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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Rezemos pelos mortos

Frases para Orkut

Dia de Finados - Saudade, muita saudade...


No cemitério Nossa Senhora dos Mártires, em Santarém, estão sepultados nesse jazigo (foto) o meu pai (Vidal), a minha mãe (Didó), a minha irmã (Edith), o meu irmão Eros e sua esposa Maria Nicia. A sepultura do meu irmão Emir e de sua filha Telma Suely é bem ao lado. Amo vocês!
“O Senhor deu, o Senhor tirou – bendito seja o nome do Senhor!”

“Dá-nos, Senhor, coragem, fé e esperança, a fim de vivermos hoje e sempre, a tua verdade. E concede a nossos entes queridos o descanso e a luz eterna. Amém".

domingo, 1 de novembro de 2015

Lula e ex-ministros movimentaram R$ 300 milhões

Lula, Palocci, Erenice e Pimentel
 Lula, Palocci, Erenice e Pimentel
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda, encontrou movimentações financeiras suspeitas ao analisar as transações bancárias do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de três ex-ministros petistas - Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Antônio Palocci (Fazenda) e Erenice Guerra (Casa Civil) -, de acordo com informações da revista Época.

Os petistas movimentaram quase R$ 300 milhões nos últimos anos sem que houvesse justificativa para a entrada do dinheiro, conforme a reportagem.

Os dados foram remetidos à CPI do BNDES na Câmara que investiga irregularidades em contratos assinados com o banco entre 2003 e 2015. Os parlamentares querem saber se membros do PT receberam recursos desviados desses contratos, que concediam empréstimos subsidiados a grupos econômicos.

Lula teria movimentado R$ 52,3 milhões entre abril de 2011 e maio de 2015. Uma das movimentações que chamaram a atenção do Coaf foi a aquisição do ex-presidente, então com 69 anos, de um título de previdência privada no valor de R$ 1 milhão. Já a empresa de palestras do ex-presidente recebeu R$ 27 milhões e transferiu R$ 25,3 milhões.

As operações bancárias de Palocci são as mais vultosas e somam R$ 216 milhões entre 2008 e 2015. Segundo a Época, o relatório da Coaf comunica que o ex-ministro da Fazenda fez pelo menos 11 depósitos de valores elevados à empresa Projeto Consultoria, da qual é dono. Depois de deixar o governo Dilma, em junho de 2011, até maio de 2015, a empresa recebeu cerca de R$ 53 milhões, conforme a publicação.

Nas contas de Pimentel, atual governador de Minas, as operações financeiras alcançam R$ 3,1 milhões entre 2009 e 2014.

Já Erenice teria movimentado R$ 26,3 milhões de 2008 a 2015 em contas no nome dela e de terceiros. De acordo com a Época, o escritório da ex-ministra recebeu R$ 12 milhões nos últimos quatro anos. A revista cita um trecho do relatório da Coaf que menciona o repasse de R$ 209 mil a Saulo Guerra, filho de Erenice, pagos por Fábio Baracat, suspeito de corrupção e tráfico de influência em contratos com o governo.

Operações. Ao todo, o Coaf examinou as contas bancárias e as aplicações financeiras de 103 pessoas e 188 empresas, em operações que somam aproximadamente R$ 500 milhões. Segundo o documento, há indícios de irregularidades como transações financeiras incompatíveis, saques em espécie e incapacidade de comprovação da origem legal dos recursos.

As informações devem ajudar a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público nas investigações da Lava Jato, sobre desvios nos contratos da Petrobrás, da Acrônimo, relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no BNDES, e da Zelotes, que apura fraudes em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Em nota divulgada ontem, o Instituto Lula disse que a revista “criminaliza os fatos” e que os dados foram “vazados criminosamente”. “Não há nada de ilegal na movimentação financeira do ex-presidente. Os recursos são oriundos de atividades profissionais, legais e legitimas de quem não ocupa nenhum cargo público”, diz a nota. No site, o instituto postou uma imagem com a capa da revista sobre um carimbo com a palavra “mentira”.

