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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Galeria de amigos: NELSON MACHADO

- In memoriam -
Meu amigão Nelson, além de ter sido respeitado e benquisto empresário, cantava muito bem. Muitas vezes participou do programa E-29 Show que eu e Edinaldo Mota apresentávamos aos domingos na Casa Cristo Rei. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Justin Timberlake e Jessica Biel arrecadam US$ 3 milhões para Hillary Clinton

Sessão de fotos do casal com Hillary Clinton 
Sessão de fotos do casal com Hillary Clinton
O almoço em prol da candidatura de Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos oferecido por Justin Timberlake e Jessica Biel nessa terça-feira na casa deles em Los Angeles foi um sucesso, e rendeu até uma foto divertida com o trio de anfitriões postada no Instagram do cantor. Cerca de cem convidados foram ao encontro, incluindo Jennifer Aniston, Tobey Maguire e a roteirista Shonda Rhimes. Cada um deles pagou US$ 33,4 mil (R$ 108,1 mil) para estar lá, e todo o dinheiro arrecadado – mais de US$ 3 milhões (R$ 9,7 milhões) – será doado ao Partido Democrata, pelo qual Hillary concorre à Casa Branca. Originalmente, caberia a Leonardo DiCaprio a organização do almoço, mas o ator teve um compromisso de última hora e passou a responsabilidade pelo evento a Justin e Jessica. Na segunda-feira, Hillary já havia participado de um fundraiser na casa do ex astro da NBA Magic Johnson, e nesta quarta-feira deve ir a dois jantares, sendo um deles na casa de Tim Cook, CEO da Apple, em Palo Alto, na Califórnia.

"Presidente" ou "presidenta"?

Por Pasquale Cipro Neto - Folha de SP
Na semana passada, falei de uma declaração da ministra Cármen Lúcia a respeito da questão "presidente" x "presidenta". Supus que fosse desnecessário dizer que a "decisão" sobre a "existência" da palavra "presidenta" não depende de ideologia, mas enganei-me.

Nos "comentários" (note as aspas, por favor), algumas pessoas simplesmente ignoraram as provas documentais (o registro nas edições antigas e nas atualíssimas dos nossos mais importantes dicionários e do "Vocabulário Ortográfico", da Academia Brasileira de Letras).

Nada convence os que odeiam Dilma e sua trupe de que a questão linguística nada tem que ver com a questão ideológica, política, partidária etc. Uma "comentarista" chegou a dizer que tem dó dos meus alunos. Certamente ela queria que eu tivesse dito que a existência ou não do termo "presidenta" depende do credo político: no mundo petralha, o termo existe; no mundo tucanalha, não. Cara leitora, caros leitores, um fato técnico não tem ideologia.

Mais aqui >Independentemente de ideologias, o Sol e a Lua existem

Obrigado, leitores(as)!

A equipe da redação deste blog está eufórica, está feliz. As postagens de ontem (24), obtiveram 6.376 acessos.

Associação de magistrados diz que Mendes 'milita contra Lava Jato'

O juiz João Ricardo Costa, presidente da AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) 
Em mais um capítulo da crise entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a PGR (Procuradoria-Geral da República), a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) divulgou nota ontem (24) com duras críticas ao ministro Gilmar Mendes.

A entidade afirma ser "lamentável que um ministro do STF, em período de grave crise no país, milite contra as investigações da Operação Lava Jato, com a intenção de decretar o seu fim".

A nota da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) é assinada por seu presidente, João Ricardo Costa (foto), e rebate declaração de Mendes chamando de "pequeno assalto" o pleito dos juízes por aumento salarial.

"A AMB considera inadmissível qualquer ataque vindo de autoridades e instituições ligadas ou não ao Poder Judiciário. Não serão aceitas manifestações deselegantes e afrontosas, ainda mais feitas por integrantes do Judiciário que não iniciaram carreira na primeira instância, em comarcas de difícil acesso e sujeitas a toda série de limitações, inclusive a terem seus foros incendiados, como ocorreu há poucos dias em Goiatuba, no interior de Goiás", diz trecho da nota.

