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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Médicos pediatras suspendem paralisação

Os médicos pediatras de Belém decidiram suspender, a partir de hoje, a paralisação que começaram no último dia 10 do atendimento de crianças pelos planos de saúde. Alguns pediatras já voltam a atender, porém, haverá uma redução nesse número de consultas da ordem de 20 a 30%, segundo informou a presidente da Sociedade Paraense de Pediatria, Rejane Cavalcante.

Conforme Rejane Cavalcante, com a volta dos atendimentos, as crianças poderão voltar a receber tratamento, porém, os pediatras não terão como atender a demanda. "Se em um consultório, o pediatra atendia de segunda a sexta, ele atenderá, agora, apenas duas a três vezes por semana. Se atendia apenas dois dias, atenderá apenas um dia e assim por diante."

Ela também informa que nem todos os médicos voltam a fazer o atendimento a partir de hoje e só voltam a receber pacientes dos planos em seus consultórios na próxima semana. As decisões foram tomadas ontem, Dia do Médico, ocasião em que os pediatras aproveitaram o momento de confraternização, à noite, para realizar breve assembleia geral da categoria e discutir a sinalização negativa quanto ao pagamento do procedimento de puericultura dada pela Unidas, que reúne um conjunto de planos de saúde no Estado, durante reunião fechada com a Sociedade Paraense de Pediatria ocorrida anteontem, em Belém. A assembleia aconteceu às 19 horas, no Restô do Parque, no Parque da Residência, em São Brás.

Rejane também informou que, caso as operadoras de planos de saúde não sinalizem com aumentos para os atendimentos nos consultórios, os pediatras suspenderão os atendimentos em definitivo. "Em uma reunião anterior com a Unimed, esta sinalizou que vai tentar incluir o procedimento a partir de 2013, mas a Unidas não quer a inclusão". De acordo com Rejane Cavalcante, reduziu em 50% a quantidade das clínicas no Pará, nos últimos três anos, devido à baixa remuneração paga aos profissionais. Do total de quase 300 pediatras atuantes na Sociedade, apenas 100 ainda conseguem manter o atendimento às clínicas funcionando.

As principais reivindicações dos pediatras são contra o baixo valor no pagamento de cada consulta, que hoje varia de R$ 40,00 a R$ 60,00, entretanto, a Comissão Nacional de Honorário Médico preconiza que seja, no mínimo, R$ 80,00. Além disso, a maioria das operadoras se recusa a pagar a remuneração pelo procedimento de puericultura feito em ambulatórios e demandam tempo para acontecer. A puericultura se volta ao estudo dos cuidados com o ser humano em desenvolvimento, mais especificamente, com o acompanhamento do desenvolvimento infantil.

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