No início da noite de ontem, os azulinos chegaram a comemorar a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, depois que as desistências de Vilhena-RO, campeão rondoniense, e Pimentense, vice-campeão, foram confirmadas oficialmente pela Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER). Houve "festa" nas redes sociais e até disparos de rojões em vários pontos de Belém.
Acreditava-se até então que nenhum outro clube de Rondônia aceitaria participar da competição e, diante disso, a vaga seria transferida para a Federação Paraense de Futebol (FPF), que a repassaria ao Remo. No entanto, a má notícia veio logo em seguida.
Às 19h01, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou em seu site oficial uma nota confirmando que o Genus, de Porto Velho, havia assumido a vaga na condição de terceiro colocado do Rondoniense. O comunicado trazia em anexo o ofício enviado pela FFER, com as desistências dos dois primeiros colocados e o pedido de inclusão do clube da capital, que já tem estreia marcada para este sábado, às 16 horas, contra o Paragominas, na Arena Verde. Desta forma, o Leão Azul continua sem calendário para o segundo semestre. Disputará apenas a série "I", ou seja, "do Interior", com a agenda cheia de convites para jogar em Bujaru, Magalhães Barata, Irituia e outras cidades do interior paraense.
Caro Ércio,
ResponderExcluirQue me perdoem os amigos remistas (tenho-os muitos e em alta conta), mas só assim - excursionando (não seria incursionando ?) pelo "hinterland", como diria meu saudoso mestre Edyr Proença, que por sinal também era remista - talvez a rapaziada do Remo aprenda a jogar com "alma" como fazem os bravos jogadores do interior do Estado, que não ganham salários elevados, nem sabem o que são "luvas", não recebem sequer vale- transporte ou vale-alimentação, vão para para os treinos de "bike" nas horas de "folga" de suas atividades laborais, mas ainda assim jogam com amor à camisa, que suam com dedicação, garra e vontade de ganhar. Essa é a motivação que falta aos nossos "grandes", Paysandu inclusive.Não por acaso nos últimos cinco anos o futebol paraense praticado no interior conquistou três campeonatos estaduais, através do Independância, do Águia e do bravo Mapará, de Cametá. É hora de reformular políticas e paradigmas também no futebol paraense.Chega de "cardeais" não só na FPF como também nos clubes. A continuar essa política suicida de importar "bondes" de fora, Remo e Paysandu ainda poderão colher muitas derrotas. Querer comprar "o passe" para disputar alguma divisão é realmente o fim da picada...
Melhor seria para Remo e Paysandu contratar alguns daqueles bravos indígenas que disputam o campeonato de "toras" em suas aldeias. Disposição e força eles têm de sobra... A técnica fica mais fácil de aprender. Isso seria uma verdadeira revolução no futebol paraense e uma valorização de nossas raízes culturais. Por que não tentar essa inovação ? O marqueting estaria garantido, com repercussão na mídia nacional e mundial, inclusive. Por que não inovar , "senhores dos destinos" de nosso desvalido futebol ? Tenho o dito.