A cada mês, 16 mil consumidores residenciais da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) deixam de receber a conta de água em casa. Os problemas na entrega da fatura, que também podem ser de atraso no recebimento, atingem entre 8% e 9% das 250 mil residências atendidas pela Cosanpa em Belém. O serviço, feito por uma empresa terceirizada, campeão nas reclamações feitas aos postos de atendimento e ao callcenter, será substituído a partir da próxima semana por um novo, em que a conta será impressa e entregue às mãos do morador no momento da aferição do consumo mensal no hidrômetro.
A Cosanpa vai substituir gradualmente o atual modelo de fatura, entregue lacrado via correspondência, por um menor, mais simples e aberto, impresso em impressoras térmicas portáteis. Com a mudança, a Companhia afirma que reduzirá em R$ 0,16 o custo de entrega de faturas por imóvel. Em um universo de 250 mil residências atendidas, significa uma economia de R$ 40 mil a cada mês - diferença que, segundo o diretor comercial da Cosanpa, Gilberto Drago, não será repassada ao consumidor como redução de tarifa.
A partir de segunda-feira, dia 6, onze bairros do centro de Belém passarão a usar o novo sistema. Batista Campos, Nazaré, Umarizal, Jurunas, Cremação, Cidade Velha, Reduto, Umarizal, Guamá, Campina e parte do bairro do Marco serão visitados pelas equipes de medição aptas a imprimir e entregar as contas.
Dez impressoras móveis conectadas por bluetooth ao celular onde o funcionário registra o consumo serão usadas nesta primeira etapa. O aparelho registra em tempo real o consumo nas residências, eliminando a necessidade da digitação dos dados que aumentava o tempo entre a coleta dos dados e a entrega das contas. A Cosanpa espera ampliar o serviço para atender todos os imóveis da Região Metropolitana de Belém até o final de fevereiro, quando estarão circulando 60 kits com impressoras.
Nas contas da Companhia, cada funcionário fará a medição em 250 imóveis a cada dia. A estimativa, ainda segundo o diretor comercial da Cosanpa, Gilberto Drago, é baseada nas medições convencionais feitas hoje pelos funcionários da empresa. Atualmente, a medição no hidrômetro alcança 55% dos consumidores. O restante tem o consumo estimado, justamente por não possuir medidor. (No Amazônia)
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