Manifestação popular e bate-boca entre vereadores marcaram o início da votação do projeto de privatização do serviço de abastecimento de água em Belém, ontem de manhã, na Câmara Municipal. O projeto, do Executivo, foi enviado à Câmara em junho deste ano e propõe a municipalização total do saneamento e abastecimento de água na capital, que hoje é feito majoritariamente pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), de administração do Estado, e permite à Prefeitura a privatização dos serviços.Mais de 100 pessoas, contrárias e favoráveis ao projeto, ocuparam as galerias da Câmara para acompanhar a discussão. Houve tumulto e a sessão chegou a ser interrompida por cinco minutos até ser, finalmente, suspensa pelo presidente Walter Arbage. Nas galerias da CMB, os manifestantes tumultuaram a sessão. E para a oposição, o ato se tratou de uma atitude premeditada da prefeitura, já que as mesmas pessoas presentes na sessão e que exibiam faixas, teriam comandado o tumulto durante a CPI da Saúde, derrubada pela bancada governista, com o objetivo de atrapalhar o primeiro dia de votação do projeto do Executivo municipal, que tem, pelo menos, 50 emendas a serem votadas, o que deve levar cerca de duas semanas para ser definido.
Como fizeram ontem, os funcionários da Cosanpa estarão presentes logo mais na Câmara, paralisando suas atividades na empresa por solicitação do Sindicato dos Urbanitários. (Fonte: Amazônia)
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