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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

TRE-PA diploma os eleitos

Os candidatos eleitos no pleito de outubro de 2018 foram diplomados ontem, 18, em cerimônia realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.

Além do governador eleito Helder Barbalho, do vice-governador Lúcio Vale, do senador reeleito Jader Barbalho e do senador eleito José da Cruz Marinho, o Zequinha Marinho; foram diplomados 17 deputados federais e 41 deputados estaduais.

Helder Barbalho, que recebeu o diploma das mãos da presidente (Célia Regina Lima Pinheiro) do TRE acompanhado de sua esposa e seus três filhos (foto) homenageou em seu discurso o senador Jader Barbalho. "Há 28 anos, eu tinha a idade do Helder Filho, e recebia o diploma do governador Jader. Hoje gostaria de retribuir e que ele possa guardá-lo como seu décimo segundo diploma eleitoral", disse ao cumprimentar o pai.

A presidente do TRE-PA, a desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, demarca a importância do momento para a democracia no Pará. "É importante que cada um dos diplomados hoje tenham em mente a população que representam. Na diplomação, é o povo do Pará, que os escolheu, que está subindo ao palco", declarou.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

ELEIÇÕES 2018: Termina hoje (6) prazo para o eleitor justificar ausência no 1º turno



Os eleitores que não votaram no primeiro turno das Eleições 2018 têm até esta quinta-feira, 6 de dezembro (06/12), para justificar a ausência.


O voto é obrigatório para brasileiros maiores de 18 anos e menores de 70 anos, de acordo com a Constituição Federal de 1988.

A data é prevista conforme o Calendário Eleitoral, elaborado a partir da Resolução nº 23.555/2017 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As regras não se aplicam aos eleitores de voto facultativo, no caso, àqueles de 16 anos, analfabetos e maiores de 70, e os cidadãos com deficiência física ou mental, impossibilitados de cumprir as obrigações eleitorais.

Como fazer:
O cidadão pode justificar de duas formas. Um formulário pode ser preenchido e pode ser obtido de forma gratuita nos cartórios eleitorais , nos postos de atendimentos do eleitor, no próprio site do TSE e nas páginas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Outra forma seria justificar pela internet, por meio do Sistema Justifica, disponível ainda nos sites do TSE ou dos TREs.

O eleitor deve entregar o documento pessoalmente em qualquer cartório ou enviar via postal ao juiz da zona eleitoral na qual é inscrito. Além disso, deve ser apresentado documentação, comprovando o motivo da ausência no primeiro turno das Eleições 2018, no caso, 7 de outubro.

Caso seja utilizado o Sistema Justifica, deve ser preenchido um formulário online, informando seus dados pessoais e declarando o motivo da ausência junto ao documento que a comprove. Nessa situação, o cidadão receberá um protocolo para acompanhar o andamento do requerimento, encaminhado para análise do juiz competente. Se aceito, uma notificação será enviada.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Ex-presidente do BASA é derrotado nas urnas

Leitor deste blog lembra que, Marivaldo Melo, pediu exoneração do cargo de presidente do Banco da Amazônia para poder ser candidato a deputado federal pelo Acre. Agora, quer saber se ele foi eleito. Respondo: concorrendo pelo PSD, Marivaldo obteve 12.049 votos, não conseguiu nem ser suplente e ficou decepcionado, porque pela regra de votos de legendas, foram eleitos, com menos votos do que ele, Jesus Sergio (PDT), com 9.537 votos e o Pastor Manuel Marcos (PRB), com 7.489 votos.

sábado, 10 de novembro de 2018

Recomeçar é preciso

Ao abrir das urnas das eleições deste ano, pesquisas animadoras acabaram se desfazendo em desilusões, em derrotas para muitos políticos/candidatos. O jeito é aprender com os erros e tentar outra vez,

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Culpa de quem? 1/3 do Congresso eleito este ano é alvo de investigações

No Estadão
Um terço do novo Congresso é acusado de crimes como corrupção, lavagem, assédio sexual e estelionato ou é réu em ações por improbidade administrativa com dano ao erário ou enriquecimento ilícito. No total, são 160 deputados e 38 senadores. O levantamento feito por este jornal envolve casos em andamento nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal.

