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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Bolsonaro defenderá na ONU a soberania brasileira e a preservação da Amazônia

O discurso de 20 minutos do presidente Jair Bolsonaro, na assembleia geral da ONU, nesta terça (24), não ficará limitado à questão ambiental, mas dará relevância ao tema, reafirmando de modo categórico a soberania brasileira sobre a Amazônia e o compromisso com sua preservação. Lembrará também que o Brasil tem cumprido com rigor as metas na luta contra mudanças climáticas, como redução de emissões, bem ao contrário, se quiser acrescentar, dos países que o criticam. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Bolsonaro avalia dizer que o tema do desmatamento tem sido usado para fugir ao debate que não interessa à Europa: produção energética.
A produção energética do País tem matriz saudável (hidroeletricidade), enquanto na Europa é ainda muito baseada em combustíveis fósseis.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Vice, não
O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, já não nega como antes a possibilidade de ser candidato ao Planalto, embora diga que “as eleições estão muito longe”. Na pesquisa CNT/MDA continua tento apoio da maioria da população e 52% não querem que ele saia do governo. O pacote anticrime, que está sendo pulverizado no Congresso, tem mais de 70% de apoio dos brasileiros. Ou seja: embora seja um sonho de João Doria ter Moro como vice em sua chapa, o ex-juiz tem todas as chances de se eleger presidente: tem nome e prestigio nacional (o que Doria não tem)
Fonte: Giba Um
Feliz da vida
O presidente Jair Bolsonaro está feliz da vida, mesmo com complicações e estremecidas nas relações internacionais. É que o presidente norte-americano Donald Trump, declarou total apoio os Chefe do Governo brasileiro. Em suas redes sociais Trump disparou: “Bolsonaro está trabalhando duro para combater os incêndios na Amazônia e está fazendo um ótimo trabalho para a as pessoas do Brasil — não é fácil. Ele e seu País têm o total e completo apoio dos EUA”.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Espero que os brasileiros tenham um presidente que se comporte à altura, diz Macron

O presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou nesta segunda-feira, 26, os comentários "extremamente desrespeitosos" do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), sobre sua mulher, Brigitte Macron, e disse que espera que os brasileiros tenham rapidamente um presidente que "se comporte à altura" do cargo.

"Bolsonaro fez comentários extremamente desrespeitosos sobre minha mulher", afirmou Macron, durante uma coletiva de imprensa do G-7, o grupo dos países mais ricos do mundo, em Biarritz, na França. "O que eu posso dizer? É triste, mas é triste primeiro por ele e pelos brasileiros. Como tenho uma grande amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenham rapidamente um presidente que se comporte à altura."

O  presidente francês se referiu a um comentário de Bolsonaro no Facebook. O perfil do presidente brasileiro postou uma mensagem de risadas após uma publicação ofensiva sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron, feito por um de seus seguidores.

Em um post em que falava da Amazônia, um dos seguidores da página do presidente postou uma montagem com duas fotos. Na de cima, Brigitte aparece atrás de Macron e, na de baixo, o presidente aparece com a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, à frente. Ao lado das fotos, há um texto dizendo "Entende agora pq Macron persegue Bolsonaro?".
Apágina do presidente Bolsonaro respondeu ao seguidor com "não humilha cara. Kkkk"

sábado, 24 de agosto de 2019

MEC repassa R$ 60 milhões para Tecnologia levar internet a escolas rurais
Mais de R$ 60 milhões devem ser repassados do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC). Os recursos fazem parte do programa Inovação Educação Conectada e devem ser direcionados para a implantação de internet em 8 mil escolas públicas em regiões rurais de todo o país. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23/08) pelos ministros Abraham Weintraub e Marcos Pontes, do MEC e MCTIC, respectivamente.

As escolas devem receber 10 megabytes de internet via satélite, sem nenhum custo adicional. Em 2019, o projeto já atendeu 5.662 instituições de ensino em 1.758 municípios, com aproximadamente 2 milhões de estudantes beneficiados, de acordo com dados apresentados pelo MEC. A expectativa é de que os recursos alcancem 14% das 57 mil escolas rurais do país – a maioria deles em instituições no Nordeste. A primeira escola a receber conexão foi a Escola Municipal São João do Ubim, de Manacapuru (AM).

