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quinta-feira, 21 de junho de 2018

UMA PENA! BLOG DE LÚCIO FLÁVIO PINTO CHEGA AO FIM.

Por Lúcio Flávio Pinto, jornalista, em seu blog:

“Este blog só manterá a sua feição atual até o final deste mês. A partir de julho, se limitará a reproduzir matérias antigas do Jornal Pessoal.

Tomo essa decisão com imenso pesar. Depois de quase quatro anos, este espaço se tornou um fórum de debates único, se permitem a audácia. Não pelas postagens em si, mas pela abundância e qualidade dos comentários, que somam agora 23 mil. Mesmo sem qualquer moderação, a intervenção dos leitores estabeleceu um padrão inusual no universo da internet, com uma média honrosa de respeito aos fatos, à diversidade e pluralidade de opinião, além de apego à racionalidade.

O projeto de um blog realmente profissional se frustrou. Manter uma cobertura atualizada dos fatos, combinada com análises e interpretações, exige uma dedicação quase integral, sem falar na resposta do blogueiro aos comentários dos leitores. Esse esforço me sacrificou fisicamente e afetou a produção quinzenal do Jornal Pessoal. Apesar da dedicação e da intensa participação do leitor, a viabilidade do blog se chocou com a falta de apoio material. As contribuições foram escassas e concentradas em não mais do que uma dezena de cidadãos.

Estimo que um terço da acentuada queda na vendagem do Jornal Pessoal se deveu ao surgimento do blog. Outro terço pode ser creditada ao hábito que se formou da leitura de notícias na forma digital, por diversos meios de acesso, que provocou uma profunda crise na imprensa em papel. O último terço tem a ver com o comodismo das pessoas, que já não se dispõem a ir atrás das publicações, querendo que elas cheguem em suas residências e locais de trabalho através do serviço de assinaturas.

O sinal de alerta, que era amarelo, se tornou vermelho para o Jornal Pessoal nas últimas edições. A receita de venda ficou abaixo do custo de produção. O fim do blog é a alternativa que resta para tentar o aumento da circulação paga do jornal em papel, que, para mim, é prioritário. Se até setembro, quando completa 31 anos, não houver a recuperação na venda, também o JP encerrará a sua história, por absoluta falta de condições de sobrevivência. É que ele vive exclusivamente do leitor. E se o leitor não vai atrás do seu exemplar, nada há mais a fazer se não aceitar a realidade. A sorte, portanto, está lançada.
Leitorado

De Francisco Meireles Lima, bairro Batista Campos/Belém:

“Lamento bastante a morte de um radialista ocorrida hoje em Bragança/PA. Ele foi executado covardemente com dois tiros na costa, disparados por bandidos ainda não identificados. Isto nos faz lembrar que existem, sim, muitos apresentadores de programas em emissoras de rádio de Belém e do interior do Estado, costumeiros em enxovalhar a honra de pessoas e de instituições, sempre dizendo alto e bom som que não temem ninguém, que são machos! Agindo assim, vão colecionando desafetos. E, como diz um conhecido ditado, ‘quem procura, acha’. Calma e prudência, gente!”
DELAÇÃO NÃO BASTA

Editorial - Folha de SP
Reveste-se de inegável importância, até mesmo do ponto de vista didático, a decisão tomada na terça-feira (19) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.

Por unanimidade, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, foram absolvidos das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, feitas pela Procuradoria-Geral da República no âmbito da Operação Lava Jato.

Restou apenas, para dois dos cinco ministros do colegiado, a convicção de que a petista, presidente do partido, pode ser responsabilizada por omissões na prestação de contas de sua campanha em 2010, o que tipifica o caixa dois.

Foram nesse sentido os votos de Edson Fachin e de Celso de Mello; já Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli absolveram os acusados de modo irrestrito.