A associação se refere ainda a Gilmar Mendes afirmando que ele defende financiamento empresarial de campanha e "busca descredibilizar as propostas anticorrupção que tramitam no Congresso Nacional, ao invés de colaborar para o seu aprimoramento".

A nota faz ainda duras críticas a Mendes, sem citá-lo nominalmente, ao declarar que a AMB é a favor de "outro conceito de magistratura, que não antecipa julgamento de processo, que não adota orientação partidária, que não exerce atividades empresariais, que respeita as instituições e, principalmente, que recebe somente remuneração oriunda do Estado".

A associação encerra criticando o "espaço midiático" buscado por autoridades e pedindo o fortalecimento do Judiciário. Questionado em evento público nesta quarta sobre a nota da associação, o ministro Gilmar Mendes preferiu não se manifestar.

Lava Jato: juristas apoiam Gilmar Mendes e condenam vazamentos

Jurista Bandeira de Mello
 Bandeira de Mello
O recente embate entre Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a condução da Operação Lava Jato, repercute entre juristas. Na terça-feira (23), Mendes criticou os vazamentos de informações confidenciais da investigação e falou em "abuso de autoridade".

Os juristas Dalmo Dallari e Celso Antonio Bandeira de Mello vão ao encontro da fala do ministro e também percebem excessos nas investigações conduzidas pela Polícia Federal, no Paraná.

"Todo mundo deseja o combate à corrupção. Isso tem que ser elogiado. No entanto, o Estado de Direito precisa ser respeitado. A prática das delações não é outra coisa senão tortura. As pessoas são encarceradas e só saem se falarem aquilo que os investigadores querem ouvir", criticou Bandeira de Mello.

Para Dalmo Dallari, o vazamento de informações confidenciais precisa ser averiguado. "O Gilmar Mendes é um desrespeitador da Constituição e suas opinião precisam ser analisadas com cuidado. Mas, sim, há alguns excessos, principalmente quanto aos vazamentos. Vale uma investigação especial do Ministério Público. Esses vazamentos são intencionais e, obviamente, ilegais. Eles geram a denúncia de algo que é mera suposição", disse o advogado.
Jurista Dalmo Dallari
Dalmo Dallari
Gilmar Mendes fez as declarações contra a Lava Jato após publicação da Veja sobre suposto envolvimento do ministro Dias Toffoli, do STF, com a empreiteira OAS. Investigadores teriam fornecido as informações, até então confidenciais, à revista.

Outra crítica feita por Mendes diz respeito à iniciativa '10 Medidas Contra a Corrupção', encabeçada pelo Ministério Público Federal e que contou com apoio da sociedade civil. Após a coleta de assinaturas da população, as propostas se tornaram o Projeto de Lei 4850/2016, em tramitação no Congresso Nacional.

O PL prevê, em seu artigo 16, que "exclui-se a ilicitude da prova quando o agente público houver obtido a prova de boa-fé". Bandeira de Mello e Dalmo Dallari teceram duras críticas à proposta.

"É chocante. Eu me admiro que alguém formado em Direito tenha coragem de propor uma coisa dessa. Isso não é para quem cursou um ano de Direito. Prova ilícita é ilícita, não pode ser validada. A boa-fé não retira a ilicitude de uma conduta", declarou Bandeira.

Dalmo ressalta que essa medida, já defendida pelo juiz Sergio Moro, que condiz a Operação Lava Jato, em outras ocasiões, dá brecha para obtenção de provas de maneira violenta. "É um absurdo completo. Se esse argumento for aceito, considerado legítimo, nós estaremos autorizando a tortura. Os torturadores vão dizer que estavam de boa-fé quando torturavam em busca de informações", argumentou o professor Dalmo Dallari.

Aposentado começa a receber 13º salário

Aposentados pelo INSS receberão a primeira parcela do 13º salário a partir desta quinta-feira (25) e até o início de setembro. Já a segunda parcela do benefício será paga em novembro.

