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domingo, 1 de outubro de 2017

Intervenção militar: ‘O pessoal está com a faca nos dentes’

O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, disse que ficou ‘perplexo’ com o resultado da enquete que promoveu em sua conta no Twitter ‘Vc é o juiz: o Brasil deve sofrer intervenção militar?’ Responderam à pesquisa do magistrado 37.077 internautas. Desse universo, 49% disseram ‘sim’ para a volta dos tanques às ruas. E 51% a rechaçaram.

“O pessoal está com a faca nos dentes”, avalia o ministro, desde 2008 na Corte superior. - “Vamos construir o país sem a faca entre os dentes’, prega.

O ministro propõe ‘o debate lúcido e pacífico na busca da construção de consensos’. “É o único caminho para que experiências sombrias não se repitam.”

Em 24 horas o Twiter do ministro foi visualizado 598.700 vezes. “Para quem não é dado a esse tipo postura, um juiz, é algo inesperado. É um grande case para mim, um grande ensinamento.”

O magistrado diz que é a favor da democracia fortalecida. Em entrevista ao Estadão, ele disse que apenas usou a mídia social para promover a consulta, ‘sem querer induzir ninguém’.

“O que acontece é que tenho o Twitter como um mecanismo de ausculta para sentir a sociedade. O que se reclama, há muito tempo, e até hoje, é que o Judiciário não fazia interlocução com a sociedade. Uma das maiores críticas que se faz ao Judiciário, a famosa caixa preta”, pondera Og.

“Minha origem profissional é jornalista. Isso me permitiu, digamos, ter um olhar sobre a vida, sobre o que acontece no País. Fui jornalista em meu EStado (Pernambuco) a partir de 1973. Não peguei censura interna no jornal, mas peguei uma época que às seis horas da tarde, fechando o jornal, chegava o censor da Polícia Federal, entregava uma folha papel datilografada sem assinatura, chamava o editor do jornal na portaria da redação, e estava lá naquela folha datilografada: ‘é proibido falar sobre tal assunto’. Isso eu peguei.”

“Convivi com isso, sem participar porque nunca fui uma pessoa de ligações políticas ou coisa que o valha.” “Convivi com a realidade da censura. Eu acho que a liberdade de expressão é um grande elemento a ser preservado pela democracia. Desde 1988 estamos vivendo isso. Atravessamos o maior período democrático da nossa história.”

O ministro fala o que o motivou à consulta sobre intervenção militar. Segundo ele, um site de notícias, o R7 da Record, publicou uma pesquisa indicando ‘exatamente aquela informação’. Um total de 43% dos brasileiros queriam a intervenção militar.

“Simplesmente não acreditei. Assim, resolvi usar o meu Twitter. Pensei, deixa eu verificar se esses dados correspondem ao pensamento daqueles que me seguem. Tenho um público entre 20 e poucos anos até 45 anos de idade, classe média, gente que se formou em Direito. Coloquei a pergunta sem interesse político, mas com interesse de checar aqueles dados. E, desde o início, percebi que as informações são mais ou menos compatíveis com aquilo.”

“O que eu acho que o Brasil tem que fazer? Isso não é trabalho para juiz, nosso trabalho é cumprir a lei. Mas acho que as pessoas que fazem política no Brasil estão convocadas a um reforço do trabalho na ideia de que nós precisamos mostrar os ganhos que tivemos com a democracia. Tivemos muitas perdas, um período trágico no país, mas ganhamos muita coisa com a democracia, com o reconhecimento internacional.”

O magistrado sofreu críticas nas redes sociais por sua iniciativa. “Liberdade de expressão não é só da imprensa. Aí verifiquei como estamos ainda num país sectário. Porque tivemos algumas críticas que foram absolutamente inapropriadas para o país que busca a civilização.”

“Há, ainda, uma polarização no país. Como se estivéssemos num instante de guerra civil, e não pode ser. Você tem suas ideias, eu tenho as minhas, e é preciso que eu seja tolerante com as suas ideias. Você torce pelo Flamengo, eu pelo Fluminense, não posso ir para a rua jogar pau nos outros. A sociedade está doente.”

