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sábado, 2 de agosto de 2014

Flamengo continua sendo o clube preferido do Brasil

O Flamengo outra vez faz jus ao apelido de ‘Mais Querido Brasil’. Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Datafolha, o clube é apontado — em conjunto com o Corinthians —, como o preferido de 1/3 dos brasileiros com 16 anos de idade ou mais. O Rubro-Negro tem a preferência de 18% dos 4.337 entrevistados, em 207 municípios, entre os dias 3 e 5 de junho. O clube paulista obteve os outros 14% dos votos.
Flamengo tem a maior torcida do Brasil
Além de obter a preferência nacional, o Flamengo também ganhou mais torcedores nos dois últimos anos. O clube da Gávea oscilou positivamente dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2012. Naquele ano, o Rubro-Negro somou 16% da predileção dos entrevistados, mesma porcentagem que a do Corinthians — que na época havia conquistado o título inédito da Libertadores e estava disputando o Mundial de Clubes.

Entre os cariocas, o Vasco é o segundo melhor colocado — soma 5%, na quinta posição geral. Apesar do segundo rebaixamento no Brasileiro, o time de São Januário manteve a porcentagem alcançada no estudo de 2012. Empatados com 2% dos votos, Botafogo e Fluminense aparecem em 11º e 12º lugar, respectivamente. Em relação à última pesquisa, o Tricolor subiu 1% e o Alvinegro repetiu o resultado.

No ranking dos dez primeiros colocados aparecem atrás de Flamengo e Corinthians, São Paulo (8%), Palmeiras (6%), Vasco (5%), Grêmio (4%) Cruzeiro(3%), Santos (3%), Internacional (2%) e Atlético-MG (2%). A pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e pode, no limite, igualar a posição de alguns clubes na lista divulgada.  (O Dia)
Mulheres vs. Dilma
Em outubro, 142,8 milhões de brasileiros vão às urnas: desse contingente, 52,1% é constituído de mulheres (74,4 milhões). Depois de quatro anos de governo, a primeira mulher eleita presidente da República conta, de acordo com as pesquisas, 34% de intenções de votos delas (25,2 milhões). No começo do ano, eram 44%. A Chefe do Governo não consegue entender essa queda, que poderá aumentar porque, no mesmo período, o percentual das indecisas aumentou de 9% para 17% - e quer correr atrás delas. O governo tem até uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, comandada por Eleonora Menicucci, companheira de prisão de Dilma, declaradamente pró-aborto e que, nos últimos dias, não tem dado muita importância para a profissionalização das jogadoras de futebol.
Nova segurança
Depois de quatro anos de governo, a presidente-candidata Dilma Rousseff prepara um super-projeto para a área de segurança que, segundo alguns integrantes do staff da campanha, surpreenderá o eleitorado e que, se reeleita, colocará em prática no primeiro mês de seu segundo mandato. Ela quer capitalizar o sentimento de segurança identificado durante a realização da Copa, sem levar em consideração a diferença da época do Mundial e o cotidiano violento que afeta os brasileiros. A idéia é passar “o que o governo sabe fazer”.
Horário móvel
O Senado acaba de aprovar, sem maiores problemas, a flexibilização do horário da Voz do Brasil para veiculação entre 19h e 22h. Na Câmara, porém, a situação será outra: muitos deputados querem a manutenção do horário das 19h porque consideram a melhor janela para mostrar seu trabalho para o eleitorado.
Memórias
Três grandes editoras já conversaram com o ex-ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, interessadas na publicação de um livro sobre o mensalão, quando ele poderia contar episódios dos bastidores que nunca chegaram ao conhecimento da mídia. Cada uma delas concorda em pagar a Barbosa um advanced e todas querem o livro pronto em até um ano, no máximo.

Vale a pena ler: Os católicos e a vida política

Por Cardeal Orani Tempesta - Jornal do Brasil
Os fiéis católicos são livres para agir no campo temporal dentro do qual se insere a política, optando por diferentes formas de governo ou partidos políticos. Todavia, não lhes é lícito subtrair-se aos princípios da Doutrina (ou Ensino) Social da Igreja, cujos fundamentos estão na Lei Natural Moral e na Divina Revelação, contida na Escritura e na Tradição interpretadas pelo Magistério da Igreja. É o que explicita a Nota Doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé.

