Professores
da Universidade Federal do Pará (UFPA) irão paralisar as suas
atividades por tempo indeterminado a partir de amanhã. A greve foi
aprovada durante assembleia geral, realizada ontem, no hall da reitoria
da Universidade, e seguiu a orientação do Sindicato Nacional dos
Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) - que também prevê
greve em outras 46 instituições de ensino superior do País. A reunião
contou com a participação de 150 professores.
Os
docentes aprovaram, ainda, a pauta local de reivindicações, a
transformação das assembleias ordinárias em assembleia permanente e a
constituição de um Comando Local de Greve, que deverá conduzir, na
Universidade, o movimento grevista e o processo de negociação com o
reitor Carlos Maneschy.
O
diretor da Associação de Docentes da UFPA (Adufpa) e professor da
Faculdade de Economia, Gilberto Marques, afirma que há sete anos a
classe está negociando o salário com o governo, mas que os acordos até
agora ainda não foram cumpridos. "Hoje, um professor com doutorado, com
carga horária de 40h semanais, recebe menos que algumas categorias do
funcionalismo público federal com nível médio. Estamos perdendo os
nossos professores para as empresas privadas", afirmou.
A
primeira reunião do comando de greve será hoje, às 9h30, na sede da
Associação de Docentes da UFPA (Adufpa). Os professores reivindicam
melhores condições de trabalho, aumento do número de vagas e a
reestruturação da carreira docente, com maior valorização do trabalho.
"A Universidade passou por uma extensão no número de vagas, na graduação
e na pós-graduação, porém, esse aumento não foi acompanhado da extensão
do número de professores", pontuou Gilberto Marques. Atualmente, a UFPA
conta com 2.154 docentes, distribuídos em 11 campi. A última greve da
categoria foi em 2005 e durou cerca 112 dias. Com a paralisação, mais de
32 mil alunos vão ficar sem aulas. (Amazônia)
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