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes já requeridos perante o Congresso, a cassação dos Mandarins que compõem a banda podre do Supremo Tribunal Federal-STF, além do repúdio à ampliação da verba de uma excrecência denominada Fundo Partidário, de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões, em 2020. A vez do Supremo chegou e já era sem tempo.

Com igual propósito de concitar os patriotas a exigirem das forças democráticas deste País as providências que se fizerem necessárias para afastar aquela gente do mal e impedir que arruínem a “Operação Lava Jato”, transita pelo território livre da rede mundial de computadores mais de 10 imagens e um vídeo, todos desafiadores e impactantes, que trazem para o povão a vontade incontida de marchar sobre aquele bunker de defesa da esquerda ladra e doente e da direita voraz e corrupta, símbolos de uma época que o Brasil precisa deixar para trás.

Vou descrever o que dizem os cartazes antes citados, que se o prezado leitor ainda não os recebeu em breve os verá: 1) o perfil dos 11 Ministros aparece com as seguintes legendas: “Não se limpa um chiqueiro com os porcos dentro. Fora todos”; 2) a figura do Min. Lewandowski aparece com as legendas: “Defensor de corruptos. O povo brasileiro tem vergonha de você! 3) os retratos do empresário ladrão Jacob Barata divide uma imagem com o Min. Gilmar Mendes e está legendado pelo seguinte recado: “Gilmar Mendes está apavorado. Barata garante que se ficar preso leva Gilmar com ele”; 4) há um cartaz preto escrito em letras brancas: “Quando você é rico, contrata um bom advogado. Quando é riquíssimo, contrata um juiz. Quando você roubou um país, contrata o SUPREMO”; 5) circundado pelas figuras de todos os onze do STF o cartaz traz a citação de Ruy Barbosa: “A pior ditadura é a do poder judiciário”; 6) abaixo do retrato do Juiz Antonio Scala da Corte Americana está sua seguinte citação; “Uma nação que coloca seu destino político na mão de 9 advogados de toga, não eleitos pelo povo, não merece o nome de democracia”; 7) a figura do insigne jurista Modesto Carvalhosa ilustra sua corajosa citação: “o STF mostrou claramente que está a serviço do esquema de corrupção que domina este País”; 8) os retratos dos onze ministros da Corte aparecem legendados da seguinte maneira: “Insustentável. O País agoniza nas mãos de uma corte degradada. Campanha Fora STF”; 9) as fotos, lado a lado, dos ministros Rosa Weber, Celso de Melo, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Lewandowisk, têm como título e legenda: “Vergonha. Um País onde seu maior INIMIGO é a sua Suprema Corte”; 10) a figura em conjunto dos Ministros Lewandowski, Gilmar e Toffoli ilustram a seguinte convocação: “A mesma campanha que fizemos pra eleger Bolsonaro, vamos fazer pra destruir o STF”, etc., etc., etc.
Lula diz, da cadeia, que vai provar que Moro e Deltan são bandidos

Na Folha de SP
O ex-presidente Lula afirmou, em mais uma entrevista concedida da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, que vai provar que o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o chefe da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, são bandidos.

Na entrevista, concedida ao jornalista Bob Fernandes, exibida na noite desta sexta-feira no canal dele no Youtube e na TVE Bahia, disse ainda que só quer sair da prisão com “100% de inocência.”

Ele respondeu não saber quanto tempo ainda vai permanecer em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, mas que não vai pedir progressão de regime. “É daqui de dentro que eu quero provar que eles são bandidos e eu não. É isso que eu quero provar.”

Esta foi a primeira vez que o ex-presidente falou após a decisão da juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução de sua pena, que autorizou a transferência dele para São Paulo. No mesmo dia, o STF derrubou a decisão.

“Significou (a decisão) a necessidade de se livrar do Lula antes que ele possa sair daqui. Não conheço a juíza. Ela foi irresponsável. Espero que a sociedade esteja vendo. Não quero ser tratado melhor do que ninguém.”

