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terça-feira, 10 de maio de 2011

Mea culpa

Quem conta é Ancelmo Gois em sua coluna desta terça (10):
Delfim Netto (foto) foi ao Oitavo Tabelião de São Paulo para registrar um pedido de desculpas às domésticas. É que, dia 3 de abril, no ´Canal Livre`, da Band, ao falar da oferta cada vez menor desta mão-de-obra, disse: ´Quem teve este animal, teve. Quem não teve nunca mais vai ter`. No depoimento ao escrevente, o economista se retrata: ´A idéia que o declarante tentou transmitir foi a de que há um processo de ascensão social e a profissão de doméstica tende a desaparecer`. A fala gerou críticas do Instituto Doméstica Legal, ONG carioca que defende a categoria.

Um comentário:

  1. Vi o Sr. Delfim pronunciar, há muitos anos atrás, quando era ministro, que o aumento da previdência de 8% para 10%, era apenas de 2%, quando na verdade era de 25%. Façam os cálculos. Embora este senhor continue a ser paparicado pelos economistas e pela imprensa, entendi, naquele pronunciamento, uma tentativa de burlar a inteligência da sociedade, pois não acredito na possibilidade de qualquer tipo de engano, considerando a pessoa que é. E também não acredito na sua retratação, ao chamar de animal as domésticas, no sentido pejorativo.
    Não foi só esse “engano”, mais muitos outros, e um dos mais representativos foi dizer que estavam preparando um bolo para depois ser repartido com a sociedade. O bolo foi preparado, mas a sociedade não viu e nem sentiu o cheiro desse bolo. Resultado: o Brasil é um país que detém exagerada concentração de renda, com cerca de 20 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza.
    José Roberto Duarte
    e-mail: robertoduarte2@oi.com.br

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