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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Entenda o que muda na emissão dos vistos americanos para brasileiros

O mesmo decreto que baniu viagens de cidadãos de sete países com maioria mulçumana para os Estados Unidos, assinado pelo presidente Donald Trump, endureceu as regras para a emissão de vistos para brasileiros. No entanto, segundo o presidente da Associação das Agências de Viagem do Distrito Federal (Abav-DF), Carlos Vieira, as mudanças não foram muitas e atingem só dois pontos. 

A primeira alteração diz respeito à exigência de entrevista para quem vai renovar o visto. Antes, era dispensado da entrevista quem desse entrada na renovação até 48 meses após o vencimento da licença. Esse prazo, agora, diminuiu para 12 meses. Ou seja, quem estiver com o visto vencido há mais de um ano, precisará passar por nova entrevista na hora de renová-lo.

A outra mudança é que, a partir de agora, somente quem tem menos de 14 ou mais de 79 anos está dispensado da entrevista (mesmo quando solicita o visto pela primeira vez). Antes, a dispensa valia para adolescentes de 14 e 15 anos e idosos acima de 66 anos, que não precisavam realizar a entrevista no consulado.

A regra foi publicada na sexta-feira (27/1) e colocada em prática nesta segunda-feira (30/1) pelo Consulado Americano Brasileiro. De acordo com Donald Trump, as medidas foram tomadas para proteger os americanos de ameaças estrangeiras. “Os Estados Unidos devem garantir que as pessoas admitidas neste país não tenham atitudes hostis contra ele e seus princípios fundadores”, diz o texto do decreto. 

Ricardo Nunes é empossado presidente do TJPA

Desembargador Constantino Guerreiro  transmite o cargo a Ricardo Nunes
Em sessão solene do Pleno realizada ontem, 1º de fevereiro, foi empossado como presidente do Tribunal de Justiça do Pará o desembargador Ricardo Ferreira Nunes, que ficará à frente do Judiciário paraense no biênio 2017-2019. Já como presidente empossado, cargo que foi transmitido por seu antecessor, o desembargador Constantino Augusto Guerreiro, que lhe entregou o Grão Colar do Mérito Judiciário, Ricardo Nunes deu posse aos novos vice-presidente do TJPA, desembargador Leonardo de Noronha Tavares; corregedor de Justiça das Comarcas da Região Metropolitana de Belém, José Maria Teixeira do Rosário; corregedora de Justiça das Comarcas do Interior, desembargadora Vania Valente Fortes do Couto Bitar Cunha, e também às magistradas que comporão o Conselho da Magistratura no referido biênio, desembargadoras Ezilda Pastana Mutran, Maria Elvina Gemaque Taveira, Rosileide Maria da Costa Cunha e Nadja Nara Cobra Meda.
 
No seu discurso de posse, o desembargador Ricardo Nunes agradeceu a confiança dos demais desembargadores para ficar à frente do Judiciário, e afirmou que “as responsabilidades e compromisso que temos a corresponder, no exercício desta tarefa que estamos assumindo, ganham contornos ainda mais significantes e desafiadores, conferindo maior relevância ao desempenho da magistratura, num período em que o Poder Judiciário Brasileiro tem sido chamado a exercer, como em poucas ocasiões, a suprema função de sopesar e equilibrar as relações entre os pilares da democracia”. 
 
O novo presidente ressaltou os avanços do Judiciário paraense, sobretudo na gestão do desembargador Constantino Guerreiro, que exerceu uma “administração de excelência”, reconhecendo o seu esforço para uma boa gestão. Dessa maneira, conclamou os magistrados “a continuar participando desta missão, para que efetivamente e acima de tudo o mister seja cumprido, evitando retardamento nas decisões e julgamentos, principalmente no que concerne aos colegas da área criminal, a fim de que a prestação realmente seja célere e efetiva”. Aos servidores, funcionários, terceirizados e estagiários, o presidente fez um apelo para que continuem com o mesmo espírito de responsabilidade e dedicação, colocando em prática o sentido literal da palavra público, traduzido no bem servir, na disposição e principalmente no trato fidalgo com os colegas e com todos que buscam o Judiciário.
 