 O ex-presidente comentou que estava na prisão porque queria. Segundo ele, teve muita oportunidade de sair do Brasil para não ser preso.

“Eu quero sair daqui com 100% de inocência. Estou aqui porque eu quero. Eu poderia ter saído do Brasil. Tive muita oportunidade. Não quis sair porque o jeito de eu ajudar a colocar bandido na cadeia é ficar aqui.”.

Durante a entrevista, ele comentou o caso mais recente da Vaza Jato, publicado pelo BuzzFedd News em parceria com o The Intercept Brasil, em que aponta que Moro instruiu, ainda quando juiz federal, os procuradores da Lava Jato a não recolherem os celulares de Eduardo Cunha na véspera da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Visivelmente irritado, neste ponto, o ex-presidente, batendo na mesa, destacou que a Polícia Federal foi na casa dos netos dele para apreender um tablet.

“Ficaram um ano com ele (o tablet) aqui preso. E não tiveram coragem de pegar o telefone de Eduardo Cunha porque o Moro falou: ‘não, não pega o telefone’. O que é que tinha no telefone do Eduardo Cunha que o Moro não queria que ninguém soubesse? Por que eles não aceitaram uma delação do Eduardo Cunha?”, questionou.

O petista falou da influência dos EUA no Brasil. Para ele, a Lava Jato é orquestrada pelo governo norte-americano.
“Hoje, eu tenho clareza, Bob, que tudo que está acontecendo aqui no Brasil da Lava Jato tem o dedo dos americanos. O departamento de justiça americano manda mais no Moro do que a mulher dele.”

Posteriormente, afirmou que a Lava Jato foi construída para entregar o petróleo brasileiro, as refinarias e as distribuidoras.

Sobre Deltan, o presidente afirmou que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) deveria ter pedido a exoneração dele.
“O Dallagnol não deveria nem existir porque ele não tem formação para isso. Ele não tem tamanho para fazer o que está fazendo. É por isso que ele fez tanta molecagem e tanta bandidagem”, atacou.

Lula classificou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) como um monstro e aproveitou para fustigar a Globo ao afirmar que a emissora não teve coragem de lançar o apresentador Luciano Huck à presidência da República.
“O Bolsonaro foi um monstro que surgiu, e não era isso que a Globo esperava, certamente. A Globo esperava alguém do time deles. Como não tiveram coragem de lançar o Luciano Huck.”

Ele criticou a postura da empresa no caso dos vazamentos de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, que expôs a atuação de Moro e Deltan.
“Até agora, pasme, hoje é dia 14, a Globo não teve a pachorra de publicar as coisas do Intercept. É como se não existisse. Foram capaz de inventar um hacker em Araraquara. Prenderam um hacker para dar vazão às mentiras do Moro e não têm coragem de prender o Queiroz”, disse.

O ex-presidente se referiu a Bolsonaro como um chefe de torcida organizada que fala para fanáticos.
“O Bolsonaro está governando e falando para sua torcida organizada. Para agradar os seus fanáticos, aqueles que não estão preocupados com o Brasil.”

Ele criticou a forma como o presidente tratou a derrota nas prévias do presidente da Argentina Mauricio Macri. “Ele teve a insensatez de falar de um parceiro estratégico e ofender o povo argentino.”

O petista destacou que, ao sair da prisão, além de casar porque está apaixonado, vai para a rua levantar a autoestima do povo brasileiro.
“Se eles têm medo de mim, arrumem outro jeito de me calar. Um homem de 74 anos, que já fez o que já fiz, não vai se calar. Eu quero a minha inocência”, disse.
Tive faz um afago sem sentido em Neymar
No Estadão
talento de Neymar como jogador é indiscutível. O problema é que o jogador Neymar não está jogando. Desde janeiro, poucas vezes entrou em campo, por conta de contusões.
Então, por que convocar alguém que não tem jogado para a seleção brasileira, sobretudo em uma fase em que testes são importantes – e Neymar, óbvio, não precisa ser testado?
Tite disse ter conversado com Neymar e ele lhe disse que quer jogar. E que vai jogar antes de se apresentar à seleção brasileira, no início de setembro. Será?  Vai jogar onde? no PSG não é.  No Barcelona, sua preferência, ou no Real Madrid, ainda não é possível.