Entre os alvos estão nomes conhecidos como os atuais senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG). Presidente do PT, Gleisi é alvo na Lava Jato enquanto Aécio, ex-presidente do PSDB, é réu por corrupção na delação da J&F. Ambos conquistaram uma cadeira na Câmara. Aécio diz que “provará na Justiça que foi alvo de uma ação premeditada por criminosos confessos de mais de 200 crimes”. Gleisi não quis se manifestar.

Além de tucanos e petistas, há ainda integrantes do PSL, o partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de outras 21 legendas – apenas seis partidos não elegeram pessoas investigadas ou acusadas na Justiça. Ao todo, os parlamentares respondem a 540 acusações (379 contra deputados e 161 contra senadores), das quais 334 são por improbidade – 263 de deputados e 71 casos envolvendo senadores. Entre os crimes, as acusações mais comuns são as de lavagem de dinheiro (34), corrupção (29) e crimes eleitorais (16).

O partido com maior numero de envolvidos é o PT. Trinta de seus 62 eleitos são investigados ou réus. A ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins é uma das recordistas. Ela é alvo de processos por improbidade na Justiça do Ceará e no STJ. Sua defesa alega inocência. Proporcionalmente, o MDB é quem tem mais parlamentares enredados com a Justiça. São 16 deputados e oito senadores ou 52% da bancada no Congresso ante 48% do PT. Entre os atingidos está o líder do partido, o deputado Baleia Rossi (SP), alvo de uma ação por improbidade administrativa. Sua assessoria não respondeu.

O PSL de Bolsonaro já chega no parlamento com sete deputados ou 12,5% dos 56 congressistas eleitos na mira da Justiça – um oitavo deputado, Luciano Bivar teve reconhecida pela Justiça a prescrição do crime ambiental de que era acusado no dia 16, uma semana após o pleito. Procurado, não se manifestou. O levantamento do Estado não levou em consideração ações de danos morais e execuções fiscais, o que aumentaria os processados para 40% do Congresso.

Além da improbidade (um só deputado, Carlos Henrique Gaguim, do DEM-TO, responde a 153 ações), da corrupção, de crimes eleitorais e da lavagem de dinheiro, outras 31 condutas são imputadas aos parlamentares. As mais comuns são de formação de quadrilha (12), peculato (12), fraudes em licitação (10), falsidade ideológica (8) e crimes ambientais (6). Mas também foram identificados congressistas que respondem por crimes contra a ordem tributária, calúnia, homicídio, assédio sexual e delitos da Lei Maria da Penha.

Com o maior número de parlamentares, São Paulo é o Estado com mais alvos da Justiça. São 32 dos 73 deputados e senadores, ou 43,8% dos representantes paulistas. Amazonas (63,6%) e Alagoas (58,3%) têm, proporcionalmente, a maior quantidade de representantes com problemas. Segundo Estado com mais congressistas (56), Minas tem dez investigados. O Rio tem 14 de seus 49 parlamentares nessa situação. O Rio Grande do Norte é o único Estado que não elegeu acusados.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Uma sugestão aos nossos futuros governantes Bolsonaro e Hélder Barbalho: tratem dos nossos direitos básicos, saúde, segurança e educação, por exemplo, e deixem de lado o faraonismo das obras públicas, na forma de construções suntuosas, muitas desnecessárias.

É preciso saber perder


Nos embates eleitorais, os ódios como os afetos, aumentam ou diminuem quando as urnas são abertas, os votos são apurados e são proclamados os vencedores. Poucos são os que entendem que as derrotas fazem parte do jogo e da vida e devemos aceitá-las normalmente.

domingo, 28 de outubro de 2018

Pesquisa Ibope para os governos estaduais

Os brasileiros escolhem neste domingo, 28, governadores de 14 unidades da Federação. As eleições 2018 foram para o segundo turno em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Norte, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Roraima e também no Distrito Federal.

