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sábado, 1 de agosto de 2015

Kakay: 'desistir de defesa por ameaça velada é insulto'

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 Kakay e Beatriz
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos maiores criminalistas do país, não poupou críticas às declarações de sua colega Beatriz Catta Preta, que renunciou a todos os casos em que defendia nas ações da Operação Lava Jato e anunciou sua desistência da advocacia por ter recebido ameaças veladas de membros da CPI da Petrobras.

"Os advogados resistiram a vida inteira à ditadura, a várias arbitrariedades. É um insulto advogado desistir da defesa por causa de ameaça velada. Essa mulher não advogava, ela fazia delação premiada", disse Kakay, que defende o senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). A declaração foi publicada no portal Glamurama.

Em entrevista ao Jornal Nacional na quinta-feira 30, Catta Preta, que foi responsável por nove delações premiadas na Lava Jato, explicou que deixou os casos por se sentir ameaçada e intimidada por integrantes da comissão. A advogada afirmou que não recebeu nem metade dos R$ 20 milhões em honorários, estimados pelos parlamentares.

Entre seus clientes estavam o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e os executivos da Toyo Setal, Augusto Mendonça e Júlio Camargo.

Na entrevista, a advogada disse que a "intimidação" a ela e a sua família começaram depois que o empresário da Toyo Setal, Júlio Camargo, denunciou, em delação premiada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de receber US$ 5 milhões em propina para viabilizar contratos com a Petrobras.

Segundo ela, Camargo não tinha citado Cunha nos primeiros depoimentos por medo e agora apresentou provas, como documentos, à Justiça.  (Brasil 247)

Enem 2015 terá 7,7 milhões de participantes

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 terá 7.746.057 participantes. O dado foi divulgado ontem, 31, pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que realiza o exame. O número de inscritos é 11,2% menor que o registrado no ano passado.

O número final de inscritos computa as inscrições confirmadas, após o pagamento da taxa de inscrição. Neste ano, a taxa aumentou para R$ 63.

Do total de inscritos, 26% são pagantes e o restante fará o exame com isenção. Apesar da queda geral no número de participantes, essa proporção entre pagantes e isentos continua a mesma que foi registrada em 2014. Concluintes de escola pública são isentos, além de candidatos que declaram ser de baixa renda.

Corregedoria do MP arquiva reclamação contra procurador do inquérito de Lula

A Corregedoria Nacional do Ministério Público arquivou uma reclamação criada a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apurar eventual desvio de conduta do procurador da República no Distrito Federal Valtan Furtado. A defesa do ex-presidente recorreu ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra decisão do procurador, de abrir uma investigação para apurar suposto tráfico de influência internacional envolvendo Lula.

O Instituto Lula questionava decisão da Procuradoria do Distrito Federal de abrir um procedimento de investigação formal para apurar se o ex-presidente Lula cometeu tráfico de influência internacional junto à construtora Odebrecht. É questionado o fato de um procedimento preliminar de investigação ter sido transformado em investigação formal antes do prazo final determinado para as respostas. Além disso, foi questionado o fato de a abertura ter sido feita pelo procurador Valtan e não pela procuradora que estava responsável pelo caso inicialmente, Mirella Araújo. A Procuradoria no Distrito Federal argumentou, contudo, que isso ocorreu porque Mirella estava em férias e alega que um procedimento preliminar pode ser transformado em investigação formal a qualquer momento.

Para o corregedor nacional do MP, Alessandro Tramujas Assad, Furtado apresentou explicações e, com isso, concluiu "pela inexistência de falta funcional". O corregedor entendeu que o procurador agiu dentro de suas atribuições funcionais e decidiu pelo arquivamento da reclamação. A defesa de Lula poderá recorrer da decisão ao Plenário do Conselho, que é presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Investigações. A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu no início de julho um procedimento investigatório criminal (PIC) para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a construtora Odebrecht. A suspeita é de que a empreiteira teria obtido vantagens com agentes públicos de outros países por meio de influência do petista, que deixou o Palácio do Planalto no fim de 2010. Reportagem do jornal O Globo revelou recentemente que o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar acompanhou Lula em uma viagem por Cuba, República Dominicana e Estados Unidos, em janeiro de 2013.

A empresa teria pagado as despesas do voo do ex-presidente, mesmo não sendo uma viagem de trabalho para a empreiteira. No documento do voo, está registrado como "passageiro principal: voo completamente sigiloso." A empreiteira é uma das investigadas na Operação Lava Jato.

FHC poupa Dilma na Lava Jato e diz que ela é 'honrada'

No lugar das críticas que tem feito às gestões petistas de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) baixou o tom em entrevista à revista alemã de economia Capital e disse que a atual presidente da República não está envolvida no escândalo de corrupção na Petrobrás, investigado pela operação Lava Jato. As informações sobre a entrevista foram divulgadas nesta sexta-feira, 31, pela agência de notícias alemã Deutsche Welle.

De acordo com a DW, FHC disse na entrevista, publicada em alemão na edição da revista de sábado, 1º, que Dilma não está envolvida nos desvios da estatal petrolífera, mas que o PT está. Ele lembrou que João Vaccari, ex-tesoureiro da sigla, foi detido na operação. "Eu a considero uma pessoa honrada, e não tenho nenhuma consideração por ódio na política, também não pelo ódio dentro do meu partido, ódio que se volta agora contra o PT", diz FHC, creditando a Lula a responsabilidade por todo o escândalo.

Apesar das críticas ao ex-presidente petista, Fernando Henrique ponderou, à publicação internacional, que, para ele seja preso, é preciso que haja algo "muito concreto" e que isso dividiria o País, já que ele é um líder popular. E disse que talvez Lula tenha que depor como testemunha, "o que já seria suficientemente desmoralizante".

