A Autarquia de Mobilidade Urbana (Amub), que a partir de segunda-feira, passará a chamar-se Semob realizaou anteontem, em Belém, o workshop "Marketing BRT - como construir confiança no sistema". O evento contou com a participação de jornalistas na mesa redonda dos debates e foi coordenado pela empresa Embarq Brasil, que é uma rede internacional de apoio técnico em soluções de mobilidades urbanas. Experiências de outras capitais brasileiras também foram mostradas no workshop realizado no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A diretora superintendente da Amub, Maisa Tobias, manteve o compromisso de entregar o trecho do BRT Entroncamento-São Brás até o final do ano. As experiências relatadas no evento comprovam a eficiência do sistema BRT, que possivelmente terá um novo nome diferente do proposto pela Câmara Municipal de Belém de "Juscelino Kubitschek".
"Temos hoje, em Belém, 1,2 milhão de passageiros usando 182 linhas, em 2 mil veículos, de 38 empresas - duas delas sob investigação que pode resultar na cassação das concessões -, com dois passageiros por quilômetro. Precisamos mudar. A população não precisa ficar preocupada sobre perder a linha dele, nem de pagar tão mais caro ou de se atrasar. As linhas só serão reorganizadas em novas linhas mais eficientes para levar ao BRT. Essas são as linhas alimentadoras. E o BRT terá ônibus do tipo expresso direto (sem paradas até determinado destino) e expresso parador (apenas em paradas estratégicas). As estações terão também centrais de serviços e atividade comercial moderada", explicou a diretora superintendente da Amub, Maísa Tobias.
Maísa também adiantou que ainda neste ano serão feitas as licitações das obras Centro-Icoaraci e Augusto Montenegro. Também em breve serão feitos os testes com "super-tachões" na avenida Tavares Bastos, que serão a forma de separação das pistas do BRT. As novas estações já têm um projeto conceitual que logo será divulgado e serão licitadas. Para o ano que vem, as metas principais já estabelecidas são a licitação das novas linhas de ônibus de Belém; capacitação dos rodoviários para operar o novo sistema; e planos de integração dos serviços de mototáxi (já regulamentado e em breve licitado) e do transporte alternativo.

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