O Ibope divulgou na sexta e ontem (27) sábado as pesquisas de intenção de voto desses Estados. O nível de confiança de todos os levantamentos é de 95%. Confira a lista abaixo.

Amapá
No Estado, João Capiberibe (PSB) apareceu com 53% votos válidos, enquanto Waldez Góes (PDT) registrou 47% dos votos válidos. Os dois estão empatados tecnicamente. Nos votos totais, Capiberibe tem 48% e Waldez, 42%. Os votos brancos e nulos seguem em 8%. Os que não sabem ou não responderam continuam com 2%.

A pesquisa, encomendada pela Rede Amazônica, entrevistou 812 pessoas entre 24, 25 e 26 de outubro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00570/2018.

Amazonas
No Amazonas, Wilson Lima (PSC) lidera com 64% dos votos válidos, enquanto Amazonino Mendes (PDT), que é o atual governador, tem 36%. Nos votos totais, o candidato do PSC foi de 63% para 60%. O pedetista se mantém com 34%. Os votos brancos e nulos saíram representam 4%. Os que não sabem ou não responderam são 2%.

A pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica e ouviu 812 pessoas entre 24, 25 e 26 de outubro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-08888/2018.

Rondônia
Em Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL) teve 63% das intenções de votos válidos, contra 37% de Expedito Junior (PSDB). Nos votos totais, o militar tem 56% e seu adversário, 33%. Os eleitores que optam por votos brancos e nulos somaram 6% e os indecisos, 4%.

A pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica, foi feita entre 24, 25 e 26 de outubro e ouviu 812 eleitores. O registro no TSE é o BR-06885/2018 e no TRE é o RO-07727/2018.

Mato Grosso do Sul
A pesquisa para a disputa do segundo turno para o governo de Mato Grosso do Sul mostra que Reinaldo Azambuja (PSDB) lidera com 51% dos votos válidos. Juiz Odilon (PDT) aparece com 49%. Os números configuram empate técnico, já que a margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa foi encomendada pela TV Morena e entrevistou 812 pessoas entre 25 e 26 de outubro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07190/2018.

Distrito Federal
A intenção de voto no candidato do MDB ao governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi de 70% dos votos válidos, enquanto Rodrigo Rollemberg (PSB) chegou a 30%. Com base nos votos totais, Ibaneis caiu de 64% para 62%, enquanto Rollemberg subiu de 23% para 26%. Brancos e nulos totalizaram 7%, e os indecisos, 5%.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95%.

Minas Gerais
A intenção de voto no candidato do Novo ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema, é de 68%, enquanto Antonio Anastasia (PSDB) registrou 32%. Com base nos votos totais, Zema oscilou de 57% para 58% e Paes, de 28% para 27%. O porcentual de brancos e nulos permaneceu em 10% e o de indecisos, em 5%.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95%. Foram entrevistados 2.002 eleitores em 113 municípios entre 25 e 27 de outubro.

Roraima
Em Roraima, Antonio Denarium (PSL) lidera com 54% dos votos válidos, seguido por José de Anchieta (PSDB), com 46%. Nos votos totais, o candidato do PSL caiu de 58% para 50%. Em relação ao último levantamento, o tucano subiu de 36% para 43%. Os votos brancos e nulos saíram de 2% para 4%. Os que não sabem ou não responderam continuam em 3%. A pesquisa, encomendada pela Rede Amazônica, entrevistou 812 pessoas entre 24 e 26 de outubro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04787/2018.

Rio Grande do Norte
Fátima Bezerra (PT) tem 55% dos votos válidos contra 45% de Carlos Eduardo (PDT) na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. A petista está em movimento de ascensão nas pesquisas. O Ibope ouviu 812 pessoas em 38 cidades do Estado. Considerando-se os votos totais, a petista chega a 52%, contra 42% do adversário. Brancos e nulos somam 4% e indecisos, 3%.

