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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eclusas de Tucuruí: Lula ficou maravilhado

Com cerca de 1 hora de atraso, o avião presidencial com o presidente Lula, a presidente eleita Dilma Rousseff e comitiva aterrissou às 14h30, no aeroporto de Tucuruí. De lá, a comitiva seguiu para o local onde aconteceria a 1ª transposição das Eclusas de Tucuruí, onde Lula fez uma visita de balsa ao sistema de transposição do desnível dos rios Tocantins e Araguaia. A comitiva presidencial embarcou, em seguida, no rebocador Maranhão, que conduzia, além das autoridades, uma carga de minério. Lula ficou maravilhado com a imensidão da obra e durante todo o percurso teceu elogios pela magnitude das eclusas e pelo desenvolvimento que trarão ao Pará e ao Brasil.

O evento contou ainda com a presença da governadora Ana Júlia Carepa, do ministro das Minas e Energia, Márcio Zimerman, e de Paulo Sérgio Passos, dos Transportes. Na hora de embarcar em uma das barcaças, a governadora Ana Júlia sofreu um pequeno tombo, machucando o ombro, sendo levada em uma ambulância para o Hospital Regional de Tucuruí. Depois de medicada, Ana Júlia voltou ao local a tempo de acompanhar a inauguração, que teve início por volta de 17 horas. O governador eleito do Pará, Simão Jatene, também estava presente à cerimônia, que reuniu cerca de 3 mil pessoas.

O prefeito de Tucuruí, Sancler Ferreira, em seu discurso, usou uma passagem bíblica no livro de Eclesiastes. "Hoje é um dia de virar a pagina e sorrir; hoje estão repostos os passivos que tinham com Tucuruí com a finalização das Eclusas".

A presidenta eleita Dilma Rousseff, que discursou antes de Lula, afirmou que o Brasil passa por um momento extraordinário e comparou o presidente a um engenheiro, que reconhece cada detalhe de uma obra a ser feita para o bem do povo. "Vou continuar essa herança bendita do presidente Lula. Tenho a missão de dar continuidade de fazer avançar esse projeto de inclusão social", afirmou Dilma, que anunciou Lula, para o delírio dos presentes, que o ovacionaram com salvas de palmas e gritavam seu nome. "Se a Dilma não falar bem de mim, no dia 1º de janeiro eu saio correndo com a faixa e ela atrás de mim; quero ver ela me pegar", brincou o presidente, no início do discurso.

Por conta do forte calor que fazia no local, Lula pediu licença para mastigar cubos de gelo. "Nem água resolve o meu problema; eu vou comer gelo", disse Lula. Durante a solenidade, o presidente inaugurou as eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí, autorizou a contratação de 41 engenheiros formados na usina pela Hidrelétrica de Belo Monte e assinou contrato de financiamento para expansão do suprimento de energia elétrica à ilha de Marajó.

Em tom de despedida, Lula enalteceu as obras do PAC das hidrelétricas de Jirau, de Santo Antônio e a de Belo Monte, que a partir do ano que vem vão ser comandadas por Dilma Rousseff. "Quando ela tomar posse, o Brasil, Dilma, estará construindo as três maiores ferrovias também no mundo: a Transnordestina, com 1,7 mil quilômetros; a Ferrovia Norte-Sul, que vamos completar 1.513 quilômetros, até Anápolis, e vamos dar ordem de serviço para ir até São Paulo, para ligar o Porto de Santos ao Porto de Itaqui, no Maranhão; e também construir, lançar, ainda este mês, a Oeste-Leste, saindo de Ilhéus, na Bahia, cruzando Tocantins e chegando até Belém do Pará, que é o projeto total da ferrovia."

Sistema vai facilitar e baratear transporte de produtos

O sistema de transposição é composto por duas eclusas medindo 33m x 210m x 3,50m, ligadas por um canal intermediário com 5,5 quilômetros de extensão e 140 metros de largura, e irá restabelecer a navegabilidade no rio Tocantins, interrompida pela construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. O investimento total para o empreendimento foi de R$ 1,2 bilhão, recurso advindo do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC.

A construção das eclusas vai permitir o tráfego de comboios transportando até 22 mil toneladas de carga, num trecho de 780 quilômetros entre o porto de Vila do Conde, perto de Marabá/PA, e a foz do Rio Araguaia. A região tem intensa produção agropecuária e agroindustrial na região, além de jazidas minerais e outros recursos naturais que podem ser transportados por via fluvial. Entre os exemplos, podem ser citados o minério de ferro, que vem de Marabá, e os grãos vindos do Centro-Oeste do País. (Fonte: Amazônia - Foto: Tarso Sarraf)

Um comentário:

  1. PARABÉNS POR NOS MANTER BEM INFORMADOS SEU BLOG É NOTA 10.. AS ECLUSAS DE TUCURUI, SEM DÚVIDAS SÃO UM MARCO. TOMARA QUE NÃO SIRVAM TÃO SOMENTE ÁS GIGANTES DO SETOR MINERAL PARA BARATEAR OS CUSTOS DE TRANSPORTES, E SIM OS BENEFÍCIOS CHEGUEM AOS DEMAIS SETORES PRODUTIVOS TRAZENDO LÁ NA PONTA TAMBÉM ESTES BENEFÍCIOS AO ESTADO COMO UM TODO.

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