Para ter acesso à internet, as escolas precisam ter mais de 149 estudantes, além de preencher outros pré-requisitos: "As unidades rurais não podem ter atualmente acesso à internet e devem contar com computadores para os estudantes", disse Weintraub.

Ministro compara gestões
O ministro da Educação aproveitou o anúncio para criticar a gestão de recursos de governos passados. "Quem está levando internet para os municípios são todos os brasileiros que pagam imposto. E esse imposto, antigamente foi utilizado para fazer estádio de futebol, que fica fechado a maior parte do ano."

"O que o presidente Jair Bolsonaro fez foi inverter as prioridades: ao invés de obras faraônicas, estão investindo na base da nossa sociedade, na próxima geração", continuou o ministro. "A educação é a prioridade, porque ela (educação) é um dos pilares para você ser livre".

Bolsonaro recebe apoio de Trump

 Em meio a tantas críticas internacionais devido à situação na Amazônia — que incluem um comunicado do governo francês se opondo ao acordo entre o Mercosul e União Europeia —, o presidente Jair Bolsonaro recebeu apoio de um de seus mais poderosos aliados: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump publicou, no Twitter, nesta sexta-feira (23/8), uma mensagem de apoio ao brasileiro, na qual, além de afirmar que a relação comercial entre os dois países é forte e promissora, oferece ajuda para lidar com as queimadas na Amazônia. Bolsonaro retuitou a postagem.
Na mensagem, Trump diz: “Acabei de conversar com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Nossa relação comercial futura é excitante e nossa relação é forte, talvez ainda mais forte do que antes. Eu disse a ele que se os EUA puderem ajudar com as queimadas na Amazônia, nós estaremos prontos para dar suporte!”.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Presidente afirmou que 'a imprensa' está acabando como acabou a profissão de datilógrafo

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a imprensa nesta quinta-feira, 22, e afirmou que o jornal Valor Econômico “vai fechar”. O motivo, segundo o presidente, é o fim da obrigatoriedade de empresas de capital aberto publicarem seus balanços em jornais, previsto em medida provisória editada pelo seu governo no início do mês.

O comentário do presidente foi feito durante café da manhã com representantes da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), no Palácio do Planalto. “Sabe o que eu posso fazer? Chamo o presidente da Petrobrás aqui e digo: ‘Vem cá, (Roberto) Castello Branco. Você vai mostrar seu balancete este ano no jornal O Globo’”, disse o presidente, acrescentando que, mesmo que custasse R$ 10 milhões, poderia determinar.

“Posso fazer ou não? Vinte páginas de jornais para isso (publicação de balanços).E o jornal Valor Econômico, que é da Globo, vai fechar. Não devia falar? Não devia falar, mas qual é o problema? Será que eu vou ser um presidente politicamente correto? Uai. É isso daí aqui no Brasil", afirmou Bolsonaro durante o encontro.

A MP permite a empresas com ações em bolsa a publicação de seus balanços no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou no Diário Oficial gratuitamente. Ao anunciar a medida, no dia 6 de agosto, Bolsonaro afirmou que era uma “retribuição” ao tratamento que recebeu da imprensa. Uma lei sancionada pelo próprio presidente em abril previa que os balanços fossem publicados de forma resumida nos jornais a partir de 2022.

“Há uma briga com a mídia tradicional, com a grande mídia, na questão de deturpar (informações)”, disse o presidente no encontro.

Mais cedo, Bolsonaro falou sobra a MP durante conversa com jornalistas. “Tirei de vocês (jornalistas) R$ 1,2 bilhão de reais com publicação de balancetes. Não é maldade. É bondade e Justiça com os empresários, que não aguentam pagar isso para publicar páginas e páginas que ninguém lê. Então, publica no site oficial, CVM, a custo zero”, disse.