A pesquisa foi encomendada pela Inter TV Costa Branca e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05542/2018.

Pará
O candidato do MDB ao governo do Pará, Helder Barbalho, tem 57% da intenção dos votos válidos. Já Márcio Miranda, do DEM, tem 43% da intenção dos votos. Se considerados os votos totais, Barbalho oscilou de 53% para 51% das intenções de voto, e Miranda permaneceu com 39%. O porcentual de brancos e nulos é de 7% e o de indecisos, 2%.

A pesquisa Ibope foi contratada pela TV Liberal e ouviu 812 votantes entre os dias 26 e 27 de outubro. Os dados foram registrados no Tribunal Regional Eleitoral do PA sob número PA-08333/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob número BR-07030/2018.

Rio de Janeiro
No Rio, o candidato Wilson Witzel (PSC) tem 54% das intenções de voto ante 46% de seu adversário Eduardo Paes (DEM). No primeiro levantamento do segundo turno, Witzel aparecia com 60%, enquanto Paes tinha 40%. Depois, passou a ter 56%, contra 44% de Paes. O montante de brancos e nulos totalizou 9% e o de indecisos, 7%. A rejeição de Paes é de 52%, enquanto a de Witzel é de 39%.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores e foi realizado em 25, 26 e 27 de outubro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos e o nível de confiabilidade é de 95%. O registro no TSE é BR-09507/2018.

Santa Catarina
Em Santa Catarina, Comandante Moisés (PSL) aparece na liderança, com 59%. Gelson Merísio (PSD) tem 41%. Nos votos totais, o candidato do PSL foi de 51% para 52%, enquanto o candidato do PSD saiu de 35% para 36%. Os votos brancos e nulos continuam com 9%. Os que não sabem ou não responderam oscilaram de 6% para 3%.

A pesquisa foi encomendada pela NC Comunicações e entrevistou 1.008 pessoas. As entrevistas foram feitas entre 24, 25 e 26 de outubro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05948/2018.

São Paulo
Os candidatos ao governo de São Paulo Márcio França (PSB) e João Doria (PSDB) aparecem empatados numericamente pela primeira vez desde o início do segundo turno. Cada um está com 50% dos votos válidos - em relação ao levantamento anterior, do dia 23 de outubro, França subiu três pontos, enquanto Doria caiu três.

Nos votos totais, quando os votos em branco e nulos são considerados, França pontua 43%, contra 42% do tucano. Votos em branco e nulos somam 10%; os que não sabem ou não quiseram responder, 5%. O Ibope entrevistou 2002 pessoas nos dias 26 e 27 de outubro.

Rio Grande do Sul
A intenção de voto no candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PSDB, Eduardo Leite, caiu três pontos em relação ao levantamento anterior, do último dia 23, de 60% para 57% dos votos válidos. Seu adversário, José Ivo Sartori (MDB), subiu de 40% para 43% no mesmo período.

O porcentual de brancos e nulos oscilou de 8% para 6% e o de indecisos, de 3% para 4%. A rejeição a Leite é de 15% e a Sartori, de 36%. O levantamento foi encomendado pela RBS Participações. Foram entrevistados 1.806 eleitores entre 25, 26 e 27 de outubro.

Sergipe
A intenção de voto no candidato do PSD ao governo de Sergipe, Belivaldo Chagas, é de 61% contra os 39% de Valadares Filho (PSB). Com base nos votos totais, Chagas alcançou 54%, enquanto Valadares Filho tem 35%. O porcentual de brancos e nulos teve 8% e o de indecisos, 3%.

O levantamento foi encomendado pela TV Sergipe. A margem de erro é de três pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95%. Foram entrevistados 812 eleitores entre 26 e 27 de outubro.
Últimas pesquisas para presidente da República divulgadas ontem

IBOPE
Bolsonaro 54%
Haddad 46%

DATA FOLHA
Bolsonaro 55%
Haddad 45%

sábado, 27 de outubro de 2018

Taí, gostei! Uma propaganda eleitoral bem bolada.


