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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

FHC assume cadeira na Academia Brasileira de Letras

Em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras realizado na noite dfe ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou por 50 minutos. Mostrou conhecimento sobre seus antecessores na cadeira 36, falou sobre sua vida pública como sociólogo e professor, e por fim fez uma análise sobre a situação atual da política brasileira.

FHC recebe palmas ao chegar no Salão Nobre do Petit Trianon para cerimônia de posse
Fernando Henrique Cardoso durante discurso de posse na Academia Brasileira de Letras

"Falta alma democrática. A cultura democrática se baseia no sentimento da igualdade, pelo menos perante a lei, mas nossa cultura de privilégios aos ricos e a pompa dos poderosos que transmitem sua responsabilidade social aos outros, principalmente ao governo, desobriga o cidadão a sentir-se comprometido.", disse, sendo aplaudido pelos convidados, para depois criticar o corporativismo no governo.

"O corporativismo que renasce, passa do campo político ao social, levando de roldão sindicatos e igrejas, encastela-se em partidos, mesmo aqueles que nasceram para combatê-lo. Esse é o cupim da nossa democracia", prosseguiu para também fazer uma critica aos partidos.

"Eles desdenham da relação direta com a comunidade, preferem não tomar partido diante das questões controversas da sociedade e abdicam crescentemente da função fiscalizadora do executivo, que a Constituição lhes garante, e mesmo da iniciativa da legislação. Assim, abre espaço para as ações do tipo "rolo compressor" do executivo. Quantas vezes eu fiz isso?", explica, reconhecendo que se aproveitou desse espaço quando era Presidente da República.

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