Aí Tite, é verdade que sob o bom argumento de que não prescinde do talento, leva-o para a seleção para dois amistosos desimportantes, contra Colômbia e Peru.  Soa como afago no ego do garoto (garoto, aos 27 anos?)  Pior, soa como subserviência.

Tite deveria ter deixado Neymar de fora até para que ele pudesse cuidar de sua vida profissional. Na época da seleção, provavelmente ele já estará com seu futuro definido. E com a cabeça em sua nova equipe, algo perfeitamente natural.

Neymar, neste momento, não faz falta à seleção. Fará em amistosos contra seleções fortes, nas Eliminatórias e na próxima Copa.
A seleção também não faz falta a Neymar nesta altura dos acontecimentos.  Pode até ser um estorvo.
Mas Tite insiste em mimá-lo. E, como a vida está aí a mostrar, criança mimada dificilmente cresce quando se torna adulto.

Surpresas agradáveis

Aqui em Belém, onde resido há mais de 30 anos, sempre encontro pessoas, homens e mulheres, que gentilmente me cumprimentam, dizendo "oi Ercio,  sou de Santarém, e leio o teu blog, lembras de mim?" Muitas, eu identifico logo, mas, algumas, não consigo lembrar, principalmente os seus nomes e, quando isto ocorre, peço desculpa e indago direto: “quem é você?”. Com a resposta, surgem os apertos de mão, abraços e até beijos. Eu acho legal esses reencontros, esses gestos carinhosos. É bom demais!
Severa vigilância
Nas décadas de 50/60 em Santarém, esta cena se repetia pelo menos duas vezes ao mês, sempre aos domingos pela manhã. Sob rígida vigilância das freiras, as alunas do internato e do orfanato Santa Clara, davam umas voltinhas em algum lugar da cidade, principalmente na Praça São Sebastião. Os namoradinhos ficavam só vendo as moças passarem.
Observem como era bonita a igreja de São Sebastião.

Leitorado
Com a foto mostrada abaixo, Sérgio Cavalcante, residente no Rio de Janeiro, envia este comentário:
"Estudei no Dom Amando na década de 60 e, não esqueço que, antes de nos dirigirmos às salas de aulas, tínhamos que cantar um hino patriótico sob a regência do Irmão Genardo.  E, antes do início das aulas, rezávamos um Pai Nosso, Ave Maria e outras orações escolhidas pelos professores. Quem não era católico, também ficava de pé em sinal de respeito".

LEEEEÃÃÃÃOOOO !!!

Com público recorde da série C, Clube do Remo vence São José e volta ao G4
Foi ontem à noite, no Mangueirão, por 2 x 0.
PÚBLICO PAGANTE: 25.872
PÚBLICO TOTAL: 29.247
A vibrante torcida Fenômeno Azul, mais uma vez deu show, e eu estava lá, gritando "REEEMOOO, COM MUITO ORGULHO, COM MUITO AMOR!"

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Há pouco, tive o prazer de conversar, via internet, com o meu amigão Jerônimo Diniz, e expressei a ele o meu desejo de que a sua saúde seja restabelecida plenamente. Faz parte, como eu, da turma de "mocorongos da velha guarda", sempre com muita saudade da Santarém de outrora, com seu povo fraterno e feliz, que vivia em paz.