A divergência importa menos, de todo modo, do que uma concordância essencial e, até certo ponto, imprevista —ao menos por parte de quem já se acostumou a rotular, segundo critérios automáticos, a atitude dos membros do STF.

Nessa leitura, existiriam aqueles magistrados dispostos a beneficiar qualquer réu em crimes de colarinho branco, em confronto com os representantes da santa ira da sociedade contra a corrupção.

Sem dúvida, o Supremo conhece claras divisões em termos doutrinários: é o que ocorre, por exemplo, no tema das prisões após condenação em segunda instância, ou da recente polêmica em torno das conduções coercitivas.

O julgamento de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo deixou claro, entretanto, que essas diferenças não se reproduzem de modo mecânico.

Os cinco ministros da Segunda Turma concordaram que as acusações formuladas pelo Ministério Público não tinham suficiente poder persuasivo, uma vez que se baseavam, quase exclusivamente, em delações premiadas não raro vacilantes e contraditórias.

Empalidece, assim, uma tese bastante explorada pelos envolvidos na Lava Jato: a de que todos os processos e condenações a que se viram expostos não tinham comprovação, com testemunhos substituindo investigações detalhadas.

Sim, isso pode ter ocorrido em algumas acusações do Ministério Público. Mas não há nenhuma indicação de que o Supremo esteja disposto a condenar sem provas documentais ou indícios decisivos de corrupção.

Outros processos contaram com evidências consistentes —e cabe à corte acelerar o exame daqueles que, graças ao foro especial, estão sob sua responsabilidade.

A própria senadora petista e o ex-ministro enfrentam outras acusações, ainda por serem esclarecidas. Fora de dúvida, entretanto, é que delações premiadas não devem bastar para condenar ninguém.
APENAS DELAÇÕES

Editorial - Estadão
A 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann, o ex-ministro Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kluger. Os ministros da 2.ª Turma entenderam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentou no processo provas que corroborassem a acusação de que os três réus teriam solicitado e recebido R$ 1 milhão desviado da Petrobrás para a campanha ao Senado, em 2010, da atual presidente do PT. No processo havia apenas delações, sem outros elementos de prova a corroborar as informações provenientes das colaborações premiadas.

“Observa-se que toda argumentação (da PGR) tem como fio condutor o depoimento de delatores. Relatos não encontram respaldo em elementos de corroboração”, disse o ministro Dias Toffoli. Até mesmo os documentos que a PGR apresentou no processo, que supostamente corroborariam as delações, tinham sido produzidos pelos delatores, como uma anotação na agenda de Paulo Roberto Costa, que, segundo a promotoria, fazia referência ao valor repassado ao ex-ministro Paulo Bernardo.

A decisão do STF de absolver a senadora Gleisi Hoffmann por falta de provas deve servir de alerta para o Ministério Público. Essa repartição pública presta um desserviço ao País ao apresentar denúncias com base apenas em delações, que, por sua própria natureza, são parciais. O delator, como se sabe, obtém benefícios ao relatar à Justiça aquelas informações.

No processo contra a senadora petista, há ainda outro aspecto preocupante. Ao longo de toda a ação penal a PGR não trouxe nenhum elemento probatório além do que já estava na denúncia, ou seja, as informações oriundas de delatores. Tem-se, assim, um trabalho duplamente mal feito: além de apresentar uma acusação fraca, só com delações, a PGR depois nada acrescenta para provar suas acusações, como se o seu trabalho se encerrasse com a denúncia. Não foi feito trabalho de investigação que prestasse para os fins pretendidos.

Esse modo de proceder da PGR tem graves implicações. Pessoas inocentes podem ser acusadas injustamente, apenas com base em relatos de delatores. Neste caso, a atuação descuidada do Estado contribuiria para destruir a honra dessas pessoas, pois, como se sabe, uma absolvição num processo penal nunca restabelece fama idêntica a que o réu tinha antes de ser denunciado e levado aos tribunais com a pecha de corrupção. Por mais eloquente que seja a sentença absolutória, sempre pairará sobre a biografia do réu a sombra desabonadora.

