Os recentes escândalos descobertos na Assembléia Legislativa do Pará servem de exemplo didático do "modus operandi" desses “profissionais”, insaciáveis na busca pelo poder e enriquecimento fácil com o dinheiro do povo, lesado duplamente, como eleitor e como contribuinte compulsório. Os separatistas não estão nada preocupados com os custos dos novos estados, estimados em R$- 5 bilhões só para obras de infra-estrutura , afora os custos de manutenção , em torno de R$-2,5 bilhões anuais para cada novo estado. Nesse caso, quem vai pagar a conta é o contribuinte brasileiro. Por isso, Roberto Pompeu de Toledo, articulista de VEJA, sugeriu que o plebiscito sobre a divisão do Pará deveria ser de âmbito nacional e não apenas restrito aos paraenses.
Outro aspecto que deve acender a luz de advertência para a população paraense é a tentativa meio solerte dos líderes separatistas em obstar a consulta a todo o povo paraense e restringir o plebiscito apenas "à população diretamente interessada", que eles entendem sendo apenas os atuais habitantes das áreas a serem emancipadas. Chegam ao cúmulo de tentar trapacear na interpretação da própria Constituição. Os que defendem a consulta somente na área a ser emancipada alegam que assim "reza" a Constituição Federal ao asseverar, no terceiro parágrafo do artigo 18 que, sobre a divisão, deve ser consultada “a população diretamente interessada”. A definição, todavia, do que é “a população dire tamente interessada” está na lei 9.709, de 1998, que remete à Carta Magna e coloca fim à quizília ao declarar que população diretamente interessada é “tanto a do território que se pretende desmembrar quanto a do que sofrerá desmembramento”.
De forma cristalina, smj, será esse o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a extensão da cobertura geográfica do plebiscito para criação dos Estados de Carajás e Tapajós, caso chegue até lá essa questiúncula provocada por interesses menores dos que querem ganhar o plebiscito na "marra". Não passarão. O que deveriam fazer era expor seus argumentos em debates com a participação de técnicos e estudiosos, de forma a esclarecer a população paraense sobre a extensão da medida separatista, sua viabilidade econômica, além de suas implicações de ordem administrativa, social e cultural.
Esse deve ser o objetivo maior do Comitê em Defesa do Pará, criado pela Associação Comercial do Pará, cuja instalação contou com grande afluência de público, onde se misturavam, democraticamente, políticos de expressão, empresários vitoriosos, artistas consagrados, líderes comunitários e sindicais, representando as diversas camadas da sociedade paraense. É disso que precisamos. Um amplo movimento que possa despertar o sentimento cabano do povo paraense. E de um debate que possa esclarecer e não confundir. É falacioso, por exemplo, esse argumento de que o Pará é quase ingovernável devido suas distâncias continentais e que só a divisão territorial trará o desenvolvimento para as duas regiões desmembradas. Ora, se tamanho pequeno fosse condição favorável a boas práticas de gestão pública, Sergipe seria o Estado mais desenvolvido do Brasil. Por outro lado, não se promove desenvolvimento ou prosperidade com a divisão da pobreza e da escassez.
* Francisco Sidou é jornalista – chicosidou@bol.com.br
Parabéns ao articulista! Falou em nome de quem ama o Pará, que tem muitas carências, sim. Mesmo assim, proporciona felicidade aos que habitam o seu solo abençoado por sua padroeira: Nossa Senhora de Nazaré.
ResponderExcluirNós, paraenses, somos culpados dessa tentativa de divisão do nosso Estado. Votamos e elegemos Giovanni Queiroz e Lira Maia, mesmo sabendo que há muito tempo eles querem o Pará dividido para atender suas ambições pessoais. Tomara que apareçam mais jornalistas corajosos como esse Sidou, para motivar os paraenses dizerem NÃO, no plebiscito. - Miguel Favacho - Paragominas
ResponderExcluirO Sidou está certo. É melhor sofrer unidos do que separados. Esses políticos separatistas só estão vislumbrando os cargos que ocuparão eles próprios e a sua parentada nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário dos novos estados. Vote NÃO!!!
ResponderExcluirQuem ama o Pará votará NÃÃÃÃÃÃOOOO!!!
ResponderExcluirNós paraenses do oeste do pará não queremos dividir a pobreza, nós queremos é nos ver livres, andar com nossas proprias pernas, ter o direito de quebrar a cara(assim como voces estão quebrando agora com os anjinhos da ALEPA), quanto a pobreza voces podem ficar com ela nós não queremos nem um pouquinho. kkkkkkk
ResponderExcluirO Sidou está errado, a discussão tem que se manter no campo das idéias, é muito comum naqueles que não tem argumento para discutir idéias, atacar pessoas. O Pará e sim ingovernável do tamanho que está, senão vejamos, se quanto maior melhor para ser governado, porque não acabamos com o limite territórial dos estados e passamos todos a viver num BRAZILZÃO.
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