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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tirada de cena quadrilha que tentava fraude bilionária no BB

Seis pessoas foram presas acusadas de envolvimento em uma tentativa de fraude às agências do Banco do Brasil. As prisões foram efetuadas ontem de manhã em Belém, São Paulo e Brasília. Os envolvidos são acusados de integrar uma quadrilha de fraudadores que tentava sacar mais de dois bilhões de reais do Banco do Brasil. Eles atuavam falsificando documentos e boletos bancários e ingressavam com ações na Justiça pedindo o ressarcimento dos valores ao banco. O grupo agia no Pará, Distrito Federal, em São Paulo e Santa Catarina. As investigações foram comandadas pela Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), com o apoio do Grupo Especial de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas (Geproc) do Ministério Público Estadual.

Em Belém foram presos Antonio Valinoto Neto e Joarez Correa dos Anjos, que se apresentaram como empresários, e Antonio Carvalho Lobo, que informou ser advogado. Todos foram encaminhados à Dioe. Francisco Nunes Pereira, apontado como o líder do esquema fraudulento, foi preso na cidade paulista de Tatuí. Além dele, também foi preso em São Paulo Luís Roberto de Bastos, que teria sido o segundo homem a ingressar com o pedido de ressarcimento junto ao banco, após a desistência de Antonio Carvalho. Em Brasília a polícia prendeu o empresário Flamarion Alves Souza, que também estaria envolvido no esquema.

De acordo com a Polícia Civil do Pará, responsável pelas investigações, o grupo alterava os extratos bancários para efetuar a fraude e depois tentava receber esse valor, por meio de ações judiciais. Francisco teria apresentado documentos falsos alegando que tinha direito aos recursos por usucapião. Ele sustentou que a quantia bilionária fora depositada em sua conta por um desconhecido e que lá teria permanecido por mais de cinco anos. Mas, na verdade, esses recursos nunca existiram. Joarez Correa tinha uma procuração de Francisco para retirar o dinheiro.

A juíza da 5ª Vara Cível de Belém, Vera Araújo de Souza, determinou o bloqueio de R$ 2,3 bilhões no Banco do Brasil. A desembargadora Marneide Merabet manteve o bloqueio. Antes de recorrer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Banco do Brasil recorreu ao Tribunal de Justiça do Pará, que manteve o bloqueio. O banco, então, recorreu ao CNJ, que suspendeu a decisão da 5ª Vara Cível. A suspeita de irregularidade se deu porque o mesmo pedido já havia sido feito, há cerca de dois anos, à Justiça do Distrito Federal, que arquivou o processo.

"Era uma forma de induzir a Justiça ao erro, pois, com base em documentos falsificados, a quadrilha conseguiu que o Judiciário do Pará bloqueasse esses R$ 2,3 bilhões da instituição financeira. O próximo passo seria o depósito da soma bilionária em conta, mas o esquema não chegou a ser concretizado. Agora o CNJ vai investigar a possibilidade de participação de magistrados na suposta fraude", declarou o promotor Milton Menezes, do Geproc.

A polícia ainda não sabe há quanto tempo a quadrilha agia, mas afirma que nenhum valor solicitado foi pago aos fraudadores. "A transação bancária não chegou a ser efetuada, pois foi comprovada a fraude na documentação, já que o banco jamais liberaria uma quantia tão alta como esta sem antes verificar a documentação. Agora os envolvidos vão aguardar decisão da Justiça", comentou a delegada Virgínia Nascimento, da Dioe. (No Amazônia)

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