No Diário do Pará
Soou o apito e o Cametá foi o mais novo campeão paraense de
futebol. O time da terra dos Romualdos bateu o tradicional Remo na final
do estadual, conquistando o título do 100º Campeonato Paraense e
conquistando o direito de participar da Série D deste ano e da Copa do
Brasil de 2013.
Bom, com certeza foi assim que muitos narradores esportivos,
presentes no estádio Mangueirão no último domingo, construíram a épica conquista
do Mapará. Mas, ainda no calor da finalíssima, comentaristas colocaram
em dúvida a participação da equipe do presidente Orlando Peixoto no
Brasileiro, já que o principal investidor, a prefeitura de Cametá, não
poderia continuar injetando dinheiro no clube. 2012 é ano eleitoral e,
por isso, ficam proibidas as parcerias governamentais com qualquer
entidade. A diretoria do Cametá não teria condições de arcar com a folha
salarial. “Estamos comemorando muito o título do Cametá, mas sabemos da
realidade do clube. Então, fica muito difícil a permanência do clube na
Série D”, declarou o prefeito de Cametá, Valdolir Valente, durante a
premiação do Troféu Camisa 13.
Orlando Peixoto desconversou sobre uma desistência do clube
até minutos antes de embarcar com a equipe, ontem pela manhã, retornando
a Cametá. “Vamos comemorar
o título e lá em Cametá nós vamos nos reunir e decidir o futuro do
clube”, disse, tentando admitir o que parecia inevitável. E, no início
da tarde de terça-feira (15), a Federação Paraense de Futebol recebeu um
ofício do Cametá, assinado pelo então presidente Orlando Peixoto,
confirmando a desistência do clube da Série D. Na mesma tarde, a FPF
enviou a documentação para a CBF. Assim, o Remo ganhou a condição de
participar da sonhada competição. Os azulinos estão à espera da
autorização da CBF para que o Leão homologue a sua participação na Série
D, selando o calendário até o final do ano.
Porém, uma reviravolta aconteceu na chegada dos campeões
estaduais à Cametá. Com a enorme pressão exercida pela população, o
presidente Orlando Peixoto renunciou ao cargo de presidente do clube e, como o documento enviado para a FPF está
datado com o dia 16 (hoje), a assinatura de Peixoto não teria validade.
Assim, o Cametá poderá requerer à vaga novamente junto à CBF com outro
ofício, que terá que ser protocolado hoje.
No jornal Amazônia
A
festa do Cametá pela conquista do título inédito do Campeonato
Paraense, ontem, não teve um final feliz para o presidente do clube,
Orlando Peixoto Marques. Por muito pouco ele não foi agredido por um
grande número de torcedores, que se mostravam insatisfeitos com a
decisão do dirigente de entregar a vaga do time na Série D do Brasileiro
ao Remo, vice-campeão estadual.
Peixoto
chegou desfilar com a equipe em carro aberto pela cidade do Baixo
Tocantins sem sofrer qualquer tipo de assédio dos torcedores. Mas, ao
deixar o estádio Parque do Bacurau, o cartola foi cercado pelos
torcedores que o chamavam de ladrão e exigiam a vaga do time no Nacional
aos gritos de 'Queremos a Série D, queremos a Série D'.
Peixoto
teve de enfrentar uma 'chuva' de lata de cerveja, sapato, sandália,
moedas e outros objetos. Os torcedores mais exaltados decidiram então
partir para a agressão física ao dirigente, o que só não se concretizou,
inicialmente, graças à interferência dos seguranças contratados pelo
clube e, depois, por causa da chegada de homens da Polícia Militar.
Ainda assim, alguns torcedores não desistiram de agredir o presidente,
mas quem acabou apanhando mesmo foi um dos seguranças, que teve de ser
levado com alguns ferimentos a um posto de saúde próximo ao estádio.
Cercado
por policiais, Peixoto foi levado ao quartel da PM, que fica em frente
ao Parque do Bacurau, onde chegou a ficar por algumas horas até ser
levado em viatura da polícia para sua casa. Temendo que torcedores
tentassem invadir a residência do cartola, o comando da PM, em Cametá,
colocou policiais de plantão no local.

Nenhum comentário:
Postar um comentário