O presidente afirmou ainda que "a imprensa" está acabando como acabou a profissão de datilógrafo. “Já estamos ajudando assim a não ter desmatamento, porque papel vem de árvore. Estamos em uma nova era. Assim como acabou no passado o datilógrafo, a imprensa está acabando também. Não é só por questão de poder aquisitivo do povo que não está bom. É porque não se acha a verdade ali."

Associação Nacional de Jornais rebate
Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou as manifestações do presidente Jair Bolsonaro, classificando-as de "equivocadas" e lembrando da lei sancionada pelo próprio presidente em abril deste ano "para a transição digital da publicação de balanços".

O comunicado também rebate a declaração do presidente que diz que "acabar com imprensa" seria uma forma de ajudar a diminuir o desmatamento, já que "papel vem de árvore", afirmando que Bolsonaro desconhece que "todo o papel da imprensa provem de florestas renováveis". "O presidente ignora mais uma vez a relevância da atividade jornalística, sobretudo em uma era em que a desinformação e o sectarismo transbordam de redes sociais e manifestações oficias", aponta a ANJ.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Privatização: Anúncio será feito hoje
Em um evento empresarial na capital Paulista na noite desta terça-feira (20/8), o ministro da Economia, Paulo Guedes, apontou que o governo deve liberar lista com 17 empresas públicas que passarão por um plano de privatização. Segundo o economista, as escolhas podem “surpreender”.
“Nós vamos acelerar as privatizações. Amanhã (nesta quarta-feira — 21/8) saem as 17 empresas, e ano que vem tem mais. E nós achamos que vamos surpreender. Tem gente grande aí que acha que não vai ser privatizado, mas vai entrar na faca”, apontou o ministro. As informações são do portal paulista UOL.
Além da questão das privatizações, Guedes também comentou sobre um possível novo imposto “pequenininho” sobre transações bancárias. Segundo o ministro, se a taxa for mínima, ela “não machuca”.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Nova universidade
O presidente Jair Bolsonaro assinou na noite dessa segunda-feira (8) a lei que cria a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UGTN), com sede em Araguaína, por desmembramento de campus da Fundação Universidade Federal do Tocantins.

Com a nova lei, cursos, alunos e cargos dos campi de Araguaína e Tocantinópolis vão ser automaticamente transferidos para a UFNT. Também serão criadas as unidades de Xambioá e Guaraí.

“É a primeira [universidade] do nosso governo e será uma forma diferente, mas diferente no bom sentido, de encarar o ensino público no nosso país. O Tocantins merece”, disse o presidente pelas redes sociais.

A criação da universidade foi aprovada no Congresso Nacional no dia 12 de junho deste ano. Na ocasião da aprovação no plenário, a relatora na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), agradeceu a aprovação do projeto, afirmando que a universidade ia fazer a diferença não só para os jovens de Tocantins, mas também para os jovens do sul do Maranhão, do sul do Piauí e do sul do Pará.

A UFTN tem cerca de 20 mil alunos, com cerca de 50 cursos presenciais de graduação, entre licenciaturas, bacharelados e cursos tecnológicos.

domingo, 7 de julho de 2019

Brasil é 'virgem que todo tarado de fora quer', diz Bolsonaro sobre Amazônia

BRASÍLIA - O presidente da República, Jair Bolsonaro, demonstrou irritação na noite de ontem ao responder perguntas de jornalistas sobre a preservação da Amazônia. Na saída do Palácio da Alvorada, após cumprimentar simpatizantes, ele afirmou que, “na cabeça dos europeus”, a Amazônia não pertence ao Brasil. Ele também comparou o País a uma virgem que “todo tarado quer”.

“Sabe o que é ‘triplo A’?”, perguntou Bolsonaro aos jornalistas. “É Andes, Amazônia e Atlântico. (São) 136 milhões de hectares. E o primeiro mundo quer para ele a administração destas áreas”, disse.

Bolsonaro criticou ainda a postura de presidentes que o sucederam em reuniões internacionais, como a do G-20, ocorrida no fim de junho no Japão. Segundo ele, seus antecessores retornavam dos encontros e promoviam a demarcação de “dezenas de áreas indígenas”.