É bom saber...


Em 19 municípios brasileiros, além de votar para escolher o novo Presidente da República, os eleitores terão de escolher novos prefeitos. As 19 cidades tiveram seus mandantes, eleitos em 2016, cassados pela Justiça eleitoral.

Cinco municípios de Goiás, quatro de São Paulo, três do Rio de Janeiro, dois do Amazonas, um do Rio Grande do Sul, um de Santa Catarina, um do Mato Grosso, um do Ceará e um do Maranhão votarão em novos prefeitos amanhã.

A maior inimiga da liberdade de expressão é a legislação eleitoral

Por Maurício Cardoso, no Conjur
Na campanha eleitoral brasileira tudo é proibido. Até candidato é algo limitado: quem quiser concorrer tem de ficar na moita e só pode vender o seu peixe e pedir voto no chamado período eleitoral, que não passa de uns quatro meses, a cada dois anos.

A sanha repressiva das eleições ganhou corpo em 2004, quando as primeiras denúncias do mensalão revelaram que havia algo de podre no reino dos partidos e campanhas eleitorais. O diagnóstico então foi de que as campanhas eram muito caras e que corria muito dinheiro sujo por debaixo dos palanques.

Diante da constatação que seria muito difícil controlar a entrada do dinheiro, e que boa parte dele se tratava de “recursos não contabilizados”, o famoso caixa 2 que se caracteriza por não passar recibo, os legisladores eleitorais resolveram então controlar as formas de gastar a grana. A saída encontrada foi proibir tudo que consumia dinheiro na busca de votos: proibiram-se os showmícios e nunca mais se teve comício nem militância nas ruas. Proibiu-se distribuição de camisetas, bonés e brindes pelos candidatos, aboliram-se os outdoors e os cartazes foram milimetricamente regulamentados.

O sistema eleitoral brasileiro tem uma jabuticaba, que é a “propaganda eleitoral gratuita”. A invenção é até bastante apreciada por especialistas estrangeiros que vêm nela uma providencial igualdade de oportunidades para que todos os candidatos mostrem a sua cara na TV. Mas além de não ser gratuita, já que o espaço ocupado nas emissoras de televisão é devidamente remunerado com dinheiro público, o horário eleitoral obrigatório acabou criando as condições para que outras formas de propaganda em rádio, televisão ou jornal fossem praticamente proibidas.

E o que é pior: criou-se uma tremenda confusão entre o que é propaganda e o que é informação jornalística. Sob essa ótica, qualquer entrevista com político na mídia escrita, falada ou televisada podia ser considerada propaganda eleitoral. Se for fora do tempinho de caça aos votos, então, o crime é dobrado. Realmente, não se pode entender a lógica de que o político não possa ser candidato fora do período eleitoral. O saudável exercício do mandato é a melhor campanha de um candidato, só que ele não pode dizer que está em campanha, porque a lei não permite.

Nada sofreu tanto com a repressão eleitoral quanto a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. O objetivo é impedir que os meios de comunicação possam influenciar a livre escolha do eleitor. Mas sem informação, como é que o eleitor poderá fazer sua escolha?

Até se compreende que seja interditado o uso de espaços públicos para a realização de comícios, mas daí a proibir que estudantes discutam política na escola ou que padres e pastores falem dos rumos das eleições em suas igrejas denota apenas a prepotência de quem acha que as pessoas não têm maturidade para ouvir e decidir por si.

Lembro como se fosse hoje: em 1974, ditadura militar, houve eleições parlamentares. Como hoje, a escolha era difícil. De um lado havia os candidatos da Arena, o partido de sustentação dos generais; do outro, o MDB, a oposição consentida para manter a suposta boa aparência do regime. Para os jovens, como eu era então, a grande tentação foi pelo voto nulo. Livrei-me de minhas dúvidas na sala de aula. Rodolfo Konder, meu professor de jornalismo comparado, foi quem provocou a discussão, na qual chegamos à conclusão de que melhor era votar no menos pior – e o MDB teve uma vitória estrondosa que, vista assim de longe, pode ser comparada ao primeiro passo da marcha das Diretas Já, quatro anos depois.