Tal postura, por si, não trata “de ‘valores confessionais’, uma vez que tais exigências éticas radicam-se no ser humano e pertencem à Lei Natural Moral. Não supõe, da parte de quem as defende, a profissão de fé cristã, embora a doutrina da Igreja as confirme e tutele, sempre e em toda a parte, como um serviço desinteressado à verdade sobre o homem e ao bem comum das sociedades civis. Não se pode, por outro lado, negar que a política deve também regular-se por princípios que têm um valor próprio, precisamente por estarem ao serviço da dignidade da pessoa e do verdadeiro progresso humano”.

Isso nada tem a ver com a separação entre Igreja e Estado, de modo que cada um cuide de suas obrigações, em harmonia e sem litígios. Essa separação deixa bem claro que a organização da Igreja não deve ser obstaculizada ou dificultada pelo Estado enquanto este não professa nenhuma religião oficial. Mesmo separado da Igreja, “é a questão do direito-dever dos cidadãos católicos, aliás, como de todos os demais cidadãos, de procurar sinceramente a verdade e promover e defender com meios lícitos as verdades morais relativas à vida social, à justiça, à liberdade, ao respeito da vida e dos outros direitos da pessoa. O fato de algumas destas verdades serem também ensinadas pela Igreja não diminui a legitimidade civil e a ‘laicidade’ do empenho dos que com elas se identificam, independentemente do papel que a busca racional e a confirmação ditada pela fé tenham tido no seu reconhecimento por parte de cada cidadão”.

Aos que se refugiam na monótona repetição e uma falsa interpretação de que o Estado é laico, devemos lembrar que “a ‘laicidade’, de fato, significa, em primeiro lugar, a atitude de quem respeita as verdades resultantes do conhecimento natural que se tem do homem que vive em sociedade, mesmo que essas verdades sejam contemporaneamente ensinadas por uma religião específica, pois a verdade é uma só. Seria um erro confundir a justa autonomia, que os católicos devem assumir em política, com a reivindicação de um princípio que prescinde do ensinamento moral e social da Igreja”, cujos preceitos não são de intromissão no governo de cada país, mas de dever moral e de coerência aos leigos católicos que atuam na vida política.

E mais: “Nas sociedades democráticas todas as propostas são discutidas e avaliadas livremente. Aquele que, em nome do respeito da consciência individual, visse no dever moral dos cristãos de ser coerentes com a própria consciência um sinal para desqualificá-los politicamente, negando a sua legitimidade de agir em política de acordo com as próprias convicções relativas ao bem comum, cairia numa espécie de intolerante laicismo. Com tal perspectiva, pretende-se negar não só qualquer relevância política e cultural da fé cristã, mas até a própria possibilidade de uma ética natural”, contrariando a própria razão humana que prescinde da fé.

“Se assim fosse – reafirma o Documento da Santa Sé – abrir-se-ia caminho a uma anarquia moral, que nada e nunca teria a ver com qualquer forma de legítimo pluralismo. A prepotência do mais forte sobre o fraco seria a consequência lógica de tal impostação. Aliás, a marginalização do Cristianismo não poderia ajudar ao projeto de uma sociedade futura e à concórdia entre os povos; seria, pelo contrário, uma ameaça para os próprios fundamentos espirituais e culturais da civilização (cf. São João Paulo II, Discurso ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, in: L’Osservatore Romano, 11 de Janeiro de 2002)”.

Em tais pontos, os fiéis devem permanecer unidos em torno das seguras orientações da Mãe Igreja sem causar confusão entre seus irmãos e irmãs como alguns que, segundo a Nota da Santa Sé, mesmo sendo membros de instituições de inspiração católica, pregam e agem contra a moral cristã. Ao lado destes, que se dizem de dentro da Igreja, se juntam os meios de comunicação social que, por ignorância ou má-fé, promovem ambiguidades quanto ao pensamento católico em termo de política.

Frente a esses desvios, o fiel é chamado, por coerência, a apresentar o rico patrimônio moral cristão à humanidade sem se sentir inferiorizado por sua fé. Ao contrário, deve se sentir feliz por testemunhar ao mundo a verdade, que é o próprio Cristo Jesus (cf. Jo 14,6), pois nenhuma filosofia pode, depois dos anos que se sucederam à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), se dizer infalível e, por isso, julgar os católicos como cidadãos de segunda classe, como, às vezes, se tenta fazer.