"Não se deve quebrar esse símbolo (Lula), mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do País", disse o ex-presidente tucano na entrevista. FHC chegou até a elogiar o petista: "Ele certamente tem muitos méritos e uma história pessoal emocionante. Um trabalhador humilde que conseguiu ser presidente da sétima maior economia do mundo."

Junto com os elogios, o tucano fez questão de reiterar que Lula, que o sucedeu na Presidência da República, apenas levou adiante a sua política, ao citar que as pessoas viam o petista como uma espécie de Cristo. "Eles fizeram dele um Deus, mas ele apenas levou adiante a minha política."

O tom mais equilibrado de FHC se contrapõe às suas recentes declarações rechaçando uma possível aproximação com Lula. "O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo", declarou o tucano no último final de semana.

Em fevereiro deste ano, quando a presidente Dilma afirmou que, se os escândalos de corrupção na Petrobras tivessem sido investigados durante a gestão de FHC, alguns dos funcionários corruptos não estariam mais praticando atos ilícitos, o ex-presidente tucano rebateu a petista e sugeriu que ela fizesse um "exame de consciência".

"A Excelentíssima Presidente da República deveria ter mais cuidado. Em vez de tentar encobrir suas responsabilidades, jogando-as sobre mim, que nada tenho a ver com o caso, ela deveria fazer um exame de consciência. Poderia começar reconhecendo que foi no mínimo descuidada ao aprovar a compra da refinaria de Pasadena e aguardar com maior serenidade que se apurem as acusações que pesam sobre o seu governo e de seu antecessor", afirmou o tucano, em nota divulgada à imprensa. O ex-presidente se referiu à autorização da presidente pela compra de 50% da refinaria, no Texas (EUA), quando era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, em 2006.

Na época, FHC disse se sentia "forçado" a reagir, uma vez que "a própria presidente entrou na campanha de propaganda defensiva, aceitando a tática infamante da velha anedota do punguista que mete a mão no bolso da vítima, rouba e sai gritando ''pega ladrão!", escreveu o ex-presidente.  (Estadão)

Supremo autoriza Vaccari a ficar em silêncio em CPI

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto 
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, liberou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto de responder a questionamentos em depoimento na CPI da Petrobrás. O ex-tesoureiro foi convocado para sessão da CPI marcada para a próxima terça-feira, 4 de agosto. Na ocasião, parlamentares querem confrontar a versão de Augusto Ribeiro Mendonça, executivo da Toyo Setal, e do ex-diretor da Petrobrás Renato Duque.

Com a decisão do Supremo, Vaccari não precisa assinar um termo de compromisso, que o obrigaria a dizer a verdade, e poderá ainda ser assistido por advogado.

Parlamentares querem confrontar a versão apresentada por Mendonça, que firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, com Duque e Vaccari. Mendonça confessou ter participado do esquema de pagamento de propina na Petrobrás, em depoimento na CPI da estatal na Câmara, disse que a corrupção era "generalizada" apenas na diretoria de Serviços, comandada por Duque.

Mendonça disse ao MP ainda que parte da propina que pagou foi em forma de "doação" ao PT, por meio de Vaccari, que era à época tesoureiro do PT. Em sua versão, o executivo disse que as empreiteiras eram "vítimas" de ameaça e por isso participaram do esquema de corrupção.

Vaccari já havia sido beneficiado de decisão anterior tomada pelo STF, que o desobrigou a ter de dizer a verdade em julho, para quando estava prevista uma acareação com o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Reunião em Brasília serve mais a Dilma do que a governadores

Dilma Rousseff se reúne com governadores para discutir um "pacto de governabilidade", no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)
A reunião de Dilma Rousseff com 26 governadores nesta quinta-feira serviu exatamente para o que a presidente desejava: passar uma imagem de normalidade democrática, com direito a uma foto oficial ao lado dos representantes dos Estados. Como era previsível, entretanto, os chefes dos governos Estaduais saíram do Palácio da Alvorada sem nada concreto do Executivo federal.


Dos cinco governadores escalados para falar à imprensa após o encontro, três eram governistas e dois eram tucanos: Marconi Perillo, de Goiás, e Geraldo Alckmin, de São Paulo. Ambos tentaram caminhar sobre a corda e não posar de apoiadores do governo nem de adversários do Planalto, de quem dependem financeiramente para implementar projetos importantes em seus Estados. "Isso não foi tema da reunião e nem esta em discussão", limitou-se a dizer Alckmin a respeito do impeachment.

Coube a outro governador, fora da coletiva oficial, uma análise mais realista do evento. Pedro Taques (PDT), de Mato Grosso, foi indagado sobre o que havia saído do papel e respondeu de forma irônica: "Ainda não foi nem escrito, então não pode sair nada do papel". Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, também não parecia entusiasmado: "É o inicio de conversas e de uma forma de relação mais próxima".

O objetivo principal do governo com o encontro desta quinta-feira era construir a tese que o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, fez questão de enfatizar após o encontro: a de que os governadores defendem uma espécie de pacto de governabilidade em um momento de crise como o atual: "Temos que fazer um grande esforço (...) para encontrar caminhos, superarmos as dificuldades e, ao mesmo tempo, consolidarmos a democracia brasileira, as instituições, a governabilidade, a estabilidade política e econômica do país", disse ele.

