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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Apelo ao bom senso

Apelo a Temer para que tenha a grandeza de reduzir seu mandato
Por Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República
As dificuldades políticas pelas quais passamos têm claros efeitos sobre a conjuntura econômica e vêm se agravando a cada dia. Precisamos resolvê-las respeitando dois pontos fundamentais: a Constituição e o bem-estar do povo.

Mormente agora, com 14 milhões de desempregados no país, urge restabelecer a confiança entre os brasileiros para que o crescimento econômico seja retomado.

A confiança e a legalidade devem ser nossos marcos. A sociedade desconfia do Estado, e o povo descrê do poder e dos poderosos. Estes tiveram a confiabilidade destruída porque a Operação Lava Jato e outros processos desnudaram os laços entre corrupção e vitórias eleitorais, bem como mostraram o enriquecimento pessoal de políticos.

Não se deve nem se pode passar uma borracha nos fatos para apagá-los da memória das pessoas e livrar os responsáveis por eles da devida penalização.

A Justiça ganha preeminência: há de ser feita sem vinganças, mas também sem leniência com os interesses políticos. Que se coíbam os excessos quando os houver, vindos de quem venham –de funcionários, de políticos, de promotores ou de juízes. Mas não se tolha a Justiça. 
Mais aqui >Apelo ao bom senso

'Não há democracia sem política e sem político', diz Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral Gilmar Mendes reafirmou as críticas que vem manifestando contra o 'ativismo' que o Ministério Público vem assumindo a partir principalmente de operações de investigação como a Lava Jato.

Mendes criticou o que chamou de tendência do Ministério Público de "criminalização da política". Segundo ele, haveria por trás dessa iniciativa "um pensamento totalitário". As declarações foram dadas em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, exibida pelo SBT na madrugada desta segunda-feira (26).

Para Gilmar Mendes, essa tendência do MP ficaria exposta sempre que há críticas a atividades legítimas de ação parlamentar, como a recente iniciativa do Congresso à aprovação de uma lei sobre abuso de autoridade. "Foi uma legislação que partiu do STF, apoiada por pessoas como o Teori [Zavascki, ministro do STF morto em acidente de avião no início de 2017]." A proposta de lei foi apoiada no Senado por Aécio Neves (PSDB - MG), e foi um dos elementos utilizados pelo MP para embasar o pedido de prisão do senador, atualmente afastado. No pedido do MP para o afastamento de Aécio, há uma gravação de uma conversa telefônica entre o senador e Gilmar. Na gravação, o ministro se compromete a falar com o senador Flexa Ribeiro sobre o projeto.

Segundo Gilmar, o Judiciário deve se manter à frente de processos de investigação. "Acho que juízes passaram a ser caixa de ressonância do MP. Não vou me deixar transformar em objeto dessa sanha persecutória". O ministro citou ainda o que ele chamou de "atuação obscura" do ex-procurador Marcelo Miller, que em março pedi exoneração do cargo no MP e passou a atuar em escritório de advocacia que defende o grupo J&F. "O MP adota critérios muito rigorosos para outros órgãos, mas não está cuidando desse caso. Acho que eles devem explicações sobre esse caso", disse Gilmar.

O ministro defendeu ainda que o colegiado do STF deve ter o poder de homologar ou não acordos de delação premiada firmados pelo MP. Em votação atualmente em curso no Supremo, sete ministros já votaram em direção contrária a essa visão, ao chancelar a homologação feita pelo ministro Edson Fachin ao acordo feito com a JBS. "Tem que haver algum tipo de controle", disse Gilmar. O ministro disse ainda que é importante investigar suspeita de combinação dos delatores com o MP. "Parece que houve um esforço do MP para caracterizar todos os casos de doação [para campanhas eleitorais] como propina, mas a gente sabe que não é assim. É preciso diferenciar os casos em que as doações foram legítimas."
 
Eleição direta
Na entrevista, Gilmar disse ser contra a articulação do Congresso para aprovação de uma emenda que permita eleições diretas para presidente em caso de afastamento de Michel Temer. "Seria mais importante discutirmos um novo sistema político eleitoral, um novo sistema de governo. Um modelo misto, mais parlamentarista, como o português. Em 30 anos, já tivemos dois presidentes que sofreram impeachment. É um processo muito desgastante."

O ministro disse ainda acreditar que o presidente Michel Temer termine o mandato no cargo. "Se não houver nenhum fato novo, a tendência é que ele continue". Gilmar justificou a visão na relação 'muito forte' que Temer tem com o Congresso, diferente de Dilma, cujo governo ele classificou como um "desastre". "[Com Temer] há agora algum esforço por alguma racionalidade. Um desestressamento da relação entre os poderes", deferente do que havia quando a petista estava no poder. Perguntado sobre uma eventual candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa à presidência, disse que não comentaria o assunto, mas afirmou que "em geral, nós [juristas] não temos sido bons gestores."

Lula lidera, e 2º lugar tem empate de Bolsonaro e Marina, diz Datafolha

Pesquisa realizada pelo Datafolha sobre intenções de voto para a disputa presidencial de 2018 apontam que o ex-presidente Lula (PT) manteve a liderança, com 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC).

O deputado federal registra tendência de alta. Tinha 8% em dezembro de 2016, passou a 14% em abril e agora aparece com 16%, sempre no cenário em que o candidato do PSDB é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O tucano, por sua vez, oscilou positivamente em simulações de primeiro e segundo turnos, mas a sua rejeição cresceu para 34%, atrás apenas da de Lula.

