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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Alegria foi a marca do encerramento dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016

Os Jogos do Rio vão deixar saudade. Após a Olimpíada e a Paralimpíada, que teve sua festa de encerramento ontem (18), a competição finaliza um ciclo de mega eventos esportivos que teve ainda a Copa do Mundo e das Confederações. Com muita alegria, o gramado do Maracanã se transformou em um palco para os atletas com deficiência.

Do ritmo do mestre Batman e os Batuqueiros do Silêncio, formado por deficientes auditivos, passando por Nação Zumbi, Armandinho e Andreas Kisser, até um grande show final, com Nego do Borel, Gaby Amarantos e Ivete Sangalo, entre outros, tendo como momento importante a passagem da bandeira do Rio para Tóquio, onde serão realizados os Jogos de 2020.
A paraense Gaby Amarantos, bastante aplaudida

Tudo isso apresentado por um mestre de cerimônias diferente: o Google Tradutor, cujo texto e voz eram exibidos no telão para todos – os deficientes auditivos puderam acompanhar o que se passava.

O público foi menor ao das três cerimônias anteriores, e dessa vez o gramado do Maracanã serviu principalmente como plateia para os atletas paralímpicos. Nos espetáculos anteriores, ele fora utilizado para projeções e performance dos artistas. A presença de autoridades também foi menos impactante. Estavam presentes Eduardo Paes, prefeito do Rio, Luiz Fernando Pezão, governador licenciado, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, Raul Jungmann, ministro da Defesa, Leonardo Picciani, ministro do Esporte, entre outros.

Na cerimônia de encerramento, um momento de grande emoção foi quando se fez silêncio pela morte do ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad no sábado. Já a maior polêmica foi quando o guitarrista do Nação Zumbi, Lúcio Maia, mostrou um cartaz que estava colado em seu instrumento com a inscrição "fora Temer". A imagem passou ao vivo na transmissão.

O show também quis mostrar histórias de transformação e passar uma mensagem de um mundo feito para todos como legado dessa Paralimpíada. No evento, o jogador Ricardinho, campeão paralímpico no futebol de 5, foi o encarregado de carregar a bandeira do Brasil. O público também aplaudiu de pé quando enalteceram o desempenho de todos os atletas e vibrou com imagens mostradas no telão com os melhores momentos da competição.

Os Jogos do Rio encerram com uma avaliação positiva e tom ufanista – ao menos entre os organizadores. Presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman enalteceu a Olimpíada e a Paralimpíada. "Podemos dizer de cabeça erguida que cumprimos a nossa missão", declarou. "Há um conjunto de fatores que nos levam a dizer isso. Vamos deixar um legado imensurável."

Nuzman afirmou que "certamente foram os Jogos mais econômicos da história" e foi além. "Nos 120 anos (de Jogos Olímpicos da era moderna) tivemos marcos importantes, de cidades que puderam mudar a direção do que poderia ser feito. O Rio aproveitou essa oportunidade e isso nos orgulha."

Com o fim dos Jogos do Rio, os olhos do desporto mundial agora se voltam para Tóquio, sede da próxima Olimpíada. A promessa é de uma "virada de chave" total. Saem a animação e a gambiarra – termo destacado pelo próprio comitê organizador –, entra a alta tecnologia. Ao público, só resta aguardar.

domingo, 18 de setembro de 2016

Os Jogos invisíveis: damos pouca atenção à Paralimpíada para não encarar o medo da imperfeição

Por Kátia Rubio, autora do livro ATLETAS OLÍMPICOS BRASILEIROS (Editora SESI-SP)
O esporte se apresenta para a sociedade contemporânea como um fenômeno de grande abrangência social tanto do ponto de vista do espetáculo como também da atividade profissional e comercial. Tema polêmico como a pena de morte ou o aborto, o esporte afeta e divide profundamente opiniões por provocar polarização emocional e ideológica a respeito de um objeto investido de libido e afetividade, daí a dificuldade em se observar neutralidade ou indiferença.

Uma das justificativas possíveis para tamanha mobilização afetiva está no fato de que vários dos valores vinculados ao esporte contemporâneo remontam à sua origem, reforçando um imaginário que contempla a areté (virtude), a kalokagathia (beleza), a agonística (a disputa na competição), assim como a perseverança observada na construção e busca da melhor forma atlética.

