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terça-feira, 4 de julho de 2017

Temer tenta evitar delação de Cunha

"Cunha está falando, mas ainda não tomou a decisão fatal de delatar o antigo companheiro Temer. Para o presidente, a estratégia crucial é manter Cunha calmo e calado", disse a jornalista.
Em artigo publicado na revista piauí ontem (3), a jornalista Malu Gaspar diz que Eduardo Cunha "guarda munição suficiente para sepultar de vez o governo".

A jornalista lembra que Michel Temer encerrou aliviado um ciclo, no qual comemorou a soltura de seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, declarou guerra contra o procurador-geral Rodrigo Janot, e escolheu a procuradora Raquel Dodge para a PGR. Ao mesmo tempo em que o presidente é acusado de corrupção passiva.

"Se o medo, antes, era uma eventual delação do operador Lúcio Funaro, agora o doleiro virou conversa de segunda", acrescentou Gaspar.

Malu também conta que interlocutores do presidente e de Rocha Loures dizem que Eduardo Cunha afirma "ter documentos que provam que Temer recebeu recursos ilícitos" e que o ex-deputado cassado está em negociação avançada com a PGR.

"Cunha está falando, mas ainda não tomou a decisão fatal de delatar o antigo companheiro Temer. Para o presidente, a estratégia crucial é manter Cunha calmo e calado", disse a jornalista.

Rival de Temer, o procurador-geral Rodrigo Janot espera pelas revelações de Cunha, e gostaria que fosse a última de seu mandato. Em congresso organizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo em São Paulo, o procurador-geral falou que “até 17 de setembro a caneta da Procuradoria continua nas minhas mãos” e que “enquanto houver bambu, vai flecha”, quando arrancou risadas da plateia.

A jornalista conclui que "tanto Temer quanto Janot sabem que quem tiver Cunha a seu lado dará o golpe final".

"No Planalto, espera-se que as falas belicosas de Temer propagadas nos últimos dias tenham sido assistidas na cela por Eduardo Cunha, e que isso possa ter reforçado no ex-deputado preso a ideia de que vale a pena esperar. A mensagem que o governo quer passar é clara: há chances de sobreviver às flechadas de Janot", escreveu Gaspar.

Gaspar acrescenta que no raciocínio dos peemedebistas, Raquel Dodge, inimiga de Janot, poderia fragilizar a Lava Jato, deixando Temer mais tranquilo e mudando a direção no Supremo Tribunal Federal. Depois da delação de Joesley, Cunha ficou satisfeito com a preocupação do presidente (“tem de manter isso aí, viu?”), porém decepcionado de que não haveria habeas corpus (“posso ajudar com dois ministros do Supremo, mas com onze é complicado”).

"Cunha começou a mandar recados a Janot", escreveu a jornalista. "Iniciou-se, então, um leva e traz entre advogados e procuradores, de final ainda em aberto. Como Cunha e Janot viviam em pé de guerra quando o ex-deputado estava solto, ele teme fazer uma proposta de delação e ver as informações serem utilizadas nas investigações sem que se faça um acordo. Janot, por sua vez, quer as informações de Cunha para liquidar Temer, mas está acossado pela crítica generalizada de que foi benevolente demais com os delatores da JBS", acrescenta.

E por fim finaliza que os movimentos do ex-deputado - que "quer falar" - terão influência decisiva sobre o futuro de Michel Temer.

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