A instrução probatória, inepta, que se limita a apresentar relatos de delatores, também contribui para a impunidade. Como ocorreu na ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann, a Justiça não diz que não houve crime – apenas que não houve provas suficientes para condenar. É possível, portanto, que, tivesse a PGR mais diligência, o resultado de muitos casos penais fosse diferente, com a condenação de quem agiu criminosamente. Isso denigre tanto o réu como o acusador.

As delações podem ser um início para o trabalho de investigação criminal. Mas para que sejam de fato úteis, elas não podem ser também a conclusão de investigação. Nenhuma colaboração premiada tem o condão de proporcionar um juízo definitivo sobre um crime. A lei processual estabelece que ninguém deve ser condenado só com base em delações. Por isso, é dever da Polícia Federal e do Ministério Público não se limitar a reunir material trazido por delatores.

Têm sido muitos os casos de delações que surgem com grande estardalhaço, destroem a honra das pessoas citadas, mas depois as autoridades não conseguem confirmar as informações que divulgaram, em geral, açodadamente. O resultado de inquéritos abertos a partir dessas colaborações é o arquivamento. Recentemente, por exemplo, foi arquivado um inquérito eleitoral envolvendo o ex-ministro Aloizio Mercadante, que tinha como base uma delação do empreiteiro Ricardo Pessoa. Segundo o promotor Luiz Henrique Cardoso Dal Poz, responsável pelo caso, “os informes de Pessoa, além das referidas divergências e imprecisões de temas nucleares, não foram confirmados por outras circunstâncias”.

Urge um mínimo de cuidado com as delações. A Justiça não pode se tornar o valhacouto de dedos-duros.
Quem nos transmite esta triste notícia é o Geraldo Lopes (Majela):

“Comunico o falecimento da minha prima GILCEMI DE CARVALHO NOBRE.”

Aos seus familiares, expresso minhas condolências.
STF suspende decisão da Justiça do Pará que obrigava Governo a pagar piso salarial dos professores

Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar ao Governo do Pará suspendendo decisão da Justiça Estadual que obrigava o pagamento do piso nacional aos professores. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) disse que deve recorrer no prazo de até cinco dias.

A decisão da ministra Carmem Lúcia considerou a soma do vencimento-base e gratificação do magistério, que segundo o Governo, são vantagens pagas indistintamente a todos os professores.
A liminar foi divulgada pelo Procurador-Geral do Estado, Ophir Cavalcante, e a secretária de Administração, Alice Viana, em entrevista coletiva à imprensa.
O Governo afirmou que o Pará é um dos poucos estados que não parcelou ou atrasou nenhum pagamento dos servidores e que a remuneração do professor em início de carreira é maior que o piso nacional da categoria.
Ainda segundo o Estado, o piso hoje está fixado em R$2.455,35. No entanto no Pará, o salário inicial chega a R$3.772,69, sendo que a remuneração média de um professor com 200 horas é de R$4.834,94.

O Sintepp disse que o governador Simão Jatene insiste em não pagar o piso salarial do magistério. A assessoria jurídica do sindicato considerou que a decisão do STF não analisa o mérito do direito que os servidores possuem sobre o valor correto do piso salarial profissional, "que é inquestionável" e que a determinação analisa especialmente o impacto financeiro que o Estado diz que iria sofrer com o pagamento do piso.
No pedido de liminar, o Governo alegou que o cumprimento da determinação da Justiça do Pará seria uma "imediata despesa adicional, para o atual exercício de 2018", no valor de R$393.612.430,08, que somado ao da decisão sobre o piso resultaria em quase R$845 milhões, além de R$24 milhões por dia em caso de descumprimento.
Com informações do G1Pará.