O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (sem partido) aparece com 11%, em quarto.

Nos cenários testados para eventual segundo turno, Lula ganha de Bolsonaro e dos tucanos Alckmin ou João Doria, prefeito de São Paulo.

O petista empata com Marina e com o juiz Sergio Moro (sem partido) na margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Marina vence Bolsonaro, e Ciro Gomes (PDT) empata com Alckmin e com Doria.

CENÁRIOS
Acusado na Lava Jato de corrupção e organização criminosa, entre outros crimes, o que ele nega, Lula vence em todos os cenários de primeiro turno simulados.

Quando disputa com Alckmin, o petista fica com 30%, e o tucano, com 8%, em terceiro. Embolados em segundo aparecem Bolsonaro, com 16%, e Marina, com 15%.

O cenário com Doria é similar: Lula, na dianteira, tem 30%, Marina e Bolsonaro, 15% cada um, e o prefeito, 10%.

Quando incluído, Joaquim Barbosa fica numericamente na quarta posição, à frente de ambos os tucanos, mas em empate técnico.

Já Moro aparece em segundo (14%), empatado com Marina (14%) e Bolsonaro (13%). Lula fica com 29%, e Alckmin perde pontuação (6%).

Em caso de o ex-presidente petista não disputar, o cenário fica mais conturbado.

Marina lidera (22%), mas com vantagem mais estreita do segundo colocado, Bolsonaro (16%). Barbosa fica em terceiro (12% ou 13%).

Se a disputa se der apenas entre nomes não citados na Lava Jato, critério que fortaleceu a especulação em torno de Doria, Marina continua em vantagem. Ela lidera (27%), seguida por Bolsonaro (18%), Doria (14%) e Ciro (12%).

Considerando-se o cenário com Lula e Alckmin, o petista vai melhor no Nordeste (48%), no Norte (39%), entre eleitores com ensino fundamental (39%) e os mais pobres (39%).

Bolsonaro cresce entre homens (22%), jovens de 16 a 24 anos (23%), com ensino médio (21%) e superior (21%) e de renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos (25%). Seu eleitorado é maior no Centro-Oeste (22%).

Alckmin amplia vantagem entre os mais ricos (14%), os com 60 anos ou mais (12%) e no Sudeste (12%). Marina se sair melhor no Norte (18%), entre mulheres (18%), jovens de 16 a 24 (18%) e de ensino médio (17%).

O instituto não incluiu nas sondagens feitas entre os últimos dias 21 e 23 os nomes de Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB).

REJEIÇÃO E PARTIDOS
Conhecido por 99% dos brasileiros, Lula tem a maior rejeição: 46% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. O patamar é similar ao aferido em abril (45%).

Em segundo, Alckmin, acusado por delatores da Odebrecht de ter usado caixa dois, o que ele nega, teve a rejeição aumentada de 28% para os atuais 34%. Ele é conhecido de 87% do eleitorado.

Conhecido por 63%, Bolsonaro, com discurso de ultradireita, é descartado por 30%. Moro, conhecido por 79%, tem rejeição de 22%. E Doria, novato na política eleitoral, é conhecido por 59% e rejeitado por 20%.

Cotado para ser o candidato do PT caso Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de disputar o Planalto, Fernando Haddad aparece com 3% das intenções. Conhecido por 57%, o ex-prefeito de São Paulo tem rejeição de 28%.

Em meio à crise política, o PT atingiu sua maior popularidade desde 2015 e tem a preferência de 18% do eleitorado.

A legenda foi líder isolada em popularidade de 1999 até junho de 2015, quando empatou tecnicamente com o PSDB. À época, os simpatizantes dos petistas eram 11% e do tucanos, 9%. Em dezembro do mesmo ano, o PT continuava a pontuar 11% e o PSDB chegava a 8%.

Depois do impeachment de Dilma Rousseff, a sigla da ex-presidente ainda penava. Em dezembro de 2016, tinha 9%. Voltou a crescer em maio deste ano, quando alcançou 15%. Hoje, empatados em segundo com 5%, estão PSDB e PMDB. Já PSOL, PV e PDT têm 1% cada. A maioria (59%) dos entrevistados, no entanto, não tem preferência por partido.
Fonte: Folha de SP

Centro de Artesanato Tapajós: 2 anos de existência

Fachada do Centro de Artesanato
O Cristo Rei, Centro de Artesanato do Tapajós, completou no dia 22 do corrente, 2 anos de atividade. O espaço tem o objetivo de promover a cultura, o turismo e fomentar novos negócios. No local, artesãos expõem e comercializam seus produtos. A variedade de artigos artesanais e a beleza das peças impressionam os visitantes que contam ainda com sorveteria, restaurante de comidas regionais, além de caixas eletrônicos e internet wifi. O prédio, localizado na Avenida Barão do Rio Branco, pertence à Diocese de Santarém e está arrendado para o Município.
Parte interna
Do poster:
Para quem não lembra, esse prédio, com auditório, um grande palco, um mezanino, serviu por muitos anos para realização de eventos artísticos e culturais na Pérola do Tapajós, entre eles, o programa E-29 Show, apresentado por mim e pelo Edinaldo Mota, nas décadas de 70/80/90. A foto, abaixo, mostra como era a fachada do Cristo Rei naquela época.
Durante a solenidade de inauguração do Cristo Rei – Centro de Artesanato do Tapajós, ocorrida dia 22 de junho de 2015, o prefeito Alexandre Von entregou duas placas comemorativas em homenagem a Ercio Bemerguy e Edinaldo Mota (foto abaixo). A dupla de radialistas, que durante os anos 60, brilhou no palco da Casa Cristo Rei, apresentando o programa de auditório "E-29 SHOW",  transmitido "ao vivo" pela Rádio Rural de Santarém.
 