Mais de 28 milhões de segurados da Previdência Social receberão o adiantamento do 13º. A parcela será depositada junto com o pagamento dos benefícios da folha mensal.

Tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou salário-maternidade. Já para quem recebe auxílio-doença e salário-maternidade, o valor do 13º vai ser proporcional ao período recebido. 

CNJ deve 'blindar' magistratura de fatores externos, diz novo corregedor

BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22.09.2015. Ministro João Otávio de Noronha participa da reunião do Tribunal Superior Eleitoral.TSE julga hoje oficialização da Rede Sustentabilidade de Marina Silva durante sessão plenária. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER 
Novo corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro João Otávio Noronha tomou posse nesta quarta-feira dizendo que a função prioritária do órgão não é punir, mas, sim, "blindar" a magistratura de fatores externos.

O colegiado é responsável por fiscalizar a atuação de juízes e desembargadores de todo o país.

"O papel primordial (do CNJ) é de proteger, é de blindar a magistratura das influências externas, fazer com que o juiz exerça a magistratura na mais plena liberdade, fazer com que juiz não tenha medo da mídia, mídia que se tornou um poder", opinou.

Ele afirmou, no entanto, que não tolera corrupção e acrescentou que irá investigar com isenção, "defendendo a magistratura daquele que viola a lei".

No momento em que representantes do Judiciário e do Ministério Público Federal travam um duelo verbal, Noronha afirmou que a categoria não pode ser "refém" do Ministério Público ou da Polícia Federal.

"Não se pode juiz ser refém do Ministério Público, da Polícia Federal ou de quem quer que seja. O magistrado existe é para garantir direitos fundamentais", disse.

Terça-feira (23), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, indiretamente, chamou os procuradores da república de "cretinos" e fez duras críticas aos investigadores da Operação Lava Jato, o que foi prontamente rebatido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A imprensa também ganhou lugar de destaque no discurso de posse do novo corregedor do CNJ e também ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Para Noronha, é necessário conter o que chamou de "ditadura da informação falsa".

"Não pode nos calar, nos curvar e perder nossa independência. Não podemos permitir que se instale a ditadura da informação falsa. Nos cabe arregaçarmos as mangas e enfrentarmos o desafio de colocar as coisas em seus devidos lugares[...] Lemos todos os dias nos jornais a censura a quem vota a favor ou contra determinado investigado", afirmou, arrancando aplausos. Noronha assume o posto em substituição à também integrante do STJ, ministra Nancy Andrighi.
Leia também >Blindagem de juízes e togas voadoras

Olimpíadas e Paralimpíadas

Por Cardeal Orani Tempesta
Concluímos no último final de semana os Jogos Olímpicos, e daqui alguns dias iniciaremos, em nossa cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro, as Paralimpíadas. Estes Jogos também são chamados de Jogos Olímpicos de Verão, já que existem os Jogos de Inverno, também realizados de quatro em quatro anos.

Os Jogos Olímpicos foram abertos no dia 5 de agosto de 2016 e encerrados no dia 21 de agosto, e as Paralimpíadas serão abertas em 7 de setembro e finalizadas em 18 de setembro próximo. Creio que estes serão um excelente momento de aprendermos com grandes nomes a importância da superação dos limites e a busca da presença na sociedade das pessoas deficientes. A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos ocorrerá no Estádio do Maracanã, assim como a cerimônia de encerramento. O número de eventos, esportes e países nestes dois tipos de jogos demonstra a importância dos mesmos e também o exemplo da cultura do encontro seja nos locais de disputa, seja na Vila Olímpica, onde grupos de países muitas vezes antagônicos se encontram na mesma mesa de refeição.
Mais aqui >Olimpíadas e Paralimpíadas

Atleta paralímpica faz sucesso na web e é destaque da 'Playboy'

Uma atleta paralímpica anda fazendo sucesso na internet. A nadadora Camille Rodrigues tem mais de 40 mil seguidores e recentemente foi escolhida pela revista "Playboy" para ser destaque da edição de setembro, que chega às bancas semana que vem.