Em carta a Gleisi, Lula comemora vitória: ‘STF desmoralizou a Lava Jato’

 
O ex-presidente Lula escreveu uma carta à presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), em que comemora a absolvição de Gleisi no Supremo Tribunal Federal na terça-feira 19. "Pela primeira vez o STF reagiu claramente diante da indústria de delações em um caso concreto, desmoralizando o discurso e a prátia da Lava Jato", diz ele.

Confira a íntegra da carta:

"Querida companheira Gleisi Hoffmann,

Recebi com muita alegria a notícia de que o STF, por unanimidade, declarou você e o companheiro Paulo Bernardo inocentes, perante as falsas acusações da Lava Jato e da Procuradoria Geral da República.

As mentiras dos delatores e dos procuradores eram tão evidentes que não havia outra decisão possível, apesar da imensa pressão da Rede Globo para condená-la.

Foram quase quatro anos de notícias falsas e parciais. Nunca levaram em conta os argumentos da defesa nem as contradições entre os depoimentos dos delatores, que mudavam de versão cada vez que suas mentiras eram derrubadas pelos fatos e pela investigação.

E você enfrentou toda essa pressão com a indignação dos inocentes e a coragem dos que lutam pela verdade e pela justiça. Você é forte, sempre esteve ao lado do povo, é a presidenta do Partido dos Trabalhadores. É por isso que eles tentaram te destruir numa farsa judicial.

No julgamento dessa terça-feira, sua defesa mostrou que a Lava Jato construiu uma denúncia falsa a partir de depoimentos negociados com criminosos, em troca de benefícios penais e até financeiros.

E pela primeira vez o STF reagiu claramente diante da indústria das delações em um caso concreto, desmoralizando o discurso e a prática da Lava Jato.

Sua absolvição, conquistada por unanimidade, diz muito sobre sua integridade e a reputação como pessoa honesta e líder na política.

Mais do que isso, foi uma importante vitória da democracia e do estado de direito sobre os que vêm tentando impor um regime de exceção contra o PT e as forças populares e democráticas mais expressivas do país.

E agora me pergunto: quem vai te pedir desculpas por quatro anos de acusações falsas, de manchetes nos jornais e na Rede Globo, que tanto sofrimento causaram a você, sua família, seus amigos e companheiros?

Nada espero dos que te acusaram falsamente. Mas tenho certeza de que o povo brasileiro saberá reconhecer seu exemplo de coragem e integridade para enfrentar a máquina de mentiras da Lava Jato e da TV Globo.

E assim, de vitória em vitória, vamos reconstruir este país e restaurar a esperança na democracia, na justiça e na igualdade.

Salve companheira Gleisi, salve companheira inocente! A verdade sempre vencerá! Um grande abraço do Lula"


VAMOS LÁ, BRASIL!


“É hora de torcer pelo sonhado hexa. De vibrar, cantar e berrar. De colocar para fora o grito do gol. Hora de esquecer as dificuldades. Dos dias sofridos. Das tristezas da vida. Hora de abraçar, beber, pular e beijar. De rolar no chão de alegria e estufar o peito de emoção. O futebol é a válvula de escape do brasileiro, a paixão que mora no coração do torcedor.”

Podem tudo, são "dimenor"

A pichação, tremendo vandalismo, está em todas as partes, atingindo o patrimônio público e privado, indistintamente. Geralmente, esse crime é praticado por “meninos” da menoridade que não reconhecem que esse seu comportamento é lesivo à comunidade. Não há uma só pessoa em perfeito domínio e posse de sua capacidade de raciocinar que aceita passivamente esse abuso.

Os agentes públicos e os donos de imóveis gastam muito dinheiro para limpar o rastro dessa depredação revoltante. A situação já merece uma fiscalização mais intensa e rigorosa por parte da polícia contra essas gangues, contra esses delinquentes irresponsáveis. Ah, não podem ser presos porque são menores? Pois muito bem, mas deveriam pelo menos ser levados para visitar um presídio ou uma delegacia de polícia para que tenham a noção exata do quanto é terrível estar por detrás das grades.