“Recebi algumas críticas, na linha do ‘como um ministro põe esse sistema para discutir na internet?’ Ora, na minha atividade eu garanto liberdade expressão de todo mundo. Eu não posso ter a liberdade de expressão para ouvir a opinião daqueles que me seguem no Twitter? Há uma contradição. Ou, então, outra interpretação: não se pode falar nisso que é um tabu. Ora, uma proibição inconsciente de certos temas, como se na Alemanha nazista.”

“O casamento homossexual era um tabu, precisou o Supremo Tribunal Federal e os tribunais decidirem o tema para isso ser tratado naturalmente. A liberdade de expressão na marcha da maconha foi assim também. O Supremo veio e decidiu e trouxe paz social. Esse tema específico (intervenção militar) não é um tema do Judicoiário, é um tema da sociedade.”

“O que penso, a partir dos dados, em relação à sociedade é que é preciso que as pessoas conversem e as lideranças políticas conversem e convençam da necessidade de reforçar o país democrático, o ganho que a democracia nos trouxe. Na Turquia, na Espanha, o povo briga. Um militar de alta patente, nosso, disse que as pessoas deviam manifestar sua insatisfação na rua. Mas essa parece não ser uma característica do brasileiro.”

“Estou a dizer: você não tem sinais exteriores do nível de polarização política que só a rede social permite você saber. O dado fundamental mais evidente é a manifestação pública, outro tipo de postura, e aí as aparências enganam. Há, sim, uma preocupação muito grande no sentido de que a população seja convencida dos benefícios do usufruto da Constituição de 1988. O resultado (da pesquisa em seu Twitter) foi pior que o do R7. Meus seguidores não são apenas pessoas formadas em Direito, são também pessoas da classe média, que têm curso superior, e outras não. Mas não são pessoas desinformadas.”

“O pessoal está com a faca nos dentes. É o que a gente percebe. Há uma ponderação muito próxima daqueles que não querem mudança e outros, quase similares, que estão revoltados. Vou tentar apurar o perfil dessas pessoas, não vou brigar com fatos. A gente não pode brigar com fatos.
Um case até para cientistas sociais.”

“Não posso encarar isso como um tabu. Ah, não vamos falar porque se falar atrai. É um tema proibido? Isso é pura ideologia ao meu ver. A crítica que se faz por ter tocado no tema recebo com humildade, mas não posso entender que esse tema tenha que ser colocado debaixo do tapete. Mas também não é pauta da vida. O País tem coisas mais importantes para fazer.”

O grande protagonista na área judicial é o Supremo, sempre foi e sempre será, com os temas de absoluta relevância para o país.”

O sr. é contra a volta dos militares?
“No Twitter eu disse que sou favorável à democracia. Vivi, experimentei esse tipo de situação. Os militares mesmo dizem não querer voltar. Eu calculava que dez por cento dos brasileiros estivessem querendo uma intervenção militar. Fiquei perplexo com o resultado da enquete que fiz pelo meu Twitter.
Mas quando os próprios militares dizem não querer exercer esse papel não será um civil de pouca visão política que será o protegonista e defensor de uma bandeira dessas. Não digo isso da boca para fora.”

“Eu não quero ser protagonista de algum tipo de manifestação. Eu sou juiz. E como juiz me interessa saber como é que a sociedade pensa a respeito de temas da atualidade.”

“A mídia social nos ajuda muito, se bem utilizada, evidentemente. Eu não vou deixar de auscultar o cidadão que, afinal de contas, é que me paga. Eu vou fazer o que a lei determina, mas eu quero ter o ponto de equilibrio que a sociedade cobra dos seus servidores. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.”

“Não aceito a crítica anárquica, mas aceito com gosto as observações feitas de uma forma adequada, racional, eu não sou o dono da verdade. Não traduzo na enquete nenhum posicionamento. A consulta é neutra, faz uma pergunta, e dá a resposta sim ou não. Nem estou a induzir ninguém a tomar qual atitude.”

