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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Centro histórico de Belém, PA, é tombado pelo Ministério da Cultura


Complexo Feliz Lusitânia faz parte das 2,8 mil construções de Belém fazem parte da área protegida pelo governo federal. (Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Jornal) 
Complexo Feliz Lusitânia faz parte das 2,8 mil construções de Belém que integram a área protegida pelo governo federal. (Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Jornal)
O Ministério da Cultura publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10) o tombamento dos elementos históricos, arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos dos bairros da Cidade Velha e Campinha, em Belém (PA). Com a medida o número de bens sob a proteção do governo federal, em Belém, passam de 800 para 2,8 mil edificações.

O tombamento foi aprovado no último dia 3 de maio pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultura ligado ao Ministério. A proposta da ampliação da proteção sobre os espaços de Belém foi elaborada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No parecer dado pelo Departamento de Patrimônio Material (Depam/Iphan) o centro histórico de Belém é apresentado como de "grande importância no processo de conquista e colonização portuguesa no Norte do Brasil". Ainda conforme o dossiê do Iphan, a área de tombamento aprovada pelo Conselho inclui bens já tombados individualmente pelo Iphan, nas décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970.

Com uma paisagem que remota do ano de 1616, quando da fundação da cidade, momento histórico em que os portugueses expulsaram definitivamente os franceses do território, a influência bélica está nos traços militares da arquitetura de fortalezas e residências.

Os dois bairros estão ligados à própria fundação da cidade de Belém. O que hoje é conhecido como "Cidade Velha", se refere à área localizada entre a Baía de Guajará e o Igarapé do Piri, enquanto a Campina era o espaço do outro lado do pequeno rio, que no decorrer da história foi aterrado. A integração entre os dois primeiros bairros de Belém ocorreu aos poucos impulsionada pela necessidade de acesso seguro entre os diversos prédios religiosos instalados na cidade.

"Os bairros da Cidade Velha e Campina condicionados por elementos naturais como baía, igarapé e alagadiços constituem, ainda, um dos maiores e mais íntegros conjuntos urbanos do país, dando à cidade de Belém configuração peculiar", acredita o documento do Iphan. 
Praças, coretos, palacetes e feiras conheceram o auge durante a Belle Époque, período em que o comércio internacional do látex, matéria prima da borracha, tornou Belém uma das principais cidades do país.

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