A assessoria de Pimentel informou, também em nota, que o governador “apresentará todos os esclarecimentos assim que as informações mencionadas” forem disponibilizadas. “A defesa desconhece a origem e o conteúdo dos documentos, ainda mantidos sob sigilo para as partes”, diz a nota. (Estadão)

Lula: o mito e as verdades

Na revista Veja desta semana
Oito anos na Presidência da República fizeram de Lula um mito. Ele escapou ileso do escândalo do mensalão, bateu recorde de popularidade, consolidou o Brasil como um país de classe média e elegeu uma quase desconhecida como sua sucessora. Os opositores reconheciam e temiam seu poder de arregimentação das massas. O líder messiânico, o novo pai dos pobres, o protagonista do primeiro governo popular da história do Brasil encontra-se atualmente soterrado por uma montanha de fatos pesados o bastante para fazer vergar qualquer biografia - até mesmo a de Lula. Investigações sobre corrupção feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público vão consistentemente chegando mais perto de Lula. Ele próprio é foco direto de uma dessas apurações. Do seu círculo familiar mais íntimo ao time vasto de correligionários, doadores de campanha e amigos, o sistema Lula é formado predominantemente por suspeitos, presos e sentenciados. Todos acusados de receber vantagens indevidas de esquemas bilionários de corrupção oficial.

O mito está emparedado em verdades. Lula teme ser preso, vê perigo e conspiradores em toda parte, até no Palácio do Planalto. Chegou recentemente ao ex­-presidente um raciocínio político dividido em duas partes. A primeira dá conta de que sua derrocada pessoal aplacaria a opinião pública, esse monstro obstinado, movido por excitação, fraqueza, preconceito, intuição, notícias e redes sociais. A segunda parte é consequência da primeira. Com a opinião pública satisfeita depois da punição a Lula, haveria espaço para a criação de um ambiente mais propício para Dilma Rousseff cumprir seu mandato até o fim. Nada de novo. A política é feita desse material dúctil inadequado para moldar alianças inquebrantáveis e fidelidades eternas.

Os sinais negativos para Lula estão por toda parte. Uma pesquisa do Ibope a ser divulgada nesta semana mostrará que a maioria da população brasileira condena a influência de Lula sobre Dilma. Some-se a isso o contingente dos brasileiros que até comemorariam a prisão dele, e o quadro fica francamente hostil ao ex-presidente. O nome de Lula e os de mais de uma dezena de pessoas próximas a ele são cada vez mais frequentes em enredos de tráfico de influência, desvios de verbas públicas e recebimento de propina. Delator do petrolão, o doleiro Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam da existência do maior esquema de corrupção da história do país. Dono da construtora UTC, o empresário Ricardo Pessoa declarou às autoridades que doou dinheiro surrupiado da Petrobras à campanha de Lula à reeleição, em 2006. O lobista Fernando Baiano afirmou que repassou 2 milhões de reais do petrolão ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e tutor dos negócios dos filhos do petista. Baiano contou aos procuradores que, segundo Bumlai, a propina era para uma nora do ex-presidente. A relação de nomes é conhecida, extensa e plural - dela faz parte até uma amiga íntima de Lula. A novidade agora é que a lista foi reforçada por um novo personagem. Não um personagem qualquer, mas Luís Cláudio da Silva, um dos filhos do ex-presidente. O cerco está se fechando.

Hoje (01/11) é Dia de Todos os Santos


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Coração de mãe

Por Nelson Motta - O Globo
Que Lula que nada, que Dilma menos ainda; nesses dias desatinados o rumo e o destino do país passam pelo que pensa e sente dona Marisa Letícia, que manda em Lula e está como uma leoa ferida porque tem dois filhos na mira da Polícia Federal. Mãe é mãe, por piores que sejam as acusações aos filhos, mesmo provadas, eles serão sempre inocentes, e se não forem tanto, terão sido as más companhias, os falsos amigos que se aproveitam deles, será sempre por injustiça e perseguição.

Embora não se saiba o que pensa e sente dona Marisa, já que em oito anos de lulato ela nunca abriu a boca (cada vez maior) em público, não se sabe de nenhuma opinião dela sobre nada. No núcleo duro lulista, sabe-se que ele morre de medo da “Galega”, e uma vez chegou a se queixar a jornalistas que, por desobedecê-la em alguma decisão política, estava sofrendo uma greve sexual em casa e, sabe como é, Lula não passa sem um sexozinho.

Para ser candidato a prefeito do Rio de Janeiro, o deputado Eduardo Paes teve que ir a Brasília pedir desculpas de joelhos à “Galega”, implorar o seu perdão, e ser esculachado por ela, por ter acusado seu filho Lulinha, que enriqueceu com a Gamecorp, na CPI dos Correios. Lula, cínico, perdoou, mas disse que, sem o aval da patroa, não poderia apoiar Eduardo e a aliança com o PT carioca. Parece ficção, mas revela como a poderosa loura foi decisiva na história do Rio de Janeiro.