Passou da hora de o STF agir como a Suprema Corte e unificar seus procedimentos

Por Vera Magalhães - Estadão
No dia 8 de junho de 2012, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, convocou uma reunião administrativa da Corte e anunciou: o julgamento do mensalão começaria dali a menos de dois meses, em 1.º de agosto.

Para isso, o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, teria de entregar seu relatório. Ele estava com o texto do relator, Joaquim Barbosa, desde dezembro, sem dar sinais de concluir a revisão.

Ayres Britto avisou Lewandowski de que o ultimato viria. Reordenou a rotina do Supremo, transformando o Tribunal praticamente em uma corte exclusiva para julgar o mensalão.

Demorou mais do que se imaginava, mas saiu. E o Supremo agiu como um colegiado, e cumpriu seu papel.

O que se vê hoje no principal tribunal do País, diferentemente daquele outro momento crucial da história, é uma desafinação absoluta, com duas Turmas julgando questões semelhantes de forma completamente desencontrada, ministros inovando em decisões importantes, grupos se digladiando abertamente e nenhuma coordenação.

A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, precisa reunir os seus pares e colocar ordem na Casa.

Não é nada salutar em uma democracia que o Judiciário passe a avançar sobre prerrogativas dos demais Poderes. E que, por causa disso, passe a ter suas decisões descumpridas. A palavra final em regimes democráticos tem de vir da Suprema Corte. E ela tem de traduzir o estado de direito. E tem de ser cumprida.

A decisão da Primeira Turma do Supremo sobre Aécio Neves é frágil do ponto de vista legal. E isso permitiu aos políticos lançarem mão de um discurso de defesa da separação entre os Poderes – algo que não é facultativo nem revogável qualquer que seja a gravidade da crise – para se unirem em uma trincheira contra o Judiciário.

Ao exarar uma decisão capenga e casuística, e ao se lançarem sem medo em juízos políticos, como fez Luiz Fux ao tecer considerações sobre a falta de “grandeza” do tucano ao não se afastar do mandato, a Primeira Turma deu munição aos políticos.

Agora caberá aos bombeiros de todos os lados tentar uma solução negociada para que se evite uma solução em que o Supremo saia desmoralizado do episódio, com o Senado simplesmente derrubando uma decisão.

O mais dramático é que, se isso ocorrer, não terá sido a primeira vez. Em dezembro o pleno saiu correndo para consertar uma situação em que a Mesa do Senado se recusou a afastar Renan Calheiros da presidência, como determinou o ministro Marco Aurélio Mello em liminar.

Com suas decisões constantemente afrontadas e ofertando à sociedade respostas dúbias, contraditórias e mutantes em questões capitais – como prisão ou não após condenação em segunda instância, habeas corpus, prisões preventivas –, o Supremo vai deixando de ser uma instituição confiável aos olhos dessa mesma sociedade.

Não dá para a ministra Cármen Lúcia continuar deixando que essas questões, que são centrais para o andamento de casos como os da Lava Jato, que atingem as principais forças políticas do País, se resolvam como que por osmose.

Questionada pelo juiz Sérgio Moro sobre a questão das prisões após condenação em segunda instância, Cármen Lúcia desconversou e disse que a questão não está em pauta. Pois precisa estar, presidente. E já. Ministros que queiram mudar sua posição precisam mostrar a cara e explicar por que o fazem. Disso depende, por exemplo, a sucessão presidencial. Não dá para vendar os olhos como a estátua da Justiça e fingir que a Corte está arrumada e detém a última palavra. Hoje nem uma coisa nem outra é verdade.

Futebol: Cartola, um cara de pau

Por Robson Morelli - Estadão
Digo logo que não se trata de uma generalização. Portanto, quem se sentir ofendido, que não se sinta. Mas o dirigente continua a ser o maior cara de pau de todos no futebol. O jogador malandro, aquele que não gosta de treinar ou só quer viver o lado bom da profissão, está desaparecendo, se já não desapareceu. O árbitro, capaz de favorecer um ou outro propositalmente, já não tem mais espaço, pressionado que está pelas imagens de tevê. Está no foco. Joga na retranca. O torcedor, que não sabe mais perder, discute até no cara ou coroa. Perdeu, portanto, o respeito de todos.

