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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Deputados aprovam regulamentação da carreira de agentes comunitários de saúde

Os deputados aprovaram, de maneira simbólica na noite de ontem (12), a regulamentação das atribuições, jornada e condições de trabalho dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. A votação do projeto foi conduzida pelo autor do projeto, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). A matéria já foi aprovada pelo Senado e agora segue para sanção do presidente Michel Temer (PMDB).

Agentes ocuparam a galeria da Câmara para assistir à votação e comemoraram a aprovação. Os deputados acataram integralmente seis das oito emendas do parecer da comissão especial que analisou a matéria. Entre as emendas apresentadas pelos senadores e aprovadas pelos deputados, está a retirada da exigência da duração mínima de 200 horas para o curso bienal de aperfeiçoamento.

Guilherme de Pádua vira pastor de igreja evangélica

 
 Guilherme sendo ordenado pastor
Guilherme de Pádua se tornou pastor da igreja evangélica, após 15 anos de conversão. A cerimônia aconteceu em Belo Horizonte, onde ele mora, no último fim de semana. Há 20 anos, o ex-ator foi condenado pelo assassinato da atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez.

As fotos da cerimônia de ordenação foram compartilhadas pela sua mulher, Juliana Lacerda, nas redes sociais."Enfim, agora PASTOR GUILHERME! Ele esperou mais que 15 anos para que esse dia chegasse, mas como nós dizemos, tudo no tempo do SENHOR. Chegou o seu tempo, meu amor", escreveu a maquiadora na publicação, que tem fotos do ex-ator emocionado e com uma bíblia na mão.
  
Guilherme e a esposa Juliana

"Galeria de Amigos": MANOEL BENDELACK (in memoriam)

Manoel Corrêa do Rosário, carnavalesco dos bons, foi o criador do premiadíssimo Bloco da Pulga, que até hoje faz sucesso no carnaval santareno. Fomos colegas de trabalho na agência do BASA em Santarém.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Leitorado: Em busca de votos, vale tudo

De Mauro Vasconcelos, Cidade Nova 3/Ananindeua:
"Li em um blog esta notícia: "No feriado de Nossa Senhora da Conceição, mais de cinquenta ciclistas participaram, em Santarém, do 3º Alter de Bike, organizado pelo grupo Eart e coordenado por Guilherme Baía. O presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, que estava em Santarém e é ciclista, topou o desafio e participou da trilha com sua esposa, Daniela". Faltou dizer que o deputado Márcio é pré-candidato ao governo do Pará, e estes exercícios ciclísticos fazem parte da luta pela conquista de votos. Ora, ora..."

Vale a pena ler: Brutalidade das ações policiais

Por: Percival Puggina, escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país.
É tão triste quanto espantoso o número de policiais mortos no cumprimento do seu dever, em confrontos com o crime, para proteção da sociedade e manter ainda tremeluzente a chama da supremacia da lei. Sucedem-se os fatos, passam-se os dias, e cai sobre cada óbito o soturno silêncio da banalização. Nenhum porta-voz da esquerda local vai aos microfones condenar a brutalidade criminal, solidarizar-se com familiares dos mortos. Nenhum cronista bate dedos o teclado do computador para expressar sua compaixão pelos agentes da lei. Nenhum sociólogo de plantão, nenhuma ONG promotora de direitos humanos diz algo a respeito. No entanto, com quanta frequência se lê sobre a “brutalidade das ações policiais”!

Não passa pela cabeça de quem quer que seja – surpresa minha! – indagar quais os materialmente mais desfavorecidos nesses confrontos. Os policiais ou os bandidos? Quem tem mais dinheiro no bolso? Quem porta a arma mais sofisticada? Quem é mais “oprimido”? Quem está do lado da sociedade e quem está contra ela?

A brutalidade criminal ocorre todo dia, toda hora, com requintes de crueldade, não respeitando criança, menor, mulher, pobre, rico, juiz de direito ou policial. No entanto, quando um destes últimos, no arriscado exercício de seu dever, sob fogo dos bandidos, dispara sua arma, matando ou ferindo algum deles, logo sai para a rua o bloco dos pacifistas seletivos, pronto para condenar a "truculência" dos agentes da lei. E eu já não me surpreendo mais com isso. Portanto, chega de brutalidade criminal! Policial também é gente e tem direitos humanos!

Clonando Pensamento

"Alguém lembra da “lista do Janot”, que virou “do Fachin”? E as investigações sobre Renan Calheiros, Romero Jucá e Aécio Neves, por onde andam? E sobre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann? Todos disputarão as eleições, lépidos e fagueiros." (Eliane Cantanhêde, jornalista)
Mais aqui > Um ano que já vai tarde

Papai Noel, por favor, atende!

Carta de pobre pedindo presente ao Papai Noel: 
"Papai Noel, meu bom velhinho, um botijão de gás já tá bom demais".

Editorial - Estadão: Avaliar as estatais

Um dos grandes desafios do País é melhorar a governança das estatais. Com raríssimas exceções, sempre foi notório o déficit administrativo das empresas públicas, constatado por uma baixa eficiência e altos custos. O problema tornou-se especialmente grave com os governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, que promoveram um explícito aparelhamento partidário das estatais. Era a canhestra tentativa de pôr todo o Estado a serviço dos interesses de um partido.

Naturalmente, depois de mais de uma década de deliberado esforço por perverter as estatais, há um longo caminho a ser percorrido. No primeiro semestre do ano passado, o Congresso aprovou a Lei das Estatais (Lei 13.303/2016), que estabeleceu alguns limites para a interferência do mundo político nas estatais. A lei fixou, por exemplo, requisitos mínimos para a composição do Conselho de Administração e da diretoria das estatais.