Dilma só foi ao aniversário de Lula em São Paulo depois de longa negociação de Jaques Wagner com dona Marisa, que estava furiosa e atribuía a ela e ao ministro da Justiça a busca da Policia Federal no escritório de seu filho.

Imaginem as opiniões da eminência loura sobre o atual momento do Brasil e da família Lula da Silva. E buzinando no ouvido de Lula dia e noite suas ideias, conselhos e ordens. Quem está com nós, quem está contra, que mentira contar, que balde chutar, quem jogar ao mar. É arrepiante.

O pior é que ela nunca vai poder usufruir do tão sonhado triplex do Guarujá, que, diz Lula, ela comprou por R$ 48 mil da Bancoop, e depois do escândalo foi colocado à venda por R$ 1,5 milhão. Pobre Lula.

Novos ministros gastam tempo com políticos

Helder Barbalho, bom anfitrião.
No primeiro mês à frente de suas pastas, os novos ministros de Dilma Rousseff transformaram seus gabinetes em ambientes disputados pelos parlamentares. As reuniões com deputados e senadores dominam a agenda de Marcelo Castro (Saúde), Helder Barbalho (Portos) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), confirmando o caráter político pelo qual foram nomeados.

Sem surpresas, maioria absoluta dos visitantes vem do PMDB. A movimentação no gabinete de Castro - campeão de audiências políticas - começa cedo. Desde que assumiu a Saúde, o ministro cumpriu 60 encontros com deputados, 10 com senadores, além de audiências com vereadores, prefeitos e secretários da saúde municipais. As reuniões demoram cerca de meia hora e se estendem até o fim da tarde. O início das manhãs e das noites é reservado para tratar assuntos com sua equipe, que ainda está em composição.

Ex-colegas da Câmara são só elogios para o tom conciliador. “Havia uma demanda reprimida”, afirmou o deputado Odorico Monteiro, do PT cearense, que esteve pelo menos duas vezes com Castro nestes últimos dias. “Ficamos próximos. Ele está ouvindo pedidos, obras que precisam ser feitas, prioridades locais que necessitam ser atendidas”, completou.

O ministro afirma que a intenção da rotina criada neste último mês foi de fazer um diagnóstico das necessidades e estabelecer diretrizes.

Outro bom anfitrião, Helder Barbalho encontrou espaço, entre as viagens técnicas aos portos brasileiros e reuniões com administradores de terminais hidroviários, para receber 37 parlamentares. Há dias em que a agenda é totalmente dedicada a essa finalidade, com quase dez visitas. Entre atendimentos a deputados, especialmente, de Santa Catarina e Paraná para tratar de infraestrutura, vereadores e prefeitos vêm em maioria do Pará, Estado de origem do ministro. Ele não nega sua função de agente político.

Os mais próximos relembram uma frase recorrente de Helder Barbalho: “O fato de você ser indicado político, não te desobriga de entregar resultados na área que você administra”.

Uma visitante assídua, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), foi recebida três vezes. Ela preside a Comissão de Orçamento e está, por ora, trabalhando nas receitas de 2016. No próximo ano, a Secretaria dos Portos terá um orçamento provável de R$ 13 bilhões para o PAC. Em troca, a pasta deve enviar a verba de licitações de terminais da Companhia das Docas direto para o caixa do Tesouro.

Celso Pansera não teve muito tempo à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia. Assumiu às vésperas do feriado e viajou com a comitiva da presidente para a Finlândia. Nos 11 dias em que cumpriu agendo no Brasil, ele recebeu oito parlamentares. Mais da metade foram do PMDB, padrão semelhante ao das pastas de Saúde e Portos. Dos 60 deputados atendidos por Castro, 28 pertencem a mesma legenda. Das 37 visitas recebidas por Barbalho, 21 são do PMDB. (Estadão)

Programa de governo já

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
Para bom entendedor, meia palavra basta. Para quem leu o novo documento do PMDB, o título basta: “Uma ponte para o futuro”. Não é um programa de governo para a campanha de 2018, mas sim um programa de governo já: uma proposta de transição até 2018, sem Dilma Rousseff e com Michel Temer na Presidência.

O texto não tem o feitio maneiroso nem o cheiro doce desses programas de campanha eleitoral que depois são jogados no lixo – como, aliás, Lula admitiu no Diretório do PT. Tem o feitio duro e o odor ácido de um programa de emergência que visa um pacto político para medidas, nada populistas ou eleitorais, que os especialistas apontam para evitar um mal ainda maior e criar as condições para a recuperação.