Removendo o passado: debaixo d´água

Década de 50 - Época de enchente
Velhos "mocorongos": revejam o Mercado, o Hotel Oriental, o Castelo, o Canto Redondo, a Praça da Matriz, a Igreja Matriz e o Cinema Olimpia.
Senado pode votar de pé ou de joelho
Por Reinaldo Azevedo

O Senado terá um papel central na definição da qualidade da democracia brasileira e, por consequência, na sobrevivência de um regime que mereça essa designação. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em particular, escolherá como quer entrar para a história.

E essa história vai passar pelas respectivas indicações do procurador-geral da República, do embaixador do Brasil nos EUA e dos dois nomes que integrarão o Supremo Tribunal Federal.

Já escrevi e afirmei algumas vezes que o presidente Jair Bolsonaro tem ao menos uma virtude, que, ao se exercer, elimina a esperança de que outras possam existir: ele é sincero ao expor as suas utopias.

Na quarta-feira (14), por exemplo, discursou em Parnaíba, no Piauí: “Nós vamos acabar com o cocô no Brasil: o cocô é essa raça de corrupto e comunista.”

E ele tem um sonho: “Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil. Já que, na Venezuela, tá bom, vamos mandar essa cambada pra lá. Quem quiser um pouquinho mais para o norte, vai até Cuba. Lá deve ser muito bom também.”

O Senado terá de avaliar se a futura indicação para a PGR terá como parâmetro a Constituição e demais regras do jogo ou se o presidente busca um perseguidor-geral da República.

Que fique claro: o titular do cargo tem, sim, poderes para atender ao ânimo profilático e higienista do presidente. E convém que os não esquerdistas evitem caminhar confiantes para a guilhotina. É “vermelho e cocô” quem Bolsonoro decidir que é “vermelho e cocô”.

Perguntem, senhores senadores, a Gustavo Bebianno ou a Carlos Alberto dos Santos Cruz quanto vale a lealdade do grande líder.

Dois garantistas do Supremo, tão distintos entre si, deixam a Casa: Celso de Mello sai no ano que vem, e Marco Aurélio, no seguinte. E, também nas indicações dos respectivos substitutos, a qualidade da democracia brasileira estará em questão.

O Senado, como instituição —eram outras as composições— já errou e se omitiu o suficiente por ocasião de algumas indicações feitas por Dilma Rousseff.

Lembro-me de um debate que se tornou, a esta altura, bizantino sobre se a Turquia dos primeiros anos de Recep Erdogan estaria inventando uma “democracia à turca”, que alguns finórios ousavam qualificar de “iliberal”.

A “democracia iliberal” é o terraplanismo da teoria política; é a chance que se dá aos truculentos de considerar que é matéria de crença esse negócio de que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado a hipotenusa.

Desde o princípio do “erdoganismo”, sustentei que não se construía uma “democracia à turca”, mas uma “ditadura à turca”. Bingo! “Democracia iliberal” é coisa de pilantras ou de idiotas.

E os idiotas, com a imodéstia que tão bem os caracteriza, estão por aí —inclusive na imprensa— a piscar os olhos, como “os moços de fretes” (Fernando Pessoa), para os arreganhos autoritários de Bolsonaro.

O “Mito” tem ancestrais ideológicos com os quais a idiotia de então julgava ser possível conviver e que supunha controláveis. Não associavam adversários a excrementos, mas a ratos. Alcolumbre, um judeu, deve saber do que falo.

Quando tinham de fazer a caricatura dos inimigos, preferiam se fixar no tamanho de seus respectivos narizes, sobre os quais criaram uma tipologia.

O nosso presidente prefere se referir ao tamanho do crânio dos nordestinos. Já deixou claro que se sente oprimido pelo “politicamente correto”. Em Parnaíba, voltou à carga: “Não tenho cabeça grande, mas sou cabra da peste”.

Ninguém, no Senado, tem o direito de duvidar das suas pretensões. Convém acreditar no que diz. Quem não está com ele é cocô e tem de ser excretado. Do país!

Os que não se subordinam a seu projeto pertencem à “turma vermelha”. Até o general da reserva Luiz Rocha Paiva, um linha-dura, pode virar um “melancia” caso não lhe faça mesuras.