Vale a pena ver de novo.

A quadrilha junina denominada “Bossa Nova”, formada por “meninas” do Colégio Santa Clara e “garotos” do Colégio Dom Amando, fez muito sucesso na década de 80 em Santarém. A foto mostra o charme dessa turma cujos integrantes são de famílias “mocorongas” – Carvalho da Silva, Malheiros da Fonseca, Lalor Imbiriba, Lobato Gentil, Coimbra, Serruya, entre outras. Quem for capaz de identificar todos ou parte dessa moçada, por favor, cite os nomes.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

GOVERNO DO PARÁ ESTABELECE CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS DO PODER EXECUTIVO NOS DIAS  DE JOGOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, 20, o decreto 2114, que trata sobre o funcionamento dos órgãos e entidades integrantes da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual, em função da participação da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2018.

Ficou estabelecido que o expediente nos órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta, na próxima sexta-feira, dia 22 de junho, será facultado. Já no dia 27 de junho, quando a seleção jogará às 15h, o expediente será das 8h às 13h.

O decreto disciplina, ainda, que no caso de classificação da Seleção Brasileira de Futebol para a fase seguinte (oitavas de final), cujos jogos poderão ocorrer nos dias 2 ou 3 de julho de 2018, às 11h, não haverá expediente. Já se classificada para as quartas de final, cujos jogos poderão acontecer nos dias 10 ou 11 de julho, sempre às 15h, o expediente será das 8h às 13h.

No caso da Seleção Brasileira de Futebol não se classificar para as fases disciplinadas nos artigos 2º e 3º deste decreto, será mantido o horário normal de expediente nos referidos dias.

CASF: Resultado da eleição


Atendendo aos inúmeros pedidos, quase todos de funcionários da ativa e aposentados, do Basa, informamos que 1.214 associados da CASF votaram na eleição de ontem. O resultado foi o seguinte:
Chapa 1 (Domingos) - 299 votos
Chapa 2 (Madison)    - 214.     “
Chapa 3 (Sofia)           - 484.     “   Vencedora
Chapa 4 (Tourinho).    - 217.      “

O grande mal e a grande vilã

Editorial - Estadão
Em entrevista ao Estadão, o ex-diretor da Polícia Federal (PF) Leandro Daiello disse que “o que tinha de papel e dados digitais na polícia quando eu saí era suficiente para quatro ou cinco anos de operações”. Leandro Daiello, que esteve à frente da PF de janeiro de 2011 a novembro de 2017, dá a entender assim que as grandes operações policiais dos últimos anos não deverão acabar tão cedo. Haveria tanta corrupção a ser investigada que não seria possível o País voltar ao seu leito de normalidade nos próximos anos.

Leandro Daiello fala em “quatro ou cinco anos de operações”. Outros, mais impetuosos, entendem que tal estado de coisas não deve ter prazo para terminar. Com isso, dão mostras de uma visão um tanto peculiar do País, na qual tudo deveria se submeter ao que chamam de “combate à corrupção”.

Ainda que faltem evidências empíricas à tese de que a corrupção é o principal problema do País, sua simplicidade, repleta de certezas, atrai cada vez mais adeptos, como mostram as pesquisas de opinião. A ideia central é simplista: a corrupção não é apenas o maior problema nacional, mas também a matriz de todas as mazelas do País.

A corrupção é, assim, transformada no grande – e, a rigor, no único – inimigo que merece ser combatido. Bastaria aniquilá-lo para que todos os outros problemas do País tivessem um novo e promissor encaminhamento. E o inverso também é válido: enquanto a corrupção não fosse extinta, não haveria possibilidade de uma melhora efetiva do País, por mais que pudesse haver avanços em outras áreas. Tudo seria inútil enquanto o grande mal não fosse vencido.

