A estudante de direito Luiza Athayde, de 22 anos, teve sua orientação sexual exposta na TV, pelo próprio pai, mas não viu problema nisso. Pelo contrário, até o incentivou a fazê-lo. Homossexual assumida desde os 15 anos, Luiza é filha do apresentador Marcelo Tas, do CQC, e protagonizou na noite desta segunda-feira, 4, mais um capítulo da novela envolvendo o deputado federal Jair Bolsonaro, acusado de racismo e homofobia por outros parlamentares e entidades da sociedade civil.
Em entrevista ao Radar Político nesta terça-feira, 5, ela defendeu o direito de Bolsonaro em expor suas opiniões e criticou as tentativas de criminalizá-lo pelas declarações.
“Quanto mais pessoas como o Bolsonaro aparecem na mídia e falam essas coisas, e mais discussão tem com relação a esse assunto, melhor”, disse a estudante, após garantir ter sido mais fácil para ela do que para o pai a decisão de colocá-la no programa. “A reação das pessoas a essas coisas que ele [Bolsonaro] fala, super preconceituosas, é a melhor forma de ter esse diálogo. É um diálogo super importante que não existe no Brasil. No Brasil, a gente tem essa postura de todo mundo falar que não tem preconceito contra nada, e ninguém discute nada. Agora esse diálogo está começando a ser criado.”
Após veicular uma nova entrevista com Bolsonaro, na qual o deputado voltou a atacar os homossexuais, Tas usou sua filha para dar o exemplo de que pais de gays e de lésbicas podem conviver muito bem com a questão. “Esta pessoa que está aqui comigo se chama Luiza. Ela é minha filha”, disse Tas, ao fim da reportagem, com a foto acima nas mãos. “Essa foto foi feita em Washington, onde ela vive hoje. Ela ganhou uma bolsa para estudar na American University, é estagiária da Organização dos Estados Americanos. Ela é gay e eu tenho muito orgulho de ser pai da Luiza. Tá certo deputado?”

Tas tem orgulho da filha por ela ser gay ...ou tem orgulho dela incondicionalmente? Acredito que é pela segunda opção. Não vamos ser hipócritas! Ninguém que conheço tem orgulho do filho ser homossexual! Nenhuma grávida anseia que seu filho seja gay, lésbica ou coisa assim. Mas se vier, aceita-se e passa a ter orgulho da pessoa em si, pelo seu caráter, honra e comportamento.
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