Minha relação com os Jogos Olímpicos me coloca na posição de fonte para quem procura informações sobre os Jogos Paralímpicos, muito embora eu não seja uma especialista no tema. Essa é a razão desse texto. Tento aqui responder ao porquê de o evento Paralímpico ser tão desprezado, tão invisível, aos meios de comunicação, mesmo depois de todo o “sucesso” que seu primo rico viveu na cidade maravilhosa. Para ele não há os inúmeros canais em TV aberta ou paga, as centenas de narradores e comentaristas que propalaram opiniões mais ou menos abalizadas sobre o que acontece nas competições ou ainda as infindáveis entrevistas e exposições com os medalhistas nos programas esportivos, nos jornais regionais e nacionais. Apenas essa constatação já demonstra que falamos de dois eventos distintos, tratados com distinção indesejada, apesar de estarem sob a tutela do mesmo comitê organizador que tem apenas um presidente.

Busco os argumentos para essa tentativa no campo do imaginário, uma vez que por mais que eu tente usar de dados objetivos eles não respondem a contento à indagação inicial. 

sábado, 17 de setembro de 2016

Ivete Sangalo e Gaby Amarantos no encerramento das Paralimpíadas

Amanhã (18) acontece a cerimônia de encerramento das Paralimpíadas Rio 2016. Assim como a de abertura, a festa promete ser emocionante, e vai contar com nomes de peso. Ivete Sangalo puxa a lista de famosos que vão se apresentar domingo. A paraense Gaby Amarantos, Dream Team do Passinho, Nego do Borel, Nação Zumbi, e muitos outros vão animar ainda mais a cerimônia.

Além desse shows, o guitarrista Jonathan Bastos, que não tem os dois braços, vai se apresentar. O músico toca o instrumento com os pés, e vai ajudar a reforçar a mensagem que as Paralimpíadas passaram.

A cerimônia de encerramento começa às 19h30 do domingo, e vai acontecer no estádio do Maracanã.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Paralimpíada começa hoje (7)

Depois de pouco mais de duas semanas de intervalo, o Rio volta nesta quarta-feira (7) a ficar imerso no clima esportivo. A tocha paralímpica percorre os últimos trajetos até o Maracanã, que recebe, a partir das 18h15, a Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos. A festa, porém, começa bem mais cedo. Às 15h haverá o show Samba de Donanna. Às 16h30, se apresentam os Embaixadores da Alegria com Rodrigo Sha.

Antes de chegar ao estádio, a chama paralímpica vai percorrer grande parte da orla carioca. O revezamento terá início às 8h entre o Recreio e a Barra da Tijuca. No começo da tarde, ela chegará ao Leblon, de onde seguirá até Copacabana.

A cerimônia de abertura promete grandes surpresas. O espetáculo tem a direção criativa assinada por Marcelo Rubens Paiva, pelo artista plástico Vik Muniz e pelo designer Fred Gelli. Será dado grande destaque à capacidade de superação dos atletas portadores de deficiência visual, física, intelectual ou paralisia cerebral.

Os Jogos Paralímpicos acontecem até o dia 18 de setembro. Irão competir 4.350 atletas de 176 países – o maior número de participação da história da Paralimpíada. Fazem parte do progra,a de competições 22 modalidades esportivas, sendo a canoagem e o triatlo as novidades em relação à edição anterior. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Olimpíadas e Paralimpíadas

Por Cardeal Orani Tempesta
Concluímos no último final de semana os Jogos Olímpicos, e daqui alguns dias iniciaremos, em nossa cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro, as Paralimpíadas. Estes Jogos também são chamados de Jogos Olímpicos de Verão, já que existem os Jogos de Inverno, também realizados de quatro em quatro anos.

Os Jogos Olímpicos foram abertos no dia 5 de agosto de 2016 e encerrados no dia 21 de agosto, e as Paralimpíadas serão abertas em 7 de setembro e finalizadas em 18 de setembro próximo. Creio que estes serão um excelente momento de aprendermos com grandes nomes a importância da superação dos limites e a busca da presença na sociedade das pessoas deficientes. A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos ocorrerá no Estádio do Maracanã, assim como a cerimônia de encerramento. O número de eventos, esportes e países nestes dois tipos de jogos demonstra a importância dos mesmos e também o exemplo da cultura do encontro seja nos locais de disputa, seja na Vila Olímpica, onde grupos de países muitas vezes antagônicos se encontram na mesma mesa de refeição.
Mais aqui >Olimpíadas e Paralimpíadas

Atleta paralímpica faz sucesso na web e é destaque da 'Playboy'

Uma atleta paralímpica anda fazendo sucesso na internet. A nadadora Camille Rodrigues tem mais de 40 mil seguidores e recentemente foi escolhida pela revista "Playboy" para ser destaque da edição de setembro, que chega às bancas semana que vem.