Tal simplificação da realidade finge que o País pode esperar pacientemente o término do “combate à corrupção”, como se essa contínua produção de escândalos não tivesse nefastas consequências institucionais, sociais e econômicas.

Não há possibilidade de normalidade num ambiente econômico em que a cada semana, às vezes, a cada dia, surge uma nova delação ou um novo documento a demonstrar a suposta podridão de todo o sistema político. Como ficará, por exemplo, a confiança dos investidores, dos empresários e da população em geral com mais cinco anos de Lava Jato?

Essa visão distorcida sobre a corrupção tem também efeitos sobre a democracia e a responsabilidade política. Se o combate à corrupção é o elemento decisivo para salvar o País – se é a Justiça, e não o voto responsável do cidadão, que tem o dever de assegurar um Congresso honesto –, não há necessidade de uma mudança de comportamento do eleitorado, que tem escolhido displicentemente seus representantes. Logo depois da eleição, boa parte dos eleitores nem ao menos sabe qual foi o candidato a deputado federal ou estadual que sufragou.

Achar que a corrupção é o principal problema do País não conduz necessariamente a escolhas responsáveis na hora de votar. Como dissemos neste espaço (Corrupção como medida de tudo, 18/6/2018), “sempre que os brasileiros foram às urnas para eleger não um presidente da República, e sim um campeão contra a corrupção – Jânio Quadros e Fernando Collor, por exemplo –, os resultados foram nada menos que desastrosos”.

Logicamente, toda corrupção deve ser combatida. O bem do País não admite transigência com o crime. No entanto, combater o crime, tarefa essencial num Estado Democrático de Direito, é bem diferente do que “pôr fim à corrupção”, numa espécie de revolução moral e política feita por agentes do Estado sem voto. Hoje em dia, quando se fala de corrupção, não se pede a aplicação estrita do Código Penal, como seria natural e desejável. O clamor é por uma reforma política. “Se não tiver a reforma política, a máquina vai continuar gerando (corrupção). Da maneira que a política é jogada hoje, não sobrevive, não. A fábrica de corrupção está aberta”, disse Leandro Daiello ao Estado. O grande mal seria a corrupção e a grande vilã, a política. Nesse teatro, que nada tem de ingênuo, a população é apresentada como vítima inerme, irresponsável tanto por seu passado como por seu futuro.

Fartura, graças a Deus



O Mercadão 2000, em Santarém, é o lugar ideal para a compra de peixes, frutas, verduras, farinha, tucupi, queijos, enfim, uma variedade de produtos alimentícios a preços que agradam a todos - ricos e pobres. O movimento é intenso em todos os espaços, mas em termos de limpeza é um horror.

Clonando Pensamento

"O Brasil precisa mesmo ser campeão no futebol porque se a Copa fosse de educação, saúde ou segurança, não passava da primeira fase".
(Claudio Humberto, jornalista)

Imprensa, contenha-se!

Por José Maria Couto Moreira, advogado - Diário do Poder
A ampla divulgação de fatos criminosos chocantes é a mensagem que seus autores desejam, e sem despesa.

O Brasil vem acumulando há tempos um trágico e já irresgatável passivo de todo tipo de violência. É uma das mazelas de que tem padecido a nação e seu povo, e que se transformou em preocupante temor, a cada dia crescente em nosso espírito. Este fenômeno está paralisando o país. O povo está se tornando amedrontado em sair às ruas, em dirigir-se ao trabalho e dele voltar, em entreter-se, até em cumprir deveres que o obriguem a transportar-se, ou mesmo caminhar.

