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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Uma torcedora especial na busca pelo ouro

 
O ritual será repetido mais uma vez amanhã: Lili (foto) chegará com antecedência à Arena de Copacabana e fará uma oração para que a esposa, Larissa, esteja num dia iluminado para buscar uma vaga na final olímpica do vôlei de praia ao lado de Talita. A partida das brasileiras pelas semifinais será às 16h, diante das alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst, e Lili estará novamente na torcida, vibrando com cada ponto e tentando controlar o nervosismo. À meia-noite, a outra dupla do país, Ágatha e Bárbara, enfrenta as americanas Kerri Walsh e April Ross.

“Na estreia, fui a primeira a chegar à arena. Aí eu vi que eu estava ansiosa mesmo (risos). Ela pede para eu chegar antes, para eu mandar uma foto de onde estou. Faço minha oração na hora em que eu chego para que Deus abençoe, que ela esteja feliz e tranquila dentro de quadra”, conta Lili.

Ela, que também é jogadora de vôlei de praia, diz que é mais fácil jogar do que ficar na torcida. Na partida que valeu a vaga às semfinais, o sofrimento foi grande na arquibancada. Larissa e Talita viram as suíças Heidrich e Zumkher terem três match points, mas conseguiram uma virada incrível e avançaram no torneio.

“Acho que nunca fiquei tão nervosa na minha vida porque quero muito que ela ganhe essa medalha, vai ser uma realização muito grande na vida dela e de todos nós. Naquele momento de perigo, eu fiquei muito tensa. Comecei a tremer, a suar. Eu continuava vibrando, claro”, lembrou Lili.Essa é a terceira Olimpíada de Larissa, que tem um bronze. “Eu acompanho a trajetória dela. Ela está colocando em prática tudo que ela viu. Ela teve erros nas duas outras Olimpíadas e está modificando isso para o acerto. Isso é o que vai levá-la à medalha de ouro”, aposta Lili.
 
Lili e Larissa são casadas desde 2013

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