Por trás do discurso, no entanto, há a clara preocupação do governo de sofrer novas derrotas no Congresso, comandado por um rebelde PMDB. O ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) chegou a citar uma lista de projetos que causam temor ao Planalto por aumentar os gastos dos cofres públicos, as chamadas "pautas bomba", e promete enviá-las com detalhes aos chefes do Executivo. "Na agenda do Congresso, precisamos buscar a cultura da responsabilidade fiscal. O país precisa de decisões responsáveis. Nós temos alguns projetos que impactam de forma muito comprometedora o equilíbrio das contas públicas", disse Mercadante.

Os governadores também fizeram apelos à presidente e seus ministros - todos sem uma resposta satisfatório. Entre eles está o pedido pela sanção do projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que permite que Estados e municípios usem parte dos depósitos judiciais e administrativos para custear determinados gastos, como precatórios judiciais e dívida pública. O retorno do Planalto, porém, foi apenas a promessa de uma reunião para discutir o tema. O Senado ameaça barrar a pauta do governo caso o projeto seja vetado. (Veja)

No site Brasil 247
Em um discurso de cerca de meia hora na abertura da reunião com os 27 governadores e ministros do governo, no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff disse na tarde de ontem, 30, que "o bom caminho é aquele da cooperação" e defendeu um "projeto de cooperação federativa".
"Conto com vocês. Quero dizer, do fundo do coração, que vocês podem contar comigo. Há muito que nós sabemos que o Brasil se passa nos estados e nos municípios. Se nós não tivermos um projeto de cooperação federativa, em que nos articulemos e façamos com que ela dê frutos e resultados, não estaremos trilhando o bom caminho. O bom caminho é aquele da cooperação", afirmou Dilma.

A presidente defendeu seu mandato e, citando o processo democrático em que foram eleitos, ela e os governadores, ressaltou que o cumprirá até o fim, em 2018, em um recado para as tentativas de tirá-la do poder antes disso.

"Temos um patrimônio em comum, expresso no fato de todos nós termos sidos eleitos num processo democrático bastante amplo no nosso país e todos nós temos esse dever em relação à democracia e ao voto democrático e popular. Nas últimas eleições, assumimos compromissos perante os eleitores, expressos nos nossos planos de governo de quatro anos, portanto, até 2018", declarou.

Dilma conclamou todos a participarem de uma série de iniciativas, como a reforma do ICMS, e destacou que a economia do Brasil tem condições de se recuperar.

"A economia brasileira é bem mais forte, sólida e bem mais resiliente do que era alguns anos atrás, quando enfrentou crises similares", lembrou. "Não nego as dificuldades, mas imagino que temos todas as condições de superar as dificuldades e enfrentar desafios. Queremos construir bases estruturais para um novo ciclo de desenvolvimento", acrescentou.

A presidente admitiu que alguns Estados estão passando por dificuldades semelhantes às do governo federal e sugeriu que enfrentem os problemas "juntos". "Nós sabemos que o povo está sofrendo, e que nenhum governante pode se acomodar", disse. Segundo ela, a reunião desta quinta-feira tem papel importante na condução dos destinos do País.

OBA!!!

... mas, beba com moderação e desfrute de um feliz fim de semana.
Outros tempos
“Não é porque o cara é bom de rádio, que vai ser bom vereador. Não é porque é bom de TV que ele vai ser bom prefeito. Eu sou uma porcaria como administrador. Eu não tenho consciência do que é administrar. Eu seria um péssimo político. Eu não teria capacidade nenhuma para ser político”. É trecho de entrevista de José Luiz Datena, em 2012, ao jornalista Mauricio Styver. Agora, está rolando na internet, depois de Datena confirmar que será candidato a prefeito de São Paulo pelo PP.
Nova manobra
O Planalto está com a luz vermelha de alerta máximo ligada com a publicação da pauta de votações da Câmara Federal, prevista para a semana que vem. Eduardo Cunha, presidente da Casa, colocará em plenário a análise das contas dos governos anteriores na seguinte ordem: 1992 (governo Collor), 2006 (governo Lula), 2002 (governo Fernando Henrique Cardoso) e 2008 (governo Lula). Não obedecendo ordem cronológica abre espaço para a votação imediata das contas do governo Dilma de 2014, assim que analisadas pelo TCU. Espera-se que o tribunal reprove as pedaladas fiscais até o final de agosto, mesmo com bloco de ministros dispostos a recuar.
Olho em Belo Monte
Com os desdobramentos da Lava Jato que passou a investigar o setor elétrico, núcleo do governo está mais do que preocupado se, depois das ações da Eletronuclear em Angra 3, a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, entre no foco da Polícia Federal e do Ministério Público. Algumas figuras palacianas temem que qualquer investida lá poderá fazer a obra sofrer mais atrasos. Há os que garantam, contudo, que os temores não se referem apenas a atrasos.
Almanaque
Para quem tem memória curta: na Itália, a Operação Mãos Limpas durou mais de dois anos e resultou em 2.993 mandatos de prisão e 6.059 pessoas sob investigação, sendo 872 empresários e 438 parlamentares. Se a Lava Jato vai no mesmo caminho, não se chegou nem à sua metade. Detalhe: os juízes que comandavam a Mãos Limpas, Giovanni Falcone e Paolo Borselino morreram em duas explosões em 1992.
Dedo na ferida
Ao falar, nesses dias, no Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura, no Anhembi, em São Paulo, Delfim Netto, do alto de seus 87 anos, botou o dedo na ferida. Disse que a crise fiscal, econômica e política decorre da decisão do governo de gastar o que fosse preciso para reeleger Dilma. Ou seja, o governo petista decidiu quebrar o país para se manter no poder.
Mais no Rio
Brasília é considerada a cidade dos servidores públicos, o que não é verdade, pelo menos no que se refere ao governo federal. Apesar das funções administrativas terem sido transferidas para a Capital Federal há 55 anos, o Rio ainda ganha a batalha do funcionalismo publico do Executivo. Segundo Boletim Estatístico do Pessoal, 102,6 mil servidores federais estão lotados no Rio contra 70,3 mil pessoas em Brasília. Na Capital, a Presidência é que lidera a lista com mais funcionários: ao todo, 9.242 servidores.
Beijos e amassos
Depois de levar Anitta para uma festa em sua mansão no Guarujá, na semana passada, o jogador Neymar foi fotografado, em Ibiza, aos beijos e amassos com a atriz Thaila Ayala, que não teve nenhum relacionamento maior desde que se separou de Paulo Vilhena. Thaila, aliás, está avisando que “não rolou nada, não”.
Nova pressão
A Globo voltou a negociar com Jô Soares: quer que seu programa seja exibido apenas duas vezes por semana ou todos os dias na GloboNews ou mesmo no Multishow. Jô está quase capitulando. Por outro lado, a mesma Globo quer levar Marília Gabriela, que está na GNT, para o lugar do entrevistador.