Com 24 anos, a carioca declarou que levou um susto ao ser chamada para participar da reportagem: "Quando vocês me ligaram para marcar, achei que era um convite para fazer o ensaio de capa e pensei: ‘Uau, uma deficiente na capa! Vou arrasar!'", disse.

Camille também falou sobre a preparação para as Paralimpíadas. "Minha maior preocupação é dar meu melhor: melhores tempos, melhores colocações. É a maior disputa da minha carreira, e tem o fator de estar em casa".

A divulgação da reportagem de Camilla aconteceu logo após a polêmica da campanha publicitária que mostra Paulinho Vilhena e Cléo Pires como deficientes físicos. Os internautas, não perdoram e logo compararam ambas as ações. "Chupa Vogue", comentou uma pessoa na postagem da "PlayBoy" sobre a entrevista com Camille. "Parabéns a Playboy Brasil por dar espaço aos atletas paralímpicos", escreveu outro.

Somos Todos Paralímpicos: a campanha com Cleo Pires e Paulinho Vilhena

A Olimpíada do Rio 2016 chegou ao fim, mas o clima esportivo segue na cidade com a chegada dos Jogos Paralímpicos, que acontecem entre os dias 7 e 18 de setembro. Para dar maior visibilidade aos paratletas e mostrar sua relevância para o esporte nacional, Cleo Pires e Paulo Vilhena aceitaram o convite para serem embaixadores do Comitê Paralímpico Brasileiro e estrelarem a campanha Somos Todos Paralímpicos.

Concebido pelos atores com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e dos atletas, com direção de arte de Clayton Carneiro, fotografia de André Passos e beleza de Carol Almeida Prada, o anúncio traz Cleo na pele de Bruna Alexandre, paratleta do tênis de mesa, e Paulo com o corpo de Renato Leite, da categoria vôlei sentado.
 Cleo Pires e Paulo Vilhena com os paratletas Bruna Alexandre e Renato Leite nos bastidores da campanha.
 
'Se não gostam porque são hipócritas, problema de vocês', diz Cleo Pires em resposta a críticas  
Depois de "representar" a paratleta Bruna Alexandre na campanha "Somos Todos Paralímpicos", ao lado de Paulo Vilhena, e enfrentar muitas críticas nas redes sociais, Cleo Pires esbravejou e deu uma resposta ácida em suas redes sociais.

“Nós emprestamos nossa imagem para gerar visibilidade. E é isso que a gente está fazendo. Meu Deus!”, disse em vídeo no Instagram. "Se não gostam porque são hipócritas, problema de vocês", completou.

Ela e Paulo Vilhena apareceram como se tivessem deficiências físicas e causaram polêmica. Muitos internautas apontaram o mau gosto da iniciativa e disseram que faltou representatividade. A campanha foi produzida pela agência África para incentivar a venda de ingressos dos Jogos Paralímpicos.

No Snapchat, ela se estendeu e respondeu às críticas dos internautas. "Eu estou um pouco passada com a hipocrisia das pessoas em relação à campanha. As pessoas não entenderam que estamos representando dois atletas paralímpicos. Essa campanha foi endossada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e pelos atletas paralímpicos brasileiros. Essa campanha é para eles e eles gostam. Se vocês não gostam porque são hipócritas, problema de vocês", comentou. 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Superação é sexy

 
No blog do Giba Um A atriz Cléo Pires, 33 anos, embaixadora dos Jogos Paraolímpicos do Rio, posa ao lado do paratleta Renato Leite, 34 anos, que perdeu a perna direita aos 20 anos de idade. A foto é para Vogue de setembro. Ele é uma das grandes promessas da seleção de vôlei. Na entrevista, Cléo diz que decidiu fazer um ensaio sensual: “Quando você sensualiza uma história, também a empodera. É sexy essa superação!”. Os Jogos Paralímpicos acontecem entre os dias 7 e 18 de setembro.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Empresa cancela patrocínio de Ryan Lochte após assalto forjado na Rio-2016

O nadador norte-americano Ryan Lochte, antes de prova da Rio-2016 
O nadador americano Ryan Lochte, envolvido no caso de falsa declaração de assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio, perdeu seu primeiro patrocinador nesta segunda-feira (22). A marca de materiais esportivos de natação Speedo USA anunciou que não apoiará mais o atleta.