“Você consegue imaginar o tamanho da Região Sudeste?”, questionou Bolsonaro. “Uma área maior do que isto está reservada para índio. O índio não tem poder de lobby. Quem faz a demarcação, se não tem poder de lobby? É ONG (Organização Não-Governamental), grana de fora do Brasil.”

Para o presidente, o que o “outro mundo” quer é preservar estas áreas para exploração no futuro. Bolsonaro criticou ainda as discussões que ocorrem no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) para a autodeterminação dos povos indígenas. De acordo com o presidente, a intenção é criar “novos países dentro do Brasil”.

“Uma cidade com 9 mil habitantes é uma cidade pequena”, pontuou Bolsonaro, para tratar em seguida da situação dos índios ianomâmis no Brasil. “A área dos ianomâmis é duas vezes o tamanho do Rio de Janeiro.”

Bolsonaro afirmou ainda que o presidente da República não deve se submeter, no exterior, aos “caprichos” de quem quer criar novos países dentro do Brasil.

Bolsonaro também voltou a afirmar que fez um convite ao presidente da França, Emmanuel Macron, e à chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para que eles sobrevoem o Brasil, na área entre Boa Vista e Manaus. “Se encontrarem um hectare de devastação de terra, eles têm razão”, disse Bolsonaro, em referências às preocupações dos dois países em relação à preservação da Amazônia. “Essa é a grande realidade. O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer”, afirmou o presidente, para depois acrescentar: “Me desculpem aqui as mulheres,ok?”

Além dos jornalistas, estavam presentes à portaria do Palácio da Alvorada, quando Bolsonaro falava, vários simpatizantes do presidente, alguns com crianças.
Fonte: Estadão

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Trump diz que Bolsonaro é muito querido
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que seu colega brasileiro Jair Bolsonaro, com quem ele se reunia pela primeira vez, é "muito querido pelo povo brasileiro", em uma troca de elogios mútuos. "Ele é um homem especial" muito bem, é muito querido para o povo brasileiro ", disse Trump sorrindo no início de uma reunião com Bolsonaro em Osaka (Japão), no âmbito da cúpula dos países do G20.
Por sua vez, o brasileiro, apelidado de" Trump Tropical " se declarou" admirador de sua outra parte americana. "Sou um grande admirador dele há muito tempo, mesmo antes de sua eleição, apoio o Trump, apoio os Estados Unidos, apoio sua reeleição", afirmou o Bolsonaro.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Brasil não veio ao G-20 para ser advertido, diz Bolsonaro sobre crítica de Merkel

OSAKA, JAPÃO - O presidente Jair Bolsonaro reagiu duramente a declarações da chanceler da Alemanha , Angela Merkel , sobre o desmatamento na Amazônia e críticas a ele, ao desembarcar em Osaka, Japão, para participar da cúpula do G-20 .  Bolsonaro exigiu "respeito" ao Brasil e disse  que não veio à reunião para ser "advertido" por outros países.

 Já o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno , considerou “muita coincidência” o questionamento feito pela chanceler alemã sobre a evolução do desmatamento na Amazônia.

Questionada por deputados ambientalistas sobre a política ambiental do governo brasileiro, Merkel disse na quarta-feira no Parlamento alemão que pretendia ter uma “conversa clara” com Bolsonaro sobre o assunto quando se encontrassem na cúpula do G-20.

— Como vocês, vejo com grande preocupação as ações do presidente brasileiro [em relação ao desmatamento] e, se a questão se apresentar, aproveitarei a oportunidade no G-20 para ter uma discussão clara com ele — afirmou a chanceler na ocasião.

Para Heleno, isso faz parte de uma estratégia para fazer o Brasil preservar a Amazônia, a fim de que a região seja depois explorada por estrangeiros. O general destacou que  Bolsonaro  “não vai aceitar determinadas reprimendas ao Brasil” e considerou “totalmente injustas as críticas à politica de meio ambiente do Brasil”.