Edinaldo Mota e eu (Ercio) fomos homenageados pela Prefeitura

'Não vou fugir da raia', diz Luciano Huck sobre vida política

 
Sem dizer se vai ou não investir de fato na vida política, Luciano Huck disse a Amaury Jr. que não abrirá mão de seu propósito de ajudar o Brasil a melhorar. A entrevista foi realizada durante o leilão beneficente promovido pelo Instituto Neymar Jr.

"O que eu venho falando, e talvez não tenha sido bem compreendido, é que a minha geração tem que ocupar espaço de poder, no sentido de que já está na iniciativa privada e em vários lugares da sociedade civil, mas na política não", disse o apresentador.

Amaury Jr. chegou a citar a previsão de uma vidente, que aconselha Huck a não misturar a vida artística com a pública. "Ela deve ter ligado para a minha mãe e para a Angélica", brincou.

Ele disse que seu objetivo é contribuir para o crescimento do Brasil e ajudar a encontrar novos e bons nomes para as lideranças nacionais.

"Não que seja eu, muito pelo contrário, mas quero ajudar a encontrar essas novas lideranças, porque eu acho que o Brasil está em um cenário de terra arrasada. Eu acho que o único poder transformador é a política do poder público, então se a gente não cuidar dele para que tenha gente legal lá e que possa fazer a vida das pessoas melhorar, vamos ter uma geração perdida de anos e décadas no Brasil. Então é essa a intenção, se mobilizar e conseguir trazer gente legal para esse universo", explicou.

Em sua avaliação, João Doria é um bom exemplo de pessoa pública que migrou para a política. "João já fez essa opção, ele já está dedicado à vida pública e servindo muito bem São Paulo. A força do microfone, a força que o meu programa tem, as redes sociais, eu acho que já é uma vitrine importante para colocar uma mensagem inspiradora, colocar bons exemplos e trazer gente nova. Não vou fugir da raia no sentido de contribuir para que a gente faça um País mais legal e mais justo", finalizou. (O Dia/RJ)

De prontidão

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
Um personagem cresce no coração do governo em Brasília: o general de Exército (último posto da hierarquia militar) Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com sala no Planalto e presença certa em reuniões estratégicas.

Com Temer enfrentando batalhas de vida ou morte, os ministros políticos tentando sobreviver à Lava Jato, os econômicos guerreando contra a crise e o comandante do Exército doente, Etchegoyen está cada vez mais forte. Informação vale ouro, quem tem informação tem poder e o GSI controla a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), filha encabulada do SNI de péssima memória. Logo, ele sabe das coisas, e sabe a seu jeito.

O GSI substituiu a Casa Militar e esteve sempre sob comando de generais, mas a convivência entre presidentes e eles oscila entre trocas de gentileza estéreis e ostensivo descaso. FHC, filho, neto e bisneto de militares, respeitava o general Alberto Cardoso. Lula dava dois tapinhas nas costas no general Jorge Felix e depois jogava no lixo, sem ler, seus relatórios. Dilma desprezava abertamente o trabalho do general José Elito e, por fim, extinguiu o GSI nos estertores do seu governo.

Ao assumir, Temer tinha a determinação de recuperar a “normalidade” nas relações com o Congresso, os agentes econômicos, as Forças Armadas e a mídia. Não pensou duas vezes ao reativar o GSI e nomear para sua chefia um militar respeitado e com um sobrenome de grande reverberação no Exército.

Etchegoyen vem de uma área e de uma família para as quais a esquerda, não sem motivos, torce o nariz, mas ele se movimenta bem na área política e não teme jornalistas, entrevistas ao vivo, questões espinhosas. É tido como equilibrado, legalista, um bombeiro no circo pegando fogo. É assim que participa, muito à vontade, das reuniões – e decisões – de cúpula do governo Temer.

Atribui-se a ele a defesa do Congresso, da política e da distinção do “joio e do trigo”: punição diferenciada para os efetivamente corruptos e para os que usaram as regras do jogo, como o caixa 2, mas não enriqueceram com a política. Diz-se também que ele torce contra a prisão de Lula, em nome da preservação da instituição Presidência da República e pelo impacto interno e externo que poderia ter.

Consta que Etchegoyen é quem avalia a troca ou não do diretor-geral da PF, Leandro Daiello. Ele nega. Consta que assumirá o Comando do Exército, caso seu amigo, o prestigiado general Eduardo Villas Boas, decida voltar para casa. Ele nega. Consta que pôs a Abin a bisbilhotar os telefones do ministro Edson Fachin. Ele nega. E consta que ele está cada vez mais poderoso. Ele nega veementemente. Mas... só o fato de ter de negar tantas coisas ao mesmo tempo já diz muito.

