O país vive um clima social de tal efervescência que se tem confundido anseio de Justiça com sentimento jurídico. Parece claro e racional que não se pode exigir do cidadão mais do que a lei o exige. Afinal, não somos santos e exigir heroísmo do alheio conspira contra a nossa própria pequenez humana. Antes de elevarmos a voz para combater o cisco no olho do semelhante, que nos coloquemos a arrancar o travo que nos cega os olhos à realidade.
Todos estamos sujeitos às misérias desta vida e não é chutando cachorro morto que se vai conquistar novos paradigmas de moralidade numa sociedade inteiramente injusta e desigual como a nossa. Há ainda uma caminhada enorme a trilhar. Pelo visto, poucos se dão conta disso.
Pois é, o sentido da compaixão se perdeu nos dias atuais, embora o Direito dela se componha em seu substrato moral. Desse modo, ela comumente se vê, sem correção, confundida com tolerância com as abjeções da vida humana. Nada obstante, viemos do pó e ao pó retornaremos! Nada pode ser mais dramático a um magistrado de formação genuína do que condenar o seu semelhante. Só os sádicos sentem satisfação em fazê-lo.
Leia mais > Roberto Nogueira: Nada é mais dramático a um juiz do que condenarTodos estamos sujeitos às misérias desta vida e não é chutando cachorro morto que se vai conquistar novos paradigmas de moralidade numa sociedade inteiramente injusta e desigual como a nossa. Há ainda uma caminhada enorme a trilhar. Pelo visto, poucos se dão conta disso.
Pois é, o sentido da compaixão se perdeu nos dias atuais, embora o Direito dela se componha em seu substrato moral. Desse modo, ela comumente se vê, sem correção, confundida com tolerância com as abjeções da vida humana. Nada obstante, viemos do pó e ao pó retornaremos! Nada pode ser mais dramático a um magistrado de formação genuína do que condenar o seu semelhante. Só os sádicos sentem satisfação em fazê-lo.
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