Técnicos do Departamento de Vigilância Sanitária do Município de Belém (Devisa) interditaram ontem de manhã duas das cinco barracas de venda de açaí instaladas na feira da Tavares Bastos, no bairro da Marambaia. Entre os motivos estavam a falta de espaço adequado e as más condições de higiene, inclusive dos vendedores. A ação é parte do Programa de Qualidade dos Alimentos, intensificado em abril deste ano. Até agora mais de 30 barracas foram interditadas e multadas.A coordenadora do programa, Stela Avelar, disse que a fiscalização teve que aumentar porque o produto tem apresentado um índice de mais de 85% de coliformes fecais e salmonela. "Mesmo os locais que têm uma estrutura boa, a gente faz a coleta da amostra do açaí e (o produto) está contaminado. Aqui na feira da Tavares Bastos o fechamento se deu pela falta de estrutura das barracas, ambas construídas em madeira, material muito fácil de contaminação", explicou. Ela afirma que, agora, a determinação é interditar porque desde 2007 a Devisa e outros órgãos, como o Ministério Público do Estado, já fizeram várias ações de esclarecimento sobre os cuidados para manipular o açaí. Na época, uma das maiores preocupações era a presença do Triatoma infestans, o barbeiro, no produto.
Apesar de terem sido feitas várias palestras, oferecidos cursos e até vendedores de açaí terem assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com o compromisso de se adequarem às normas de segurança, Stela revelou que ainda há um número grande de pessoas desrespeitando a legislação.
O titular da Promotoria do Consumidor, Marco Aurélio Nascimento, disse que a Devisa dá continuidade a uma operação que não pode ter fim porque ainda há um número muito grande de vendedores de açaí que continua desrespeitando as normas de segurança. Mesmo assim, ele garante que houve um avanço na comercialização do produto, tanto que hoje já é comum observar nas barracas batedores usando equipamentos de higiene, assim como espaços estruturados para a venda.
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