Na superfície, bons exemplos de sua força são na segurança pública, área que, assim como a PF, é subordinada à Justiça. Quem coordena o plano de segurança para o Rio é o GSI. E quem abriu uma reunião de secretários de Segurança e chefes da Polícia Civil em Porto Alegre foi Etchegoyen, e o ministro da Justiça só falou depois. A própria Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), como a Funai, está nas mãos de um general.

Assim como muitos reagem irritados a Boulos, chove indignação quando se constata que um general de Exército com o sobrenome Etchegoyen cresce em Brasília – em meio a uma crise pavorosa e à descrença do atual modelo político. Mas fatos são fatos. O que importa agora é saber quais são as ambições e objetivos do general. Aliás, das próprias Forças Armadas.

Arraial da Pavulagem: Só não vai quem já morreu

 
Ontem, no arrastão do Pavulagem, eu fui.

Bom dia!

A boa família é aquela que, até quando não nos compreende, quando desaprova alguma escolha nossa, algum erro nosso, mesmo assim nos faz sentir aceitos e respeitados. É onde sempre somos queridos e temos lugar. Que assim seja para todos(as), é o que eu desejo.

domingo, 25 de junho de 2017

As cifras que fazem do craque Messi um dos mais ricos dos gramados

Aniversariante de ontem (24), Lionel Messi chega aos 30 anos como um dos melhores astros do futebol de todos os tempos, com 567 gols na carreira, cinco títulos anuais de melhor jogador do mundo e um dos únicos dois jogadores na história que receberam a Ballon d’Or mais de três vezes – o outro é Cristiano Ronaldo, com quem ele vive uma suposta rixa de anos.

Mas muito além das conquistas nos gramados e da nova idade, os números mais chamativos sobre o craque argentino que ele pode comemorar todos os dias são aqueles relativos às finanças, já que nunca antes na história jogadores de futebol ganharam tanto dinheiro como agora. Messi, aliás, só fica atrás de Ronaldo na lista dos atletas mais bem pagos do mundo, que em outras épocas era dominada por astros da NBA e do golfe.

Veja, a seguir, que o atacante do Barcelona e capitão da Seleção Argentina – que se casa no próximo dia 30 – entende tanto de aumentar a fortuna quanto de dribles, embora nesse campo também não escape às polêmicas. Confira!
Renda garantida
Na lista dos atletas mais bem pagos do mundo da “Forbes” Messi só perde para Cristiano Ronaldo. Entre junho de 2016 e junho deste ano, segundo a revista, a renda dele bateu em US$ 80 milhões (R$ 267 milhões), sendo US$ 27 milhões (R$ 90,1 milhões) em contratos de patrocínio com marcas como a Adidas e o restante em salários do Barcelona. Mesmo quando parar de jogar o acordo do jogador com a marca esportiva, que é vitalício, vai garantir a ele US$ 8 milhões anuais pelo resto da vida, o suficiente para que não precise mexer na fortuna que acumulou, estimada em US$ 340 milhões (R$ 1,1 bilhão).
Vale quanto pesa
Ter Messi em campo também custa caro. De acordo com analistas do CIES Football Observatory, o passe do argentino é hoje o segundo mais caro do mundo, avaliado em £ 149 milhões (R$ 631,8 milhões). Ex-campeão nesse quesito, ele perdeu o título neste ano para Neymar, cujo passe teve uma supervalorização e chegou a £ 216 milhões (R$ 915,8 milhões) em janeiro.
Casa dos sonhos
Como a maioria dos jogadores de futebol, Messi também adora morar bem. Mas uma casa gigantesca (foto abaixo) que ele está construindo na cidade de San Andrés de Llavaneras, no norte de Barcelona, é digna de menção: com mais de 2 mil metros quadrados de área e projetada pelo arquiteto espanhol Luis de Garrido, a mansão eco-friendly batizada One Zero Eco-House (em alusão ao número 10 da camisa dele) terá o formato de um campo de futebol quando ficar pronta e consumiu mais de US$ 10 milhões (R$ 33,4 milhões) até agora. 

Fábio Assunção: Ator global foi preso após se envolver em brigas com populares

O ator global Fábio Assunção quebrou o silêncio e falou sobre a sua prisão em seu perfil no Instagram. "Errei ao me exceder", diz a publicação. Assunção foi preso por desacato a autoridade na cidade de Arcoverde, em Pernambuco nas primeiras horas da manhã de ontem (24).

Segundo a polícia local, Fábio exagerou no consumo de bebias alcoólicas, se meteu em confusão com populares, quebrou o vidro da viatura e insultou policiais durante a prisão. Pessoas que estavam no momento filmaram a situação e divulgaram as imagens nas redes sociais que rapidamente viralizou.
Na nota, publicada acompanhada de uma foto de fundo branco, Assunção confirmou que saiu para confraternizar em um bar da cidade de Arcoverde com a equipe do documentário Eu sonho para você ver e que se envolveu em brigas devido ao grande consumo de álcool.

O ator, que há alguns anos se declarou publicamente dependente químico, disse ainda que não estava sob efeito de substâncias ilegais "Não fiz uso de nenhuma droga ilícita - o que será comprovado pelo exame toxicológico que eu mesmo pedi para ser feito", disse.

