“A população do Pará pode ter certeza que jamais os hospitais serão
privatizados. Essa conversa eu já ouvi quando construímos os hospitais
Metropolitano, o de Marabá, de Santarém e de Redenção. É só lembrar o
passado. E hoje a população utiliza os serviços desses hospitais, em
todas as regiões do Estado, sem precisar pagar um centavo por eles”,
afirmou nesta sexta-feira (19) o governador Simão Jatene, ao rebater o
boato de que a Santa Casa de Misericórdia do Pará seria privatizada pelo
governo do Estado.
Simão Jatene foi enfático ao assegurar que o governo está estudando uma nova forma de gestão para a Santa Casa – maior maternidade pública do Estado, com mais de 300 anos de existência -, que será entregue pelo governo com novas e modernas instalações. “Vamos entregar um prédio bonito, do ponto de vista da engenharia, mas principalmente um hospital que vai bem atender a população”, afirmou o governador. “Não sei qual a razão para algumas pessoas insistirem em afirmar esse tipo de coisa, apenas para confundir a sociedade, a cabeça da população. É uma pena que ainda se faça política dessa forma”, ressaltou Jatene, ao desafiar que alguém prove ter gasto um centavo para ser atendido nos hospitais públicos do Pará.
Esclarecimento - A direção da Fundação Santa Casa do Pará se reuniu ontem (19) com os servidores da instituição, para informar sobre o funcionamento do novo prédio do hospital, que está em fase de conclusão. Tendo à frente a presidente da Fundação, Eunice Begot, a reunião serviu para desmentir a notícia de que o governo estaria negociando repassar a administração do novo prédio à iniciativa privada. “Sou militante do SUS (Sistema Único de Saúde), como a maioria de vocês. Acredito que a qualidade do serviço e a satisfação dos usuários do SUS dependem única e exclusivamente de nós”, afirmou Eunice Begot.
A presidente garantiu que não há qualquer risco de desvalorização profissional dos servidores da instituição, pois a nova estrutura física foi projetada para atender a média e alta complexidade, e no prédio centenário, com cerca de 200 leitos, serão mantidos os serviços de Obstetrícia e Neonatologia de baixo risco, além de todo o atendimento ambulatorial. “É definitivo. Este hospital centenário vai continuar trabalhando”, assegurou.
Também participaram da reunião o diretor administrativo, Daniel Miranda; a diretora assistencial, Mary Lucy Ferraz Fiuza de Mello, e a diretora de Ensino e Pesquisa, Lizomar Moia, além de quase 200 servidores, entre psicólogos, assistentes sociais, médicos, nutricionistas, enfermeiros e pessoal de apoio. (Portal ORM)
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