Uma das iniciativas mais proveitosas para deter a violência na vida brasileira seria, sem dúvida, noticiar menos a violência, ou melhor, silenciar sobre ela. Mais recomendável seria, talvez, um manual de imprensa, ou uma reflexão (até mesmo um extenso pacto dos editorialistas nacionais) sobre a conveniência de não veicular a violência, seja de que tipo for, ou se editarem recomendações oficiais necessárias sobre a comunicação impressa, radiofônica e televisiva da violência, quando só aceitável fosse ela para prevenir o cidadão de algum perigo potencial e imediatamente evitável.É inconcebível que os legisladores não se deram conta ainda da inoportunidade e da inconveniência do noticiário livre, por vezes sucessivo, de um mesmo padrão ou tipo de violência, quando o fato policial provém do desempregado, do faminto, do revoltado ou mesmo dos portadores de uma psicopatia responsável por encaminhar o agente ao crime. As mídias concorrem entre elas com o inesperado, a tragédia, a catástrofe, o infortúnio, o desastre; se comprazem profissionalmente quando o alarme se apossa do leitor, do ouvinte e do telespectador. É preciso que o governo melhor se detenha sobre esta questão, que provoca análise lindeira à segurança nacional. Se as recém nomeadas “fake news” já ganharam salvaguardas institucionais na esfera eleitoral, contando até com comité voltado a uma vigilância da regularidade do prélio, porque não se adotarem iguais providências para o noticiário policial alarmante, em ocasiões em que se preserva valor maior, a própria vida, ou mesmo o patrimônio ?

Dia importante para o país e seu povo será quando as entidades de comunicação de norte a sul conseguirem discernir o que é necessário publicar e o que é ato de lesa-pátria levar ao conhecimento de todos. Esta mídia ainda não percebeu que o que a bandidagem quer é exatamente o que ora se faz, isto é, a variada e contínua publicidade de seus destemperos criminosos, que mostram aos companheiros encarcerados de outros estados de que foram capazes de agir, que podem fazê-lo novamente e os concita a também assim fazê-lo. A imprensa está se servindo de porta-voz do crime. O que importa para a democracia ou para a liberdade de imprensa (Oh! Liberdade, quantos crimes se cometem em seu nome ?), ou mesmo para nosso conforto nos ocultar os atos de vandalismo ? O que nos acresce ou alenta saber de demais ações ignóbeis cometidas pelos que sempre estão à margem da lei se estamos certos de que os órgãos de repressão estão atuando em nome da sociedade ? Que proveito pode-se retirar deste noticiário angustiante ? É certo que alguns pasquins, que vivem exclusivamente da imprensa sensacionalista, irão perder. Não faz mal. Reorientem seus leitores a apreciar uma melhor leitura, que efetivamente os acrescentem de informação ou conhecimentos úteis. Há, pois, sobradas razões a clamar por um noticiário saudável.Estamos, a exemplo, vendo e ouvindo sobre incêndios criminosos com a destruição de uma centena de veículos de transporte coletivo em vários estados. O vasto e deprimente noticiário a respeito só fortalece as facções que as inauguraram. E as reportagens estimulam outras gangues a imitá-las. A boa escolha entre omitir e divulgar, é omitir.

Neymar leva dois cabeleireiros para a Copa do Mundo na Rússia

Neymar é conhecido por não ter medo de arriscar com penteados diferentes e por mudar de visual constantemente. Na Copa do Mundo da Rússia, por exemplo, ele já apostou em três visuais diferentes: cabelo cacheado com luzes na chegada em Sochi, um moicano loiro para o primeiro jogo da seleção brasileira e uma versão mais curta do mesmo penteado para o treino de ontem, 19.

Para ajudar a manter o visual em dia, o atleta está acompanhado de dois cabeleireiros: Nariko, que cuida do corte, e Wagner Tenorio, responsável pela cor.

Nariko é um dos 'parças, como são conhecidos os amigos de infância do jogador, e atualmente mora em Paris, onde irá abrir um salão. Ele trabalha com o atleta do Paris Saint Germain desde 2015, e foi responsável pelos seus cortes de cabelo desde então. Além de Neymar, o cabeleireiro também repaginou o visual de Gabriel Jesus, Philippe Coutinho, Casemiro, Fagner, Douglas Costa e Danilo Luiz para o campeonato. Antes do mundial, até o técnico Tite passou pela sua tesoura.