Com 24 anos, a carioca declarou que levou um susto ao ser chamada para participar da reportagem: "Quando vocês me ligaram para marcar, achei que era um convite para fazer o ensaio de capa e pensei: ‘Uau, uma deficiente na capa! Vou arrasar!'", disse.

Camille também falou sobre a preparação para as Paralimpíadas. "Minha maior preocupação é dar meu melhor: melhores tempos, melhores colocações. É a maior disputa da minha carreira, e tem o fator de estar em casa".

A divulgação da reportagem de Camilla aconteceu logo após a polêmica da campanha publicitária que mostra Paulinho Vilhena e Cléo Pires como deficientes físicos. Os internautas, não perdoram e logo compararam ambas as ações. "Chupa Vogue", comentou uma pessoa na postagem da "PlayBoy" sobre a entrevista com Camille. "Parabéns a Playboy Brasil por dar espaço aos atletas paralímpicos", escreveu outro.

Somos Todos Paralímpicos: a campanha com Cleo Pires e Paulinho Vilhena

A Olimpíada do Rio 2016 chegou ao fim, mas o clima esportivo segue na cidade com a chegada dos Jogos Paralímpicos, que acontecem entre os dias 7 e 18 de setembro. Para dar maior visibilidade aos paratletas e mostrar sua relevância para o esporte nacional, Cleo Pires e Paulo Vilhena aceitaram o convite para serem embaixadores do Comitê Paralímpico Brasileiro e estrelarem a campanha Somos Todos Paralímpicos.

Concebido pelos atores com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e dos atletas, com direção de arte de Clayton Carneiro, fotografia de André Passos e beleza de Carol Almeida Prada, o anúncio traz Cleo na pele de Bruna Alexandre, paratleta do tênis de mesa, e Paulo com o corpo de Renato Leite, da categoria vôlei sentado.
 Cleo Pires e Paulo Vilhena com os paratletas Bruna Alexandre e Renato Leite nos bastidores da campanha.
 
'Se não gostam porque são hipócritas, problema de vocês', diz Cleo Pires em resposta a críticas  
Depois de "representar" a paratleta Bruna Alexandre na campanha "Somos Todos Paralímpicos", ao lado de Paulo Vilhena, e enfrentar muitas críticas nas redes sociais, Cleo Pires esbravejou e deu uma resposta ácida em suas redes sociais.

“Nós emprestamos nossa imagem para gerar visibilidade. E é isso que a gente está fazendo. Meu Deus!”, disse em vídeo no Instagram. "Se não gostam porque são hipócritas, problema de vocês", completou.

Ela e Paulo Vilhena apareceram como se tivessem deficiências físicas e causaram polêmica. Muitos internautas apontaram o mau gosto da iniciativa e disseram que faltou representatividade. A campanha foi produzida pela agência África para incentivar a venda de ingressos dos Jogos Paralímpicos.

No Snapchat, ela se estendeu e respondeu às críticas dos internautas. "Eu estou um pouco passada com a hipocrisia das pessoas em relação à campanha. As pessoas não entenderam que estamos representando dois atletas paralímpicos. Essa campanha foi endossada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e pelos atletas paralímpicos brasileiros. Essa campanha é para eles e eles gostam. Se vocês não gostam porque são hipócritas, problema de vocês", comentou. 

Grata lembrança

 
Santarém - década de 70: Em um evento social, eu e minha esposa Albanira, em boa companhia: o casal amigo Dagomar (in memoriam) e Dely Macedo. Por muitos anos, eu e Dagomar trabalhamos juntos no Banco da Amazônia - agência de Santarém e na Televisão Tapajós.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PF prende presidente do PSDB

A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira, 24, mandados de prisão contra o presidente do PSDB em Goiás, Afreni Gonçalves Leite, e outras pessoas ligadas ao governador Marconi Perillo. As medidas fazem parte da Operação ” Decantação”, que investiga esquema de desvio de ao menos R$ 4,5 milhões em recursos federais na Empresa Saneamento de Goiás (Saneago). Também é alvo de mandado de prisão o diretor-presidente da empresa pública, José Taveira Rocha, ex-secretário de Fazenda do tucano.