“Que neste biênio possamos ser servidores de um novo tempo, onde a cordialidade e a eficiência da prestação jurisdicional sejam consequência dos processos de trabalho que devem ser sustentáveis em suas dimensões: ética, ambiental, social e econômica. Maximizar resultados consumindo menos recursos! Isto chama-se gestão consciente e eficiente. Assim deixemos de lado vaidades, e com a união e compreensão de todos, venceremos esta batalha”. Por fim, o novo presidente afirmou que “assumo a Presidência ciente e consciente dos problemas que serão enfrentados, de toda a ordem, econômico-financeira, social e ética -, sabendo que o Poder Judiciário continuará sendo chamado e desse chamamento não se deve furtar, aplicando a lei e distribuindo a justiça que a sociedade espera, a fim de serenar os ânimos”.
 
Na abertura da sessão solene, ao transmitir o cargo, encerrando assim o biênio de sua gestão, o desembargador Constantino agradeceu o apoio dispensado pelos magistrados e servidores, bem como pelas parcerias com as demais instituições que integram o sistema de Justiça e também ao Executivo e Legislativo estaduais. Afirmou que “quando assumi esta Presidência, há dois anos, configurei o clima de harmonia e solidariedade entre nós, no simbolismo do meu abraço de Paz. Hoje, quando completo a minha honrosa missão, peço aos membros desta Corte que me permitam dedicar a cada um, e a todos, um novo abraço de paz, agora também em celebração e agradecimento pelo mesmo clima de harmonia e solidariedade que permeia nosso relacionamento e as nossas funções.  
 
O desembargador ressaltou ainda, transformando o seu discurso de transmissão de cargo em uma oração de agradecimento, que “graças ao Criador e à força de que proveu aos gestores e à competente e dedicada equipe de direção e assessoramento, concluímos a nossa gestão bem aventurados por honrarmos a confiança de nossos pares, suas excelências as senhoras e senhores Desembargadores desta Corte de Justiça. Estamos deixando um Tribunal ainda mais forte em sua estrutura e mais abrangente nas ações e na proximidade dos serviços da Justiça aos jurisdicionados em nossa vastidão territorial.
 
Constantino Guerreiro destacou ainda em seu discurso os avanços do Judiciário, elencando diversos investimentos realizados para tornar a Justiça paraense mais célere eficaz e efetiva. “Navegar na maré turbulenta e incerta da economia e da política do País, em meio à névoa das restrições orçamentárias, exigiu do Tribunal de Justiça do Pará, uma espécie de mapa de navegação, provido de uma rosa dos ventos de múltiplas pontas, apontando a rota ideal para que o Judiciário continue singrando os canais recomendáveis, para alcançar o ancoradouro mais indicado ao fortalecimento institucional, e sua correspondência na aproximação da Justiça ao cidadão, onde quer que esteja”. 
 
Assim, agradeceu a todos afirmando que “chego ao ponto final da viagem administrativa a que me propus, gratificado pela sensação de haver acrescido à minha história de vida e à minha trajetória de magistrado, um capítulo especial, honrando a confiança dos meus pares e a altivez secular desta Instituição. Tenho muito a agradecer a muitos”. Aos novos dirigentes o desembargador desejou as bênçãos divinas.
 
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Pará, Alberto Campos, e o procurador geral de Justiça, Marcos Antonio Ferreira das Neves, também se manifestaram na cerimônia para saudar o novo presidente e demais dirigentes, e colocaram-se à disposição do Judiciário para a realização de projetos e ações que visem o bem comum e a melhor prestação jurisdicional. (No site do TJPA)

Prefeito e vice podem receber 13º salário e férias, decide Supremo

Se todos os trabalhadores têm direito a um terço de férias e a 13º salário, não faz sentido que os benefícios sejam retirados de quem detém mandato eletivo. Assim entendeu o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ontem (1º/2), ao declarar constitucional uma norma do município de Alecrim (RS) que fixou o pagamento de verba de representação, terço de férias e 13º aos ocupantes do Executivo local.

A Lei 1.929/2008 foi derrubada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, sob o entendimento de que iria contra o artigo 39, parágrafo 4º, da Constituição. De acordo com o dispositivo, é proibido o acréscimo de gratificações e adicionais aos subsídios dos detentores de mandatos eletivos.

O relator do caso no Supremo, ministro Marco Aurélio, concordou em manter a decisão. Segundo ele, prefeitos e vice-prefeitos não podem ter benefícios equiparados ao de servidores, pois não têm natureza profissional com o estado, mas apenas relação política e eventual. A mesma tese se aplicaria a ministros, secretários, deputados, senadores e vereadores, na visão do relator.

