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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Em primeira aparição pós-Copa, Neymar diz ver exagero em críticas


Principal estrela da seleção brasileira e alvo de severas críticas pelo desempenho na Copa do Mundo na Rússia, Neymar disse ontem (19) que vê exagero nas provocações e que leva a situação numa boa. Ele reuniu amigos famosos e convidados para um leilão beneficente em hotel em São Paulo para o Instituto Projeto Neymar Junior.

Foi a primeira aparição pública de Neymar desde que a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo, após a derrota para a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final.

“Levo essas críticas e brincadeiras numa boa", disse o jogador. "É um exagero o que fizeram, mas levo numa boa. A melhor coisa da vida é levar as coisas com leveza. É isso que eu faço. Não ligo para isso e acabo brincando também."

Criticado e alvo até de um desafio viral por causa de quedas e supostas simulações, ele defendeu seu estilo de jogo. "Meu futebol é de drible, de encarar o adversário. Não posso chegar para o meu adversário e falar "meu amor, licença, que eu quero fazer o gol'", ironizou o jogador do Paris Saint-Germain. "Eu tenho que tentar driblar e ele não vai me deixar passar, ele vai fazer a falta. O juiz está ali para isso"."Você acha que eu quero ficar sofrendo falta toda hora? Dói, machuca. Depois dos jogos eu fico fazendo gelo quatro, cinco horas, é complicado", disse o atacante. "Mas quem não entende disso, quem não viveu isso de verdade nunca vai saber.

Para Neymar, sua imagem não está arranhada após o Mundial. Umas das principais críticas que se fez ao astro foi o exagero nas reações a faltas sofridas durante o torneio. "Desvalorização eu acho que não tem. Eu saí da Copa e todo mundo está falando meu nome. Não esquecem nunca de mim. Então, como desvalorizou?"

O jogador disse que se orgulha de ter participado do grupo de Tite no Mundial. "É uma Copa que eu me esforcei muito para estar. Eu faria o possível de novo para estar lá e fico muito feliz de ter feito parte daquele grupo. É claro que esperávamos ganhar. Sabíamos que poderíamos chegar longe, mas infelizmente não deu."

O atleta ainda comentou os rumores de que pode trocar o Paris Saint-Germain, onde atua desde o ano passado, pelo Real Madrid, rival de seu ex-clube, o Barcelona. Neymar nega uma possível transferência. "Não tem preocupação nenhuma sobre isso. Estão inventando coisas com o meu nome."

quarta-feira, 18 de julho de 2018

O país das falsificações

Por Ruy Castro - Folha de SP
A lembrança que o mundo levará do Brasil nesta Copa do Mundo não será a da equipe que jogou e perdeu com honra, mas a da que tentou ganhar com desonra —representada por Neymar rolando pelo gramado a cada falta real ou imaginária. Numa era mágica como a nossa, em que as câmeras podem esmiuçar cada imagem em qualquer ângulo ou velocidade, Neymar tornou-se piada mundial. E, para muitos, mais uma prova de que somos mesmo uns malandros.

Aos olhos de fora, já éramos o país que produziu Eike Batista, o sétimo homem mais rico do mundo no ranking da revista Forbes —“Crio riquezas do zero”, ele disse— e, de repente, descobriu-se que, sem monumentais manipulações e acordos com o então governo brasileiro, sua riqueza era mesmo zero. E o que dizer da Odebrecht, a empreiteira que parecia dominar o mundo, e hoje se sabe que, de mãos dadas com aquele mesmo governo, geriu o que se considera o maior caso de corrupção internacional da história?

Políticos que fizeram carreira passando-se por vestais ou por arautos de uma inédita prosperidade estão presos e condenados por corrupção. Pior ainda, sabe-se agora que seus números eram uma fraude. Milhões que acreditaram neles revoltam-se por terem sido feitos de trouxas e não querem repetir o erro —daí os altos índices de abstenção que se espera nas próximas eleições.

A economia acompanha a desmoralização política e vai para o buraco. Como investir num país em que não se sabe se o ministro com quem se conversa hoje não será apanhado e mandado para trás das grades antes de fechado o negócio? Até mesmo a Justiça está sub judice —para o povo, há juízes que, além da capa preta, deveriam usar máscara.

