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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Juiz Elder dá entrada em pedido de investigação

O juiz Elder Lisboa Ferreira da Costa, da 1ª Vara da Fazenda Pública da capital, tomou ontem várias providências para que seja investigado o envolvimento do nome dele em uma gravação feita pelo senador Mário Couto (PSDB) durante conversa com o advogado Paulo Hermógenes, sobre pagamento de R$ 400 mil para que o senador e uma filha dele, a deputada estadual Cilene Couto, fossem excluídos do processo que apura diversos crimes contra os cofres públicos praticados na Assembleia Legislativa do Pará (AL).
Juiz Elder dá entrada em pedido de investigação  (Foto: Rogério Uchôa/Arquivo)
Senador Mário Couto
Pela manhã, o magistrado esteve no Ministério Público, protocolando um pedido de apuração rigorosa do caso. Isso inclui a quebra de seus sigilos bancário, telefônico e fiscal. O pedido também foi encaminhado à Corregedoria de Justiça da Região Metropolitana de Belém, presidência do Tribunal de Justiça e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Pela enésima vez, eu não conheço esse cidadão, nunca o vi mais gordo e não é do meu círculo de amizade. Já estou entregando o meu sigilo telefônico para saber se há ligações minhas para ele e dele para mim, do meu gabinete ou dos servidores da secretaria”, afirmou o juiz, em entrevista ao DIÁRIO. Ele demonstrava estar indignado com a citação de seu nome na gravação, acrescentando que já determinou uma busca de processos que tramitaram por suas mãos na 1ª Vara, mas a única coisa descoberta foi a de que Paulo Hermógenes teve um processo que por lá tramitou em 2005, quando Elder Lisboa sequer ainda atuava.

Advogados, juízes e servidores da Justiça, além de estudantes de Direito, estiveram ontem no gabinete do juiz para prestar solidariedade e demonstrar confiança em seu trabalho, que tem contrariado poderosos interesses políticos e econômicos no Estado.

Ainda no domingo, após a publicação da matéria em um jornal da cidade, ele foi desagravado em nota emitida pela Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa). Para o juiz, o personagem principal dessa história é a pessoa citada pelo senador Mário Couto, o advogado Paulo Hermógenes.

Advogado - Elder Lisboa disse que é preciso que o advogado apareça e venha a público confirmar ou desmentir a conversa com o senador. “Quero que ele confirme se eu o mandei lá com o senador e aí terei de me defender de uma outra questão. Agora, vamos supor se esse Paulo Hermógenes disser ‘não, eu não conheço o juiz, realmente eu blefei’, como é que vai ficar uma situação dessas? Ou seja, estão dando crédito para um insano desses, que seria um possível emissário. Que doidice é essa?”, desabafa o magistrado.

Outra questão, que o juiz considera importante: nenhuma decisão por ele tomada até agora no caso das irregularidades na AL foi favorável a Mário Couto. Ao contrário, todas as decisões foram pelo bloqueio de bens e contas bancárias, não apenas do senador, mas de todos os envolvidos, acompanhando pedidos formulados pelo Ministério Público.

Por conta disso, prossegue o juiz, “como é que uma pessoa que quer o dinheiro de outra deixa essa pessoa sem poder retirar sequer R$ 10 em um caixa eletrônico em razão de ter decretado o bloqueio bancário dela?” (Diário do Pará)

Um comentário:

  1. Sabe o que vai dar disso?

    Porra nenhuma, embora o tal senador seja por demais conhecidos na sua arrogância como na sua desonestidade. E ainda tem gente que vota nesses caras.
    Político só é condenado se os outros políticos deixarem ou quiserem. E a Câmara dos Deptados está aí para isso mesmo.

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