E, claro!, é preciso que a Casa decida com as pernas e a coluna eretas se a trajetória e a militância de Eduardo Bolsonaro são compatíveis com a de um embaixador, que tem por tarefa representar o conjunto de brasileiros, não uma facção, uma seita ou uma família que se pretende uma dinastia.

Nem é necessário número tão grande para que o Senado preserve, no que lhe cabe, a sanidade da democracia: o país precisa de 41 brasileiros com vergonha na cara. Só a Grande Paraíba conta com 27 votos de pessoas que Bolsonaro julga ter um crânio diferente do seu.

Editorial do Estadão


Todos sob a lei
Finalmente o Congresso aprovou um projeto de lei que criminaliza o abuso de autoridade. Era uma necessidade institucional de longa data, reconhecida, por exemplo, em abril de 2009, por ocasião do II Pacto Republicano de Estado por um Sistema de Justiça mais acessível, ágil e efetivo, assinado pelos chefes dos Três Poderes. Entre as matérias prioritárias de estudo, o pacto incluiu a “revisão da legislação relativa ao abuso de autoridade, a fim de incorporar os atuais preceitos constitucionais de proteção e responsabilização administrativa e penal dos agentes e servidores públicos em eventuais violações aos direitos fundamentais”.

O projeto de lei aprovado pelo Congresso tem dois grandes méritos. O primeiro é a inclusão de todos os cidadãos, também as autoridades dos Três Poderes e os membros do Ministério Público, sob o império da lei. Com a entrada em vigor da nova lei, haverá consequências jurídicas claras – estão previstas sanções penais – para quem dolosamente utilizar o cargo público para finalidades estranhas à lei.

Por exemplo, o primeiro crime previsto no projeto de lei é “decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais”, ao qual se atribui pena de detenção de um a quatro anos, além de multa. Tal previsão é uma necessária manifestação de respeito à liberdade de todos os cidadãos. É muito grave, exigindo a intervenção penal do Estado, que uma autoridade, mesmo sabendo que não poderia atuar assim, utilize seu cargo para prender ilegalmente uma pessoa.

A inclusão das práticas abusivas por parte das autoridades no rol dos tipos penais é muito pedagógica para toda a sociedade. Ao prever consequências jurídicas para os casos de abuso, reafirma-se um ponto fundamental da República. Os órgãos e cargos públicos estão destinados a servir o interesse público, de acordo com as competências, limites e controles previstos em lei. O poder estatal tem uma finalidade determinada, e é crime o seu doloso desvirtuamento.

O segundo grande mérito do projeto de lei sobre abuso de autoridade aprovado pelo Congresso é ter excluído explicitamente qualquer hipótese de crime de hermenêutica. Nenhuma autoridade será punida por dar uma determinada interpretação à lei na hora de aplicá-la. Tal ponto era essencial para o equilíbrio do projeto, já que um texto dúbio sobre essa matéria poderia dar brecha para pressões e achaques contra as autoridades. Da mesma forma que a lei deve punir autoridades que abusem dolosamente do poder próprio do cargo, a lei deve assegurar que as autoridades possam exercer todo o poder próprio do cargo.

Esse equilíbrio – de punir o abuso e, ao mesmo tempo, evitar que a possibilidade de punição se converta em ameaça contra o exercício da função pública – foi encontrado pela expressa menção no primeiro artigo do projeto das seguintes ressalvas. “As condutas descritas nesta Lei constituem crime de abuso de autoridade quando praticadas pelo agente com a finalidade específica de prejudicar outrem, ou, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal”, diz o texto. E para que não pairasse nenhuma dúvida o legislador ainda estabeleceu que “a divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura, por si só, abuso de autoridade”.