Novo corte no orçamento tira R$ 4,6 bilhões do PAC

As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão as principais atingidas pelo novo corte no Orçamento da União anunciado na semana passada. O governo publicou ontem, 30, no Diário Oficial da União um decreto detalhando o tamanho da tesourada em cada ministério. Cidades, que abriga, entre outras despesas, obras do PAC e do Minha Casa Minha Vida, foi o mais afetado. Saúde e Educação vieram na sequência. Mesmo com uma forte crise política, as emendas de parlamentares também não foram poupadas.

Na semana passada, a equipe econômica anunciou que estava fazendo um novo contingenciamento de R$ 8,6 bilhões para ajustar o baixo crescimento das receitas com o aumento das despesas. Foi o segundo anunciado esse ano para tentar garantir que as contas públicas fechem no azul. O primeiro corte foi de R$ 69,9 bilhões, quando a ideia ainda era fazer um superávit primário em 2015 equivalente a 1,1% do PIB.

Com a arrecadação em queda e dificuldades em aprovar as medidas de contenção de despesas no Congresso, o governo ampliou na semana passada a tesourada em R$ 8,6 bilhões, dois quais R$ 8,47 bilhões na contas do Executivo. Além disso, reduziu a meta fiscal para 0,15% do PIB esse ano, o que levou a agência de rating Standard & Poor´s colocar a nota do Brasil em perspectiva negativa, indicando que o Brasil pode perder o grau de investimento e sair da lista de bons pagadores.

Segundo os dados divulgados pelo ministério do Planejamento, foram contingenciados R$ 4,66 bilhões do PAC, o que corresponde a 55% do total do Executivo. Isso mostra a dificuldade que o governo está tendo para executar os investimentos. Os gastos do PAC estão espalhados em vários ministérios, mas principalmente em Cidades, que sofreu uma redução de R$ 1,32 bilhão.

Governo não faz poupança e tem déficit no semestre pela primeira vez
A queda na arrecadação de tributos federais e o aumento nas despesas levaram a um forte déficit primário nas contas do governo central em junho e a um resultado deficitário no primeiro semestre, o primeiro da história. No mês passado, as contas do Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, foram negativas em R$ 8,205 bilhões, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1997.

Com isso, o resultado primário do primeiro semestre foi deficitário em R$ 1,597 bilhão. No mesmo período do ano passado, o resultado primário acumulava superávit de R$ 17,355 bilhões. É a primeiro déficit registrado no primeiro semestre na série histórica. Em 12 meses, o Governo Central acumula déficit de R$ 38,6 bilhões - o equivalente a - 0,68% do PIB.
 
O resultado das receitas de junho representam uma queda real de 3,4% em relação a junho de 2014. Já as despesas tiveram aumento real de 2,1%. No primeiro semestre, as receitas do governo central recuaram 3,5 % e as despesas aumentaram 0,5%.

‘Sou ameaçada insistentemente’, afirma Beatriz Catta Preta

cattapreta
A advogada criminalista Beatriz Catta Preta afirmou à reportagem do Estado que renunciou à defesa dos delatores da Operação Lava Jato porque “teme sofrer algum tipo de violência”. “Sou ameaçada de forma velada, insistentemente, por pessoas que se utilizam da mídia para tanto, bem como pelas declarações de políticos membros da CPI”, afirma Beatriz Catta Preta. Ela decidiu encerrar sua carreira.

O que a levou a sair de cena em meio ao maior escândalo de corrupção do País é que, em sua avaliação, é que o caso “tornou-se um jogo político”, atingindo a ela e a seus familiares. ”Minha atuação profissional sempre foi jurídica e, ao deixar de ser tratada assim, decidi encerrar minha carreira”, afirma.

Nas últimas semanas, Catta Preta vinha sofrendo forte pressão da CPI da Petrobrás. Aliados do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), queriam sua convocação para revelar a fonte de seus honorários. De imediato, a advocacia em todo o País reagiu, saiu em defesa das prerrogativas da classe e em defesa de Catta Preta.

A entidade máxima da advocacia, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tomou para si o comando da reação por Catta Preta. Foi ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira, 29, com pedido de liminar em habeas corpus preventivo e obteve decisão do ministro Ricardo Lewandowski, presidente da Corte, que a desobrigou de prestar ‘quaisquer esclarecimentos’ à CPI.

Catta Preta é o artífice da Lava Jato. Pelo menos quatro delatores que defendeu e orientou abriram a fase mais explosiva da investigação porque revelaram a ação do cartel das empreiteiras, a corrupção em diretorias estratégicas da estatal e o envolvimento de deputados, senadores e governadores.