"Como parte da decisão, a Speedo USA doará US$ 50 mil (cerca de R$ 160 mil) do valor pago a Lochte à Save The Children, uma instituição global de caridade parceira da matriz da Speedo, para crianças do Brasil", declarou a companhia em comunicado divulgado em seu Twitter.

"Embora tenhamos usufruído de um relacionamento vitorioso com Ryan [Lochte] por mais de uma década e ele tenha sido um membro importante do time Speedo, nós não podemos perdoar comportamento que vai contra os valores que esta marca defende há tanto tempo", afirmou a empresa.

A Speedo agradeceu os feitos de Lochte, e disse ainda que "espera que ele siga adiante e aprenda com essa experiência".

Outra importante patrocinadora do nadador, a marca Ralph Lauren anunciou que não renovará o acordo com o nadador –que era especificamente para os Jogos do Rio. A marca tirou todas as referências ao medalhista de ouro de seu site.

A empresa do produtos estéticos Syneron Candela, que havia escolhido Lochte como embaixador global da marca para um de seus produtos em abril, disse que vai esperar a conclusão da investigação dos fatos ocorridos no Rio com o nadador.

"A situação atual no Brasil em relação a Ryan Lochte é uma investigação em andamento. Assim sendo, iremos suspender nossas decisões até termos um entendimento mais completo da situação", disse a empresa à agência de notícias Reuters. Lochte conta ainda com patrocínio da marca de colchões Airweave, que ainda não se manifestou.
 
Além de possíveis perdas com patrocinadores, Lochte pode sofrer punições também no âmbito esportivo. O diretor-geral do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Scott Blackmun, prometeu neste domingo (21) que os quatro atletas americanos da equipe de natação devem receber sanções em breve.

Affair de Bolt era esposa de chefe do tráfico

Jady Duarte viu seu nome chegar aos quatro cantos do país após ter fotos suas vazadas na maior intimidade com Usain Bolt. A carioca, de 20 anos, no entanto, já havia sido notícia. Mas policial. Jady foi casada e é mãe de dois filhos de Douglas Donato Pereira, o Diná Terror, ex-chefe do tráfico no Morro Faz Quem Quer. Ele foi morto em março deste ano.

Diná era acusado da morte da jovem Rayssa Christine Machado de Carvalho Sarpi, de 18 anos. Ela foi filmada enquanto era torturada por traficantes do Faz Quem Quer, em setembro de 2014. O vídeo circulou em redes sociais. O criminoso também era procurado pelo homicídio de Raianne Dantas de Jesus, de 19 anos. Ela foi morta na Rua Tucupi, em Rocha Miranda, com mais de vinte tiros. Segundo as investigações, a jovem foi alvo de vingança de traficantes do Faz Quem Quer depois que seu namorado abandonou a comunidade levando armas e drogas para o Complexo da Maré, também na Zona Norte.

Jady tem dois perfis no Facebook. Num deles, ela aperece bem diferente da morena que levou o medalhista Bolt a nocaute. Quando Diná foi morto, Jady fez várias postagens lamentando sua ausência e recebendo o apoio dos amigos.

Cada medalha brasileira nos Jogos teve um custo de quase R$ 194 mi

Folha de SP
Em casa, com o apoio maciço da torcida e amparados pelo maior investimento financeiro já feito por entes públicos no esporte em um ciclo olímpico: R$ 3,68 bilhões.

Mesmo assim, os esportistas brasileiros não atingiram a meta estabelecida pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) de terminar os Jogos do Rio de Janeiro entre os dez primeiros, considerando o critério do total de medalhas, independentemente da cor de cada uma.

Ontem (21), ao não medalhar na maratona masculina, o país se viu impedido de terminar o maior evento multiesportivo do planeta à frente do Canadá, décimo na tábua de medalhas, com 22.

Com a vitória da seleção masculina de vôlei, o Brasil encerrou sua participação com 19, na 12ª colocação, empatado com a Holanda. Uma posição à frente (11ª), ficou a Coreia do Sul (21 medalhas). Uma atrás, a Nova Zelândia (18).