Venceu, porém, voto do ministro Luís Roberto Barroso que reconheceu a lei municipal. Para Barroso, o regime de subsídio é incompatível com outras parcelas remuneratórias de natureza mensal, o que não é o caso do 13º e das férias, pagos a todos os trabalhadores e servidores, com periodicidade anual.

O julgamento teve início em fevereiro de 2016 e foi suspenso algumas vezes por pedidos de vista. Ontem, o ministro Luiz Fux seguiu a divergência aberta por Barroso. Também seguiram esse entendimento os ministros Teori Zavascki (em voto proferido em maio), Rosa Weber, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, num placar de seis votos a quatro. Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia acompanharam o relator. O decano, Celso de Mello, não votou.

Novo presidente do Senado, Eunício dá recado a Judiciário

Eleito presidente do Senado ontem (1º) por 61 dos 81 colegas, Eunício Oliveira (PMDB-CE) usou seu discurso de apresentação para enviar recados enfáticos a cada um dos três Poderes. Ao Congresso, assegurou que atuará como uma espécie de embaixador dos políticos. Ao governo Michel Temer, prometeu parceria na aprovação de reformas e unidade para superar a crise. O PMDB está na presidência da Casa desde 2001.

A única mensagem dura foi feita de maneira velada e endereçada ao Judiciário. Sem citar o Supremo Tribunal Federal ou a Operação Lava Jato, Eunício prometeu "ser firme, duro e líder quando um Poder parecer se levantar contra outro Poder".

O senador cearense foi alçado ao comando do Senado com base em uma aliança com seu antecessor no posto, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que agora será líder do PMDB. "Foi o caminho da tradição que me trouxe até aqui", afirmou. "Não navegarei sozinho e não deixarei nosso barco à deriva."

Eunício citou o combate à corrupção em só uma ocasião de sua fala, ao dizer que atuará para que a Casa "não perca a corrente contemporânea da luta contra a corrupção".

Renan foi um crítico do que chamou por vezes de usurpação de prerrogativas do Congresso e abusos do Judiciário. Ao se apresentar ao plenário, Eunício sinalizou que pretende adotar a mesma linha.

Tanto ele como Renan foram citados por delatores da Lava Jato. Renan responde a oito inquéritos no esteio da investigação. Eunício não é alvo de abertura de inquérito, mas é acusado de ter recebido dinheiro ilícito para a campanha e de ter negociado mudanças em medidas provisórias com a Odebrecht.

Em seu discurso de despedida, Renan defendeu a investigação, mas cobrou "transparência". "É preciso que se derrube o sigilo para que a população não seja manipulada, que é infelizmente o que tem acontecido." Foi uma referência à delação da Odebrecht, homologada pela presidente do STF, Cármen Lúcia, mas mantida sob sigilo por decisão dela.

A Lava Jato e suas implicações estão hoje no centro das preocupações do Congresso, do PMDB e do governo Temer. A proeminência da operação, por exemplo, deu peso à Comissão de Constituição e Justiça, que tem entre as atribuições sabatinar nomes indicados ao Supremo e o procurador-geral da República.

Com a morte do ministro Teori Zavascki, são fortes as movimentações no PMDB para emplacar no STF um nome que não seja "avesso à política", mas sim "palatável à CCJ e ao Senado". Ganhou força na bancada plano de fazer de Edison Lobão (PMDB-MA) o presidente deste colegiado.

Estado de saúde de Marisa Letícia é gravíssimo

 Lula e a esposa Marisa
A ex-primeira-dama Marisa Letícia, 66, teve uma piora drástica do quadro de saúde ontem ((1º) à noite. Segundo uma das pessoas mais próximas da família de Lula, houve aumento da pressão cerebral de Marisa e também do edema cerebral que ela tem em decorrência do derrame hemorrágico que sofreu há uma semana. Desde o início da tarde, Dona Marisa passou a sofrer aniscoria, quando as pupilas se dilatam, sintoma de falta de sangue no cérebro.

O médico da família, o cardiologista Roberto Kalil Filho, disse a jornalistas que o quadro da ex-primeira-dama é "irreversível". Várias notícias nas redes sociais dizem que foi constatada morte cerebral da paciente.