Fábio agradeceu as manifestações de carinho e apoio dos fãs e pediu desculpas. "Não é fácil, mas reconhecer meus erros e procurar sempre aprender com eles é o que eu desejo", conclui.
Era um bom rapaz...
O famoso ator de novelas da Globo e do cinema, em 1991 dançou com todas as 35 jovens debutantes do Clube do Remo, no baile que o "mais querido" promoveu em sua sede social. (Foto: Ercio Bemerguy)

Alcino - Negão Motora, em livro

Alcino Negão Motora, a história do Gigante do Baenão
O meu amigo Jorge Serique, jornalista dos bons, lembra que no próximo dia 27, na sede do Clube do Remo (Avenida Nazaré - Belém), ocorrerá o lançamento do livro “Alcino Negão Motora, a história do Gigante do Baenão”, de autoria do jornalista Mauro Tavernard, contendo várias histórias sobre a vida do ex-jogador, que com gols e fatos, ficou marcado na história do Leão Azul. Vamos lá, azulinos!

sábado, 24 de junho de 2017

CASF: Madson explica situação de hospitais credenciados

Caro Ercio,
Como vem repercutindo em todos os espaços acessados pelos beneficiários da CASF, em especial nesse prestimoso “O MOCORONGO”, a crise que o sistema de saúde suplementar vem enfrentando desde 2015 e que, particularmente na CASF, culmina com as questões relacionadas ao atendimento dos beneficiários da CASF nos grandes hospitais conveniados, gostaria de destacar:

1. QUANTO ao HOSPITAL ADVENTISTA DE BELÉM, que, desde o último dia 13/06/17, suspendeu o atendimento aos nossos beneficiários, continuamos envidando esforços para reavê-lo. Nesse sentido, depois da última proposta que ontem apresentamos ao hospital, majorando de R$ 800.000,00 para R$1.000.000,00 o limite para os pagamentos mensais entre julho e dezembro/2017 (visando tanto a liquidação de pendencias financeiras correntes até dezembro/17, quanto as faturas que vierem a ser geradas entre julho e setembro/17), ontem, 23/06, o HAB contrapropôs o pagamento de R$ 1.500.000,00 em julho/17. Quanto a isso, oficiamos em nossa resposta que a nossa capacidade de pagar uma parcela de 1,5 mil somente será ocorrerá em novembro/2017, quando nossas receitas estarão recompostas e consolidadas pelo reajuste que somente poderemos aplicar em setembro próximo.

Assim, aguardamos para a próxima semana a manifestação final do HAB. Tão logo a tenhamos, informaremos aos nossos beneficiários através da nossa página eletrônica e nas mídias alternativas, sobretudo nesse prestimoso blog.

2. QUANTO ao HOSPITAL PORTO DIAS, gostaria de dizer, preliminarmente, que as exclusões de prestadores da nossa rede credenciada não dependem da vontade, acaso imperial, da diretoria da CASF. Decorrem apenas da responsabilidade que o dever de ofício lhe impõe, dentre elas a de não contratar tabelas de prestadores, majoradas em níveis que a capacidade contributiva do nosso grupo não mais possa suportar. Assim é que, há quase um ano, cancelamos o credenciamento do Hospital Porto Dias, porque não poderíamos suportar um aumento de 125,5% em procedimentos que incidiam sobre 53% dos itens demandados pelos nossos beneficiários;

3. QUANTO ao HOSPITAL SAÚDE DA CRIANÇA, o descredenciamento ocorreu ante o radicalismo do hospital em não excluir do rol de atendimentos, itens para os quais pretendia aumentos que ultrapassavam o extravagante índice de 1000% (conquanto item de baixa demanda, o hospital pretendeu utilizá-lo como ferramenta em sustentação ao exercício da "venda casada", proibida no CDC, para poder continuar nos atendendo nos itens cujo realinhamento de tabela continuariam situados em patamares coerentemente aceitáveis).

Além dos 2 descredenciamentos acima citados, nenhum outro se denotou consumado.

Finalmente, gostaria de me reportar quanto ao Hospital São Camilo, em Santarém, único hospital na cidade que atende urgência e emergência e que, diante da grave crise de sustentabilidade que vem enfrentando, descredenciou quase todos os seus conveniados, para recontratações sob as condições que lhes permita continuar funcionando. No caso, aguardamos somente que o hospital se disponha a assinar um

novo contrato onde, sensíveis aos interesses do hospital, sem perder de vista a nossa capacidade de pagamento, já apresentamos ao mesmo. Se nada prosperar até o dia 26 (segunda-feira) habilitaremos os nossos beneficiários para atendimento no citado hospital por meio da extensão do nosso convênio de reciprocidade com a CASSI.

RELAÇÃO DOS HOSPITAIS, que permanecem à disposição dos nossos beneficiários em Belém:
- Hospital Amazônia ( Tr. 9 de janeiro, 1267 – São Brás) - Beneficiente Portuguesa ( Av. Generalíssimo Deodoro, 868 – Nazaré) - Hospital Saúde da Mulher ( Tr. Humaitá, 1598 – Marco) - Clinica dos Acidentados ( Av. Nazaré, 1203 – Nazaré) - Hospital do Coração (Tr. Dom Pedro, 962 – Umarizal) - Hospital Guadalupe ( Rua Arcipreste Manoel Teodoro, 734 – Batista Campos) - Hospital Maternidade do Povo (Rua Ferreira Cantão, 483 – Campina) - Hospital Pró-Infantil (Tr. Mauriti, 2742 - antigo Mamaray, agora reformado e reaparelhado) - Hospital Rededntor (Av. Senador Lemos, 667 - Praça Brasil) e - Hospital Ordem Terceira (Rua Frei Gil, 59 – Campina)