Diante desses casos, o grand-guignol de Neymar foi até inocente. O Brasil deveria disputar a Copa das falsificações. Um dia, teremos de pedir desculpas ao Paraguai pelo que já pensamos dele.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Torcedora uniformizada e viagens do próprio bolso: Presidente da Croácia fez sucesso na Copa

Dentre os 4,1 milhões de habitantes da Croácia, um, em especial, está chamou a atenção na Copa do Mundo. Uma, na verdade: Kolinda Grabar-Kitarovic, a presidente do país. No entanto, a mandatária de 50 anos não tem se destacado pela posição política, mas por estar torcendo como qualquer fã de futebol.

Apaixonada pelo esporte, Kolinda acompanhou todos os jogos da seleção croata in loco. Mas nada de protocolos oficiais. Ela preferiu as arquibancadas aos camarotes. E sem terninho. Durante as partidas, ela vestiu o excêntrico uniforme quadriculado da seleção croata.

Após a classificação da Croácia à semifinal, em que eliminou nos pênaltis a anfitriã Rússia, no sábado (7), a presidente foi flagrada comemorando com jogadores e membros da comissão técnica aos pulos e entoando, junto com eles, o cântico “chame, apenas chame/todos os falcões /eles darão a vida por você” (em tradução livre).

Primeira presidente mulher da Croácia, Kolinda ganhou as redes sociais por atitudes que vão além do futebol: por não usar dinheiro público para sua ida à Rússia e utilizar voos comerciais, pagos do próprio bolso. Como a viagem não é a trabalho, ela mesma descontou de seu salário os dias de folga.

Na foto que compartilhou, em que aparece no avião ao lado de vários torcedores, escreveu: “Vamos para a vitória” — e realmente foi, porque naquele dia, 1º de julho, a Croácia venceu a Dinamarca nos pênaltis e se classificou às quartas.

Um dos torcedores com quem ela viajou comentou o fato à agência de notícias Tass, da Rússia: — Ela gosta do esporte, e o que ela está fazendo é algo normal para um presidente. Ela pegou um voo com pessoas comuns, cumprimentou a todos. Eu gosto disso. Somos um país pequeno, mas é como um time.

Na partida contra a Rússia, pelas quartas de final, Kolinda foi identificada nas arquibancadas e levada para a tribuna de honra da Fifa, onde estava o presidente da entidade, Gianni Infantino, e outras autoridades. Ainda assim, comemorou quando a seleção croata passou à frente da Rússia por alguns minutos no placar durante a prorrogação.

Depoimento de Casagrande sobre dependência química na Copa é exemplo de superação

A atitude de Walter Casagrande Júnior, que se emocionou ao falar sobre a experiência de passar "uma Copa sóbrio" após a final entre França e Croácia, foi avaliada como "louvável" por especialistas, pela coragem em admitir o problema e promover a conscientização para milhões de brasileiros. O comentarista de futebol da Rede Globo foi às lágrimas ao revelar que esse é o primeiro Mundial em décadas no qual não usou drogas.— A declaração dele é um exemplo para todos. Ao comemorar esse período sóbrio e falar sobre o assunto em rede nacional, compartilhando sua emoção com todos, Casagrande mostra o quanto é difícil, mas também o quanto é possível vencer esse problema. Uma atitude como essa é muito importante na luta contra a dependência química — avalia a psicóloga Daniela Teixeira.

A psicóloga destaca ainda que ver uma pessoa conhecida revelar sua dependência e comemorar a superação pode servir para inspirar milhares de outros brasileiros, além de demonstrar que esse é um problema que pode atingir a todos.

— Acredito que muitos dependentes químicos tenham se sentido representados ali, porque também passam por isso, mas dificilmente veem alguém celebrar suas vitórias com tamanho alcance em público — diz Daniela.

Reconhecido como um grande jogador — foi convocado para a Copa do Mundo de 1986 — e um líder entre os atletas também fora de campo, Casagrande tem travado uma longa luta contra as drogas, que começou a utilizar principalmente depois que parou de jogar futebol. Para ajudar em seu próprio tratamento e também contribuir para que muitos outras lidem com isso, ele decidiu, há alguns anos, tornar públicas suas dificuldades e também cada pequena vitória na tentativa de vencer o vício.