Cada uma das medalhas do Brasil na Rio-2016 teve um custo de quase R$ 194 milhões, ou pouco mais que o necessário para construir o Centro Olímpico de Tênis, complexo usado pelo esporte nos Jogos Olímpicos, que conta com dez quadras –a principal para 10 mil espectadores.

A não obtenção da meta foi tão somente a confirmação de uma previsão que se fortaleceu nos últimos dias da semana passada. Desde quinta (18) sabia-se que a possibilidade de o país alcançar esse objetivo era remota, e ela foi se tornando hora a hora inviável.

A sexta-feira mostrou-se decisiva. Enquanto o Canadá, que iniciou o dia com três medalhas de vantagem (18 a 15), subiu ao pódio no hipismo, no futebol feminino e no atletismo, o anfitrião Brasil passou em branco.

Apenas a matemática não permitia cravar o fracasso no objetivo, já que, pelo número de provas a serem realizadas, era possível atingi-lo, mesmo contra todos os prognósticos, pois não se esperava êxito dos brasileiros nas provas de atletismo que restavam, no pentatlo moderno masculino, no triatlo feminino, na ginástica rítmica desportiva e no ciclismo mountain bike.

Neste ciclo olímpico (Londres-2012 até Rio-2016) o Brasil investiu em projetos olímpicos, com verba pública, R$ 3,68 bilhões, considerando Ministério do Esporte (R$ 2,11 bilhões), Lei Piva, que destina parte da arrecadação das loterias para o desporto olímpico e paraolímpico (R$ 700 milhões), estatais (R$ 650 milhões) e Forças Armadas (R$ 217 milhões). No ciclo anterior (Pequim-2008 até Londres-2012), o investimento foi de quase R$ 2 bilhões.

No caso do ministério, o cálculo foi feito pela média, já que, procurada pela reportagem, a pasta afirmou que não faz corte entre um ciclo olímpico e outro, mas que investiu R$ 4 bilhões em tudo o que diz respeito ao esporte olímpico –em estrutura e preparação– desde 2009, quando o Rio foi escolhido sede dos Jogos de 2016.

Com esse aporte, o país conseguiu ganhar seu maior número de ouros na história (7), superando os 5 de Atenas-2004, e também a maior quantidade de medalhas (19) -o recorde anterior era de Londres-2012 (17).

O diretor-executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire, declarou antes da Olimpíada que o Brasil tinha atletas em condições de lutar por 22 a 29 medalhas e pelo top 10. Nos últimos dias, declarou que o comitê só comentaria o desempenho do Brasil na Rio-2016 depois do término das competições.

Os EUA foram os campeões da Olimpíada carioca. Os norte-americanos lideraram com folga o quadro de medalhas, tanto pelo número de ouros (46) como pelo de ouros, pratas e bronzes (total de 121).

A Grã-Bretanha, com 27 ouros, ficou na segunda posição pelo total de primeiros lugares. Pelo número de pódios, a China terminou em segundo lugar (70).

domingo, 21 de agosto de 2016

Semenya vence 800m com facilidade e reacende polêmica sobre sexualidade

Medalhista de prata em Londres-2012, Caster Semenya conquistou a medalha de ouro nos 800 metros nos Jogos Olímpicos do Rio. Com o tempo 1min55s28, a atleta da África do Sul ganhou com facilidade e quebrou o recorde nacional da prova. O segundo lugar ficou com Francine Niyonsaba, de Burundi, enquanto a queniana Margaret Nyairera Wambui levou o bronze, neste sábado, no Engenhão.

Na semifinal, na quinta-feira, Semenya foi a mais rápida entre as 24 atletas que foram à pista. A sul-africana se garantiu na disputa por medalha com o tempo 1min58s15. Na classificatória um dia antes, a atleta liderou a segunda das oito baterias com tranquilidade. No geral, tinha apenas a sexta melhor marca, poupando energia para vencer a prova com larga vantagem nos metros finais.

O resultado de Semenya no Rio reacende o debate sobre a sua sexualidade. De aparência masculinizada, a sul-africana é considerada intersexual, ou seja, uma pessoa com características que não se encaixam no padrão de definição de homens e mulheres. De forma natural, o corpo da atleta produz alto nível de testosterona, atributo do hiperandrogenismo.