O dinheiro desviado, segundo os investigadores, abasteceu campanhas políticas do PSDB. A sede do partido no Estado é alvo de buscas. A operação atinge a legenda do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a quem a PF é subordinada, e é considerada pelos investigadores uma “Lava Jato local” por envolver desvio de dinheiro e financiamento de campanhas.

A PF apurou que dirigentes e colaboradores da empresa pública promoveram licitações fraudulentas mediante a contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso. Recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de financiamentos do BNDES e da Caixa Econômica Federal foram desviados para o pagamento de propinas e dívidas das campanhas políticas do partido em Goiás.

A ação, segundo os investigadores, evitou um prejuízo de quase R$ 7 milhões. A PF sustenta que uma das estratégias da organização criminosa era o favorecimento da consultoria contratada pela Saneago a empresas que participavam do conluio e que eram responsáveis, posteriormente, por doações eleitorais.

Cerca de 300 policiais federais cumprem 120 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 21 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão na sede de empresas envolvidas e de um partido político, além de residências e outros endereços relacionados aos investigados.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Formosa, Itumbiara, São Paulo e Florianópolis (SC). Também foi determinado o afastamento da função pública de oito servidores e a proibição de comunicação entre nove envolvidos.

Os envolvidos responderão por peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraudes em processos licitatórios.

Presidente do STF nega pedido para suspender impeachment

BRASILIA, DF, BRASIL, 09-08-2016, 09h00: Sessão para votação da pronúncia do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, no plenário do senado, presidida pelo presidente do STF Ricardo Lewandowski. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) 
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, negou nesta terça-feira (23) o pedido da presidente afastada Dilma Rousseff para anular a sessão em que o plenário do Senado aceitou formalmente as acusações contra ela, realizada no dia 9.

Os advogados da petista sustentaram que, na ocasião, as reclamações apresentadas pela defesa referentes a supostas irregularidades no rito do processo, chamadas de questões prejudiciais e preliminares, deveriam ter sido votadas individualmente, não em conjunto, como ocorreu.

Lewandowski alegou que, embora seja ele o responsável pela condução do processo de impeachment no Senado, não cabe ao Supremo decidir sobre o tema. Acrescenta que trata-se de um julgamento em parte político e regido pelas normas do Legislativo.

Em seu despacho, o ministro também indeferiu a suspensão das próximas etapas do processo e disse não ter visto ilegalidades na sessão do dia 9.

"Não vislumbro nenhuma nulidade na decisão de pronúncia proferida pelo senado Federal. É que o fato de as prejudiciais e preliminares terem sido votadas em bloco não trouxe qualquer prejuízo à acusada".

Uma das questões preliminares postas pela defesa pedia a absolvição sumária de Dilma. O tópico foi votado e negado pelos senadores, por maioria simples.

Os advogados recorreram a Lewandowski sob argumento de que esse pleito, por se tratar de mérito, só poderia ser rejeitado por pelo menos dois terços dos parlamentares.

O ministro também entendeu que essa reclamação não procede. "Tal hipótese (absolvição sumária) foi implicitamente repelida pelo voto de 59 senadores favoráveis à pronúncia da acusada, número superior à maioria de dois terços que a defesa entende necessária para a extinção do processo na fase preambular", justificou. O Senado iniciará a etapa final do processo de impeachment nesta quinta (25). A expectativa é de que o resultado saia na semana que vem, entre os dias 30 e 31.

Gilmar Mendes diz que proposta defendida por Moro é coisa de 'cretino'

Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal)
A condução da Lava Jato e a formulação de sua principal bandeira legislativa, um pacote de medidas enviado ao Congresso, abriram um embate entre Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público Federal.