Um ponto que mereceu destaque na análise de especialistas foi o fato de que o comentarista estava longe de casa, em um país diferente, provavelmente afastado da presença dos familiares. Mudanças como essas por vezes representam recaídas, mas foram superadas por Casagrande.

— Ele provavelmente ficou mais de um mês afastado das pessoas mais próximas, estava em um lugar diferente e, talvez, pressionado com todo o trabalho envolvido em uma Copa do Mundo. Mesmo assim, foi forte para se manter sóbrio. É muito importante para a conscientização sobre o uso de drogas o que ele fez — entende o psiquiatra Nelson Cardoso.No domingo (15), o ex-jogador garantiu que a Copa de 2018 foi a mais importante de sua vida. Chorou ao vivo, no ar, e emocionou os colegas de transmissão, o narrador Galvão Bueno e o comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho.— Essa é a Copa mais importante da minha vida. Eu tive uma proposta quando vim para cá, quando saí do Brasil, que era chegar pela primeira vez numa Copa do Mundo sóbrio, permanecer sóbrio e voltar para a minha casa sóbrio. Então estou muito feliz — disse Casagrande, às lágrimas.

domingo, 15 de julho de 2018

Não houve uma grande novidade na Copa.

Por Tostão, colunista da Folha de SP
Se a Croácia for campeã --não é zebra--, será o primeiro título do pequeno e novo país. Mais que isso. Será o primeiro título mundial de uma seleção que era cotada, antes da competição, como uma equipe média. Sempre achei isso estranho, já que é frequente, em todo o mundo, um time médio, ou até um pequeno, ganhar um torneio curto, com jogos eliminatórios, como a Copa do Brasil. Será neste domingo?

A França, além dos quatro defensores, joga com um trio no meio-campo, com a ajuda de Mbappé, que volta para marcar pela direita, formando um quarteto, com Pogba, Kanté e Matuidi. Griezmann, vindo de trás, e Giroud, formam a dupla de atacantes, pelo centro. A Croácia, nos amistosos e nas primeiras partidas do Mundial, atuou com Modric como um meia ofensivo, e Rakitic de primeiro volante, posições em que não jogam no Real Madrid e no Barcelona.

Durante a Copa, Modric recuou para ser um volante, ao lado de Rakitic, fora também das habituais funções nos clubes. Contra a Inglaterra, na melhor atuação, a equipe jogou com um volante centralizado, Brozovic, e com Rakitic de um lado e Modric do outro, defendendo, apoiando e atacando, como no Real e no Barça.

Não houve uma grande novidade na Copa, a não ser o VAR, que veio para ficar. Como nos tempos atuais todos os jogadores e equipes são bastante conhecidos, nos mínimos detalhes, não há mais espaço para grandes surpresas, embora a Bélgica tenha surpreendido o Brasil. Na história, houve muitas seleções brilhantes, como a do Brasil de 1982. Mas foram poucas as revolucionárias, que mudaram a maneira de jogar. Cito quatro: a inglesa de 1966, por ter sido o início da marcação com duas linhas de quatro; a brasileira de 1970, por ser a primeira a fazer um detalhado planejamento científico; a holandesa de 1974, a primeira a marcar por pressão; e a espanhola de 2010, inspirada no Barcelona dirigido por Guardiola, que influenciou o futebol de todo o mundo.

As transformações no futebol ocorrem aos poucos e passam despercebidas. De repente, enxergamos o óbvio, que muitas coisas estão diferentes, como nos últimos 15 anos, e que, no Brasil, só se deu importância após os 7 a 1. Assim ocorre também na história e na vida. Quando olhamos no espelho, levamos um susto ao constatarmos que envelhecemos e que temos de correr atrás da vida, antes que ela acabe.

Modric ou Mbappé? França x Croácia, o mundo à espera do novo campeão

 
A história da Copa do Mundo 2018 está prestes a ganhar seu capítulo final. Após 31 dias, 63 jogos e 163 gols, chegou a horá do imponente Estádio Lujniki receber a final do mundial. Croácia e França se encontram de forma inédita em uma decisão, às 12h deste domingo.

