No jornal Amazônia, edição desta quinta-feira:
O senador Mário Couto (PSDB-PA), líder da Minoria no Senado, foi proibido ontem pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), de chamar de "ladrão" o diretor-presidente do jornal "Diário do Pará", Jader Barbalho Filho, herdeiro do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Calheiros interrompeu o discurso do tucano, quando ele anunciava, da tribuna do plenário, que já tinha 31 das 27 assinaturas necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), do qual Jader é acusado de desviar mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos.
Para defender o seu correligionário, Calheiros recorreu ao Regimento Interno do Senado, citando o artigo 19, que proíbe os senadores de usarem expressões "descorteses ou insultuosas" no exercício do mandato. Do púlpito, Couto reagiu com indignação, desafiando-o Calheiros a cassar-lhe o mandato.
Diante do posicionamento "regimental" de Renan, Couto rasgou o documento original, dirigindo-se ao colega de Senado. E o desafiou a cassar seu mandato, que se encerra em janeiro de 2015. "Tem 31 senadores que assinaram essa CPI e querem apurar as irregularidades daqueles corruptos que saquearam os cofres da Sudam. Presidente, a minoria não tem vez nesta Casa", disse Couto. "Eu já senti que o Brasil está perdido. Eu já senti que nós temos que colocar a nossa cabeça na guilhotina. Eu já senti que tem que ter um brasileiro para derramar o seu sangue, para que a Nação possa perceber que há até a proibição de falar em corrupção. Não se pode mais falar na tribuna do Senado", criticou.
Após a discussão, Mário Couto disse que a atitude do presidente do Senado, de lhe tirar o direito de "liberdade de expressão", foi uma tentativa de intimidá-lo para que ele não continue as suas acusações contra o peemedebista paraense.
"Acabou a democracia no Senado. Acabou o direito de se anunciar uma CPI. Eu rasguei para mostrar que o meu direito de usar a expressão na tribuna foi desrespeitado. Mas a qualquer momento que eu quiser tenho as minhas 31 assinaturas de novo. Ele [Renan] quis me intimidar pensando que eu ia calar a boca, mas eu não vou calar. Ofereci meu mandato a ele, disse para ele me cassar, mostrando que eu não estou ali pra ganhar salário, apenas. Ele quer me intimidar diante da minha iniciativa de punir o Jader. São do mesmo partido, são amigos. Isso só mostra que o Jader está com muito medo", disse.
"Você me chamou de fanfarrão - esse é o adjetivo que tu usaste no teu jornal. Eu te chamo, Jader Filho, de ladrão. Tu és ladrão, Jader Filho! Vai, vai a juízo questionar contra mim, vai. Eu te peço que tu vás!", disse Couto, mostrando para as câmeras da TV Senado a edição do jornal.
Quando foi interrompido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), o senador disse que o presidente do Senado poderia cassar o seu mandato, mas que não deixaria de combater os corruptos. "Eu vou lhe atender, mas quero dizer o seguinte a vossa excelência: eu não vou parar de combater a corrupção. Eu posso ser cassado, presidente, vossa excelência pode me cassar. Eu não sou covarde! Eu lutarei pelo meu objetivo até o fim, doa a quem doer. Mas eu não me afasto um minuto dos meus direitos, meus direitos sagrados. Eu vim para cá colocado pelo povo", protestou o tucano, que ainda se referiu ao jornal como "mafioso" e "feito com o dinheiro do povo paraense".
Para defender o seu correligionário, Calheiros recorreu ao Regimento Interno do Senado, citando o artigo 19, que proíbe os senadores de usarem expressões "descorteses ou insultuosas" no exercício do mandato. Do púlpito, Couto reagiu com indignação, desafiando-o Calheiros a cassar-lhe o mandato.
Diante do posicionamento "regimental" de Renan, Couto rasgou o documento original, dirigindo-se ao colega de Senado. E o desafiou a cassar seu mandato, que se encerra em janeiro de 2015. "Tem 31 senadores que assinaram essa CPI e querem apurar as irregularidades daqueles corruptos que saquearam os cofres da Sudam. Presidente, a minoria não tem vez nesta Casa", disse Couto. "Eu já senti que o Brasil está perdido. Eu já senti que nós temos que colocar a nossa cabeça na guilhotina. Eu já senti que tem que ter um brasileiro para derramar o seu sangue, para que a Nação possa perceber que há até a proibição de falar em corrupção. Não se pode mais falar na tribuna do Senado", criticou.
Após a discussão, Mário Couto disse que a atitude do presidente do Senado, de lhe tirar o direito de "liberdade de expressão", foi uma tentativa de intimidá-lo para que ele não continue as suas acusações contra o peemedebista paraense.
"Acabou a democracia no Senado. Acabou o direito de se anunciar uma CPI. Eu rasguei para mostrar que o meu direito de usar a expressão na tribuna foi desrespeitado. Mas a qualquer momento que eu quiser tenho as minhas 31 assinaturas de novo. Ele [Renan] quis me intimidar pensando que eu ia calar a boca, mas eu não vou calar. Ofereci meu mandato a ele, disse para ele me cassar, mostrando que eu não estou ali pra ganhar salário, apenas. Ele quer me intimidar diante da minha iniciativa de punir o Jader. São do mesmo partido, são amigos. Isso só mostra que o Jader está com muito medo", disse.
Parlamentar afirma que não deixará de combater os corruptos
O discurso senador Mário Couto (PSDB) no Senado começou rebatendo a matéria publicada no último sábado, na capa do caderno de Esportes do jornal de propriedade da família Barbalho, intitulada "És um fanfarrão, excelência!". "Você me chamou de fanfarrão - esse é o adjetivo que tu usaste no teu jornal. Eu te chamo, Jader Filho, de ladrão. Tu és ladrão, Jader Filho! Vai, vai a juízo questionar contra mim, vai. Eu te peço que tu vás!", disse Couto, mostrando para as câmeras da TV Senado a edição do jornal.
Quando foi interrompido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), o senador disse que o presidente do Senado poderia cassar o seu mandato, mas que não deixaria de combater os corruptos. "Eu vou lhe atender, mas quero dizer o seguinte a vossa excelência: eu não vou parar de combater a corrupção. Eu posso ser cassado, presidente, vossa excelência pode me cassar. Eu não sou covarde! Eu lutarei pelo meu objetivo até o fim, doa a quem doer. Mas eu não me afasto um minuto dos meus direitos, meus direitos sagrados. Eu vim para cá colocado pelo povo", protestou o tucano, que ainda se referiu ao jornal como "mafioso" e "feito com o dinheiro do povo paraense".
Ércio, Bom dia!
ResponderExcluirSenador Macho o Tucano Mário Couto, quero ver o Renan enfrentá-lo nesse MMA de corrupção que é o Senado Brasileiro.Salvo raras excessões...
Chame Senador Mário Couto pro tatame um por por: Renan, Sarney, Color,etc... Peça para ser seu treinador o Senador Mão Santa e o Heráclito Fortes, com certeza o Brasil vai aplaudilo de pé.
Sérgio Campos