Associados da CASF estão preocupados

Associados da CASF, atenção!
Ainda hoje, neste blog, postarei comunicado da direção da Casf, sobre a paralisação dos atendimentos aos seus assistidos, no Hospital Porto Dias.
Atualização às 14h50:
Hoje pela manhã falei com o Madison, presidente da Casf, e ele me confirmou que o Hospital Porto Dias suspendeu o atendimento médico/hospitalar aos associados da Casf, mas há possibilidade, ainda,  de voltar à normalidade o mais breve possível, desde que o referido Hospital aceite as condições propostas pela Casf para pagamento dos serviços que forem prestados. Madison prometeu enviar a este blog, um comunicado, expondo tudo detalhadamente sobre este caso, mas, até agora (14h53), nada recebemos.

Cabral convoca Dom Orani como testemunha na Lava Jato

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral apresentou ontem (22) o nome de cinco testemunhas de defesa que gostaria que fossem ouvidas pela Justiça no processo da Operação Fatura Exposta. Entre os nomes está o cardeal e arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta. Sobre o assunto, o Jornal do Brasil publicou o seguinte Editorial:
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, já envolvido em mais de dez denúncias - e com certeza se envolverá em outras -, recebeu do juiz Sérgio Moro uma pena reduzida pelo que fez. Admitindo-se que outros processos se somarão à pena mínima, poderemos chegar a uma pena justa de uns 300 anos de cadeia para um delinquente que que quebrou o estado do Rio, com mais de 20 milhões de cidadãos.

Destruiu a hierarquia de todos os segmentos que do governo do estado são dependentes, quando seus servidores constatam que não vão receber salário, suas vidas se tornarão verdadeiros tormentos por não poderem dar comida aos filhos, por terem suas luzes cortadas, pela saúde sem remédio, pelo corpo sem roupa e execuções que a toda hora batem em suas portas, crianças morrendo por falta de hospitais, estado falido, sem qualquer perspectiva de recuperação nos próximos 20 anos.

E esse delinquente ainda envolve um chefe de Igreja como testemunha de suas delinquências. Tenta comprometer a única instituição que não está envolvida em seus desmandos. Qual o depoimento que pode prestar a seu favor o Cardeal do Rio de Janeiro, a não ser lhe perdoar, se o ex-governador sentir arrependimento de seus pecados de roubar?

Não. Indicou o representante no Rio de Sua Santidade, o Papa, para politicamente mostrar que o que fazia levava benefício para o segmento mais pobre.

Ato de covardia. Devia chamar sim os chefes de seus restaurantes internacionais, os costureiros de suas grifes, os joalheiros de suas joias e seus comparsas de governo para mostrar à autoridade que jamais roubou sozinho. Que quando solicitava, era connoisseur da gastronomia e um dândi colecionador de joias raras e bonitas.

Hoje, com certeza, só a devolução do que roubou é pouco. O que merece esse senhor seria chamar Don Orani Tempesta, ou um outro sacerdote, para lhe dar a extrema-unção, se o país tivesse leis severas.

"Galeria de Amigos": JOÃO OTAVIANO MATOS

Eu e João
Médico competente, exímio cantor, cidadão íntegro, muito admirado e querido em Santarém, sua terra natal.

Divirtam-se!


sexta-feira, 23 de junho de 2017

O perfume cheiroso de São João

Se dá certo ou não, não nos cabe julgar. O fato é que o tradicional banho de cheiro de São João é um dos poucos costumes populares que ainda conseguem sobreviver à modernidade  e ao crescimento acelerado do Estado. Amanhã, 24, milhares de paraenses relembrarão o ato de São João Batista ao batizar Jesus no rio Jordão, se lavando com o banho cheiroso que promete felicidade, sorte, sucesso e até amor, para quem ainda não teve as graças atendidas por Santo Antônio.

O perfume cheiroso de São João (Foto: Alex Ribeiro)
Amanhã é dia de misturar ervas, cipós, raízes e tomar aquele banho de cheiro, que promete sorte, sucesso e até amor.
Pataqueira, priprioca, manjericão, trevo de São João, Chega-te-a-mim, Catinga de mulata... Quem passa pelo Ver-o-Peso é convidado pelo perfume do lugar a descobrir os mistérios guardados nas cerca de 80 barraquinhas tradicionais. As ervas, cipós, raízes e cascas exalam um cheiro forte cuja utilidade é logo explicada pelos vendedores que se esforçam para atrair os clientes.

Penduradas nas barraquinhas, expostas nos balcões, as garrafadas, de todos os tamanhos, oferecem soluções para quase todos os males e mazelas. 

Noruega anuncia corte de quase R$ 200 mi ao Fundo da Amazônia

Em plena viagem oficial do presidente Michel Temer (PMDB) para Oslo, o governo da Noruega anuncia o corte de pelo menos 50% no valor enviado para o Brasil em projetos de combate ao desmatamento. O anúncio foi feito ontem, 22, em uma reunião entre as autoridades de Oslo e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. "Mas eu posso garantir que todas as medidas para reduzir o desmatamento foram tomadas, e a esperança é de que ele diminua", afirmou o ministro brasileiro.