Diante do questionamento sobre sua sexualidade desde 2009, Semenya passou por diversos testes e enfrentou uma barreira imposta pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). A entidade alegou que as competidoras tinham vantagem sobre as adversárias e exigiu que fossem submetidas a um tratamento. O impacto disso veio nos resultados da atleta.

Semenya reencontrou a velocidade simultaneamente com o fim da exigência do tratamento hormonal para as mulheres do atletismo com hiperandrogenismo. A mudança ocorreu graças à indiana Dutee Chand. Após ser excluída da equipe por se recusar a tomar um medicamento, ela teve o recurso aceito na Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Chand alegou que a proibição era discriminatória e que a IAAF não tinha conseguido comprovar que o alto índice de testosterona melhorava a performance das mulheres. Com a vitória da indiana na Corte, a medida está suspensa até julho de 2017. Semenya e qualquer outra atleta intersexual está liberada para correr sem medicamento. Ao se aproximar do recorde mundial (1min53s28), que dura desde 1983, Semenya deverá enfrentar nova avalanche de críticas sobre a sua possível vantagem genética.

sábado, 20 de agosto de 2016

Lochte se desculpa por comportamento e "falta de cuidado"

O nadador norte-americano Ryan Lochte usou as redes sociais para pedir desculpas pelo comportamento no Rio de Janeiro e por não ter sido "cuidadoso" ao descrever os acontecimentos da manhã do último domingo, em posto na Barra da Tijuca.

Lochte e seus colegas de equipe James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Congerde se envolveram em uma grande confusão. Os nadadores norte-americanos disseram ter sido vítímas de um assalto em um posto da capital fluminense. A investigção policial, contudo, revelou que se tratava de uma fraude. Depois, em depoimento, Feigen, Bentz e Congerde admitiram que a história era de fato fantasiosa. Lochte já estava nos Estados Unidos e não foi ouvido.

Desmascarada a farsa, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos emitiu uma nota, na noite dessa quinta-feira, se desculpando com o Comitê Olímpico do Rio e com o 'povo do Brasil' pelos atos praticados pelos quatro atletas da natação norte-americana, assim como as mentiras na primeira versão dos fatos.

Confira o pedido de desculpas de Lochte na íntegra:
Eu quero me desculpar pelo meu comportamento no último fim de semana - por não ter sido mais cuidadoso e cândido em como eu descrevi os acontecimentos daquele manhã e por meu papel em tirar o foco dos vários atletas realizando seus sonhos de participar de uma Olimpíada. Eu esperei para compartilhar esses pensamentos até eu ter certeza de que a situação legal fosse definida e que estivesse claro que meus companheiros de equipe estivessem chegando em casa salvos.

É traumático está fora até tarde com seus amigos em um país estrangeiro - tendo a língua como barreira - e ter um estranho apontando uma arma para você e demandando dinheiro para deixar você ir. Mas apesar do comportamento de qualquer um aquela noite, eu deveria ter sido muito mais responsável em como lidei comigo mesmo. Por isso, eu me desculpo com meus colegas de equipe, meus fãs, meus colegas competidores, meus patrocinadores e com os organizadores deste grande evento. Estou muito orgulhoso de representar meu pais em uma competição olímpica e essa era uma situação que poderia e deveria ter sido evitada. Eu aceito a responsabilidade pelo meu papel nesse acontecimento e aprendi uma lição valiosa.

Eu sou grato pelos colegas de time da natação dos EUA e ao Comitê Olímpico dos Estados Unidos, e aprecio todos os esforços do Comitê Olímpico Internacional, o comitê Organizados do Rio 2016, e a população brasileira que nos recebeu no Rio e trabalhou tão duro para garantir que estes Jogos Olímpicos proveriam uma vida inteira de novas memórias incríveis.

Muito já foi dito e muitos recursos valiosos dedicados ao que houve no último fim de semana. Então espero que gastemos nosso tempo celebrando as grandes histórias e performances destes Jogos e que olhemos para frente para celebrar o sucesso futuro.

Olimpíadas: Principais disputas hoje (20)

9h14: CANOAGEM - Isaquias/Erlon (BRA) (final C2 1.000m)
11h: SALTOS ORNAMENTAIS - Hugo Parisi (BRA) tenta a classificação para a final na plataforma de 10 m
15h30: BASQUETE FEMININO - Estados Unidos x Espanha (final)
15h30: HANDEBOL FEMININO - França x Rússia (final)
17h30: FUTEBOL MASCULINO - Brasil x Alemanha (final)
22h15: VÔLEI FEMININO - China x Sérvia (final)
22h35: ATLETISMO - Pedro Luiz/Alexandre Russo/Peterson dos Santos/Hugo de Sousa (BRA) disputam a final do revezamento do 4x400m masculino

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Comitê Olímpico dos EUA pede desculpas ao Brasil por mentira de nadadores

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos pediu desculpas ao Brasil pelo comportamento dos nadadores do país que forjaram um assalto no Rio de Janeiro.

