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quarta-feira, 11 de julho de 2018

França na final

Por Tostão, cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina.
A França está na final, merecidamente. Foi um jogo equilibrado, de muita técnica, tática e emoção. As duas seleções, quando perdiam a bola, voltavam, marcavam e, depois, atacavam com muitos jogadores. A seleção francesa tem excelentes atacantes, como Mbappé e Griezmann, mas a força principal do time está no sistema defensivo, pelo posicionamento, pela qualidade dos zagueiros e dos três do meio-campo (Pobga, Kanté e Matuidi), que marcam e jogam muito, especialmente Kanté e Pogba.​

Não era esperado que Inglaterra nem Croácia chegassem à final. Isso aconteceu por suas virtudes, por enfrentarem seleções mais fracas e por terem vencido nos pênaltis.

Tite e a comissão técnica deveriam escutar as críticas construtivas e refletir sobre o que poderiam ter feito melhor. Por outro lado, tem havido muitas críticas equivocadas, injustas, além de darem muita importância a coisas que não têm importância. A crônica esportiva precisa também refletir. Eu já comecei.
 
Antes e durante a Copa, tinha algumas dúvidas e preocupações, que ficaram mais claras e evidentes. Quando Paulinho foi convocado, discordei. Ele atuou bem, fez gols e, para minha surpresa, foi contratado pelo Barcelona. Na Copa, Paulinho jogou mal e já voltou para a China. O Barcelona percebeu que ele não tem talento para ser o armador do time. Algumas coisas acontecem e, depois, voltam ao lugar. A esperança do Barcelona e da seleção brasileira é o jovem Arthur.
 
No momento em que a seleção precisou de Casemiro e Fernandinho juntos, durante o jogo contra a Bélgica, Casemiro estava suspenso. Até hoje, não sei, por falta de informações, qual era a situação de Fred, uma boa opção, que não jogou no Mundial. As notícias sobre a seleção eram pouquíssimas e sempre positivas. Vi, milhares de vezes, imagens e a informação de que a seleção fazia os 15 minutos de bobinho permitidos pela comissão técnica. Só isso.Todos os bons treinadores do mundo tentariam explorar os espaços nas costas de Marcelo, como fez a Bélgica. Por isso e pelo enorme talento ofensivo do lateral, indaguei, antes de Tite assumir a seleção, se não seria bom testar Marcelo como meia pela esquerda ou mesmo como um ala, no esquema com três zagueiros. Tite disse certa vez que, se tivesse tempo, experimentaria Marcelo mais à frente. Penso que dois anos seriam suficientes.

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