O primeiro delator foi o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Depois, o empresário Augusto Mendonça, o ex-gerente de Engenharia da estatal, Pedro Barusco, e o lobista Julio Camargo – este agitou o mundo político há duas semanas, quando declarou à Justiça Federal no Paraná, base da Lava Jato, que foi pressionado, em 2011, por Eduardo Cunha por uma suposta propina de US$ 5 milhões.

O relato de Julio Camargo irritou o presidente da Câmara que foi ao STF. Ele pediu que a Corte tire das mãos do juiz federal Sérgio Moro – condutor das ações penais da Lava Jato – o processo em que o delator o citou.

Nessa entrevista, Beatriz Catta Preta não cita nomes de integrantes da CPI, nem acusa Eduardo Cunha de ameaça-la. Mas se mostra preocupada e intimidada por “declarações de políticos membros da CPI”.

Confira a entrevista completa:

ESTADO – Por que a sra. renunciou à defesa dos colaboradores da Lava Jato?

BEATRIZ CATTA PRETA: Renunciei porque a situação deixou de ser jurídica. Tornou-se um jogo político, atingido a mim e meus familiares. Não quero, nem nunca quis, participar desse jogo. Minha atuação profissional sempre foi jurídica e, ao deixar de ser tratada assim, decidi encerrar minha carreira. Conta em minha decisão, também, evitar que meus antigos clientes fossem alvo de exposição indevida, ainda maior do que aquela já sofrida por eles, por conta de toda essa irresponsável especulação em torno de minha atuação como advogada.

ESTADO – Como ficam os colaboradores sem sua orientação?

Suas defesas estão bem encaminhadas e serão levadas a cabo por profissionais competentes, com toda certeza.

ESTADO - A sra foi ameaçada por algum político? Sente-se pressionada?

Sou ameaçada de forma velada, insistentemente, por pessoas que se utilizam da mídia para tanto, bem como pelas declarações de políticos membros da CPI.

ESTADO - Teme sofrer algum tipo de violência?

Sem dúvida. Ou o Sr. já ouviu falar, em meio a um escândalo de corrupção desta proporção, em uma advogada de defesa se tornar o alvo dos ataques políticos e jornalísticos? É uma inversão de valores e papéis gravíssima!

ESTADO - Sua renúncia pode comprometer as próximas etapas das colaborações?

De forma alguma.

ESTADO - No início, seu trabalho na Lava Jato foi criticado por seus colegas de profissão que atacaram a delação premiada. Depois, alguns criminalistas prestigiados aderiram à colaboração. A sra ficou magoada?

Pelo contrario. Sinto-me honrada de ter desbravado uma área de atuação na qual ninguém queria atuar e, depois, ver que os profissionais que antes me criticavam, ao ver os resultados do meu trabalho, passaram a atuar na plena defesa de seus clientes, deixando de abandoná-los quando sua escolha é a delação premiada.

ESTADO - A CPI convocou a sra. para questiona-la sobre os honorários advocatícios que recebeu na Lava Jato. A sra vai revelar essa informação? Por quê?

Absolutamente não. Trata-se de informação protegida pelo sigilo profissional. Meus honorários foram recebidos de forma legal, os impostos devidamente recolhidos, tudo declarado à Receita Federal do Brasil, e muito longe do valor surreal lançado na mídia. Se algum político desejava saber como ou quanto me fora pago algum valor por qualquer cliente, deveria ter perguntado aos mesmos, nas ocasiões em que estiveram na CPI, respondendo a todas as perguntas que lhe foram formuladas.

ESTADO - Vai se mudar para Miami?

O irresponsável que plantou tamanhas mentiras na mídia não tem idéia do que está dizendo. Inventou uma história nababesca e alguns jornalistas compraram, publicando-a sem checar a veracidade das informações. Foram usados para fins de mudar o foco do escândalo, quiçá de pessoa determinada. Estava de férias com minha família. Apenas isso. Viajei em junho, antes mesmo do pedido de convocação de minha pessoa ser apresentado na CPI. Repito: minha vida é pautada na mais absoluta legalidade e moralidade. Minha família nada deve a ninguém ou à Justiça.

ESTADO - Vai abrir escritório nos EUA?

Não vou abrir escritório nos Estados Unidos. Tenho uma empresa aberta naquele País e só. Não funciona e nunca funcionou. Foi aberta como um plano futuro, sem data preestabelecida, sendo certo que não fazia parte do plano a mudança de País.

ESTADO - Em entrevista ao ‘Estado’, em fevereiro, a sra disse que ‘delator não é traidor’. Mantém sua avaliação sobre o papel do colaborador?

Reitero tudo o que disse anteriormente.

ESTADO - O esquema de corrupção na Petrobrás, desmascarado pela Lava Jato, surpreendeu a sra? Em seus quase 20 anos de carreira trabalhou em alguma causa parecida?