De acordo com o projeto de lei aprovado, pode responder pelos crimes de abuso de autoridade todo agente público, servidor ou não, da administração direta e indireta dos Três Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Estão incluídos, assim, os servidores públicos e militares, as pessoas a eles equiparadas, bem como os membros do Legislativo, do Executivo, do Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas. É equivocado, portanto, afirmar que o projeto seria uma reação do Legislativo – dos políticos – contra o Judiciário e o Ministério Público. A lei atinge a todas as autoridades dos Três Poderes.

Já havia no Direito brasileiro o crime de desacato à autoridade. Faltava o outro lado – o crime de abuso de autoridade
Grata lembrança
Quando, em 24 de junho de 2009, o Bar Mascote completou 75 anos, foi realizada uma grande festa, e eu estava lá para abraçar o seu proprietário, meu amigão Carlos Meschede (foto 1) que recepcionou os seus convidados com a gentileza e categoria de sempre. Presentes, também, membros do Senadinho mascoteano (foto 2) e inúmeras pessoas de destaque da sociedade santarena (foto 3). Hoje, com novos donos, o Mascote já ultrapassa 85 anos de existência e espero estar presente pra comemorar o seu centenário.
Lembram? Era assim...
Tudo mudou nesta Rua Floriano Peixoto, até o nome. Os belos casarões de outrora, que serviam de residências para tradicionais famílias santarenas, foram vendidos e transformados em estabelecimentos comerciais.

Grata lembrança


Shirley Lima, garota prodígio
Esse momento eu não esquecerei, jamais. Na década de 70, após vencer uma disputa no quadro de "Melhor Caloura", no programa E-29 Show, a menina Shirley Lima, muito talentosa como cantora, eu levanto o troféu que lhe entreguei, e ela, sorrindo e muito feliz, recebe os merecidos aplausos do público. Shirley nos deixou, muito jovem, e merece estar integrada ao coral dos anjos e santos, no reino de Deus. Que assim seja!

Galeria de Amigos: FERNANDO BRANCHES (in memoriam)
Médico cardiologista e psicólogo, faz muita falta, nos deixou muita saudade do seu jeito humilde de ser e de viver, com muita dedicação, prestando excelente assistência médica aos seus clientes de todas as camadas sociais, aqui em Santarém.

Tudo beleza na CASF?


Será que está tudo bem na Caixa de Assistência aos Funcionários do Basa? Superou a crise financeira? Pagou os declarados débitos milionários ?
Faço estas perguntas à direção da entidade, porque, no ano passado, recebi  mensagem com o mesmo teor da que me foi enviada ontem e que transcrevo abaixo. A remetente, anônima, esclarece que não desistirá, vai continuar insistindo em obter informações sobre a atual situação da CASF, porque o seu medo é muito grande de perder os bons serviços prestados por ela, uma entidade considerada indispensável.

“Prezado Ercio,
Sou uma casfeana, aposentada do Basa. Você  que também ė associado da CASF, certamente deve estar lembrado que na reunião promovida pela referida entidade, em setembro de 2018, no auditório do Basa, a presidente Sofia Lisboa, fez um relato dramático sobre a situação caótica, administrativa e financeira, da Caixa de Assistência aos Funcionários do Banco da Amazônia, a nossa CASF. Disse ela que o montante de dívidas era superior a 24 milhões de reais com as empresas (hospitais, clínicas e laboratórios) prestadoras de serviços. Diante disso, eu pergunto: como está hoje a CASF? Ainda corre perigo de ser fechada?"
Quem será, quem será?
Via watsap recebi esta foto com a seguinte  informação: brotinho dos anos 60, fazendo pose no calçadão da Avenida Adriano Pimentel, em Santarém, apreciando a rapaziada disputar futebol-pelada, na praia.
E digo eu: não sei quem é a bonitona, deixo a identificação por conta de leitores(as) desta página.


sábado, 10 de agosto de 2019

Dia dos Pais: Saudade, muita saudade...

"Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura, prá você renascer..."
"Seu" Vidal - meu pai querido e inesquecível. TE AMO!