Um passeio por Santarém de antigamente (11)

Em 1965, passeando pela praia em frente à casa do saudoso Zeca BBC, localizada na Avenida Adriano Pimentel, encontramos esta galerinha desfrutando de uma manhã ensolarada, trajando vistosos maiôs e shorts do tipo que na época estavam na moda. Da esquerda para a direita: Josué, Ana Rosa, Lelena, Ana Rita Pereira, Claudinha Miléo, Regina Silva, Nazaré Pereira e Ademar Amaral. Sentados na areia, os meninos Eladiozinho e Jorge Serique, este, hoje é um famoso e festejado colunista social da cidade.

Esta foto foi gentilmente enviada a este blog por Ademar Amaral. Obrigado, amigão!
Dica: clique na foto para aumentá-la.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Lava Jato: Turismo

A Operação Lava Jato está tentando limpar o país da corrupção, mas também pode ajudar no crescimento do país, pelo menos no turismo do Paraná. Lá existe uma agência de viagem que vende pacotes que mostrar os pontos onde a operação atua, como à Procuradoria-Geral da República, Complexo Médico Penal, onde os investigados estão presos, mas os pontos alvos são onde o juiz federal Sérgio Moro fica, como a sede da Justiça Federal e até a Universidade Federal do Paraná, onde Mora dá aulas. O passeio dura cinco horas e custa R$ 375.

Um passeio por Santarém de antigamente (10)

 
Em meus arquivos possuo centenas de fotos de Santarém de ontem e de hoje, mas as quatro mostradas acima, estão entre as minhas preferidas. Olhando-as, lembro dos administradores do velho trapiche - Mimico, Vidal (meu pai), Roosevelt Gonçalves e outros. Lembro dos banhos embaixo de seus galpões, das peladas de fim de tarde na praia ao seu lado, enfim, o lugar transformado hoje em Terminal Turístico e Praça do Pescador me faz sentir muita saudade.

Decreto de Trump dificulta visto para brasileiros

O decreto sobre imigração anunciado pelos EUA afetou também o visto americano para brasileiros. A ordem executiva firmada pelo presidente Donald Trump prevê, entre outras medidas, o fim de todos os tratados de isenção de entrevistas para a requisição de vistos estabelecidos com governos estrangeiros.

Com o Brasil, era mantido um acordo do tipo que dizia que os solicitantes com até 15 anos ou com idade igual ou superior a 66 anos poderiam se qualificar para a isenção da entrevista. As isenções para brasileiros foram determinadas pelo ex-presidente Barack Obama há cerca de dois anos.

Agora, a possibilidade de concessão de visto mais rápida, sem a necessidade de entrevista, valerá apenas para menores de 14 e maiores de 79 anos, de acordo com um porta-voz do Consulado dos EUA em São Paulo.

A regra vale para quem solicita o visto para turismo ou negócios e nunca teve um visto negado. Havia ontem relatos de brasileiros com esse perfil que foram orientados a fazer entrevistas que antes eram desnecessárias. As entrevistas de visto são feitas exclusivamente nos consulados americanos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

Também mantiveram a isenção de entrevistas solicitantes que anteriormente tinham um visto na mesma categoria, mas que expirou menos de 12 meses antes do novo pedido, além de brasileiros que solicitarem vistos diplomáticos e oficiais de governos estrangeiros e organizações internacionais.

Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre o decreto assinado na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos que dificulta a emissão de vistos para turistas do Brasil. De acordo com a assessoria do Itamaraty, esse é um tipo de decisão que não envolve comunicação entre os governos.

Insulto, logo existo

Por Leandro Karnal - colunista do Estadão
A crítica e o contraditório são fundamentais. Grande parte do avanço em liberdades individuais e nas ciências nasceu do questionamento de paradigmas. Sociedades abertas crescem mais do que sociedades fechadas. A base da democracia é a liberdade de expressão. Sem oposição, não existe liberdade.

Uma crítica bem fundamentada destaca dados que um autor não percebeu. Um juízo ponderado é excelente. Mais de uma vez percebi que um olhar externo via melhor do que eu. Inexiste ser humano que não possa ser alvo de questionamento. Horácio garantia, com certa indignação, que até o hábil Homero poderia cochilar (Quandoque bonus dormitat Homerus - Ars Poetica, 359). A crítica pode nos despertar.