O esquema de corrupção descoberto na Operação denominada Lava Jato, com a ajuda determinante dos réus colaboradores é único e surpreendeu a todo o País, dos mais ricos aos mais pobres. A causa mais próxima em que trabalhei, visando o combate à corrupção, foi o Mensalão, na qual obtive pleno êxito com o perdão judicial do único colaborador do esquema. Finalmente é importante deixar registrada a excelência do trabalho realizado pela Força-Tarefa da procuradoria da República em Curitiba e do Juiz Sérgio Moro.   (Estadão)
Leia também> Advogada de delatores da "lava jato" não precisa depor em CPI

Clonando Pensamento

Do jornalista Francisco Sidou, sobre a postagem Mais uma porrada da Dilma nos aposentados:

"Engraçado: só se calcula o impacto nas contas públicas dos benefícios de aposentados e pensionistas, na ordem de R$ 9 bilhões, mas deveriam também calcular o impacto da roubalheira de dinheiro público desviado da Petrobras, dos Fundos de \Pensão das estatais, das obras do PAC superfaturadas. Quanto seria o impacto da corrupção nas contas públicas fechadas com "pedaladas fiscais" para enganar os órgãos de Fiscalização ? Quanto o governo gasta , anualmente, com 39 ministérios, com 25 mil cargos comissionados, preenchidos sem concurso público, com os cartões corporativos protegidos pelo sigilo em nome da "segurança nacional", com as mordomias de parlamentares e juízes ? Não, esses cálculos não podem ser feitos nem divulgados.Podem afetar a segurança nacional.... Já os aposentados, esses não vão ter condições de causar problemas, pois já estão velhos e depauperados - deve ser a lógica perversa de Dilma e seus "delfins" e "levys" ..."

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A caminho da cadeira elétrica

No site O Antagonista
O Estadão informa que a ex-ministra do STF Ellen Gracie fará parte da a comissão que acompanhará as investigações do escritório Hogan Lovells sobre as lambanças em obras da Eletrobras. Elle Gracie também já participa de uma uma comissão semelhante na Petrobras.

Mas a notícia quente está no segundo parágrafo da reportagem: ao que tudo indica, a auditoria KPMG, que fiscaliza as contas da Eletrobras, quer afastar o diretor de geração da empresa, Valter Luiz Cardeal de Souza, e o diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, Adhemar Palocci.

Ontem, Adhemar Palocci, irmão de Antonio Palocci, muito atuante na área financeira de campanhas eleitorais petistas, fez uma visita sorrateira ao Palácio do Planalto. Valter Luiz Cardeal de Souza, por sua vez, é "o homem da Dilma", aquele que pediu dinheiro a Ricardo Pessoa, para a campanha da sua patroa.

O PT está a caminho da cadeira elétrica.

No blog do GIBA UM

Puro dilmês
Nesses dias, a presidente Dilma Rousseff soltou outra preciosidade no mais puro dilmês que, certamente, ganhará lugar de honra nas coleções que muita gente faz de suas frases desprovidas de lógica elementar. E sapecou: “E nós não vamos colocar uma meta, nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós vamos dobrar a meta”. Como a meta não existe, o dobro dela equivale a nada.
Acervo de Cazuza
Lucinha Araujo conseguiu aprovar, no Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, a captação de R$ 660,8 mil para fazer a organização do acervo pessoal de Cazuza (vida e carreira), conversão para mídia digital desses documentos e a criação de um banco de dados. Tudo será disponibilizado através do site, inclusive a discografia do cantor.
Mais que panelaço
No programa do PT de dia 6 de agosto, com direção de João Santana, mais participação de Dilma e Lula, o risco maior é se eles errarem a mão. Além do panelaço que vem sendo combinado nas redes sociais, poderá dar maior combustível à manifestação de dia 16, provocando maior reação popular. O PT ensaia um discurso nacionalista contra a Lava Jato, supostamente na defesa da Petrobras e da engenharia nacional, que será acoplado à narrativa de que o juiz Sérgio Moro violaria direitos e garantias individuais. O que até agora não colou, inclusive com bençãos de côrtes superiores.
Três é demais
No espetáculo Passando Batom, em cartaz ao Rio, o veterano travesti Jane Di Castro, faz uma piada envolvendo Ronaldo Fenômeno. Conta que nasceu em Oswaldo Cruz e morou em Bento Ribeiro, no subúrbio do Rio, “terra do Ronaldo que até hoje não sabe diferenciar quem é homem e mulher”. E não para por aí: “Imaginem vocês: eram três travestis que foram com ele para o motel. Confundir uma tudo bem, mas três é demais”. O público gargalha.

Mais uma porrada da Dilma nos aposentados

: <p>A presidenta Dilma Rousseff coordena encontro de trabalho sobre Pronatec Jovem Aprendiz na micro e pequena empresa (Jos� Cruz/Ag�ncia Brasil)</p> 
A presidenta Dilma Rouseeff vetou a extensão da política de reajuste do salário mínimo a todos os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A correção do mínimo é calculada pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores mais a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Com o veto, os benefícios do INSS acima de um salário mínimo continuarão sendo reajustados pela da variação do INPC.

A proposta fazia parte da Medida Provisória 672, que prorroga até 2019 o atual cálculo de reajuste do salário-mínimo, aprovada pelo Senado em junho. Dilma sancionou o texto parcialmente, com veto apenas à extensão do cálculo a todos os benefícios do INSS. O veto foi publicado hoje (30) no Diário Oficial da União. O texto voltará ao Congresso Nacional, que pode derrubar a decisão da presidenta.

Na justificativa do veto, Dilma argumentou que a vinculação de todos os benefícios do INSS ao salário-mínimo é inconstitucional.

“Ao realizar vinculação entre os reajustes da política de valorização do salário-mínimo e dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS, as medidas violariam o disposto no art. 7º, inciso IV, da Constituição”.

Além disso, segundo Dilma, o veto não fere a garantia constitucional de que os benefícios não sejam inferiores a um salário-mínimo.