"O comportamento desses atletas não é aceitável, nem representa os valores do time americano ou a conduta da vasta maioria de seus membros", afirmou Scott Blackmun, CEO do comitê. "Em nome do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, nós pedimos desculpas para nossos anfitriões no Rio e para o povo do Brasil".

Os nadadores Ryan Lochte (foto), medalha no ouro no revezamento 4 x 200 m, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger disseram ter sido assaltados no trajeto entre o Club France, casa com temática francesa localizada na região sul do Rio de Janeiro, e a Vila Olímpica.

Entretanto, a versão foi desmentida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Vídeos de câmeras de segurança mostram os atletas depredando o banheiro de um posto de gasolina na Barra da Tijuca –versão que foi confirmada pelo proprietário do estabelecimento.

Além disso, imagens de câmeras na entrada da Vila Olímpica mostram os atletas chegando ao local em clima descontraído após o suposto incidente, portando pertences como celulares e credenciais.

Durante as investigações, a Polícia Federal chegou a impedir o embarque de dois dos nadadores em um voo para os Estados Unidos e apreendeu seus passaportes.

Depois de deporem à Polícia Civil, eles tiveram os documentos devolvidos e viajaram para o país na noite de ontem (18).

Ryan Lochte deixou o Brasil um dia antes da Justiça determinar a apreensão de seu passaporte. Antes de vir para a Rio-2016, ele, que tem 32 anos, declarou que "estava mais maduro" em relação aos Jogos de Londres-2012, quando "era mais o tipo 'solteirão na balada'." De acordo com a Polícia, o atleta pode responder por falsa comunicação de crime e depredação do patrimônio.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Meninas do vôlei estão fora da Rio 2016

Ontem (16), a China escreveu uma das páginas mais tristes da história recente do vôlei feminino do BRASIL. A seleção brasileira, derrotada por 3 x 2, diante de um estádio lotado, foi desclassificada das Olimpíadas 2016.
Um torcedor revoltado, desabafou: "As atletas brasileiras, quando marcam ou perdem um ponto, agem assim: abraços, beijos, gritinhos, sorrisos largos, caretas, enfim, muita frescura. As chinesas, sem estrelismo, discretas, profissionais exemplares, foram as merecidas vitoriosas. Parabéns!"

Acusada de racismo

A apresentadora americana Ellen DeGeneres está sendo acusada de racismo nas redes sociais depois de ter publicado um meme no qual aparece sendo carregada por Usain Bolt, na famosa foto em que o jamaicano dá um sorriso ao vencer os 100 m rasos, domingo (14), na Rio-2016.

"É assim que vou para os meus compromissos a partir de agora", escreveu DeGeneres na postagem feita no Twitter.

Alguns usuários criticaram a imagem publicada pela apresentadora. Parte deles lembrou que, durante a escravidão, era comum pessoas negras servirem para carregar os brancos.
Após as críticas, a apresentadora pediu desculpas pela publicação, mas não a apagou. "Eu sei bem que o racismo existe no nosso país, disse pelo Twitter. É a coisa mais distante do que eu sou", completou.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Uma torcedora especial na busca pelo ouro

 
O ritual será repetido mais uma vez amanhã: Lili (foto) chegará com antecedência à Arena de Copacabana e fará uma oração para que a esposa, Larissa, esteja num dia iluminado para buscar uma vaga na final olímpica do vôlei de praia ao lado de Talita. A partida das brasileiras pelas semifinais será às 16h, diante das alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst, e Lili estará novamente na torcida, vibrando com cada ponto e tentando controlar o nervosismo. À meia-noite, a outra dupla do país, Ágatha e Bárbara, enfrenta as americanas Kerri Walsh e April Ross.

“Na estreia, fui a primeira a chegar à arena. Aí eu vi que eu estava ansiosa mesmo (risos). Ela pede para eu chegar antes, para eu mandar uma foto de onde estou. Faço minha oração na hora em que eu chego para que Deus abençoe, que ela esteja feliz e tranquila dentro de quadra”, conta Lili.