Mas o cartola continua firme no comando do futebol. Manda e desmanda sem ser cobrado ou perder a pose. Na maioria das vezes, toma decisões erradas, equivocadas, e depois se vale de uma dúzia de argumentos para provar que a correção de rota do time é a solução de sua (má) gestão. E recomeça o ciclo do zero. Corrige seu erro sem afirmar que errou. O maior exemplo disso é na escolha de treinadores.

Veja o caso do Atlético-MG, time respeitadíssimo. Apostou em Roger Machado e não teve peito para segurá-lo depois de eliminações em torneios importantes. Com pompa, anunciou para o seu lugar o boa-praça Rogério Micale, campeão olímpico nos Jogos do Rio, mas ainda sem estofo para ser ouvido em um vestiário cheio de cobras criadas. Duvido que tivesse um só torcedor atleticano que validasse a escolha. O cortejo estava anunciado, só à espera da hora da morte. Dito e feito.

Um novo bode expiatório, Oswaldo de Oliveira, foi chamado para ocupar o espaço e, quem sabe, salvar a temporada e limpar a barra do cartola mineiro. Diga-se, o mesmo do começo do ano.

A história vem de Minas, mas poderia ter como cenário os clubes de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Goiás, Bahia...

Treinadores são demitidos aos montes no futebol nacional, elencos são formados por atletas ganhando mundos e fundos sem necessidade, sem prévia avaliação, em muitos casos somente para dar uma resposta à torcida. Alguns são comprados na maior das boas vontades, é verdade, mas quando troca de camisa o cara não vinga. O Palmeiras vive isso nesta mesma temporada. Comprou sem precisão e só gastou dinheiro, do próprio clube e do parceiro.

Se bater pênalti já foi responsabilidade destinada ao presidente, tamanha sua importância, todas essas movimentações, antes de os trabalhos começarem no ano, também deveriam ser mais bem definidas pelo cartola. Tudo passa pela mesa do dirigente. Por isso ele tem ser mais assertivo, de modo a não morrer com micos na mão, não rasgar dinheiro do clube e, principalmente, não contratar técnico para, depois de meses ou jogos, demiti-lo.

2017 tem sido um ano de aprendizagem para a cartolada. A Conmebol esticou seus campeonatos, de modo a obrigar que os times da América, incluindo os do Brasil, tivessem elencos mais volumosos para que pudessem disputar com competência todas os torneios do calendário. A maioria não conseguiu se preparar. É inegável que neste ano o Brasileirão foi relegado, andou no fim da fila como opção de alguns grandes do Brasil. Cabe ao dirigente entender o cenário antes de qualquer um do time.

Rodrigo Janot venceu: estrago em Michel Temer está feito

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
A enxurrada de revelações sobre Joesley Batista e o desgaste da PGR deixaram um rastro de destruição para o próprio Joesley e atingiram a imagem de Rodrigo Janot, mas nem por isso refletiram positivamente no presidente Michel Temer, principal alvo do complô da JBS com a PGR, com beneplácito do Supremo. O estrago feito em Temer está feito e é comprovado pelos chocantes 3% de aprovação na rodada CNI-Ibope.

Assim como o acordo de delação de Joesley explodiu, mas as provas sobreviveram firmes e fortes, a credibilidade da gestão Janot na PGR balançou, mas suas flechadas contra Temer atingiram o alvo e o presidente não consegue se recuperar. Não tira proveito algum, político ou pessoal, da debacle dos inimigos. Implodem todos, denunciantes e denunciados, e o desfecho da nova denúncia contra Temer é esperado, mas vai custar caro – inclusive ao País.

Já estava claro quem era Joesley Batista quando ele gravou Temer no Jaburu e “se pirulitou” para Nova York a bordo de seu jato e do acordo do século com a PGR de Janot, homologado rapidinho pelo ministro do STF Edson Fachin. Agora, é o próprio Joesley quem se declara, em nova gravação divulgada pela revista, como um criminoso – e de diversas organizações criminosas.

