Fale com este blog

E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular/watsap: (91) 989174477
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".

sábado, 18 de janeiro de 2014

Crase: É bom saber...

Ferreira Gullar acertou ao dizer que "a crase não foi feita pra humilhar ninguém". Mas fez vistas grossas pra pormenor importante. O sinalzinho dá um senhor nó nos miolos. Pra desatá-lo, só há uma saída — ficar de olho no artigo. É ele que promove os rolezinhos.

Cheio de manhas, faz de conta que está presente. Mas não está. Ou vice-versa. Finge que se encontra lá, juntinho do substantivo. Mas… cadê? A criaturinha nem passou por perto. Casa , terra e palavras repetidas são freguesas da brincadeira malandra. O que fazer? Conjugar o verbo prevenir. Com ele, o remediar perde o emprego.

Casa - Crase antes de casa ? Depende do artigo. A casa onde moramos rejeita o pequenino: Logo, não admite o acento grave: Saí de casa . Sem artigo, o a que antecede a casa onde moramos é preposição purinha. Não admite acento de crase: Dirigi-me a casa cedo. A casa dos outros pede artigo — a casa da vovó, a casa de Lu, a casa dos pais: Foi à casa da avó. Vai à casa do João.

Mais? Dirigiu-se à casa dos pais. Vai à casa de parentes distantes. Viu? Antes da casa dos outros aparece artigo. A crase tem vez.

Terra
Terra , em oposição a mar, não admite artigo. Por isso os marinheiros gritam "terra à vista". Sem artigo, nada de crase.

Palavras repetidas Nomes repetidos não suportam artigo. Sem ele, nada de acento: face a face, cara a cara, gota a gota, uma a uma, hora a hora, semana a semana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário