Fale com este blog

E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular/watsap: (91) 989174477
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Caixa Econômica Federal, a MÃE DO POVO

Por Hildegard Angel, jornalista.
Quando eu era pequenininha a Mãe do Povo não era a Dilma, era a Caixa Econômica Federal. Cresci ouvindo isso. Eram os anos JK. O Rio Dourado efervescia com as mineiras, amigas e ex-namoradas de Juscelino, vindas de Diamantina e de Belo Horizonte, e praticamente todas eram funcionárias da Caixa Econômica.

Juscelino deixou o governo e elas continuaram, funcionárias exemplares, atendendo atrás dos vidros dos guichês, onde eram penhoradas as joias.

A penhora de joias era um hábito corriqueiro, fazia parte de nossas vidas. Era a salvação da classe média. Todos penhoravam, pois a Caixa pagava direitinho, a avaliação era decente e se tratava de um dinheiro honesto, nuns tempos de um Brasil bem mais difícil.

Ato contínuo, a Caixa continuou Mãe do Povo com a Habitação. As pessoas podiam comprar sua casa própria. A condição era de que o comprador não possuísse outro imóvel. Ele dava a entrada, calculada sobre um percentual do valor total do imóvel a adquirir, e o restante era pago em 12, 15, 20 anos, com direito a seguro que saldava o débito na totalidade em casos de doenças graves, incapacidade física ou morte. Meu primeiro apartamento comprei assim, pago em 12 módicos anos de mensalidades. A Caixa foi mesmo uma Mãe para mim.

Tive sorte, pois, logo depois a Caixa passou a financiar apenas novas construções e incorporações de luxo, por um longo tempo, até voltar a de novo financiar os imóveis modestos.

Bem, veio a época da Caixa Mãe da Poupança do Povo. E todo mundo poupou. Sequestraram a poupança. Devolveram – dizem quê. E o povo continuou poupando. Sei que, nessa do sequestro, sabe-se lá onde foi parar a Caderneta de Poupança que as minhas amigas unidas fizeram para meu filho ao nascer, lideradas pela madrinha dele, Titá Burlamaqui.

Nunca mais ouvi falar daquela Caderneta e de seus fundos. Assim como da minha própria conta, da qual, a cada extrato, o dinheiro depositado, em vez de aumentar, diminuía. Chegou uma hora em que eu estava devendo, sem jamais ter retirado um tostão! A Mãe do Povo inspirou-me ali outra Mãe, ou melhor, Mão. A Mão Boba.

Dois prejuízos: a Poupança para ajudar no futuro de uma criança recém-nascida, que sumiu, ninguém sabe, ninguém viu; e a minha conta, alimentada com meu salário, que também tomou Doril…

Agora leio que a Caixa “assumiu” como dela milhares de saldos…

Alguém aí sabe me informar o que devo fazer pra saber se nesse tacho dos lesados pela ex-Mãe do Povo sobrou alguma casquinha do supracitado dinheiro?

Um comentário:

  1. Que leviandade. Assim publicado, a Caixa se apoderou do dinheiro dos depositantes. Quem possui mesmo mediana inteligência e sanidade mental sabe que não foi exatamente o que aconteceu. Esses depósitos, como qualquer outro tipo de conta bancária, necessitam de comprovação de vida do proprietário. E essas contas todas estavam sem cadastro atualizado, embora tivessem os seus donos sido convocados para a regularização. De acordo com normas internas (de qualquer banco) esse tipo de conta, ao ser encerrado é contabilizado da mesma maneira como foi pela Caixa
    Onde está o roubo, o absurdo que se propalou?
    TUDO PELO CAOS !!!!!

    ResponderExcluir