O diretor da União Nacional dos Estudantes do Pará (Une), Jorge Lucas Neves, 23 anos, avaliou o protesto de segunda-feira como muito positivo por ter sido pacífico e por todos os participantes terem expressado suas próprias pautas sem violência e de forma espontânea. Para ele, um dos objetivos mais importantes era tirar a população da própria zona de conforto e do comodismo para manifestar a indignação social em relação ao poder público. Ele ainda acredita na política brasileira, mas pede mais consciência e participação dos eleitores.
"Vamos mobilizar o povo de novo e despertar a vontade de fazer pressão para cobrar nossos direitos. Ninguém aceita mais ser desrespeitado com tanta corrupção e desvios de dinheiro público. Estamos conseguindo mexer com todos e todos estarão mais atentos na hora de votar nas próximas eleições. E temos bons políticos", disse Lucas, adiantando que provavelmente os novos protestos deverão mostrar a diversidade de assuntos.
O movimento na capital paraense mostrou um descontentamento geral da população pela demora na conclusão das obras do BRT, congestionamentos e um iminente aumento da tarifa de ônibus da Região Metropolitana de Belém, atualmente em R$ 2,20. Os manifestantes aproveitaram para criticar problemas na saúde (30 bebês morreram recentemente na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará), educação, segurança pública e houve até menções à PEC 37, Copa do Mundo de 2014, corrupção política e à usina hidrelétrica de Belo Monte. Houve clamor também para Passe Livre para estudantes.
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