O Ministério da Cultura publicou no Diário Oficial da União desta
quinta-feira (10) o tombamento dos elementos históricos, arquitetônicos,
urbanísticos e paisagísticos dos bairros da Cidade Velha e Campinha, em Belém (PA). Com a medida o número de bens sob a proteção do governo federal, em Belém, passam de 800 para 2,8 mil edificações.
O tombamento foi aprovado no último dia 3 de maio pelo Conselho
Consultivo do Patrimônio Cultura ligado ao Ministério. A proposta da
ampliação da proteção sobre os espaços de Belém foi elaborada
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No parecer dado pelo Departamento de Patrimônio Material (Depam/Iphan) o
centro histórico de Belém é apresentado como de "grande importância no
processo de conquista e colonização portuguesa no Norte do
Brasil". Ainda conforme o dossiê do Iphan, a área de tombamento aprovada
pelo Conselho inclui bens já tombados individualmente pelo Iphan, nas
décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970.
Com uma paisagem que remota do ano de 1616, quando da fundação da
cidade, momento histórico em que os portugueses expulsaram
definitivamente os franceses do território, a influência bélica está nos
traços militares da arquitetura de fortalezas e residências.
Os dois bairros estão ligados à própria fundação da cidade de Belém. O que hoje é conhecido como "Cidade Velha", se refere à área localizada entre a Baía de Guajará e o Igarapé do Piri, enquanto a Campina era o espaço do outro lado do pequeno rio, que no decorrer da história foi aterrado. A integração entre os dois primeiros bairros de Belém ocorreu aos poucos impulsionada pela necessidade de acesso seguro entre os diversos prédios religiosos instalados na cidade.
Os dois bairros estão ligados à própria fundação da cidade de Belém. O que hoje é conhecido como "Cidade Velha", se refere à área localizada entre a Baía de Guajará e o Igarapé do Piri, enquanto a Campina era o espaço do outro lado do pequeno rio, que no decorrer da história foi aterrado. A integração entre os dois primeiros bairros de Belém ocorreu aos poucos impulsionada pela necessidade de acesso seguro entre os diversos prédios religiosos instalados na cidade.
"Os bairros da Cidade Velha e Campina condicionados por elementos
naturais como baía, igarapé e alagadiços constituem, ainda, um dos
maiores e mais íntegros conjuntos urbanos do país, dando à cidade de
Belém configuração peculiar", acredita o documento do Iphan.
Praças, coretos, palacetes e feiras conheceram o auge durante a Belle
Époque, período em que o comércio internacional do látex, matéria prima
da borracha, tornou Belém uma das principais cidades do país.
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