Apenas quatro das 13 ambulâncias que compõem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) funcionaram, ontem, com a paralisação parcial da categoria que é contrária ao processo de terceirização de alguns setores emergencial móvel. Eles fizeram uma mobilização pacífica em frente à sede do Samu, na travessa Castelo Branco, de 7 horas da manhã até as 19 horas. A paralisação foi um indicativo para uma possível greve programada para amanhã (7) após decisão na assembleia geral a ser realizada com a categoria.
Com faixas e carro-som, funcionários do Samu protestavam contra a terceirização de alguns setores do órgão. O Sindicado dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Pará (Sindsaúde) informou que o Samu possui cerca de 700 funcionários, no entanto, o processo de terceirização atingiria, primeiramente, um número aproximado de 100 pessoas.
O coordenador de relação do trabalho do Sindsaúde, Carlos Haroldo Costa, explicou que os funcionários não serão demitidos, porém, remanejados para outros setores com perdas salariais. A medida atingiria, segundo ele, agentes administrativos, telefonistas, motoristas e serviços gerais.
Um dos objetivos do ato público foi demonstrar à população os problemas internos do Samu e, sobretudo, chamar a atenção do poder público municipal para uma possível negociação. A mobilização contou ainda com a distribuição de panfletos às pessoas que transitavam pela travessa Castelo Branco. O titular da Sesma, Sérgio Pimentel, rebateu as críticas feitas pelo Sindsaúde e esclareceu que os serviços já são terceirizados desde sua criação como prevê portaria Ministério da Saúde. Entre os serviços terceirizados estão os relacionados à estrutura física como equipamentos, manutenções e transportes. Caso o indicativo de greve seja cumprido amanhã, Pimentel afirmou que o caso será encaminhado à Justiça. (No Amazônia)
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