A decisão também vai colocar em lados opostos os canditados ao título de melhor jogador da Copa do Mundo: Luka Modric e Kylian Mbappé. A conquista do torneio e uma boa exibição na decisão será decisiva na eleição.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Copa 2018: A Ligação

Por Luiz Fernando Veríssimo, colunista do Estadão
É grande a tentação de ver numa seleção de futebol um reflexo da nação que a produziu. Procuramos uma relação de causa e efeito em que o motivo é um país em crise moral, política e econômica e a consequência é uma seleção derrotada. O único problema com essa equação é que os fatos não a comprovam. Aquela seleção de 1970 representava um país mergulhado nas trevas da repressão e da tortura, com a imprensa censurada e generais se sucedendo no poder com o eleitorado de um - seu antecessor. Lembro que a gente torcer pela seleção de 70 equivalia a torcer pelo regime. Mas bastava uma escapada do Jairzinho pela direita, uma jogada genial do Pelé, um lançamento certeiro do Gerson para o Tostão, um drible do Rivellino, e esquecíamos tudo, amigos cassados, amigos presos, torturados, exilados, desaparecidos, esquecíamos até o Médici, e vibrávamos abjetamente. Outras derrotas e outra vitórias da seleção através dos anos desmentem a teoria do país em crise refletido na sua seleção. Mas a tentação de ver uma ligação persiste.

A seleção que esteve na Rússia não foi mal. Mas estava representando um país em que o presidente está sob suspeita de receber propina, como boa parte do Congresso, a miséria só aumenta enquanto a receita do então ministro da Fazenda, hoje candidato à Presidência da República, para melhorar a situação foi cortar os gastos sociais por 20 anos, em que tiraram dinheiro da saúde e da educação para dar a grandes empresas de transportes, em que políticos denunciados por corrupção continuam soltos e atuantes e são até nomeados para ministérios enquanto o maior líder popular do País está preso, em que juízes se dedicam à guerra de egos em vez de assegurar justiça, em que preparam uma nova lei trabalhista que fará o Brasil marchar, resolutamente, para o século 19 e em que se espera para qualquer momento o anúncio de que a investigação acabou e concluíram que a Marielle se suicidou com três tiros na cabeça. 

Está certo, nada disso afetou o desempenho do Brasil na Copa. Mas você não desconfiou daquela bola no travessão no jogo contra a Bélgica, que se entrasse seria o gol do empate que levaria para uma prorrogação, que o Brasil venceria, e partiria para o título? Você também não pensou que alguma coisa, um sopro de alguma divindade do futebol, tenha interferido e nos negado o gol, porque nós simplesmente não o merecíamos?

Clonando Pensamento: Copa 2018


“Só seleções da Europa chegaram às semifinais. Os sul-americanos foram voltando para casa ao longo da competição. Com elencos brilhantes, caros e mal acostumados pela idolatria vã, nenhum dos times do nosso continente impressionou e suas promessas de reinado não se realizaram. O resultado de formas distintas de preparação das equipes e de comportamento durante a competição deu nesse resultado: a hegemonia futebolística voltou, desta vez merecidamente, à Europa. Para mim, a França é a melhor. Para o bem do nobre esporte bretão, porém, espero que a Croácia vença.”
(Lúcio Flávio Pinto, jornalista)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

França na final

Por Tostão, cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina.
A França está na final, merecidamente. Foi um jogo equilibrado, de muita técnica, tática e emoção. As duas seleções, quando perdiam a bola, voltavam, marcavam e, depois, atacavam com muitos jogadores. A seleção francesa tem excelentes atacantes, como Mbappé e Griezmann, mas a força principal do time está no sistema defensivo, pelo posicionamento, pela qualidade dos zagueiros e dos três do meio-campo (Pobga, Kanté e Matuidi), que marcam e jogam muito, especialmente Kanté e Pogba.​

Não era esperado que Inglaterra nem Croácia chegassem à final. Isso aconteceu por suas virtudes, por enfrentarem seleções mais fracas e por terem vencido nos pênaltis.

Tite e a comissão técnica deveriam escutar as críticas construtivas e refletir sobre o que poderiam ter feito melhor. Por outro lado, tem havido muitas críticas equivocadas, injustas, além de darem muita importância a coisas que não têm importância. A crônica esportiva precisa também refletir. Eu já comecei.
 
