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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Strauss-Kahn obtém direito a liberdade sob fiança

A Justiça de Nova York concedeu o direito a Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) acusado de tentativa de estupro, de pagar uma fiança de US$ 1 milhão para poder responder ao processo em prisão domiciliar. A decisão ocorre no mesmo dia em que o economista foi formalmente indiciado por um ataque sexual contra uma camareira em um hotel em Manhattan.

Além do pagamento do valor da fiança, Strauss-Kahn foi obrigado a deixar um depósito de US$ 5 milhões como seguro, para o caso de uma possível tentativa de fuga. No período, o economista, que renunciou ao cargo de diretor-gerente do FMI no fim da noite de anteontem, será obrigado a usar uma espécie de bracelete eletrônico para monitorar seus movimentos por meio de GPS. Uma firma de segurança privada precisou ser contratada para vigiar o francês 24 horas por dia.

Todo esse custo com a segurança, estimado em US$ 200 mil por mês, precisará ser bancado pelo próprio Strauss-Kahn. Sua mulher, a jornalista francesa Anne Sinclair, deverá ser a responsável pelos pagamentos. Milionária, ela também alugou um apartamento para o casal permanecer em Nova York. Antes do escândalo, os dois viviam em Washington.

Na audiência de ontem, na Suprema Corte de Nova York, a mulher do ex-diretor-gerente do FMI entrou de braços dados com Camille, filha de um casamento anterior de Strauss-Kahn e estudante de Ciência Política da Universidade Columbia, em Manhattan. As duas dizem ter confiança na inocência do economista, de 62 anos, que estava com uma aparência abatida durante a sessão.

De acordo com o jornal britânico The Telegraph, uma fonte próxima à filha mais velha do ex-diretor-gerente, Vanessa, disse em Paris que a família dele está em choque e tem certeza de que o caso é "uma armação".

"Os termos da fiança foram suficientes para garantir que você esteja aqui quando nós precisarmos", disse o juiz Michael Obus, se dirigindo a Strauss-Kahn. A Promotoria de Nova York argumentava que havia o risco de o ex-diretor-gerente tentar fugir para a França, que não extradita seus cidadãos para os Estados Unidos. O caso do diretor de cinema Roman Polanski que foi condenado por pedofilia e escapou para o país europeu, foi citado na argumentação.

No sábado, horas depois do suposto ataque sexual contra a camareira de hotel, Strauss-Kahn chegou a embarcar em um voo para a França, onde acabou preso pelas autoridades americanas, pouco antes da decolagem da aeronave. De acordo com os promotores, o objetivo de Strauss-Kahn seria fugir.

"A ideia de que o homem que fez isso (atacou sexualmente) à vítima volte para a rua é algo que a está atordoando", disse o promotor Jeffrey Shapiro, se referindo à camareira, uma viúva de Guiné que vive com a filha de 15 anos no Bronx.

A defesa argumentou que a viagem havia sido marcada com antecedência e Strauss-Kahn teria uma reunião marcada com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, no domingo.

Os advogados do ex-diretor-gerente do FMI disseram também que ele foi localizado pela polícia americana graças a dois telefonemas que fez ao hotel para que lhe entregassem o celular no aeroporto, para corroborar a tese de que não houve tentativa de fuga. A argumentação da defesa sugeriu que não houve um"encontro forçado" entre Strauss-Kahn e a camareira.

A próxima audiência a respeito do caso está marcada para o dia 6, mas o julgamento pode demorar seis meses ou mais para ocorrer. Dessa forma, ainda que prove sua inocência, Strauss-Kahn, não poderá disputar as primárias para as eleições presidenciais francesas, marcadas para o segundo semestre deste ano. Caso seja condenado nas sete acusações que responde, o ex-diretor-gerente do FMI poderá pegar 74 anos prisão. Ele nega todas as acusações. (Fonte: estadão.com)

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