— Esses países que criticam? Vão procurar sua turma — afirmou.

Depois de 25 horas de viagem, Bolsonaro chegou ao hotel em Osaka mostrando irritação com indagações dos jornalistas e interrompeu a entrevista após alguns minutos.

O presidente foi incisivo quando questionado sobre as afirmações de Merkel. Ele disse que viu a declaração “'sem problema nenhum”', mas acrescentou:

— Nós temos exemplos para dar para a Alemanha sobre meio ambiente. A indústria deles continua sendo fóssil, utilizando carvão e a nossa não. Então eles têm muito o que aprender conosco.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Em meio a embates com PT, Moro diz que vazamento busca inocentar corruptos

Nesta quarta-feira (19), em sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o ministro Sergio Moro (Justiça) negou ter participado de conluio com Ministério Público Federal na Operação Lava Jato. Moro foi à Casa prestar esclarecimentos sobre o vazamento de mensagensque indicam troca de colaborações do ex-juiz com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.
A sessão teve diversos embates com senadores da oposição, que questionaram a conduta e as decisões de Moro na Lava Jato
Moro disse ser alvo de um ataque hacker que mira as instituições e que tem como objetivo anular condenações por corrupção. Até aqui, ele tem insistido no discurso de tachar a invasão de celulares como um movimento contra a Lava Jato e em desqualificar o site The Intercept Brasil, que divulgou os diálogos. "O que posso assegurar é que, na condução dos trabalhos de juiz no âmbito da Operação Lava Jato, sempre agi conforme a lei", disse.
O ministro também informou que entregou seu celular para análise da Polícia Federal, negou que tenha atuado politicamente na Lava Jato e afirmou ser comum que o juiz converse com as partes do processo. "É normal no Brasil esses contatos entre juiz, advogado e Ministério Público ou policiais. O que tem que ser avaliado é o conteúdo destes contatos", afirmou ao responder o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).
Disse ainda que não guarda o arquivo das conversas e que não lembra do que escreveu há três anos, mas que pode ter dito algumas coisas. O senador Otto Alencar (PSD-BA) fez uma provocação: "Não exijam muito da memória do ministro. Ele tem péssima memória."
Moro também afirmou que deixou de usar o Telegram, de onde as mensagens foram extraídas, em 2017, quando houve notícias de ataques hackers nas eleições dos Estados Unidos e ele começou a desconfiar da segurança do aplicativo, que tem origem russa.
Segundo o Intercept, as conversas, enviadas à reportagem por fonte anônima, aconteceram entre 2015 e 2018.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Covardia em não abrir caixa preta foi o que derrubou Levy do BNDES

O ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy foi convertido em “donzela maculada”, após sua demissão. O presidente da Câmara disse até que sua saída do governo “foi de uma covardia sem precedentes”, mas nem Rodrigo Maia se lembra da covardia do próprio Levy de não abrir a caixa preta do BNDES, um dos maiores instrumentos de corrupção dos governos do PT, tampouco de enfrentar a corporação aparelhada e muito bem paga: chegam a receber salários de R$100 mil mensais. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Levy nem se mexeu quando os petistas do BNDES recusaram acesso ao Ministério do Meio Ambiente a contratos com ONGs ambientalistas.

Dos R$25 milhões recebidos para projetos ambientais, ONGs picaretas gastaram R$14 milhões em “consultoria” e salários para eles próprios.

Mais de R$800 milhões de um total de R$1,5 bilhão doados ao Brasil por meio do Fundo Amazônia, acabaram nos bolsos dos ongueiros.
‘Moro é um homem símbolo e quer mudar seu País’, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a cerimônia de assinatura da medida provisória que trata da venda e utilização de bens apreendidos de traficantes para elogiar o ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Um homem símbolo e que quer mudar seu País”, afirmou o presidente ao se referir a Moro – o ex-juiz aparece em diálogos que teriam sido trocados entre ele e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. Publicadas pelo site The Intercept Brasil, as conversas sugerem interferência de Moro nas investigações quando ainda era juiz federal em Curitiba.