Antes e durante a Copa, tinha algumas dúvidas e preocupações, que ficaram mais claras e evidentes. Quando Paulinho foi convocado, discordei. Ele atuou bem, fez gols e, para minha surpresa, foi contratado pelo Barcelona. Na Copa, Paulinho jogou mal e já voltou para a China. O Barcelona percebeu que ele não tem talento para ser o armador do time. Algumas coisas acontecem e, depois, voltam ao lugar. A esperança do Barcelona e da seleção brasileira é o jovem Arthur.
 
No momento em que a seleção precisou de Casemiro e Fernandinho juntos, durante o jogo contra a Bélgica, Casemiro estava suspenso. Até hoje, não sei, por falta de informações, qual era a situação de Fred, uma boa opção, que não jogou no Mundial. As notícias sobre a seleção eram pouquíssimas e sempre positivas. Vi, milhares de vezes, imagens e a informação de que a seleção fazia os 15 minutos de bobinho permitidos pela comissão técnica. Só isso.Todos os bons treinadores do mundo tentariam explorar os espaços nas costas de Marcelo, como fez a Bélgica. Por isso e pelo enorme talento ofensivo do lateral, indaguei, antes de Tite assumir a seleção, se não seria bom testar Marcelo como meia pela esquerda ou mesmo como um ala, no esquema com três zagueiros. Tite disse certa vez que, se tivesse tempo, experimentaria Marcelo mais à frente. Penso que dois anos seriam suficientes.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Clonando Pensamento

"No balanço geral do jogo Brasil x Bélgica, cabe lembrar Elias Figueroa, um renomado jogador internacional: ´Vitórias não se merecem; se conquistam`. O Brasil mereceu vencer, mas quem conquistou a vitória foi a Bélgica."
(Ney Lopes, jornalista)

'Sou o presidente de fato e de direito da CBF', diz coronel Nunes

Nunes e esposa (Rosa) saem do hotel para passeio em Moscou
“Sou o presidente de fato e de direito da CBF.” A declaração é do coronel Antônio Nunes que, em teoria, comanda uma das maiores entidades do futebol no mundo, apesar de seu isolamento. Em seu último dia na Rússia, depois de um mês no país da Copa do Mundo, o dirigente comentou sua situação, da seleção e mesmo da Copa América. Em suas declarações, deixou claro que não pretende abrir mão do cargo. “Meu mandato termina em 19 de abril de 2019 e então passaremos para o Rogério (Caboclo)”, disse. Em sua avaliação, não há nada de errado na forma pela qual assumiu a presidência da entidade. “Os estatutos foram respeitados”, ressaltou.

Nunes assumiu o posto depois que Marco Polo del Nero foi afastado do futebol, por corrupção. Antes da queda, porém, ele manobrou para colocar Nunes no cargo de vice-presidente e, por sua idade, atender ao critério de ser seu sucessor até as próximas eleições, que apontaram Caboclo para a cadeira.

Presidente da Federação Paraense de Futebol por seis mandatos e coronel da reserva da Polícia Militar do Pará, Nunes é também investigado pelo Ministério Público daquele Estado pela sua atuação no futebol. Em 2011, 12 e 13, a federação recebeu R$ 3,5 milhões de verba pública. Os promotores querem saber como foi gasto o dinheiro.

Último representante da CBF em Moscou, Nunes deixa a cidade hoje (10), quatro dias depois da eliminação da seleção brasileira. O problema, segundo ele, foi encontrar voos de volta. Nesses dias, porém, o presidente da CBF não participou de qualquer reunião e, em pelo menos duas ocasiões, saiu do hotel apenas para passeios por Moscou.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Papa consola fiéis brasileiros após eliminação do Brasil na Copa

O papa Francisco tentou consolar ontem os fiéis brasileiros que foram à Praça de São Pedro para a missa, após a derrota da Seleção nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018 contra a Bélgica (2-1), na sexta-feira passada."Coragem! Haverá outra oportunidade", improvisou o papa em uma mensagem direta aos fiéis, ao final da tradicional missa que oficia todos os domingos ao meio-dia.Essa curta frase de consolação não constava no texto distribuído antecipadamente aos jornalistas.