Claro, o comício na sala de aula da escola de jornalismo da Faap em 1974 era absolutamente clandestino, pois aqueles eram os anos de chumbo do governo Geisel, o quarto general presidente da ditadura que ainda não havia iniciado a “abertura lenta, gradual e segura” do regime.

Mas não dá para acreditar que às vésperas do provável governo eleito de um capitão-presidente, a polícia, a mando da Justiça Eleitoral, esteja farejando fachadas de universidade em busca de faixas incriminadoras e auscultando conversas suspeitas em salas de aulas de faculdades para fazer cumprir a lei eleitoral vigente nestes tempos de democracia.

Pois aconteceu. No Rio de Janeiro, a juíza eleitoral Maria Aparecida da Costa Basto ordenou que fosse retirada uma faixa da facha da Universidade Federal Fluminense onde se podia ler: “UFF Direito antifascista”. Bom leitor das entrelinhas, o diretor da faculdade entendeu que “antifascista” era uma alusão ao candidato Jair Bolsonaro, o que explica a reação do presidente do TRE-RJ, Carlos Eduardo Eduardo da Fonseça Passos, para quem a faixa foi retirada por que “não é permitida a propaganda eleitoral ou partidária em bens de uso comum”.

Sobrou até para Roger Waters, compositor e fundador da banda Pink Floyd, também lá nos anos 1970. Está no Brasil em outubro para fazer shows de uma turnê comemorativa do disco The Wall, uma ópera-rock antifascista. Costuma fazer manifestação antifascistas e criticar governos autoritários em seus shows. No Brasil, tem criticado Jair Bolsonaro. No Paraná, o juiz Douglas Marcel Peres: "O livre e ilimitado exercício de manifestação encontra restrições" no período eleitoral.

Em Belo Horizonte, um juiz eleitoral ordenou que fosse tirado do site da Universidade Federal de São João del Rei um artigo que entre outras coisas dizia: “A poucos dias de uma das mais importantes eleições da curta experiência democrática brasileira, o momento é marcado, da parte de um dos candidatos à Presidência da República, por discursos de ódio e intolerância para com a diferença”.

No Rio Grande do Sul, o juiz auxiliar eleitoral Rômulo Pizzolatti proibiu a realização no recinto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul de evento “Contra o Fascismo. Pela Democracia”. O evento foi realizado na rua, debaixo de um viaduto.

Também houve averiguações ou apreensão de materiais ou suspensão de aulas em minas Gerais, no Rio Grande do Norte, no Ceará e no Pará. A presidente do TSE , ministra Rosa Weber, prometeu que vai apurar “eventuais excessos” em operações nas universidades. Não precisava se preocupar tanto. Em tempos de Whatsapp e Facebook, em que tudo é permitido e nada é apurado, o que precisa ser investigado e revisado é a própria legislação eleitoral brasileira, que falhou em impedir o caixa 2, como se pretendia inicialmente, mas que obteve amplo sucesso em reprimir a livre manifestação de candidatos e eleitores.

O silêncio de Ciro Gomes

Ciro Gomes está de volta ao Brasil. Esperança de Fernando Haddad para tentar reverter na urna a vantagem de Jair Bolsonaro nas pesquisas, o pedetista estava no exterior desde o último dia 11. Ontem, recepcionado (foto) por muitos apoiadores e simpatizantes no aeroporto de Fortaleza, Ciro chegou mudo e permaneceu calado: nem uma palavra de apoio ao petista.

K Ao som de tambores e gritos de guerra, o grupo de eleitores do cearense no primeiro turno da eleição presidencial pediu uma nova candidatura ao Palácio do Planalto do ex-ministro em 2022. "Brasil urgente, Ciro presidente", dizia em coro o grupo que só cresceu ao longo da espera da chegada de Ciro à Capital cearense.