De acordo com o Ministério da Previdência, a extensão das regras do mínimo para todos os aposentados e pensionistas teria impacto de R$ 9 bilhões nas contas da Previdência em 2015. 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Em Santarém, saliência com Nicole

Na coluna de Ancelmo Gois - jornal O Liberal
Nini, quer dizer, Nicole Kidman, não sabe, mas virou garota-propaganda do Motel Segredo, em Santarém (Pa). Uma imagem da toda-toda no filme "Mulheres Perfeitas" ilustra um outdoor do reduto de saliência na avenida que liga a cidade ao aeroporto. Deixa Nini saber disso!
Foto: Arquivo deste blog

Almirante preso na Lava Jato é referência na área nuclear

STM: se condenado, Othon Pinheiro pode perder patente e ir para penitenciária
A prisão temporária do presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, surpreendeu a comunidade científica - o vice-almirante da reserva da Marinha é reconhecido como um dos mais importantes especialistas do mundo no domínio do complexo ciclo do combustível nuclear -, no caso do Brasil, o urânio enriquecido.

Engenheiro naval pela Escola Politécnica de São Paulo, formado em 1966, com especialização em engenharia nuclear no Massachusetts Institute of Technology (MIT), Pinheiro da Silva é considerado referência internacional na pesquisa sobre o controle da tecnologia do ciclo completo do combustível nuclear.

É autor do projeto de criação das ultracentrífugas usadas no programa de enriquecimento do urânio utilizado para geração de energia e na futura propulsão nuclear de submarinos. É também o responsável pela consolidação do Centro Aramar, em Iperó (SP), onde é desenvolvida a pesquisa atômica nacional. Em 1994, recebeu do então presidente, Itamar Franco, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, por suas colaborações à ciência.

Programa nuclear. Aos 75 anos, Pinheiro da Silva é considerado o "pai" do programa nuclear brasileiro. Durante dez anos de ação sigilosa, esteve à frente do extinto Programa Nuclear Paralelo - desenvolvido pela Marinha, com apoio do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear -, cujo objetivo era tornar o Brasil potência nuclear. Neste período, foi o operador das contas Delta - contas secretas usadas para a compra, no exterior, de componentes nucleares destinados ao projeto brasileiro.

O programa ganhou impulso durante o governo do presidente militar João Figueiredo.

O empreendimento, que deixou de ser secreto em 1987 e foi oficializado pelo ex-presidente José Sarney, resultou no domínio do ciclo de produção do combustível nuclear, o urânio U235 enriquecido pelo processo de ultracentrifugação, e no desenvolvimento do sistema propulsor do submarino nuclear brasileiro em desenvolvimento no novo estaleiro da Marinha em Itaguaí, no Rio.

Em 1990, uma CPI foi instalada para investigar o programa nuclear paralelo. Na ocasião, foram revelados detalhes das operações financeiras clandestinas que sustentaram a iniciativa e sobre o comércio não autorizado de material nuclear. Quatro anos depois, Pinheiro da Silva deixou a coordenação do programa.Em outubro de 2005 (governo Lula), foi convidado para dirigir a Eletronuclear. Em abril deste ano, licenciou-se do cargo após a divulgação de denúncias envolvendo contratos firmados com fornecedores privados da construção da usina de Angra 3.

PT guloso

No site ´O Antagonista`
Ontem, como você sabe, ocorreu a primeira etapa do Eletrolão. Para se ter uma ideia do tamanho do roubo praticado pelo petismo na área de energia elétrica, basta citar um dado: o juiz Sergio Moro decretou o bloqueio de 60 milhões de reais das contas dos dois elementos que foram presos pela PF, Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, e Flávio David Barra, executivo da Andrade Gutierrez. Só esses dois. 60 milhões de reais.

Dilma lança site para ouvir população sobre ações do governo

Ichiro Guerra/PR: <p>Brasília - DF, 28/07/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante Lançamento do Dialoga Brasil. Foto: Ichiro Guerra/PR</p> 
Vivenciando um momento político difícil, o governo da presidente Dilma Rousseff lançou ontem,  28, em Brasília, um novo canal de comunicação com a população na internet, que tem o objetivo de ampliar a participação da sociedade na elaboração de programas do governo.

Em seu discurso, Dilma defendeu que a população possa fazer sugestões, críticas e comentários sobre os programas. A iniciativa, de acordo com ela, é "uma das maiores e melhores formas democráticas de falar com a sociedade".

"O primeiro compromisso de um governo é escutar, ouvir, receber sugestões, aceitar comentários e críticas. É muito difícil governar um país da dimensão do Brasil sem ouvir as pessoas", afirmou a presidente, ao lado de cinco ministros, que também discursaram sobre suas áreas.

"É muito difícil governar um país do tamanho do Brasil sem perceber que as grandes iniciativas que tivemos até agora, elas quase todas vieram através de momentos de participação popular, de diálogos, de críticas, de comentários sobre a situação do país", acrescentou Dilma.
No lançamento, Dilma e os ministros ouviram propostas de representantes da população, em áreas como segurança pública, educação e emprego. De acordo com a descrição da página do Dialoga Brasil no Facebook, a ação vai apresentar 14 temas e 80 programas prioritários do governo "para que a população proponha melhorias nas políticas públicas e na vida dos brasileiros".
O site (dialoga.gov.br) foi criado para estimular a participação digital nas atividades governamentais. Uma das novidades é que a população poderá conversar com os ministros via bate-papo online, pelo site da plataforma.

O primeiro a conversar com a sociedade será o ministro da Saúde, Arthur Chioro, no dia 6 de agosto. "O Dialoga Brasil cai como uma luva, um estímulo a todos os brasileiros que não puderam participar das conferências de saúde e que não estarão em Brasília [para a conferência nacional] possam ajudar a definir os rumos para a saúde nos próximos quatro anos", disse Chioro.

No dia 13, será a vez da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, estará online no dia 20, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no dia 27. Todo bate-papo virtual com ministros terá início às 11h.

Por enquanto, apenas as áreas de saúde, educação, segurança pública e redução da pobreza estarão disponíveis à participação pública. Os próximos temas que entrarão no ar são cultura, meio ambiente, esporte e cidades.