Não se entenda com isso que a fé é maniatadora do ser humano. Ela lhe dá liberdade de escolhas sem coação, mas, em contrapartida, ninguém deve entender tal liberdade (na realidade, libertinismo) como se fosse uma salada indigesta capaz de igualar o bem ao mal, a verdade ao erro, o certo ao incerto etc. Por isso, o Papa Paulo VI afirmou que “o Concílio, de modo nenhum, funda um tal direito à liberdade religiosa sobre o fato de que todas as religiões e todas as doutrinas, mesmo errôneas, tenham um valor mais ou menos igual; funda-o, invés, sobre a dignidade da pessoa humana, que exige que não se a submeta a constrições exteriores, tendentes a coartar a consciência na procura da verdadeira religião e na adesão à mesma” (Discurso ao Sacro Colégio e aos Prelados Romanos, in: Insegnamenti di Paolo VI, 14 (1976) 1088-1089).

Eis porque um católico coerente com sua consciência moral, e até psicológica, não pode se dizer ao mesmo tempo cristão e propagar, filiar-se ou defender programas contrários à dignidade humana, como são o aborto e a eutanásia, por exemplo, nem os ataques mais variados à família, célula-mãe de toda sociedade organicamente constituída. Fiquemos, pois, atentos!

A título de conclusão, o importante Documento da Congregação para a Doutrina da Fé deixa claro o seguinte: “As orientações contidas na presente Nota entendem iluminar um dos mais importantes aspectos da unidade de vida do cristão: a coerência entre a fé e a vida, entre o Evangelho e a cultura, recomendada pelo Concílio Vaticano II. Este exorta os fiéis ‘a cumprirem fielmente os seus deveres temporais, deixando-se conduzir pelo espírito do Evangelho. Afastam-se da verdade aqueles que – pretextando que não temos aqui cidade permanente, pois demandamos a futura – creem poder, por isso mesmo, descurar as suas tarefas temporais, sem se darem conta de que a própria fé, de acordo com a vocação de cada um, os obriga a um mais perfeito cumprimento delas’. Queiram os fiéis ‘poder exercer as suas atividades terrenas, unindo numa síntese vital todos os esforços humanos, familiares, profissionais, científicos e técnicos, com os valores religiosos, sob cuja altíssima hierarquia tudo coopera para a glória de Deus” (Gaudium et spes, n. 43; cfr. também São João Paulo II, Exort. Apost.Christifideles laici, n. 59).

Possam essas nossas reflexões, à luz da Nota Doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé, servir de parâmetro na orientação de todos quantos se acham confusos ante as tantas correntes de pensamentos sócio-políticos que nos são apresentadas, quase diariamente, pelos mais diversos meios de comunicação.

Que o Senhor Jesus, Rei do Universo, por intercessão da Virgem Mãe Aparecida, ajude o nosso sofrido povo brasileiro, hoje e sempre. Amém!

Neymar e Bruna: acabou de novo?

Glamurama
Neymar foi com Bruna Marquezine para Ibiza, nesse final de semana, onde curtiram juntos alguns dias no balneário espanhol. A namorada voltou na segunda, mas o craque continuou por lá e, ao que tudo indica, aproveitou ao máximo. No mesmo dia, o jogador foi para uma balada onde curtiu o show do DJ David Guetta – e até tirou uma foto – e por lá conheceu Priscilla Silva, de Fortaleza, que também passa férias na cidade com as amigas. Parece que o papo entre os dois foi ao pé da orelha. Muitas informações circulam pela mídia em geral. A moça chegou a afirmar que não rolou nada, mas tem quem confirme a “ficada”. O certo é que a Priscilla é, no mínimo, fã dele. Em uma viagem feita para Barcelona, em 2013, ela postou uma foto com a camiseta escrita “Neymar”.

Parece que o namoro de Neymar e Marquezine não superou mais esta crise. O próprio craque chegou a comentar a dificuldade da namorada em aceitar sua relação ao “Fantástico”, da Globo, quando chegou a afirmar que ela era um pouco “chata”. Agora são os amigos do craque que confirmam o fim da relação – mais uma vez – depois dos acontecimentos dos últimos dias. Inclusive, o retorno de Bruna ao Brasil teria acontecido por conta de brigas.
Priscilla Silva fã e alguma coisinha a mais de Neymar.
Neymar ao lado de David Guetta no mesmo dia em que conheceu Priscilla

Anamatra questiona decisão do CNJ que proíbe juiz de participar de leilão

A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal contra decisão do Conselho Nacional de Justiça que proibiu juizes e cônjuges de participarem de hastas públicas de leilões em geral em qualquer tribunal, e não apenas no qual o magistrado está vinculado.