Eleita próxima presidente do TSE, Rosa Weber diz que País está dividido

Eleita nesta terça-feira, 19, como próxima presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Rosa Weber destacou, após a votação realizada entre os ministros do tribunal, que assumirá o posto em um momento em que o país se encontra dividido. A ministra presidirá o tribunal nas eleições em outubro.

“Eu sei da enorme responsabilidade que me aguarda neste ano em que o país se encontra em meio a uma disputa tão acirrada, em meio a tantas divisões”, disse Rosa Weber, que assumirá a presidência em 14 de agosto e seguirá no posto até 25 de maio de 2020, quando deixará o tribunal.

A chegada de Rosa Weber à presidência se dará no exato momento em que a Corte Eleitoral começará a analisar os registros de candidaturas presidenciais. A equipe da ministra, atual vice-presidente, já está tratando com a equipe do presidente Luiz Fux sobre a transição há meses. Eleito, por sua vez, como vice-presidente no próximo exercício, o ministro Luís Roberto Barroso foi saudado pela ministra Rosa Weber. “Eu tenho o alento e me sinto abençoada de contar, no exercício de um papel importante, com a iluminada companha do ministro Luís Roberto Barroso, na condição de vice-presidente”, disse a ministra.

Ao afirmar que a instituição é mais importante do que os indivíduos que a comandam, Rosa Weber se comprometeu a “atuar de modo a cumprir para que a instituição possa cumprir o seu relevantíssimo papel constitucional, que é o de fortalecimento da democracia no País”. “Expresso a enorme honra de ser eleita presidente desse tribunal, que leva o nome de tribunal da democracia”, disse a ministra.

Composição.
O atual presidente, Luiz Fux, deixará o tribunal também em agosto. Com a saída de Fux, será efetivado o ministro Edson Fachin, atual ministro-substituto. Então, os ministros-substitutos serão Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e um terceiro que vier a ser eleito.

STF: Pedido de liberdade de Lula será julgado no dia 26

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar, na próxima terça-feira (26), um pedido da para suspender a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O colegiado vai se reunir pela manhã e à tarde. A liberação do recurso para julgamento foi do ministro relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, que também sugeriu a data, que foi confirmada na pauta de julgamentos da Corte na tarde de ontem (19). Se a condenação for suspensa, como pedem os advogados de defesa, o ex-presidente poderá deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições.
A Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Edson Fachin, Celso de Melo, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. 
Ontem (19), com os votos favoráveis de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Gustavo obtiveram absolvição das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

STF DEVE MANTER LULA PRESO 
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) não deverá conceder efeito suspensivo da condenação, para que o ex-presidente Lula aguarde em liberdade o julgamento dos recursos, como pede a defesa. É que foi exatamente isso que o plenário do STF já negou em abril, no julgamento de habeas corpus requerido por Lula. E a Segunda Turma não tem o poder de reformar as decisões do plenário da Corte. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Outro problema para Lula: o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ainda não avaliou a admissibilidade do recurso extraordinário.

Pela jurisprudência de ambas as Turmas do STF, se não houver juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, o caso nem é julgado.

A Lei da Inelegibilidade, com alteração da Lei da Ficha Limpa, admite o efeito suspensivo. Mas a sólida jurisprudência deve barrar a petição.

STF absolve Gleise e o marido


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (19) absolver a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT), das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

Por 3 a 2, os ministros também absolveram Gleisi da prática de caixa 2 (falsidade ideológica eleitoral), impondo uma derrota ao relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, que foi acompanhado apenas pelo ministro Celso de Mello. Para Fachin e Celso, a conduta caracterizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como corrupção passiva no caso de Gleisi se enquadrava na verdade como caixa 2. Pela absolvição votaram os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.