Mendes chamou de "cretino" o autor de uma proposta defendida pelo Ministério Público e pelo juiz federal Sergio Moral de que provas ilícitas obtidas de boa fé sejam utilizadas em ações. Janot reagiu dizendo que vê uma ação orquestrada contra a Lava Jato.

Em ataque a procuradores e ao juiz federal Sergio Moro, Mendes afirmou ontem (23) que os integrantes da força-tarefa que apura o esquema de corrupção da Petrobras deveriam "calçar as sandálias da humildade".

A declaração foi dada um dia depois de o mesmo ministro afirmar, à Folha, que investigadores eram suspeitos de vazar informação de suposto envolvimento do seu colega de STF Dias Toffoli com a empreiteira OAS.

Instado nos bastidores por outros procuradores a reagir, Janot declarou que não há qualquer documento do Ministério Público da negociação com a OAS mencionando Toffoli. Chamou de "quase estelionato delacional", "factoide" e "invencionice" o episódio.
Pouco antes, Mendes, muito próximo de Toffoli dentro da corte, havia subido o tom contra o Ministério Público.

"É aquela coisa de delírio. Veja as dez propostas que apresentaram. Uma delas diz que prova ilícita feita de boa fé deve ser validada. Quem faz uma proposta dessa não conhece nada de sistema, é um cretino absoluto. Cretino absoluto. Imagina que amanhã eu posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé?".

Segundo ele, "esses falsos heróis vão encher os cemitérios, a vida continua".

Outras propostas do Ministério Público incluem a criminalização do caixa dois em campanhas e aumento de penas para corrupção.

Janot, novamente sem mencionar Mendes, declarou que "reações encadeadas nos últimos dias" contra a Lava Jato se assemelham à pressão sofrida pela Operação Mãos Limpas, a ação contra a máfia italiana nos anos 1990.

"A Lava Jato está incomodando tanto? A quem e por quê? Essas reações encadeadas nos últimos dias, não sei, me fizeram pensar muito. O que está acontecendo neste exato momento com as investigações da Lava Jato não é novidade no mundo. Isso aconteceu exatamente, em outra proporção, na Itália."

Nem o ministro nem o procurador citaram nomes em suas críticas. Moro não quis comentar as declarações de Mendes. 

‘É um estelionato delacional’, diz Janot sobre suposta citação a Toffoli

O procurador-geral da República Rodrigo Janot afirmou ontem, 23, durante reunião do Conselho Nacional do Ministério Público que não existe na negociação de delação premiada do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, qualquer citação ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Posso afirmar, peremptoriamente, que esse fato não foi trazido ao conhecimento do Ministério Público, esse pretenso anexo jamais ingressou em qualquer dependência do Ministério Público. Portanto, de vazamento não se tratou”, afirmou Janot.

A manifestação do procurador ocorreu logo depois de entrevista do ministro Gilmar Mendes, do STF, ao Estadão. O ministro atacou duramente a força-tarefa da Operação Lava Jato, atribuindo à Procuradoria vazamento da suposta revelação do empreiteiro envolvendo Dias Toffoli em uma obra da OAS em sua residência.

No Pará, 540 tentam cargo de prefeito nas eleições

Em todo o Estado, 540 pessoas disputam uma vaga de prefeito, outras 540 as acompanham na eleição para vice-prefeito nos 144 municípios paraenses. A média é de 3,75 candidatos por vaga. Para vereador, estão na disputa 19.012 candidatos, que ambicionam ocupar uma das 1.734 cadeiras disponíveis nas câmaras municipais paraenses. A média é de 10,96 candidatos para cada vaga.

Em alguns municípios, a corrida pelo voto será bem mais difícil. Somente em Belém, cidade com o maior número de eleitores (1.043.219), além dos 10 candidatos à prefeitura, outros 858 tentam uma das 35 cadeiras de vereador. A média é de 24,51 candidatos por vaga. Em Ananindeua, a disputa também é bastante acirrada: 614 pessoas tentam ocupar uma das 25 cadeiras da Câmara Municipal, o que dá 24,56 candidatos por vaga. Já em Santarém foram registrados 13,57 candidatos por vaga, com 285 pessoas tentando ocupar uma das 21 cadeiras da Câmara.