Para a Anamatra, o CNJ feriu o princípio constitucional da legalidade ao extrapolar a limitação territorial da vedação à participação de juízes em hastas públicas. Isso porque, pela interpretação corrente dos artigos 497 do Código Civil e 690-A do Código de Processo Civil, essa limitação restringe-se às localidades onde servirem juízes e servidores da Justiça, ou aos lugares onde exerçam a sua autoridade, estendendo-se a restrição, por algumas decisões judiciais, aos respectivos cônjuges, nos mesmos limites.

Além disso, a Anamatra impugna o comando que obriga juízes a dar ciência os tribunais de atividades profissionais ou comerciais dos seus cônjuges. Por considerar que o cônjuge ou companheiro equivale ao próprio juiz, o CNJ determinou, em caráter normativo, que todos os juízes passem a informar a seus tribunais sobre as aquisições de seus cônjuges em leilões de todos os tribunais do país.

Para o diretor de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da Anamatra, Guilherme Feliciano, a decisão cria um novo dever funcional para os magistrados, contrariando o artigo 93 da Constituição, segundo o qual o estatuto jurídico da magistratura só pode ser regulado por lei complementar. “O que mais preocupa, nesse caso, é o precedente: o CNJ poderá vir a criar, no futuro, deveres ainda mais inusitados, envolvendo inclusive a obrigação de comunicar atos da vida privada de terceiros, sem que exista lei alguma dispondo a respeito”, explicou. (Conjur)

Círio terá que ser sem shows e fogos

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendeu o show pirotécnico e as apresentações musicais na praça Santuário durante as festividades do Círio de Nazaré. A decisão foi baseada no relatório de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e no laudo do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. A Associação Obras Sociais da Paróquia de Nazaré também foi multada por causar danos ao meio ambiente durante a queima de fogos no encerramento da quadra nazarena.

O Ibama multou a associação em R$ 150 mil por poluição sonora em níveis capazes de acarretar danos à saúde humana e a morte de animais, e R$ 30 mil pela morte de seis periquitos-da-asa-branca. Se as atividades forem realizadas sem a autorização do Ibama, a diretoria da entidade receberá novas multas e poderá até responder criminalmente na Justiça por desobediência.

A assessoria de imprensa da entidade informou que os diretores da associação ainda não haviam recebido a notificação do Ibama, porque viajaram para Rio de Janeiro acompanhando a imagem peregrina.

O relatório da Semma e o laudo do Renato Chaves foram gerados a partir da operação Fogos de Artifício, coordenada pelo Ministério Público Estadual (MPE), em outubro de 2013, que teve como objetivo o monitoramento e a fiscalização do impacto ambiental causado pelos shows pirotécnico e musical de encerramento das festividades do Círio de Nazaré. Foram constatados, pelos técnicos da Semma, níveis de emissão de ruídos acima dos limites permitidos, oscilando entre 69,75 e 94,24 decibéis, quando o estipulado pela Lei Municipal nº 7.990/2000 é de, no máximo, 70 decibéis, em horário diurno, e 60, em horário noturno. Assim, os shows de música que ultrapassem 60 decibéis também estão proibidos na praça Santuário. A queima de fogos também produz reunidos acima do permitido em lei. A Semma sugeriu o encerramento ou a adequação dos fogos de artifícios durante a festividade.

Segundo o chefe da Divisão Técnico-Ambiental do Ibama, Alex Lacerda, as atividades estão proibidas para este ano. O órgão acompanha a situação da Festa de Nazaré desde o ano de 2010 e já havia notificado a Diretoria da Festa sobre os problemas ambientais. “Notificamos a Diretoria da Festa no ano passado para destacar uma equipe de veterinários e biólogos para mitigar os danos causados aos animais. E foi respondido que não tinham como fazer isso para os animais”, afirmou Lacerda.

De acordo com Lacerda, a entidade responsável pela festa foi notificada sobre a decisão semana passada, um representante até já teria procurado o Ibama para organizar a defesa da associação, que deve ser entregue dentro do prazo de 20 dias.