Uma questão central das delações da JBS foi Janot e sua equipe se recusarem a classificar Joesley como chefe de quadrilha. Por quê? Porque, se classificassem, ele não poderia se beneficiar do acordo. Não só se beneficiou por sair livre, leve, solto, como aproveitou para embolsar mais alguns milhões na Bolsa e no mercado de câmbio.

Era óbvio, e está cada vez mais ululante, que Joesley era, sim, o chefe de uma das mais poderosas organizações criminosas gestadas neste País, algo que foi debatido nos quatro dias de julgamento do Supremo sobre até que ponto delações são intocáveis como cláusulas pétreas da Constituição. Não são, nem podem ser, como comprova a rebordosa Joesley e já vinha ensinando a PF, onde a perplexidade com a PGR é enorme.

Como diz um velho procurador, ninguém considera Michel Temer um santo, mas não cabe à PGR, ao STF ou à PF trabalhar com “a obsessão” de derrubar quem quer que seja, muito menos o presidente da República. A expectativa é de que a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, seja dura no combate à corrupção e na condução da própria Lava Jato, mas sem passionalidade e flechas, só com leis e regras. Vamos rezar.

Uma das mais perigosas cascas de banana no seu caminho é a investigação sobre os procuradores tragados pelo tsunami, a começar de Marcelo Miller e Ângelo Goulart Vilela, preso por favorecimento à JBS. Ambos foram revelados por, digamos, agentes externos, não pela própria PGR. E agora, a PGR vai investigá-los?

Outro fator é que há tempos não damos bola para CPIs, mas a que investiga esse imbróglio tem apoio da PF, está a mil por hora e já produz efeitos, como a quebra dos sigilos de Miller. Podem surgir cobras e lagartos daí, inclusive a resposta para uma dica nas gravações de Joesley com Ricardo Saud: eles diziam que Miller seria só o primeiro da PGR no escritório de advocacia no Rio que defendia a JBS, depois viriam outros – como o próprio Janot, após a PGR.

A bem de Rodrigo Janot, a imagem que ele deixa na PF, na Justiça, no próprio STF, é mais de um equivocado, um justiceiro estabanado, do que qualquer outra coisa mais grave. E deixa uma lição: no furor de combater a corrupção, não se podem eleger seus corruptos favoritos para tratar bem e os corruptos dos outros para flechar mortalmente. Isso costuma ter efeito bumerangue. Dito e feito. A função mais urgente de Dodge é botar a casa em ordem, descartar bambus e flechas e reativar as leis e a imparcialidade.

No Diário do Poder - Claudio Humberto

Missão difícil
Senadores do PMDB, Renan Calheiros e Jader Barbalho, mais queimados que espeto de churrasco, têm o mesmo problema para 2018: viabilizar a reeleição e não atrapalhar os filhos nas urnas.

É pura verdade!


Idosos(as), PARABÉNS!

Hoje, primeiro de outubro, comemora-se o dia internacional das pessoas idosas, sendo que a data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) a fim de qualificar a vida dos mais velhos, através da saúde e da integração social.

As pessoas idosas são aquelas com mais de sessenta e cinco anos, condição esta determinada pela Organização Mundial de Saúde, que os caracteriza como grupo da terceira idade.

O surgimento da data foi em razão de uma Assembleia Mundial sobre envelhecimento, realizada em Viena, na Áustria, em 1982.

Para envelhecer bem é necessário que a pessoa, ainda na idade adulta, pratique esportes de acordo com sua capacidade física, mantenha uma alimentação saudável e de qualidade, participe de programas de integração social, mantendo relacionamentos com outras pessoas de sua idade, pratique atividades produtivas, etc.

Envelhecer não é um processo fácil, muitas vezes causa depressão, desânimo, pois as pessoas vão sentindo que não tem mais valor para o trabalho, nem para seus entes queridos e familiares.

É comum vermos pessoas colocando idosos em casas de repouso, para não ter obrigação e cuidados com os mesmos. Isso é uma falta de consideração e de responsabilidade social, pois os direitos dos idosos encontram-se na Constituição do Brasil.

