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sábado, 10 de novembro de 2012

OAB/PA: Disputa chega acirrada à reta final

Com três chapas na disputa, a campanha pelo comando da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Pará (OAB/PA) entra na reta final. A eleição acontece um ano depois de a entidade ter mergulhado em uma das maiores crises da História com a inédita intervenção do Conselho Federal sobre a secção estadual.

Oito mil advogados estão aptos a votar no próximo dia 21 e, embora a propaganda eleitoral esteja restrita, o clima de campanha tem movimentado os profissionais do Direito em todo Estado. A chapa da situação - “OAB Por Você” - é comandada pelo atual presidente da OAB/PA, Jarbas Vasconcelos. A oposição se dividiu em dois grupos. Os advogados mais tradicionais criaram a chapa “Pela Honra, Pela Ordem”, que tem como candidata à presidência, Avelina Hesketh. Ela já presidiu a entidade e fez parte do grupo do atual presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante Junior, mas acabou rompendo com ele na eleição passada, quando Ophir se uniu a Vasconcelos em troca de apoio à sua candidatura nacional. A união entre Vasconcelos e Cavalcante não resistiu à crise provocada pela intervenção federal e Avelina poderá voltar a contar com o apoio do atual presidente nacional da Ordem. Ele foi vice dela e a sucedeu na presidência da Ordem em 2000. “Não há apoio formal ainda, mas espero e gostaria que ele me apoiasse”, disse a candidata.

Apresentada como a terceira, a chapa “OAB +” é comandada por de Eduardo Klautau que aposta suas fichas nos advogados mais jovens. “A classe precisa de algo novo, algo diferente. Não basta apenas uma mudança de pessoas. É preciso mudar a postura”, declara Bernardino Greco, vice na chapa de Klautau. Neste ano, a campanha se tornou mais interna com a proibição de comerciais de TV e outdoors o que fez com que os candidatos se voltassem para eventos com advogados. A agenda tem sido intensa e não se restringe a Belém. Na última sexta-feira, Eduardo Klautau participou de uma série de reuniões em Santarém no Oeste do Pará. Avelina já viajou por todas as regiões do Estado e visitou dezenas de municípios. Vasconcelos conta que nesta semana deve se concentrar nos municípios da Região Metropolitana depois de várias viagens ao interior. “Estamos em uma agenda muito pesada”, diz o atual presidente esbanjando otimismo. “Serei reconduzido à presidência da Ordem com o dobro de votos do segundo colocado”, estima.

Para Vasconcelos, a intervenção de seis meses na OAB/PA durante sua gestão não vai interferir no resultado da eleição. “Para os advogados, essa é uma questão superada. Estou fazendo uma campanha com base em propostas” diz afirmando que o grupo está fortalecido enquanto a oposição se dividiu. “Diferente do que esperavam, o grupo do Ofir se enfraqueceu. O nosso grupo não só permaneceu intacto, como se ampliou”. Avelina Hesketh discorda de Vasconcelos. Para ela, a intervenção tem sido um ponto central na campanha. “Houve um processo de descrédito em relação à instituição. O que tenho ouvido são pessoas dizendo que não querem se envolver porque não acreditam na instituição e nos candidatos. Estou trabalhando para superarmos esse sentimento. Não podemos ser omissos”, discursa. Ela aposta na experiência como o diferencial da chapa. “Neste momento, os advogados querem equilíbrio, segurança e paz. Querem o fim de toda essa confusão e nós queremos resgatar a credibilidade da Ordem”. Enquanto Avelina aposta na experiência, Eduardo Klautau reforça o ar de novidade. Embora tenha feito parte do grupo de Ophir e apoiado Avelina na eleição passada, os integrantes da chapa têm trabalhado para descolar a imagem dos dois grupos que dominaram a Ordem nos últimos anos. “Não se trata da mesma oposição. Não concorremos juntos porque estamos desvinculados de todos eles”, diz Greco. (Dol)

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