Laudo do Renato Chaves atribui a morte dos periquitos aos efeitos de ondas de choque, geralmente verificadas após explosões, e o estresse das aves, observado no momento da deflagração dos fogos, decorrente de ruídos, luzes e fumaça produzidos pelo show pirotécnico. Ainda segundo o estudo, os efeitos das explosões podem afetar também a saúde de outros animais, domésticos ou não, além de crianças e idosos que vivem no entorno da área. “Foi comprovado que os fogos são como bombas de grande impacto para os periquitos devido ao corpo pequeno deles. É como se fosse uma bomba de guerra para os humanos”, comparou Lacerda.  (OrmNews)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Vale a pena ler: Pluralismo e Ética na Política

Por Cardeal Orani Tempesta - Jornal do Brasil

A Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política deixa claro o seguinte: o fiel tem liberdade de escolhas, todas plenamente éticas, no âmbito econômico, social e político dentro do pluralismo de caminhos que lhe são oferecidos.

É lícito, portanto, ao católico envolvido na política, optar, de modo moralmente tranquilo, por defender diferentes sistemas de governo, bem como se filiar a partidos (cf. Concílio Vaticano II, Const. Past. Gaudium et spes, n. 43 e 75).

No entanto, se tal liberdade é possível e louvável no campo temporal, não se pode advogar o mesmo quando tratamos dos assuntos temporais que envolvem princípios morais “não negociáveis”, como, frequentemente, lembrava o Papa Emérito Bento XVI. Caso tais valores inegociáveis fossem espezinhados, “viriam a faltar – segundo a Nota – o testemunho da fé cristã no mundo e a unidade e coerência interiores dos próprios fiéis. A estrutura democrática sobre a qual pretende construir-se um Estado moderno seria um tanto frágil, se não tivesse como seu fundamento a centralidade da pessoa”.

O Concílio Vaticano II ensina que a tutela “dos direitos da pessoa humana é condição necessária para que os cidadãos, individualmente ou em grupo, possam participar ativamente na vida e na gestão da coisa pública” (Gaudium et spes, n. 73). Ora, o que se tem visto, não raras vezes, é uma afronta à dignidade humana por meio de opções biotecnológicas das últimas décadas, que, consequentemente, provoca também insegurança do ponto de vista ético entre os cristãos, especialmente àqueles que trabalham mais diretamente nas várias esferas do campo político e são chamados a tomar uma posição coerente com a fé e a moral que professam.

Como fazê-lo ante essa emergência de coisas? – responde a Nota que “Os católicos, em tal emergência, têm o direito e o dever de intervir, apelando para o sentido mais profundo da vida e para a responsabilidade que todos têm perante a mesma”.

Relembra ainda que o Papa “São João Paulo II, na linha do perene ensinamento da Igreja, afirmou repetidas vezes que todos os que se encontram diretamente empenhados nas esferas da representação legislativa têm a ‘clara obrigação de se opor’ a qualquer lei que represente um atentado à vida humana. Para eles, como para todo o católico, vale a impossibilidade de participar de campanhas de opinião em favor de semelhantes leis, não sendo a ninguém consentido apoiá-las com o próprio voto” (Carta Enc. Evangelium vitae, n. 73).

Certo é que algum político católico poderia tentar contestar a afirmação acima dizendo que não é fácil estar no meio de uma votação na qual, mesmo usando de todos os recursos lícitos, é aprovada, por exemplo, uma lei abortista. Realmente, entende-se o seu drama, mas nada justifica que tal político católico permaneça inerte. É sua obrigação moral lutar para que – mesmo com a lei nefasta em vigor – tal legislação seja minorada, a fim de causar menor mal à sociedade que dela será vítima (idem).

E é exatamente aqui que vem um dos pontos mais importantes da Nota, pois traz uma orientação prática a todos os fiéis. Eis suas palavras: “Neste contexto, há que acrescentar que a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a atuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos”.

Em outras palavras: nem o político profissional católico, no exercício legítimo de seu mandato, nem o fiel cristão, no dia de uma eleição, pode, sem contradizer a fé e a moral que diz professar, votar contra a vida e em favor da “cultura da morte”, presente em uma proposta política, por mais inofensivo que este pareça à primeira vista.

Insiste a Nota dizendo que “quando a ação política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, exceções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e com grande responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os homens de fé têm, efetivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral da pessoa”.

Que princípios inegociáveis são esses? Responde a Nota que são, por exemplo, a defesa da vida desde a sua concepção até o seu fim natural, ou seja, a recusa ao aborto provocado e à eutanásia; a proteção e a promoção da família, fundada no matrimônio monogâmico, entre pessoas de sexos diferentes e “protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis em matéria de divórcio: não se pode pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência; a liberdade de educação, que os pais têm em relação aos próprios filhos, é um direito inalienável, aliás, reconhecido nas Declarações internacionais dos direitos humanos e na qual o Estado não deve se imiscuir.