Ao som de tambores e gritos de guerra, o grupo de eleitores do cearense no primeiro turno da eleição presidencial pediu uma nova candidatura ao Palácio do Planalto do ex-ministro em 2022. "Brasil urgente, Ciro presidente", dizia em coro o grupo que só cresceu ao longo da espera da chegada de Ciro à Capital cearense.

Ao som de tambores e gritos , um grupo de eleitores de Ciro que ele seja novamente ao Palácio do Planalto em 2022. "Brasil urgente, Ciro presidente", dizia em coro o grupo que só cresceu ao longo da espera da chegada de Ciro à Capital cearense.

60% para Bolsonaro e 40% para Haddad

O presidente do Paraná Pesquisa, Murilo Hidalgo, confia tanto na exatidão do levantamento que divulgou nesta sexta (26), apontando 60,6% para Jair Bolsonaro (PSL) e 39,4% para Fernando Haddad (T), que não se furtou de fazer uma declaração desafiadora sobre a eleição presidencial: “SPe eu tivesse de apostar, apostaria que Bolsonaro será eleito com 60% dos votos válidos, contra 40% do seu oponente”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Murilo Hidalgo faz coro com o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro: “Bolsonaro só perde se houver um tsunami”.

Líder do único instituto que viu o risco de Eduardo Suplicy perder para o Senado, Hidalgo acha possível mudanças de última hora do eleitor.

O PACTO NACIONAL DO STF COM BOLSONARO

Ele não cita Jair Bolsonaro, mas é evidente que a proposta se dirige ao presidente eleito.

Ele diz em O Globo: “Amanhã, o cidadão brasileiro projetará nas urnas seus anseios políticos e participará, mais uma vez, do ritual de renovação da democracia para um novo ciclo. Tão logo eleitos o novo presidente da República e os governadores estaduais e distrital, o Brasil precisará encontrar um ponto de união em meio às diferenças. É necessário trilhar um caminho conjunto na busca por soluções para os problemas pungentes do Brasil contemporâneo.

Proponho a celebração de um grande pacto que envolva os três Poderes da República, com a participação da sociedade civil, adotando-se o diálogo e a ação coordenada como meios de pensar e agir a respeito do futuro da Nação naquilo que é essencial para seu equilíbrio. O Brasil tem de retomar o caminho do desenvolvimento, voltar a crescer, gerar empregos, recobrar a confiança dos investidores, retomar o equilíbrio fiscal e criar condições para atender às necessidades básicas da população.”

Dias Toffoli conclui: “A celebração de um pacto nacional é não só necessária, mas premente. Com o devido diálogo, realizaremos as almejadas reformas dentro de um quadro de segurança jurídica. O Supremo Tribunal Federal exercerá o importante papel de árbitro dos eventuais conflitos, garantindo a solidez, a segurança jurídica e a paz social, função última da Justiça.”

Pesquisas com resultados para todos os gostos foram divulgadas ontem.

Confiram:
Doxa: A virada de Márcio Miranda com 51% e Hélder com 48%

Real Time: Hélder Barbalho lidera com 59% e Márcio está com 41%

E, hoje à noite, o Ibope dirá quem está na frente na corrida eleitoral que terminará amanhã, com a apuração dos votos e, aí sim, a verdade será conhecida.

Atualização às 20h - Ibope/votos válidos: Hélder 57% e Márcio 43%

O bispo de Lula contra Bolsonaro

No site O Antagonista:
Não é de hoje que o PT conta com autoridades eclesiásticas para legitimar suas narrativas políticas.

Anos atrás, Lula foi filmado dizendo o seguinte: “Mas por que eu cheguei onde cheguei? Porque eu tenho por trás de mim um movimento. Eu tenho por detrás de mim uma grande parte dos estudantes, do PT, a CUT, a base da Igreja católica.”

Lula também se disse “fruto da teologia da libertação, dos sindicalistas”.