As estatísticas eleitorais de 2016, divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam ainda que PMDB, PSDB, PSC, PSD, PR, PT e PDT são, nessa ordem, os partidos com maior números de candidatos inscritos para o pleito deste ano, no Estado do Pará. Juntas, essas siglas contam com um total de 8.657 nomes na disputa ao cargo de prefeito ou vereador, em todo o território paraense, onde o número de candidatos totaliza 20.092.

Nas três cidades paraenses com maior número de eleitores, o PMDB possui candidatos a cargos majoritários em duas (Belém e Ananindeua), o PSDB nas três (Belém, Santarém e Ananindeua), o PSD em duas (Belém e Ananindeua), o PT tem um candidato a prefeito em Santarém e Belém e outro a vice em Ananindeua, e o PDT tem candidato a vice prefeito em Belém. PSC e PR não têm candidatos a cargos majoritários nessas três cidades.

Em todo o Pará, apenas Belém, Ananindeua e Santarém podem ter segundo turno, por terem mais de 200 mil eleitores. No caso de Santarém, essa é a primeira vez que o município tem a possibilidade de um turno extra, devido ao aumento no eleitorado, após o período de revisão biométrica.
 
Saiba como denunciar irregularidades
Na página do Ministério Público Estadual (http://www.mppa.mp.br) há um link sobre eleições 2016 e entre as informações disponibilizadas, estão orientações sobre formas de denunciar irregularidades cometidas durante as eleições. TRE, CNBB e Ministério Público Eleitoral também vão manter a parceria dos anos anteriores, disponibilizando o disque denúncia no número 0800-091-4751. Além disso, este ano, o Pará utilizará o aplicativo Pardal que permite ao eleitor fazer fotos ou vídeos e enviar diretamente para o Ministério Público. O aplicativo estará disponível até o final da semana para os aparelhos IOS e Android, porém já é possível utilizá-lo pelo site do Tribunal (www.tre-pa.jus.br) na aba eleições. No link, é permitido subir imagens e vídeos de irregularidades, além de descrever o ilícito denunciado.

Antes de votação do impeachment, Dilma cita suicídio de Getúlio

Às vésperas de ir ao Senado apresentar sua defesa contra o impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (23) que, graças à democracia, não foi "obrigada a se suicidar, como obrigaram Getúlio", em referência ao ex-presidente Getúlio Vargas, que, em 1954, suicidou-se sob pressão para renunciar ao cargo.

"Não renunciei porque hoje temos espaço democrático. Eles não me obrigaram a me suicidar, como obrigaram o Getúlio e não fui obrigada a pegar um avião e ir para o Uruguai como fizeram com o Jango [o também ex-presidente João Goulart]", disse Dilma em ato organizado pela Frente Brasil Popular, que reúne movimentos de esquerda, na Casa de Portugal, em São Paulo.

Evitando discurso de vitória no Senado e afirmando que o processo de impeachment tem sido "muito duro" para ela, a petista disse que "essa luta não tem data para terminar", já que a "maior vitória" desse período foi a que "aprendemos que a democracia não está garantida".

Dilma voltou a comparar o presidente interino Michel Temer e seu entorno a "parasitas", dizendo que se "considerarmos que a democracia é uma árvore, este golpe parlamentar é como um ataque de parasitas, que assumem lentamente o controle dessa árvore".

A presidente afastada afirmou que não vai ao Senado na próxima segunda-feira (29) "por causa de seus belos olhos", mas sim porque acredita na democracia. Dilma também disse que "lutou contra a tortura, contra um câncer e agora vai lutar em qualquer disputa".

Sem citar Temer e referindo-se aos senadores que decidirão seu futuro político, ela disse que "quando não se é capaz de passar pelo crivo do voto de um colégio eleitoral com 110 milhões de pessoas, se substitui esse colégio por 81 pessoas".

