A Trasladação, quinta romaria do Círio 2012, começou às 16h30 deste sábado (13), em Belém, com a missa celebrada no tablado em frente ao Colégio Gentil Bittencourt por Dom Gioavanni Agnello, representante do papa Bento XVI no país. Mas por volta de 13h, já havia o aglomerado de pessoas, que chegou a 1,4 milhão de devotos, segundo estimativa da Diretoria do Círio 2012.
Em meio a milhares de romeiros que se reuniram em frente aos portões do colégio para acompanhar a missa, uma cena chamava a atenção. Em cima de uma pequena arquibanca, Ana Sofia, de apenas três meses, reclamava do calor no colo da mãe, Silvana Neves. O sacrifício tem um motivo. A irmã mais velha da bebê, Amanda, de 11 anos, nasceu com hidrocefalia, e a expectativa de vida da menina era de apenas sete anos. “Primeiro, disseram que ela teria uma vida vegetativa, e apenas piscaria. Depois ela passou por cirurgia, puseram uma válvula no cérebro dela, e disseram que ela viveria até os sete anos, mas jamais seria capaz de andar”, conta a mãe.
Em meio a milhares de romeiros que se reuniram em frente aos portões do colégio para acompanhar a missa, uma cena chamava a atenção. Em cima de uma pequena arquibanca, Ana Sofia, de apenas três meses, reclamava do calor no colo da mãe, Silvana Neves. O sacrifício tem um motivo. A irmã mais velha da bebê, Amanda, de 11 anos, nasceu com hidrocefalia, e a expectativa de vida da menina era de apenas sete anos. “Primeiro, disseram que ela teria uma vida vegetativa, e apenas piscaria. Depois ela passou por cirurgia, puseram uma válvula no cérebro dela, e disseram que ela viveria até os sete anos, mas jamais seria capaz de andar”, conta a mãe.
A romaria noturna, conhecida como Círio das Luzes, atraiu 1,4 milhão de pessoas.
A Trasladação, quinta romaria do Círio 2012, começou às 16h30 deste sábado (13), em Belém,
com a missa celebrada no tablado em frente ao Colégio Gentil
Bittencourt por Dom Gioavanni Agnello, representante do papa Bento XVI
no país. Mas por volta de 13h, já havia o aglomerado de pessoas, que
chegou a 1,4 milhão de devotos, segundo estimativa da Diretoria do Círio
2012.
Em meio a milhares de romeiros que se reuniram em frente aos portões do
colégio para acompanhar a missa, uma cena chamava a atenção. Em cima de
uma pequena arquibanca, Ana Sofia, de apenas três meses, reclamava do
calor no colo da mãe, Silvana Neves. O sacrifício tem um motivo. A irmã
mais velha da bebê, Amanda, de 11 anos, nasceu com hidrocefalia, e a
expectativa de vida da menina era de apenas sete anos. “Primeiro,
disseram que ela teria uma vida vegetativa, e apenas piscaria. Depois
ela passou por cirurgia, puseram uma válvula no cérebro dela, e disseram
que ela viveria até os sete anos, mas jamais seria capaz de andar”,
conta a mãe.
Amanda e sua família vieram do interior do Pará para agradecer a graças alcançadas. (Foto: Pedro Cruz/ G1)
Amanda, com um sorriso no rosto, parece ser prova de que a ciência,
desta vez, estava errada. “Persistimos, ela fez muita fisioterapia. Até
que durante o Círio, há nove anos, dentro da Basílica, ela deu o
primeiro passo, e hoje está muito bem”, narra a tia da garota, Rosa
Almeida, que desde então vem com a família de Vigia, interior do estado,
para acompanhar as procissões do Círio. “Ela é um milagre de Nossa
Senhora”, diz, emocionada.
Mais de sete mil fiéis acompanharam a Trasladação atrelados à corda e às estações. (Foto: Pedro Cruz/ G1)
Por volta de 18h, com atraso de meia hora, a imagem da santa foi levada
até a berlinda, amparada por um esquema de segurança que envolveu 2 mil
homens da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, que formam cordões humanos
para proteger a chegada da Virgem até a carruagem, e fazem o atrelamento
da berlinda à corda de 400 metros, puxada por mais de sete mil fiéis.
Ai, então, se inicia a procissão da Trasladação, que percorre 3,7 Km até
chegar a Igreja da Sé, na Cidade Velha.
Além do apoio dos órgãos oficiais, voluntários prestam um serviço
fundamental durante a romaria. E na Trasladação, muitos deles são
jovens. “Ajudar os outros é o que importa, e independe da religião”, diz
o voluntário João Pedro do Rosário, 19 anos, evangélico. Ao contrário
do que se possa supor, o estudante garante que a decisão de participar
do Círio não foi tabu em casa. “Minha família incentivou a ideia. Assim
como eu, eles não se fecham em uma religião, e respeitam as diferenças”,
diz o jovem, que participa pela primeira vez da procissão a Nossa
Senhora de Nazaré. Ele aceitou o convite de uma amiga, e este ano
integra o grupo voluntário “Fé Jovem no Círio”, que apoia os devotos
durante as romarias da Quadra Nazarena.
Jovens voluntários prestam apoio aos devotos na Trasladação. (Foto: Pedro Cruz/ G1)
A imagem de Nossa Senhora seguiu pela Avenida Nazaré, e subiu a Avenida
Castilho França, até chegar à Praça do Relógio. Neste ponto do trajeto,
a Trasladação se torna o Círio das Luzes. Fogos de artifício enfeitam o
céu durante a romaria noturna. A tradicional homenagem é prestada pelo
Sindicatos dos Estivadores e dos Arrumadores do Pará.
Com atraso de mais quase uma hora do previsto, por volta de 23h20, a
berlinda chegou ao seu destino final, a Catedral da Sé, no bairro da
Cidade Velha. A imagem foi retirada da carruagem e levada até um
tablado, montado em frente à igreja, onde foi celebrada a missa de
encerramento da Trasladação. (G1Pa)
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