O bispo que, para alegria dos petistas, acusou Jair Bolsonaro de disseminar “violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres” – Dom Reginaldo Andrietta, da diocese de Jales, no interior de São Paulo – é um dos preferidos da base lulista, porque, como qualquer teólogo da libertação, dá ao Evangelho um sentido político de “luta de classes”.

Ele já assinou manifesto e escreveu artigo, por exemplo, contra a Reforma da Previdência do governo de Michel Temer, lido e exaltado em novembro de 2017 na tribuna do Senado pelo petista Paulo Paim.

Para Andrietta, a reforma “reduz direitos constitucionais e ameaça a vida de milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres”.

O verniz ideológico de seus artigos também fica claro com os ataques “ao rolo compressor de medidas econômicas neoliberais”. Exemplo: “Os seres humanos tendem a reproduzir modelos escravizantes de vida, tais como ocorreram no Brasil colonial e imperial, e continuam ocorrendo, hoje, sob a forma neoliberal, submetendo-nos ao poder do grande capital, especialmente financeiro.”

Usar posições políticas de teólogos da libertação (ou assemelhados) alinhados com o PT para desgastar um adversário como Bolsonaro com o eleitorado cristão é apenas uma amostra do cinismo petista. A “bíblia” dessas autoridades eclesiásticas é o marxismo que, bem ou mal, Bolsonaro combate

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Eleições 2018: veja o calendário da reta final do 2º turno

Sexta-feira (26)
Último dia para da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
As propagandas pagas em imprensa escrita também ficam proibidas depois desta data. É também o último dia para que sejam realizados debates entre os candidatos, não podendo se estender até depois da meia-noite.

Sábado (27)
Último dia para propaganda eleitoral em carros de som e alto-falantes das 8h às 22h. Também é o último dia para a distribuição de material gráfico, realização de carreatas e caminhadas, que podem acontecer até as 22h.
A legislação sobre consumo de bebida alcoólica no período de votação, chamada de Lei Seca, não é determinada pelo TSE. Ela varia de acordo com o estado e fica a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Domingo (28)
É o dia da votação do 2º turno.
A partir das 7h: serão instaladas as seções eleitorais.
8h às 17h: período em que os eleitores podem votar, de acordo com os horários locais.
A partir das 19h: começam a ser divulgados os resultados parciais para presidente. O TSE só divulga esses números após fechadas todas as seções eleitorais do país. Por causa do fuso horário do Acre, isso acontece às 19h do horário de Brasília.

Durante o dia e enquanto acontece a votação é PROIBIDO:
levar para a urna aparelho celular, máquina fotográfica, filmadora, equipamento de radiocomunicação ou qualquer outro dispositivo que possa comprometer o sigilo do voto. Os mesários podem reter os equipamentos enquanto o eleitor estiver votando;
qualquer tipo de manifestação coletiva, com roupas padronizadas, bandeiras, broches e adesivos, em apoio a um candidato ou partido político;
fazer publicação de novos conteúdos ou impulsionamento de propagandas digitais na internet, bem como o uso de alto-falantes, a realização de comícios e carreatas, a propaganda de boca de urna e a divulgação de material de campanha. Tudo isso caracteriza crime;
que servidores da Justiça Eleitoral, mesários e fiscais partidários usem roupas ou objetos com propaganda de partido político, coligação ou candidato.

Durante o dia e enquanto acontece a votação é PERMITIDO:
manifestações individuais e silenciosas de preferência eleitoral ou partidária;
o funcionamento do comércio, desde que os funcionários sejam liberados para votar;
a substituição de urnas eletrônicas que apresentarem problemas antes do início da votação;
a substituição do cartão de memória de votação ou realização de nova carga, com devida autorização do juiz eleitoral;
divulgação, a qualquer momento, das pesquisas realizadas em data anterior à da eleição, para todos os cargos ;
divulgação, a partir das 17h no horário local, de pesquisa para governador realizada no dia da votação;
divulgação, a partir do encerramento da votação em todo o país, de pesquisa para o cargo de presidente realizada no dia da eleição.

Bolsonaro é 13. Milhões a mais

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