Depois, em dezembro de 2016, o governo federal, por meio do Decreto 8.945, regulamentou a Lei das Estatais. Entre outros pontos, todos os administradores das estatais devem preencher quatro condições: reputação ilibada, notório conhecimento, formação acadêmica compatível com o cargo e experiência profissional mínima. Para tanto, o decreto exige que cada estatal tenha um órgão que auxilie na escolha de novos administradores e verifique a conformidade do processo de avaliação, que deverá ser registrado em ata.

Em continuidade a esse empenho para melhorar a gestão das estatais, o Ministério do Planejamento lançou recentemente o Índice de Governança, que avalia “o cumprimento dos requisitos exigidos pela Lei n..º 13.303/2016, regulamentada pelo Decreto n.º 8.945/2016, e as diretrizes estabelecidas nas Resoluções da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União”. As empresas estatais de controle direto da União serão avaliadas trimestralmente, tendo por base três fatores: gestão, controle e auditoria; transparência das informações; e, por último, conselhos, comitês e diretoria.

No lançamento do novo instrumento de acompanhamento, foi divulgado o resultado do primeiro ciclo de avaliação da governança de 48 estatais federais. Em uma escala de zero a 10, a média ficou em 4,02. “Há claramente um espaço muito grande para melhoria”, afirmou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Petrobrás e Banco do Brasil foram as únicas empresas a receber nota máxima de governança. Em seguida, esteve o BNDES, com 9,5 pontos. Eletrobrás e Empresa Gestora de Ativos receberam 8 pontos. Logo após, Caixa, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia tiraram nota 7,5. Dyogo Oliveira lembrou que a nota da Petrobrás é uma consequência das mudanças ocorridas na governança da empresa. “Aquela Petrobrás que teve todos aqueles escândalos não tiraria nota 10. A Petrobrás hoje enfrenta com diligência os órgãos de controle”, disse Oliveira.

Além das notas, as empresas estatais passam a ser classificadas em quatro níveis de governança. Na primeira avaliação, apenas oito ficaram no melhor nível. A título de comparação, 16 estatais ficaram no nível 4.

É urgente e muito necessário avaliar as estatais, que são empresas e não feudos para abrigar interesses políticos. Só com uma gestão profissional é que poderão cumprir a contento sua finalidade social. Nesse sentido, vale lembrar o art. 173 da Constituição de 1988: “Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei”.

Como se vê, a regra é a não intromissão direta do Estado na atividade econômica. Ou seja, nos excepcionais casos em que o poder público atua na atividade econômica por meio das estatais, elas devem ser rigorosamente exemplares e eficientes. De outra forma, não faz nenhum sentido tal exceção.

TSE quer canal de denúncia para combater fake news na eleição de 2018

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estuda criar um canal de denúncia na internet para combater a propagação de "fake news" (notícias fabricadas e muitas vezes divulgadas sob falsas fachadas de veículos reais) disseminadas na internet, em especial em redes sociais e aplicativos de mensagem.

A medida faz parte das iniciativas que estão sendo discutidas por um conselho organizado pelo presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, que também integra o STF (Supremo Tribunal Federal), e cuja primeira reunião ocorreu nesta segunda-feira (11).

A ideia é criar um ambiente virtual (site ou aplicativo) para que o eleitor passe informações sobre notícias falsas nas eleições de 2018. O cidadão também vai poder enviar sugestões por meio deste canal.

O TSE já tem orientações para o eleitor fazer denúncias em casos de compra de votos ou de outdoor irregular, por exemplo. A ideia é criar uma plataforma para estimular esse ambiente de fiscalização das campanhas na internet.

"O tribunal quer saber como tratar e identificar as notícias falsas", disse à Folha o ministro Admar Gonzaga, do TSE. "O interesse é que o eleitor receba informações de forma mais transparente possível", afirmou, acrescentando que é difícil ter um padrão para identificar o que é notícia falsa.

Na próxima reunião, marcada para 15 de janeiro, o conselho deve discutir a legislação de outros países para a propaganda eleitoral na internet a fim de analisar a adoção de novas regras para o ambiente virtual no Brasil.

O grupo conta com dez membros, incluindo integrantes do próprio TSE, dos ministérios da Justiça e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além de representantes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), do Exército, da Fundação Getúlio Vargas e do Safernet.

Na semana passada, o ministro Luiz Fux, próximo presidente do TSE, disse que pretende deixar sua marca no combate a "fake news".

DIVULGAÇÃO DE CUSTOS
A atual lei que baliza as regras eleitorais determina que a propaganda na internet só pode ser gerada ou editada "por candidatos, partidos ou coligações" ou por qualquer pessoa, "desde que não contrate impulsionamento de conteúdos" (notícia patrocinada).

O desafio apontado pelos integrantes do conselho ouvidos pela reportagem é encontrar uma maneira de identificar quem contrata uma notícia patrocinada em rede social _e, assim, rastrear as notícias criadas para denegrir a imagem de um candidato, por exemplo.

O grupo estuda a possibilidade de exigir que as notícias impulsionadas estejam identificadas como propagandas políticas, por quem foram contratadas e quanto custaram. "A transparência da informação nos preocupa", disse o ministro Gonzaga.

Os conselheiros também debatem a possibilidade de elaborar uma cartilha como manual de procedimentos para os juízes eleitorais.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017