OLIMPÍADA -
Dilma encerrou seu discurso mostrando ressentimento por não ter sido convidada para as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada do Rio.

"Eles não nos colocaram nessa parada, não. Nem eu, nem Lula. Fomos devidamente esquecidos e vocês sabem por quem."

"Não posso deixar passar essa oportunidade", continuou ela, "você organiza a festa, arruma a casa, contrata a melhoria das instalações da casa, arruma os móveis e no dia da festa é proibido de entrar na casa".

Dois pesos

Editorial - Folha de SP
Causa inquietação que chegue ao ponto a que chegou, em termos de repercussão, o caso da pré-delação da Lava Jato que menciona o ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais, ainda, que evolua para uma crise permeada de desacertos entre o Supremo e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foi por meio de mais um vazamento de informação que veio a público, em reportagem da revista "Veja", a menção ao ministro em tratativas para acordo de delação entre a PGR e Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS. O conteúdo vazado, contudo, por sua insignificância aparente, tem mais de denúncia vazia do que de escândalo para abalar a República.

Dias Toffoli, indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria mencionado, em conversa com o executivo, problemas de infiltração em imóvel seu. Funcionários da OAS fizeram vistoria e indicaram empresa especializada, que fez o reparo, devidamente pago pelo próprio ministro.

Não há elementos, no presente, para duvidar dessa versão, embora também seja impossível descartar que haja algo mais detrás dela.

Por ora, só é possível dizer que, mesmo não se sabendo de onde partiu o vazamento nem sua motivação, o efeito óbvio foi constranger Dias Toffoli, mais que implicá-lo de fato na investigação —o que não seria descabido, ressalve-se, caso houvesse evidência de irregularidade e a delação terminasse homologada; ninguém se acha acima da lei, nem mesmo no Supremo.

Apesar de sua imaterialidade, a pré-delação de Léo Pinheiro deflagrou reação destemperada do ministro Gilmar Mendes. Ele sugeriu que a investigação do vazamento deveria começar pela própria força-tarefa da Lava Jato.

Mesmo não sendo conhecido por continência verbal, Mendes fez emprego de vocabulário inusualmente ácido contra a PGR: "Já estamos nos avizinhando do terreno perigoso de delírios totalitários. Me parece que [os procuradores da Lava Jato] estão possuídos de um tipo de teoria absolutista de combate ao crime a qualquer preço".

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de seu lado, também causou espanto: rompeu a negociação com a OAS para um acordo de delação, alegadamente por quebra de confidencialidade.

Não terá sido a primeira vez. Mas não se tem notícia de que inconfidências a atingir outros políticos mencionados por Léo Pinheiro —de Aécio Neves (PSDB) a Marina Silva (Rede) tenham desencadeado reação tão rigorosa. Tudo indica que se trata de um caso flagrante de dois pesos e duas medidas, se não de manobra corporativa para circunscrever a Lava Jato.

Bons meninos: Detentos não retornam à cadeia após Dia dos Pais


Sessenta e dois detentos que receberam o benefício da saída temporária do Dia dos Pais não retornaram às cadeias. O balanço foi divulgado pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe). Ao todo, 1.192 internos obtiveram o benefício no Estado.

Na região metropolitana de Belém foram liberados 827 detentos, 44 não retornaram. Nas casas penais do interior, dos 365 presos que obtiveram o benefício, apenas 18 não voltaram.

O índice de evasão da saída temporária do Dia dos Pais 2016 (5,2%) está abaixo da média anual de não-retorno, que é de 10%.

Em 2015, o número de detentos liberados para a saída temporária do Dia dos Pais chegou a 1.012, dos quais 38 não retornaram. Os que não voltaram às cadeias já são considerados foragidos.

Quem tiver qualquer informação sobre os presos foragidos pode fazer uma denúncia pelo fone 181 ou pelo Whatsapp da Susipe no número (91) 98814-1218. O sigilo é garantido.