O papa, nascido em Buenos Aires e torcedor fanático do time San Lorenzo de Almagro, nunca escondeu sua paixão pelo futebol, mas não se sabe se ele acompanha de perto os eventos desta Copa do Mundo, que acontece na Rússia até 15 de julho, o dia da grande final em Moscou.As semifinais serão disputadas entre times europeus: França-Bélgica e Croácia-Inglaterra.

domingo, 8 de julho de 2018

Clonando Pensamento

"O Brasil foi eliminado por causa de erros individuais e coletivos, do acaso e, principalmente, porque a Bélgica possui quatro jogadores que estão entre os melhores em suas posições no mundo (Courtois, De Bruyne, Hazard e Lukaku). Temos de deixar a soberba de lado e aprender com o óbvio, que, contra grandes seleções, as chances de vitória são iguais."
(Tostão, médico e cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970)

O apitador decidiu: Vai, vai...


Copa 2018: Semifinais e final - dias e horários


Ainda há esperança de sermos hexa


 

sábado, 7 de julho de 2018

Neymar na web: "Difícil encontrar forças para querer voltar a jogar futebol"

Neymar se pronunciou após a derrota para a Bélgica que custou a eliminação da Seleção na Copa do Mundo. Através de uma postagem no Instagram, o camisa 10 do Brasil usou palavras fortes para expressar seu sentimento diante a frustração na Rússia. Leia:

“Posso dizer que é o momento mais triste da minha carreira. A dor é muito grande porque sabíamos que poderíamos chegar, sabíamos que tínhamos condições de irmos mais além, de fazer história... mas não foi dessa vez.
- Por isso, nunca deixarei de te agradecer Deus, até mesmo na derrota... porque eu sei que o seu caminho é muito melhor do que o meu. Muito feliz em fazer parte desse time, estou orgulhoso de todos, interromperam nosso sonho mas não tiraram da nossa cabeça e nem dos nossos corações.”

Leitor(a), VOCÊ DECIDE!


Qual Neymar entrará para a história das Copas, depois da derrota contra a Bélgica? O Neymar cai-cai, o ator, o fingidor, aquele que finge completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente, ou o Neymar genial e indispensável à seleção brasileira?

Copa do Mundo: Jogos deste sábado (7)


11h Suécia x Inglaterra
15h Rússia x Croácia

Sete erros fatais da seleção brasileira na queda na Copa do Mundo

No Estadão
Apesar de bons momentos na Copa do Mundo da Rússia e de não ter passado vexame na eliminação diante da Bélgica nas quartas de final, o planejamento desenvolvido pela comissão técnica mostrou falhas dentro e fora de campo. Veja sete motivos para a seleção brasileira não ter conquistado o hexacampeonato:

1. Superproteção a Neymar.

A defesa veemente de Neymar em todas as situações – individualismo e choro dentro de campo, e privilégios como sair para jantar com a namorada e hospedar o pai no mesmo hotel da seleção – foi considerada por dirigentes da CBF um erro fatal. O craque nunca foi decisivo como se esperava. 

2. Muita liberdade.

Alguns jogadores trouxeram, além de parentes, amigos que fizeram muita bagunça. O fato de terem ficado próximos registrou aspectos negativos, como o treinamento fechado filmado por um colega de Gabriel Jesus. O atacante deixou a desejar contra a Bélgica. Não marcou um golzinho.

3. Concentração longe.

Apesar de a infraestrutura de Sochi ter sido considerada uma das melhores, pela qualidade dos campos de treino e dependências, o fato de o Brasil não ter jogado um jogo sequer na cidade mostrou que a escolha não foi a mais correta. 

4. Intensidade dos treinos.

A opção por treinos fortes, intensos, com os atletas se entregando como se estivessem disputando um jogo, foi demais. Vários jogadores se machucaram ou sentiram contusões.

5. Falta de controle.

Por mais que Tite e seus pares de comissão técnica tenham negado, foi visível que a seleção demonstrou falta de controle emocional durante a Copa do Mundo. 

6. Ausência de um líder.

O rodízio de capitães mostrou que a seleção não tem um líder claro, que possa tomar as rédeas dentro do grupo e mesmo externamente, em momentos mais complicados. A desculpa de Tite de que o grupo tem vários tipos de liderança foi entendida como falha no trabalho de formar um verdadeiro líder.

7. Insistência com atletas.

Tite manteve no time o volante Paulinho, desgastado por não ter tido férias, e Jesus, que não fez gol na Copa. Firmino, apesar de render bem, não foi efetivado. Willian também não se saiu bem, exceto contra o México. Todos foram mal.