Governadores e vice dos nove Estados da Amazônia Legal se reuniram, ontem, em Belém, para afinarem os discursos contra medidas econômicas que relegam à região a participação em apenas 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A lista vai da cobrança de dívidas pelo governo federal e mais recursos para infraestrutura à distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e alterações nas leis que impedem a tributação na fonte.
A reunião, no Hangar, contou a presença dos governadores Simão Jatene (PSDB/PA), Tião Viana (PT/AC), Confúcio Moura (PMDB/RO), Silval Barbosa (MT), Washington Oliveira (PT/MA), Camilo Capiberibe (PSDB/AP), José Wilson Campos (PSDB/TO), José Anchieta Junior (PSDB/RR) e do vice-governador do Amazonas, José Melo (PMDB).
Cercados de secretários e representantes do empresariado, eles tinham como pauta geral a busca de melhoria da infraestrutura, a revisão do cálculo do FPE e a mudança nas regras para pagamento das dívidas estaduais junto ao governo federal. Para Simão Jatene, a hora é de fazer valer a representação de mais da metade do território nacional.
Para Simão Jatene, a hora é dos Estados amazônidas valorizarem o que os aproxima. E, nesse momento, ele acrescenta à pauta do Amazonas, a revisão da condição que torna o Pará e os demais, dependentes do repasse de FPE e devedores eternos do governo federal.
"Estamos estrangulados por dívidas que só aumentam. Estamos reeditando o BNH (Banco Nacional da Habitação). Só que, no caso do BNH, a dívida acabava quando o devedor morria. Como o Estado não morre, a dívida não acaba", destacou. (No Amazônia)
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