O PMDB, portanto, deixou de lado a conveniência diplomática e assumiu o mais puro pragmatismo diante de uma crise que, quanto mais se aprofunda, mais parece sem saída. Goste-se ou não do partido, há excelentes razões para que prepare terreno para uma posição, senão de oposição aberta, pelo menos de independência, na grande reunião do dia 17.

Ao descer do muro e se colocar, o maior partido do País simplesmente reage ao tsunami dos fatos. Avalia que o governo Dilma não tem mais condições mínimas de aprovar o que quer que seja no Congresso e vem perdendo importantes aliados que se uniam em torno de Dilma – não por ela nem pelo PT, mas pela governabilidade – e vêm jogando a toalha, um atrás do outro.

Recessão, déficit, arrecadação, empregos, tudo vai ladeira abaixo junto com a credibilidade, sem nenhum freio à mão, sem saber o que esperar lá no fundo. Investidores, empregadores, empregados, analistas, aliados, estão perplexos ou em pânico. A velocidade do bólido só aumenta.

O País parou e, afora os bancos, que assistem a banda passar de camarote, não há um só setor feliz e satisfeito e não há uma só área do governo que funcione a contento. A política externa, por exemplo, raia o vexame. O Brasil abrir mão da mediação do conflito Colômbia-Venezuela para o Equador? Engolir calado Nicolás Maduro desdenhando da indicação de Nelson Jobim como observador das eleições? Onde nós estamos?

As manchetes são desastrosas não por um complô da “direita”, da imprensa ou de “destacamentos repressivos e judiciais apropriados por grupos subordinados ao antipetismo”, como diz a resolução do PT, mas porque fatos são fatos. As notícias de economia são desesperadoras e as notícias policiais são chocantes, porque o abuso foi descarado e os desvios já ultrapassam a casa de milhões.

Quem pode acreditar, a esta altura, que tudo isso seja simplesmente um complô malévolo para evitar a volta de Lula em 2018? A Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça, a Receita Federal e a mídia estão todos errados, comprados, mancomunados, fazendo da destruição do PT e do Lula um projeto de vida???

Não bastasse, o rol dos “destacamentos repressivos e judiciais” continua aumentando. Agora é o Coaf (agência do governo para o combate à lavagem de dinheiro) que, segundo a revista Época, identificou movimentações suspeitas de quase R$ 300 milhões nas contas de Lula, Palocci, Pimentel e Erenice. Os de sempre.

É assim que investigações independentes, de órgãos, setores e agente diferentes, vão afunilando para os mesmos personagens, deixando o governo, o PT e Lula sem um discurso plausível. Cada vez mais, eles falam só para quem quer acreditar, ou precisa acreditar, como crentes ingênuos de uma igreja universal do reino do poder e do dinheiro.

A seita PMDB é melhor do que isso? Bem... Ali a questão não é de crenças, deuses, pastores e ovelhas, mas uma coisa é certa: o partido sabe direitinho onde estamos, onde o País está indo parar e onde Michel Temer pode perfeitamente se encaixar.

Clonando Pensamento

O advogado, por inescapável imposição do ofício, antes de ser fiel a projetos de poder ou de facção, tem o inescusável dever, decorrente da verdadeira cidadania, de ser leal à ética, à dignidade das pessoas e da profissão e à verdade - que é a mãe de todas as virtudes. Só os regimes totalitários não admitem o pluralismo político e a salutar alternância de poder inerentes à Democracia. Que a sensatez prevaleça entre os que julgarão na próxima terça-feira a cavilosa impugnação da chapa UNIDOS PELA ORDEM. Que o voto inteiramente livre, despojado de qualquer peia e subterfúgios, bem como a polidez e o indeclinável respeito aos adversários, sejam a única arma e conduta possíveis do genuíno advogado a nortear a eleição dos novos dirigentes da Ordem no vindouro dia 17 de novembro. Pois se a esperteza suplanta a sensatez tudo pode acontecer, inclusive a ablação da inteligência. (Luiz Ismaelino Valente)

Muitos VIPs de Belém precisam urgentemente de aulas de etiquetas, principalmente algumas damas que se julgam intelectualizadas. Mas compreendo, porque “Quem nasceu mururé jamais chegará a cataléia”. (Ubiratan de Aguiar, jornalista)