Datena disputará prefeitura de SP

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O apresentador da Band, José Luiz Datena, decidiu disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016. Depois de conversas mantidas com PSB e PSDB, o jornalista participou ontem (28) de uma reunião com o deputado Guilherme Mussi, quando ficou decidido o lançamento da sua candidatura pelo PP. A informação é do jornalista Flávio Ricco.

Datena afirma que vai compor a chapa com o deputado estadual e delegado Antonio Assunção de Olim, como seu vice, segundo ele, "duas personalidades identificadas pela sociedade brasileira com a segurança pública". Consultado, Datena afirma ainda que, mesmo se for procurado, não haverá espaço para coligações com outros partidos. Sobre a responsabilidade de governar a cidade, assegura que poucos conhecem tão bem os problemas de São Paulo como ele. (Brasil 247)

Datena quer renunciar àquilo que faz direito para abraçar o vexame. Ainda dá tempo de desistir, rapaz!
Por Reinaldo Azevedo - Veja
José Luiz Datena, do “Brasil Urgente”, da Band, é um apresentador de talento. Comporta-se diante das câmeras com grande desenvoltura. Faz um programa de apelo popular, tentando emprestar certo sotaque de cidadania ao mundo-canismo. Não fossem as misérias humanas, sei lá o que levaria ao ar. Mas pretendo evitar o moralismo supostamente chique. Jornalistas investigativos de política e mesmo os analistas, como sou, também abordam, em certa medida, o mundo-cão, não é mesmo? Ou o petrolão é outra coisa?

Claro! O estilo, mais do que a informação, faz toda a diferença no tipo de trabalho de Datena. O país parece sempre à beira do abismo. Não há bondade no mundo. Um ser perverso está sempre a tramar contra o bem nas trevas. Apresentadores de programas policiais costumam ter soluções simples e geralmente erradas para problemas difíceis. Seus grandes clientes são a indignação, a insegurança e o medo.

Datena poderia continuar na televisão, onde deve ter audiência satisfatória para o horário e salário rechonchudo. Mas resolveu cometer o erro estúpido de se meter na política, onde não corre o menor risco de dar certo — ainda que venha a ser bem-sucedido no esforço de se tornar prefeito de São Paulo.

O homem decidiu se filiar ao PP, que lhe ofereceu a legenda. Assim, o moralista e sempre duro Datena pretende consertar os desmandos e disfunções da cidade na condição de aliado de… Paulo Maluf, que tem, sem dúvida, uma tradição e uma reputação na capital paulista.

Como não gosta, certamente, de coisas erradas, ele já entra na política por cima. Não tem militância partidária, não atuou até agora em nenhuma instância da vida pública que não a comunicação, mas já começa pelo topo, como candidato a gestor da maior cidade do país. Na política conforme a entende Datena, há disputa pelo passe — mais ou menos como se emissoras estivessem à cata de um talento.

Conversou com esse, com aquele, com aquele outro, mas se decidiu pelo PP malufista. No seu estilo de sempre, disse que só fez essa escolha porque o partido lhe apresentou uma proposta “direta, honesta e reta”. O que isso quer dizer? Não tenho a menor ideia. Segundo ele, no PP, não se sentiu “usado”. É verdade, não é mesmo? Por que um partido quereria usar um apresentador popular de TV para disputar a Prefeitura de São Paulo? Tenham paciência!

Ainda não estão claros os caminhos da disputa na cidade. Mas, em tese ao menos, o deputado federal Celso Russomanno (PRB), apresentador da Record, também disputará a cadeira de prefeito. Talvez seja o caso agora de a gente esperar os nomes das demais emissoras. Quem sabe apareça alguém da TV a cabo para acusar os outros de apelo popularesco, disputando o voto dos universitários…

Não que a política brasileira, entregue a profissionais, ande grande coisa. Todos sabemos que não. Estamos mais para o lixo do que o luxo moral. Mas é evidente que iniciativas dessa natureza só acrescentam certo caráter de chanchada ao que já não vai bem. Gente como Datena vende ao distinto público a ideia de que um prefeito pode, vamos dizer, ser tão olímpico como ele próprio é em seu programa — embora, claro!, saiba que tem restrições que não são do conhecimento dos telespectadores.

“Ah, esse fala mesmo! Ele não tem papas na língua”. Lamento! Não é apanágio de um bom homem púbico. Eu também não tenho. Aqui, na Folha ou na Jovem Pan. Por isso mesmo, meu lugar não é a política. O político capaz tem de lidar mais com a ética da responsabilidade — a teia de compromissos que necessariamente assume; e é bom que os assuma — do que com a da convicção, própria dos cidadãos.

Não ignoro que eu próprio tenho a fala fácil e atraio e atenção de muita gente pela dureza, clareza ou, vá lá, certeza dos meus erros. Cada um julgue como quiser. Mas isso não me prepara para a vida pública, para a política. E o mesmo vale para Datena. Ele deveria se poupar, e poupar a política, desse vexame.

Datena, ouça um bom conselho, eu lhe dou de graça: continue a ser um apresentador de talento em vez de se entregar à má política.

Após fim de casamento, Julia Lemmertz já tem um novo amor

Além do Tempo
Parece que a fila andou para Julia Lemmertz… A atriz, recém-separada de Alexandre Borges após 22 anos de casamento, já tem um novo amor para chamar de seu. Glamurama descobriu que ele é advogado, mas o casal está mantendo total discrição.

Julia está no ar como a ex-plebeia Dorotéia, na trama global “Além do Tempo”, como mãe da personagem de Paolla Oliveira, Melissa.