Ela, que também é jogadora de vôlei de praia, diz que é mais fácil jogar do que ficar na torcida. Na partida que valeu a vaga às semfinais, o sofrimento foi grande na arquibancada. Larissa e Talita viram as suíças Heidrich e Zumkher terem três match points, mas conseguiram uma virada incrível e avançaram no torneio.

“Acho que nunca fiquei tão nervosa na minha vida porque quero muito que ela ganhe essa medalha, vai ser uma realização muito grande na vida dela e de todos nós. Naquele momento de perigo, eu fiquei muito tensa. Comecei a tremer, a suar. Eu continuava vibrando, claro”, lembrou Lili.Essa é a terceira Olimpíada de Larissa, que tem um bronze. “Eu acompanho a trajetória dela. Ela está colocando em prática tudo que ela viu. Ela teve erros nas duas outras Olimpíadas e está modificando isso para o acerto. Isso é o que vai levá-la à medalha de ouro”, aposta Lili.
 
Lili e Larissa são casadas desde 2013

Jornalista que criou 'armadilha' para expor atletas gays é afastado dos Jogos

 
O jornalista Nico Himes suposto responsável por criar uma "armadilha" para conseguir encontro com atletas homossexuais (muitos deles ainda não assumidos publicamente) nas Olímpiadas do Rio, não participa mais da cobertura dos jogos. O Comitê Olímpico Internacional (COI) foi o responsável por retirar o editor britânico da equipe de imprensa.

Em nota encaminhada ao site LGBT "Outsports", no domingo, o COI informou que discorda da postura do reporter e que ela teria sido "simplesmente inaceitável". O conteúdo da matéria publicado no site "The Daily Beast" também foi retirado do ar.

O caso - O jornalista teria usado aplicativos de encontro homossexuais na Vila Olímpica para descobrir quais atletas hospedados eram gays. Hines criou um perfil falso no Tinder e no Grindr, flertou com atletas e publicou as conversas em seu site, junto com todas as informações sobre eles.

Um dos atletas expostos foi Amini Fonua, nadador do Tonga. Em seu Twitter, o atleta criticou muito o jornalista e sua publicação. "Ainda é ilegal ser gay em Tonga, e enquanto sou forte para enfrentar isso, nem todo mundo consegue. O Daily Beast deveria estar envergonhado", escreveu

Olimpíadas: Agenda para hoje (16)

A estreia do futebol no Maracanã é o destaque desta terça na Olimpíada (veja abaixo os brasileiros na disputa e aqui a agenda completa dos Jogos), além de Usain Bolt na primeira seletiva dos 200m rasos. BRASILEIROS NA DISPUTA
    • 9h: MARATONA AQUÁTICA MASCULINA - Alan do Carmo (BRA)
    • 9h: CANOAGEM - Isaquias Queiroz (BRA) (final da classe C1 1.000m)
    • ATLETISMO
      9h45 - Fabiana Murer (BRA) (classificação do salto com vara feminino)
      11h50 - Usain Bolt (1ª rodada dos 200m masculino)
      20h40 - João Vitor (BRA) (semifinais dos 110m com barreiras masculino)
      22h45 -  final dos 110m com barreiras masculino (se João Vitor passar)
    • 10h: HANDEBOL FEMININO - Brasil x Holanda (quartas de final)
    • 13h: FUTEBOL FEMININO - Brasil x Suécia (semifinal)
    • 11h50: VELA - Robert Scheidt (BRA) tenta o bronze (classe laser)
    • 15h10: POLO AQUÁTICO MASCULINO - Brasil x Croácia (quartas de final)
    • 15h34: GINÁSTICA ARTÍSTICA - Francisco Barreto (BRA) (final da barra fixa)
    • VÔLEI DE PRAIA FEMININO E MASCULINO (semifinais)
      16h: Talita/Larisa (BRA) x Ludwig/Walkenhorst (ALE)
      17h: Alison/Schmidt (BRA) x Brouwer/Meeuwsen (HOL)
      23h59 Ágatha/Bárbara (BRA) x Walsh/Ross (EUA)
    • 19h15: BOXE MASCULINO - Robson Conceição (BRA) x Sofiane Oumiha (FRA) (final do peso ligeiro)
    • 22h15: VÔLEI FEMININO - Brasil x China (quartas de final)