Lembre-se, ainda da tutela social dos menores e da libertação das vítimas das modernas formas de escravidão (pense-se, por exemplo, na droga e na exploração da prostituição); preserve-se o direito à liberdade religiosa e o progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidiariedade; não se esqueça também da paz, que é sempre “fruto da justiça e efeito da caridade” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2304). Ela exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo e requer um empenho constante e vigilante da parte de quem está investido da responsabilidade política.

D. Estevão Bettencourt, OSB, destacado teólogo brasileiro, escreve que “Não raro, debaixo de aparência mais moderada do que outrora, ainda esconde (e manifesta) teses e realizações incompatíveis com os princípios cristãos.” (Pergunte e Responderemos n. 555, set. 2008, p. 403).

São algumas reflexões para entender que o fiel é livre em sua atuação política. Tal liberdade, porém, não está acima dos ditames da moral cristã, que é luz para os nossos passos na construção de um mundo mais justo e fraterno.

Universal inaugura megatemplo

 
 
 
Obra milionária do bispo Edir Macedo, o Templo de Salomão foi inaugurado na noite de ontem (31) em São Paulo com a presença de diversas autoridades de todo o país, entre elas a presidente Dilma Rousseff. A obra, orçada em 685 milhões de reais, é a maior construção religiosa do país. Com 74.000 metros quadrados de área construída, é três vezes maior que o Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.

Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, acompanhou a cerimônia de inauguração ao lado da presidente Dilma. O vice-presidente Michel Temer, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também participaram da cerimônia. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, também prestigiou o evento e se sentou ao lado do ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República.

Governadores do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia, Goiás, Rio Grande do Norte, Acre, Roraima, Pará, Rio Grande do Sul, Alagoas e Rio de Janeiro também compareceram.

Diante de 10.000 pessoas, a lotação máxima da igreja, Macedo pregou e pediu paz em Jerusalém. Durante a cerimônia, a Arca da Aliança – réplica da relíquia sagrada que guardava a tábua com os dez mandamentos segundo a tradição – cruzou o tapete vermelho e foi recebida no templo, marcando o ponto alto do evento. (Veja)

Aposentadoria de Joaquim Barbosa é publicada no Diário Oficial

A aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa foi publicada na edição de ontem (31/7) do Diário Oficial da União. O decreto concedendo a aposentadoria, a pedido de Barbosa, é assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

Em maio, ele anunciou que se aposentaria antecipadamente em julho, após 11 anos como ministro da Corte. No mês marcado, chegou a enviar seu pedido de aposentadoria, mas depois resolveu adiar sua saída e tirou férias. O ministro tem 59 anos e poderia continuar na corte até a aposentadoria compulsória, em 2024, quando completa 70 anos.

Antes de sair, o ministro marcou para esta sexta-feira (1º/8) a eleição do novo presidente do STF. A sucessão do comando segue a ordem da antiguidade no STF. De acordo com o critério, o atual vice-presidente, ministro Ricardo Lewandowski, deverá ser eleito o próximo presidente e ter como vice, a ministra Cármen Lúcia.
Leia a íntegra do decreto:
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
DECRETO DE 30 DE JULHO DE 2014
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe conferem o art. 84, caput, inciso XIV, e art. 101, parágrafo único, da Constituição, tendo em vista o disposto no art. 3º da Emenda Constitucional nº 47, de 5 de julho de 2005, e de acordo com o que consta do Processo nº08025.002332/2014-66 do Ministério da Justiça, resolve
CONCEDER APOSENTADORIA,
a partir de 31 de julho de 2014, a JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES, no cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Brasília, 30 de julho de 2014; 193o da Independência e 126o da República.
DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo

Maromba - Capítulo 22

Publicamos hoje mais um capítulo do livro "Maromba", obra de ficção escrita pelo poeta Emir Bemerguy, falecido em 13.11.2012. Leia aqui >Maromba - de Emir Bemerguy - Capítulo 22
O livro poderá ser adquirido ao preço de R$ 20,00 pelos telefones: (93) 3522-1024, em Santarém e (91) 8854-0082, em Belém.
Mais aqui > O Mocorongo 2