O presidente lembrou que Moro abriu mão de 22 anos de magistratura para compor o seu governo, para seguir sua vontade de “combater o crime organizado, a lavagem de dinheiro e a corrupção”. “Não é qualquer pessoa que faz isso pela sua pátria”, afirmou Bolsonaro. Em seguida, completou: “É motivo de honra, satisfação, orgulho, não só para mim, mas todos os brasileiros de bem, tê-lo nessa função em que se encontra.”
O presidente destacou o decreto das armas e disse que “quem quer desarmar o povo é quem quer o poder absoluto”. “Quero que o povo também tenha direito de legítima defesa.”

Bolsonaro disse que, com a MP assinada nesta segunda, Moro terá condições e mais recursos para combater o crime. O presidente lembrou ainda do processo de formação do seu ministério e disse que teve liberdade de escolher seus ministros, que falam entre si e conversam com os parlamentares. “Da maneira como está montada os ministérios, todos temos a ganhar. Em especial um dos ministérios mais importantes, o da Justiça.”

“Nós queremos o melhor do Brasil. Juntos, nós temos como mudar o destino do Brasil. Não podemos ter problemas entre nós. Uma palavrinha minha esquisita aqui e de vocês (parlamentares) lá, a gente releva e toca o barco. O Brasil está acima de todos nós. O interesse é o Brasil acima de tudo”, disse o presidente.
Ao final de sua fala, Bolsonaro afirmou que o ministro Moro “está fazendo mais um gol de bicicleta aqui hoje e do meio do campo”.

Valor arrecadado com bens do tráfico serão usados em política pública
A Medida Provisória assinada hoje pelo presidente dota a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), de instrumentos legais para dar maior eficiência e racionalidade na gestão de bens apreendidos ou confiscados como produtos de crimes relacionados ao tráfico de drogas.

Os valores arrecadados com a venda dos bens já poderão ser utilizados em políticas públicas antes mesmo do fim do processo judicial. Os Estados também receberão os recursos de forma mais célere para execução de suas políticas públicas.

Por fim, haverá mais agilidade na alienação de bens com significativa redução dos gastos para a União e os Estados com manutenção de espaços para guarda desses bens, gerando economias que permitirão investir em outras necessidades.

Bolsonaro veta bagagem gratuita

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Resistência de Levy em cumprir ordens do governo irritou Guedes

Na Folha de SP
Antes mesmo de o presidente Jair Bolsonaro fazer críticas e ameaçar demitir o então presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Joaquim Levy, a atuação do gestor no banco de fomento já vinha gerando irritação no ministro da Economia, Paulo Guedes.
Membros da área econômica afirmaram à Folha que Levy tinha dificuldade de atender algumas das principais determinações do governo na administração do banco.
Neste domingo, após Bolsonaro afirmar estar “por aqui” com o executivo e dizer que ele estava “com a cabeça a prêmio”, Levy pediu demissão do comando do banco.

Eram três as principais reclamações de Guedes, que também criaram atrito entre os secretários da pasta.
A avaliação é de que Levy não deu andamento a uma criteriosa revisão das grandes operações feitas pelo BNDES nos últimos anos, principalmente as efetuadas durante a gestão petista. Essa era uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro e sua equipe.
Segundo relatos, o ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) também não empenhou velocidade suficiente na venda de ativos em poder do banco.
Um dos efeitos foi a resistência de Levy em devolver recursos do BNDES ao Tesouro no ritmo desejado pelo ministro da Economia.
Guedes já disse que espera receber R$ 126 bilhões do BNDES neste ano, mas Levy não se comprometeu com a cifra. Os recursos são tratados como necessários para ajudar no ajuste fiscal do governo.
O ministro da Economia indicou insatisfação com o trabalho de Levy à frente do BNDES em entrevista a Gerson Camarotti, do G1, neste sábado (15).
“O grande problema é que Levy não resolveu o passado nem encaminhou solução para o futuro”, afirmou Guedes.
Entre os nomes cotados para a substituição no comando do BNDES estão os secretários especiais do ministério da Economia Carlos da Costa (Produtividade, Emprego e Competitividade) e Salim Mattar (Desestatização e Desinvestimento).
Nome de confiança de Guedes, a presidente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Solange Vieira, também está entre as possibilidades.
Auxiliares do ministro acreditam ser mais difícil que algum ocupante de secretarias especias da pasta assuma a função. O remanejamento geraria um trabalho duplo, já que um cargo importante do governo seria desocupado se isso fosse feito.
A interlocutores, Carlos da Costa, que já foi diretor do BNDES, tem argumentado que não teria o perfil para assumir o posto neste momento e que está focado nos projetos de investimento e produtividade do governo.
A avaliação na pasta é de que Salim Mattar se encaixaria bem na função, mas poderia resistir em aceitar o convite porque tem interesse em seguir tocando o plano de privatizações do governo federal.

