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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Comparação de roupas de garçons com traje de Messi gera ciumeira

 
Com seu terno 'exótico', o craque Messi roubou a cena na Bola de Ouro 
A confusão está formada. É duelo de rachar. E envolve dois dos bares mais tradicionais de Brasília/DF. Na verdade, apenas um, que se dividiu em dois: o velho e sempre Beirutão, na 109 da Asa Sul (que completa, em 2014, 48 anos), e o Beirutinho, do outro lado da Asa, na 107 (que, em outubro, chega ao seu sétimo ano de vida). A coisa está pipocando nas duas asas.

E a ciumeira se deve pelo fato de ontem o jornal Correio Braziliense publicar, no alto da capa, com status conferido às celebridades, a foto (abaixo) de alguns dos garçons do Beirutinho, vestidos com o uniforme que sempre lhes pertenceu — um terno vinho com gravata borboleta. Quase igual, quase igualzinho, ao que o craque argentino Messi usou na festa de premiação da Bola de Ouro, em Zurique, na Suíça.
O terno usado pela equipe do tradicional bar é semelhante ao que o atacante do Barcelona trajava na cerimônia da entrega da Bola de Ouro: fama nas redes sociais ( Ed Alves/CB/D.A Press)
O terno usado pela equipe do tradicional bar é semelhante ao que o atacante do Barcelona trajava na cerimônia da entrega da Bola de Ouro: fama nas redes sociais
A comparação entre a roupa chique do argentino (da grife italiana Dolce & Gabbana ) e o uniforme dos garçons (feitos pelo bom e atento alfaiate Dedé, na W3 Sul) explodiu nas redes socais. Pipocaram publicações na internet, com montagens de Messi carregando uma bandeja entupida de kibeirute (um dos pratos mais tradicionais e pedidos da casa). O detalhe é que o terninho do baixinho Messi custou R$ 3.300. Coisa de gente rica. Vai encarar? Dedé, bem aqui na sua alfaitaria, cobra R$ 140 pelo modelo.

Mas, afinal, por que a ciumeira entre os garçons dos dois Beirutes? Os homens de gravatinha borboleta da Asa Sul, mais antigos, se sentiram discriminados. E acusam o jornal de dar espaço aos “reservas” do time Beira (como o bar é chamado carinhosamente pelos seus frequentadores). Reserva? “Sim, eles são mais novos. Foram nossos estagiários. Aprenderam tudo com a gente”, ralha o goiano José Angélico de Jesus, o Zezão, de 56 anos e há 21 carregando bandeja pra cima e pra baixo para sustentar os três filhos. “Nós criamos esses meninos do Beirutinho.”

Um comentário:

  1. Morei em Brasília, de 74 a 77. Naquela época nós adorávamos ir ao Beirute, principalmente aos fins de semana. Rolava boa música e os petiscos eram realmente muito bons. Que saudades! Mª Helena Cadete. Rod Mário Covas/Pass. Santa Marta, 26 Ananindeua/Pa.

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