Sarney Filho ainda culpou o governo de Dilma Rousseff (PT) pelo desmatamento. "O ministro norueguês é bem informado e sabe que (o aumento do desmatamento) é fruto do governo passado e do corte de orçamento nos órgãos de fiscalização", disse.
 
Corte
No total, o Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia, metade do que recebeu no ano passado. O fundo tem como base um acordo de 2008 que diz que quando um desmatamento aumenta, o dinheiro é cortado. "Isso vai significar um corte de metade (da parcela)", disse o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidal Helgeser, depois de uma reunião marcada às pressas com Sarney Filho.

"Nossas contas estão baseadas nas taxas. O resultado do desmatamento é o que importa", disse o ministro escandinavo, que afirmou estar confiante de que o problema volte a ser combatido no Brasil depois de algumas promessas do governo.

Mesmo assim, ele insistiu que uma decisão sobre o futuro da Amazônia não depende dele. "As decisões sobre as florestas brasileiras dependem do Brasil, não da Noruega", disse. "Estou otimista de que ministro brasileiro está fazendo o que pode para ter orçamento e leis."

Helgeser admitiu que sabe que existe um "debate político" no Brasil sobre o futuro da preservação ambiental. "O Brasil mostrou ao mundo que pode ser feito e eu sempre usou como exemplo", insistiu o escandinavo, que fez questão de apontar que o dinheiro pode voltar em 2018 se o Brasil conseguir frear o desmatamento.
 
Desmatamento
O corte é baseado no avanço do desmatamento de 2016. Os valores, porém, serão confirmados nos próximos dois meses. De acordo com as autoridades norueguesas, esses números referentes ao dinheiro não devem sofrer grandes mudanças. Na parcela paga no final de 2016, Oslo admite que já havia realizado um corte - mas de apenas 10%.

No total, o desmatamento chegou a 6 mil quilômetros quadrados em 2015 e 8 mil km² em 2016.

Sarney Filho tentou minimizar o corte nos recursos. "Isso já estava previsto pelos acordos e é resultado dos últimos anos", afirmou.

Para o chefe da pasta no Brasil, o País já conseguiu recompor o orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e acredita que o controle vá voltar. "A curva que estava ascendente começou a reverter. Nossa expectativa é de que o desmatamento tenha caído", disse.
 
Recuo
Na segunda-feira, Temer havia vetado medidas provisórias do Congresso que permitiam reduzir áreas de preservação no Pará. Mas não apresentou alternativas. Nesta quinta-feira, Sarney Filho indicou que não há mais garantia de que vá apresentar um projeto de lei ainda nesta semana que substitua as Medidas Provisórias 756 e 758, barradas pelo governo.

Depois do veto de Temer, ele se reuniu com a bancada do Pará no Congresso e, em um vídeo, aparenta concordar com gesto positivo com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) de que as MPs seriam substituídas por um projeto de lei que iria no mesmo sentido de reduzir a área de proteção. Em Oslo, ele negou qualquer aprovação ao pedido do senador.

"Vamos esperar um parecer técnico. Mas isso não está pronto. O que há de concreto é que não há nada. O resto é especulação", completou, sendo retirado por assessores.

Segundo ele, o fato de se diminuir uma área de proteção não significa que esteja incentivando o aumento do desmatamento.
 
BNDES
Criado pelo governo brasileiro em 2008 e administrado pelo BNDES, o Fundo Amazônia já recebeu R$ 2,85 bilhões, de três doadores: o governo da Noruega (R$ 2,77 bilhões), o governo da Alemanha (R$ 60,69 milhões) e a Petrobrás (R$ 14,70 milhões). Em nota, o BNDES limitou-se a afirmar que "é possível que haja uma redução das doações no ano de 2017". Eis a íntegra do texto: "O Fundo Amazônia recebe doações voluntárias, pelo reconhecimento dos resultados atingidos com a redução do desmatamento. Apesar dos resultados expressivos obtidos pelo Brasil desde 2005, com o aumento da taxa do desmatamento do último ano é possível que haja uma redução das doações no ano de 2017, que se baseiem na taxa de desmatamento de 2016".

CNBB critica governo e defende mobilização contra reformas

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) repudiou nesta quinta-feira, 22, o processo e os resultados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai e Incra, encerrada em maio pelo Congresso. A entidade criticou ainda a falta de diálogo do governo e reforçou a necessidade de apoio a mobilizações sociais contra as principais reformas apresentadas pelo Palácio do Planalto. O órgão máximo da Igreja Católica no País considera que não houve participação suficiente dos envolvidos e não foram ouvidas as partes na CPI. Para a CNBB, os parlamentares entregaram um trabalho "parcial, unilateral e antidemocrático".

Em nota, a CNBB manifesta apoio ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que é alvo de diversas acusações do relatório apresentado pelo deputado ruralista Nilson Leitão (PSDB-MT), por conta de "infundadas e injustas acusações que recebeu".
"A CNBB repudia o relatório desta Comissão que indicia mais de uma centena de pessoas: lideranças indígenas, antropólogos, procuradores da República e aliados da causa indígena, entre eles, missionários do Cimi", declarou o órgão.
 
Para a Igreja Católica, o indiciamento de missionários do Cimi, que atua na defesa de povos indígenas há 45 anos, é uma "evidente tentativa de intimidar esta instituição tão importante para os indígenas, e de confundir a opinião pública sobre os direitos dos povos originários".

