O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (foto), disse ontem (9) que não há risco de um novo racionamento e que o país tem um “estoque firme” de energia (quanta energia pode ser gerada com os recursos atuais) para sustentar o consumo nos próximos meses.
Lobão voltou a negar que a reunião desta quarta tenha sido convocada com urgência, por conta da situação dos reservatórios do país. Ele afirmou ainda que o governo não vai adotar medidas adicionais para garantir a segurança no fornecimento de energia no país. - “As medidas de segurança estão em prática, são as de sempre e as que sempre deram certo”, disse o ministro.
Segundo Lobão, o estoque de energia no país hoje é de cerca de 121 mil megawatts (MW). Em 2001, na época em que foi decretado racionamento de energia, o estoque era de cerca de 70 mil MW.
Contas de luz
O ministro garantiu ainda que o corte de 20,2% nas contas de luz, que entra em vigor em 4 de fevereiro, está garantido, e que não há risco de desabastecimento da indústria por conta do uso do gás na geração de energia pelas usinas térmicas. - "Essa redução acontecerá, a partir do próximo mês, como está prevista", afirmou.
Hermes Chipp, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no entanto, disse durante a entrevista que o uso da energia produzida pelas usinas termelétricas pode gerar aumento nas contas de luz, de até 3 pontos percentuais.

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