No ano de 2003 foi criado o Estatuto do Idoso, que garante que seus direitos sejam respeitados. O regulamento traz várias disposições como: não ficar em filas; não pagar passagem de ônibus coletivo; descontos em atividades de cultura, esporte e lazer; adquirir medicamentos gratuitos nos postos de saúde; vagas de estacionamento; dentre outras, medidas em respeito à fragilidade em que os mesmos se encontram.

É preciso que sejam tratados com reverência e consideração, por serem mais velhos e por terem mais experiência de vida, aspectos fundamentais para a sua estabilidade emocional. Sendo assim, estando com o lado emocional equilibrado, a saúde mental será muito mais valorizada e proveitosa.

No Brasil, a comemoração é feita no dia 27 de setembro, dia de São Vicente de Paula, o pai da caridade, tendo sido adotada a partir de 1999, para considerar as dificuldades, direitos e deveres a que estão sujeitos.

O saudoso Rei do Brega em Santarém

Reginaldo Rossi, aos 30 anos de idade, esteve em Santarém para uma apresentação no Estádio Elinaldo Barbosa, localizado no centro da cidade. Eu apresentei o show.
Na foto abaixo, a chegada dele no antigo aeroporto da Pérola do Tapajós, com a presença de muitos fãs.
Anadir Brito, então diretor comercial da Rádio Rural, eu, ?, Reginaldo e Otavio Pereira

Eu sou de Belém, eu sou do Pará, eu sou da Virgem de Nazaré...

 "Eu sou de lá.
Onde o Brasil verdeja a alma e o rio é mar.
Eu sou de lá.
Terra morena que eu amo tanto, meu Pará
 
Eu sou de lá.
Onde as Marias são Marias pelo céu.
E as Nazarés são germinadas pela fé.
Que irá gravada em cada filho que nascer.

Eu sou de lá.
Se me permites já lhe digo quem sou eu.
Filha de tribos, índia, negra, luz e breu.
Marajoara, sou cabloca, assim sou eu.

Eu sou de lá.
Onde o Menino Deus se apressa pra chegar
Dois meses antes já nasceu fica por lá
Tomando chuva, se sujando de açaí

Eu sou de lá
Terra onde o outubro se desdobra sem ter fim
Onde um só dia vale a vida que eu vivi.
Domingo Santo que não posso descrever.
Pois há de ser mistério agora e sempre.
Nenhuma explicação sabe explicar.

É muito mais que ver um mar de gente
Nas ruas de Belém a festejar
É fato que a palavra não alcança
Não cabe perguntar o que ele é

O Círio ao coração do paraense
É coisa que não sei dizer...
Deixa pra lá.

Terá que vir
Pra ver com a alma o que o olhar não pode ver
Terá que ter
Simplicidade pra chorar sem entender
Quem sabe assim
Verá que a corda entrelaça todos nós.
Sem diferenças, costurados num só nó.
Amarra feita pelas mãos da Mãe de Deus
Estranho, eu sei
Juntar o santo e o pecador num mesmo céu
Puro e profano, dor e riso, livre e réu.

Seja bem vindo ao Círio de Nazaré.
Pois há de ser mistério agora e sempre
Nenhuma explicação sabe explicar.

É muito mais que ver um mar de gente
Nas ruas de Belém a festejar
É fato que a palavra não alcança
Não cabe perguntar o que ele é
O Círio ao coração do paraense
É coisa que não sei dizer...

Pois há de ser mistério agora e sempre.
Nenhuma explicação sabe explicar.
É muito mais que ver um mar de gente
Nas ruas de Belém a festejar

É fato que a palavra não alcança
Não cabe perguntar o que ele é

O Círio ao coração do paraense
É coisa que não sei dizer...
Deixa pra lá"


A culpa não é minha

Se te sentires infeliz:
Eu sou a Luz e tu não Me vês,
Eu sou o Caminho e tu não Me segues.
Eu sou a Verdade e tu não crês em Mim,
Eu sou a Vida e tu não Me procuras,
Eu sou o Mestre e tu não Me ouves,
Eu sou o Senhor e tu não Me obedeces,
Eu sou o teu Deus e tu não recorres a Mim,
Eu sou o teu grande Amigo e tu não Me amas,
Se te sentires infeliz, A CULPA NÃO É MINHA.