A carta é assinada pelo cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, dom Murilo Krieger, vice-presidente da CNBB, e dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB.

O relatório final da CPI aprovado no dia 17 de maio foi enviado pelas lideranças da bancada ruralista para o Ministério Público Federal, Polícia Federal e Tribunal de Contas da União, para que esses órgãos avaliem seus desdobramentos.

A CPI indiciou mais de uma centena de pessoas, mas não incluiu entre elas nenhum caso que envolvesse nomes de ruralistas. "O que nos é estranho é que não existe nenhum fazendeiros entre os indiciados", disse dom Leonardo Steiner.

Para a CNBB, "chama a atenção que o aumento da violência no campo coincida com o período de funcionamento da CPI da Funai e Incra". Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam que, no ano passado, foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo, um aumento de 22% sobre 2015. Só no primeiro semestre deste ano, 40 pessoas foram assassinadas no campo.

A Igreja também criticou as reformas propostas pelo governo. "As proposições da CPI se inserem no mesmo contexto de reformas propostas pelo governo, especialmente as trabalhista e previdenciária, privilegiando o capital em detrimento dos avanços sociais", afirma a CNBB. "Tais mudanças apontam para o caminho da exclusão social e do desrespeito aos direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores e trabalhadoras."

O cardeal Sergio da Rocha reforçou ainda o apoio da CNBB às mobilizações sociais. "Temos defendido sempre a importância da mobilização popular. Queremos defender esse direito. É importante a mobilização popular. A saída da crise não passa só pelo Congresso ou pelo governo, ela passa pelas ruas."

Segundo o cardeal Sergio da Rocha, é preocupante o fato de não se dar atenção a políticas públicas ligadas a questões sociais e aos povos indígenas. "Se percebe facilmente que falta maior atenção, maior investimento nessas políticas públicas", disse.

Dom Leonardo Steiner afirmou ainda que "há uma dificuldade crescente em lidar com o Ministério da Justiça", ao qual a Funai está vinculada. Steiner afirmou que sempre houve pressão e dificuldades em tratar de temas como a demarcação de terras e violência contra os povos indígenas, mas que essa dificuldade de diálogo cresceu.

O comando da CNBB chegou a receber o deputado Nilson Leitão para discutir as acusações antes que o relatório final fosse apresentado. Havia expectativa de que o parlamentar retornasse à CNBB para tratar de temas, o que não ocorreu.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ex-médico Roger Abdelmassih, 73, cumprirá pena em prisão domiciliar

O ex-médico Roger Abdelmassih, 73, condenado a 181 anos de prisão por abusar sexualmente de pacientes em sua clínica de reprodução, conquistou o direito de cumprir prisão domiciliar.

A decisão é da juíza Sueli Zeraik Armani, da 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté, no interior de SP. O médico cumpria pena em presídio em Tremembé desde o fim de 2014.

Há mais de um mês ele está internado no Hospital São Lucas, em Taubaté, para tratar de uma pneumonia. O médico foi internado diversas vezes desde que foi preso por causa de problemas no coração.

A doença foi justificada por sua defesa para pedir, desde o ano passado, o indulto humanitário, dado a detentos que não têm condições de serem tratados dentro da cadeia.

Uma das vítimas de Abdelmassih, Vanuzia Lopes Leite, disse estar muito triste com a decisão. "Estamos com medo, tememos pela nossa vida", disse Vanuza, que mora em Portugal. Ela lidera um grupo de mulheres que acusam o ex-médico de estupro e se mobilizam para evitar que ele seja solto.

Ela chegou a mandar uma carta para a juíza fazendo um apelo para que o indulto humanitário não fosse concedido em nome das vítimas. "Nós vítimas estamos verdadeiramente doentes. Temos laudo médico de síndrome do pânico, que pode ser agravada por essa decisão", afirmou.

Abdelmassih deve cumprir a prisão domiciliar em um apartamento de alto padrão de 272 metros quadrados no Jardim Paulistano, onde moram sua mulher, a procuradora Larissa Sacco Abdelmassih, e os dois filhos do casal. O apartamento é avaliado em mais de R$ 4 milhões.

O CASO
Abdelmassih ficou conhecido como "médico das estrelas" e chegou a ser considerado um dos principais especialistas em reprodução assistida do país, antes de ser acusado por dezenas de pacientes por abuso sexual.

O primeiro caso foi denunciado ao Ministério Público em abril de 2008, por uma ex-funcionária do ex-médico, como foi revelado pela Folha. Depois, outras pacientes, com idades entre 30 e 40 anos, disseram ter sido molestadas quando estavam na clínica.

As mulheres afirmam que foram surpreendidas por investidas do ex-médico quando estavam sozinhas –sem o marido e sem enfermeira presente –os casos teriam ocorrido durante a entrevista médica ou nos quartos particulares de recuperação. Três dizem ter sido molestadas após sedação.

Em 2010, o ex-médico foi condenado em primeira instância a 278 anos de prisão pela série de estupros de pacientes. A pena acabou reduzida para 181 anos em 2014 por causa da prescrição de alguns crimes.

Abdelmassih ficou foragido por três anos antes de ser preso e chegou a liderar a lista de procurados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Ele foi localizado em agosto de 2014, em Assunção, no Paraguai, de onde foi deportado.

O Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) iniciou um processo contra o médico em 2009, logo após as denúncias, e a cassação definitiva do registro profissional saiu em maio de 2011.