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domingo, 14 de outubro de 2012

Trasladação é a segunda maior romaria do Círio

A Trasladação, quinta romaria do Círio 2012, começou às 16h30 deste sábado (13), em Belém, com a missa celebrada no tablado em frente ao Colégio Gentil Bittencourt por Dom Gioavanni Agnello, representante do papa Bento XVI no país. Mas por volta de 13h, já havia o aglomerado de pessoas, que chegou a 1,4 milhão de devotos, segundo estimativa da Diretoria do Círio 2012.

Em meio a milhares de romeiros que se reuniram em frente aos portões do colégio para acompanhar a missa, uma cena chamava a atenção. Em cima de uma pequena arquibanca, Ana Sofia, de apenas três meses, reclamava do calor no colo da mãe, Silvana Neves. O sacrifício tem um motivo. A irmã mais velha da bebê, Amanda, de 11 anos, nasceu com hidrocefalia, e a expectativa de vida da menina era de apenas sete anos. “Primeiro, disseram que ela teria uma vida vegetativa, e apenas piscaria. Depois ela passou por cirurgia, puseram uma válvula no cérebro dela, e disseram que ela viveria até os sete anos, mas jamais seria capaz de andar”, conta a mãe.

Procissão  (Foto: Pedro Cruz/ G1)
A romaria noturna, conhecida como Círio das Luzes, atraiu 1,4 milhão de pessoas. (Foto: Pedro Cruz/ G1) 
A romaria noturna, conhecida como Círio das Luzes, atraiu 1,4 milhão de pessoas.
A Trasladação, quinta romaria do Círio 2012, começou às 16h30 deste sábado (13), em Belém, com a missa celebrada no tablado em frente ao Colégio Gentil Bittencourt por Dom Gioavanni Agnello, representante do papa Bento XVI no país. Mas por volta de 13h, já havia o aglomerado de pessoas, que chegou a 1,4 milhão de devotos, segundo estimativa da Diretoria do Círio 2012.

Em meio a milhares de romeiros que se reuniram em frente aos portões do colégio para acompanhar a missa, uma cena chamava a atenção. Em cima de uma pequena arquibanca, Ana Sofia, de apenas três meses, reclamava do calor no colo da mãe, Silvana Neves. O sacrifício tem um motivo. A irmã mais velha da bebê, Amanda, de 11 anos, nasceu com hidrocefalia, e a expectativa de vida da menina era de apenas sete anos. “Primeiro, disseram que ela teria uma vida vegetativa, e apenas piscaria. Depois ela passou por cirurgia, puseram uma válvula no cérebro dela, e disseram que ela viveria até os sete anos, mas jamais seria capaz de andar”, conta a mãe.
Amanda e sua família vieram do interior do Pará para agradecer a graças alcançadas. (Foto: Pedro Cruz/ G1) 
Amanda e sua família vieram do interior do Pará para agradecer a graças alcançadas. (Foto: Pedro Cruz/ G1)
Amanda, com um sorriso no rosto, parece ser prova de que a ciência, desta vez, estava errada. “Persistimos, ela fez muita fisioterapia. Até que durante o Círio, há nove anos, dentro da Basílica, ela deu o primeiro passo, e hoje está muito bem”, narra a tia da garota, Rosa Almeida, que desde então vem com a família de Vigia, interior do estado, para acompanhar as procissões do Círio. “Ela é um milagre de Nossa Senhora”, diz, emocionada.
Mais de sete mil fiés acompanharam a Trasladação atrelados a corda e às estações. (Foto: Pedro Cruz/ G1) 
Mais de sete mil fiéis acompanharam a Trasladação atrelados à corda e às estações. (Foto: Pedro Cruz/ G1)
 Por volta de 18h, com atraso de meia hora, a imagem da santa foi levada até a berlinda, amparada por um esquema de segurança que envolveu 2 mil homens da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, que formam cordões humanos para proteger a chegada da Virgem até a carruagem, e fazem o atrelamento da berlinda à corda de 400 metros, puxada por mais de sete mil fiéis. Ai, então, se inicia a procissão da Trasladação, que percorre 3,7 Km até chegar a Igreja da Sé, na Cidade Velha.

Além do apoio dos órgãos oficiais, voluntários prestam um serviço fundamental durante a romaria. E na Trasladação, muitos deles são jovens. “Ajudar os outros é o que importa, e independe da religião”, diz o voluntário João Pedro do Rosário, 19 anos, evangélico. Ao contrário do que se possa supor, o estudante garante que a decisão de participar do Círio não foi tabu em casa. “Minha família incentivou a ideia. Assim como eu, eles não se fecham em uma religião, e respeitam as diferenças”, diz o jovem, que participa pela primeira vez da procissão a Nossa Senhora de Nazaré. Ele aceitou o convite de uma amiga, e este ano integra o grupo voluntário “Fé Jovem no Círio”, que apoia os devotos durante as romarias da Quadra Nazarena.
Jovens voluntários prestam apoio aos devotos na Trasladação. (Foto: Pedro Cruz/ G1) 
Jovens voluntários prestam apoio aos devotos na Trasladação. (Foto: Pedro Cruz/ G1)
A imagem de Nossa Senhora seguiu pela Avenida Nazaré, e subiu a Avenida Castilho França, até chegar à Praça do Relógio. Neste ponto do trajeto, a Trasladação se torna o Círio das Luzes. Fogos de artifício enfeitam o céu durante a romaria noturna. A tradicional homenagem é prestada pelo Sindicatos dos Estivadores e dos Arrumadores do Pará.

Com atraso de mais quase uma hora do previsto, por volta de 23h20, a berlinda chegou ao seu destino final, a Catedral da Sé, no bairro da Cidade Velha. A imagem foi retirada da carruagem e levada até um tablado, montado em frente à igreja, onde foi celebrada a missa de encerramento da Trasladação. (G1Pa)

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