domingo, 16 de junho de 2019

Joaquim Levy se demite da presidência do BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, entregou seu pedido de desligamento do cargo ao ministro da Economia, Paulo Guedes, conforme informou em nota distribuída à imprensa na manhã deste domingo, 16.

Guedes conversou com Levy no início da manhã. O diálogo foi cordial e “houve muita concordância”, segundo uma fonte.

Levy foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 15, em função da nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento.

Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy", disse o presidente neste sábado. "Falei para ele: (Levy) demite esse cara na segunda ou eu demito você (Levy) sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)", afirmou ontem o presidente.

O presidente do BNDES, Joaquim Levy está com a cabeça a prêmio há algum tempo", continuou o presidente.

Barbosa Pinto trabalhou como assessor do BNDES durante o governo PT, de 2005 a 2007, o que irritou Bolsonaro. No entanto, o próprio Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff.

Em nota, Levy declarou que sua expectativa é que o ministro da Economia aceite sua demissão. No comunicado, ele deseja a Guedes “sucesso nas reformas”.

Leia a íntegra da nota de Joaquim Levy:

Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda.

Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.

Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade.
Bolsonaro não quer petista no seu governo
O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem, 16, que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, está com a “cabeça a prêmio”. O presidente ameaçou demiti-lo amanhã caso ele não suspenda a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de mercado de capitais do banco de fomento.

O Estado apurou que após as declarações, Pinto encaminhou carta de renúncia ao presidente do banco. “Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy”, disse Bolsonaro, sem ser questionado, em conversa com jornalistas, ao sair do Palácio do Alvorada, em Brasília, antes de embarcar para Santa Maria (RS). “Falei para ele: ‘Demite esse cara na segunda ou eu demito você sem passar pelo Paulo Guedes (ministro da Economia)”, afirmou o presidente.
Em entrevista ao site G1, Guedes afirmou que está em “sintonia” com Bolsonaro neste caso. “Existe sintonia. Eu entendo a angústia do presidente. É algo natural ele se sentir agredido quando o presidente do BNDES coloca na diretoria do banco nomes ligados ao PT.”

Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007). Fiocca era considerado, no governo federal, um homem de confiança de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O próprio

Levy foi ministro da Fazenda de Dilma entre janeiro e dezembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato da petista.

“Governo tem que ser assim: quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito, ele está com a cabeça a prêmio há algum tempo”, disse o presidente.

A assessoria do BNDES informou que Levy passou o dia na região serrana do Rio e vai se manifestar hoje. O Estado apurou que Gustavo Franco, ex-BC, e Salim Mattar, secretário de Guedes, são cotados para lugar de Levy.

Na carta de renúncia, Pinto escreveu que tem orgulho da carreira que construiu e pedia demissão “com pesar”. “Mas não quero continuar no cargo diante do descontentamento manifestado pelo presidente da República com minha nomeação.”

Na sexta, durante café da manhã com jornalistas, Bolsonaro demitiu o presidente dos Correios, general Juarez Cunha. A justificativa foi que ele se comportou como “sindicalista” ao ser contrário à privatização da estatal, avalizada pelo presidente.

O presidente do BNDES já enfrentava desgaste dentro da própria equipe econômica, como mostrou o Estado. Levy resistiu à devolução de R$ 100 bilhões do banco ao Tesouro, exigência da equipe econômica. A previsão era que o banco estatal pagasse R$ 26,6 bilhões em 2019, de acordo com cronograma definido durante o governo Temer – desde 2015, já foram devolvidos mais de R$ 300 bilhões. Mas Guedes quer mais. “Despedalar” o BNDES, como gosta de repetir o ministro, foi assunto na campanha e se tornou meta de governo.

A medida, que reduz o tamanho do banco, se encaixa no plano liberal de Guedes e contribui para baixar a dívida pública federal. Também cai muito bem na turma bolsonarista, que vê no BNDES um símbolo da era petista. Para esse grupo, o banco estatal que emprestou bilhões à Venezuela, a Cuba e a empreiteiras e precisa quitar o quanto antes sua conta com a União.

Para Bolsonaro, Levy fez pouco em relação a uma das primeiras promessas do presidente, que foi abrir a “caixa preta do BNDES”. O banco, sob sua gestão, se limitou à reedição de uma lista já conhecida de maiores devedores. Em março deste ano, a Câmara dos Deputados abriu a terceira CPI sobre o BNDES para investigar possíveis irregularidades em financiamentos do banco. A ideia é mostrar se foi mandado dinheiro para países de esquerda nos governos petistas.

Responsável pelo convite a Levy, que deixou o posto de diretor no Banco Mundial para assumir o comando do BNDES, Guedes costuma reforçar a interlocutores que o tem em boa conta. Bancou seu nome junto a Bolsonaro, que não gostou da ideia de ter um ministro “petista”. Os dois chegaram a discutir durante uma reunião na casa de Bolsonaro no Rio. O presidente eleito resistiu, mas, diante da posição firme de Guedes, aceitou.

O ministro elogia com frequência a formação técnica de Levy – ambos têm doutorado pela Universidade de Chicago. A pessoas próximas já disse que ele seria um bom nome para a presidência do Banco Mundial caso o Brasil tivesse o direito de indica. Preocupa o ministro, contudo, que Levy esteja influenciado pelas pressões do que chama de “burocracia do banco”.

A Associação dos Funcionários do BNDES divulgou nota na qual afirmou que “apesar de divergências sob alguns pontos da atual gestão”, reconhece que Levy “nunca apoiou ou defendeu fantasias e calúnias” de Bolsonaro sobre o banco. / fonte: Estadão

sábado, 15 de junho de 2019

Bolsonaro vai recorrer

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (14) que vai recorrer da decisão que absolveu Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque a faca que sofreu durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG), em setembro do ano passado. A Justiça Federal decidiu que o agressor sofre detranstorno delirante persistentee não pode ser punido criminalmente.
“Estou tomando as providências jurídicas do que posso fazer para recorrer. Normalmente o MP [Ministério Público] pode recorrer também, vou entrar em contato com o meu advogado”, afirmou Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada, no início da noite.
O juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, concluiu que Adélio inimputável por transtorno mental. Isso significa que, de acordo com as leis penais, ele não pode ser responsabilizado criminalmente por seus atos. O magistrado determinou que Adélio seja internado por tempo indeterminado.
Bolsonaro disse ainda que tem convicção de que Adélio foi contratado para assassiná-lo e que, se preciso, vai pagar para que seja feita uma nova avaliação psicológica no acusado. “Eu tenho a causa pessoal, eu tenho que me defender. E custa caro isso aí, um outro lado custa caro. Vou tomar providências”, ressaltou. “É um crime contra um candidato a presidente da República que atualmente tem mandato e devemos ir às últimas consequências."
Adélio seguirá internado na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), que possui espaço para tratamento de sua doença. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Federal, o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições e planejou o ataque com antecedência de modo a excluir Bolsonaro da disputa.
A defesa de Adélio afirma que ele agiu sozinho e que o ataque foi apenas “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada” por conta de um problema mental.