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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Para fugir dos preços elevados, carioca reedita ‘farofa’ na areia

Até pouco tempo, levar lanche feito em casa para a praia era sinônimo de constrangimento. Quem se atrevia a romper o ‘código de conduta do bom banhista de classe média’, ocupando trechos da orla com isopores e lanches, era alvo de olhares discriminatórios e rótulos pejorativos como “farofeiro” e “suburbano”. Hoje, devido à alta nos preços cobrados na faixa de areia, é cada vez maior o número de cariocas que recorrem ao bom e velho lanchinho caseiro. Em milhares de caixas e bolsas térmicas dispostas na orla, o menu é vasto. As tradicionais latas de cerveja dividem espaço com sanduíches, frutas, iogurtes e frios variados.

“Além de não haver opções saudáveis, os preços estão impraticáveis. Se fosse comprar tudo na praia, não gastaria menos de R$ 150. Fui ao mercado e gastei R$ 70. Passei a recorrer aos isopores depois que minha filha nasceu”, conta o arquiteto Marcos Castro, de 38 anos, enquanto a pequena Mariane, 4, come um iogurte na Praia do Recreio (foto acima). De ambulante, ele só comprou uma água de côco. E reclamou dos R$ 6 cobrados.

Até mesmo no Leblon — bairro com o metro quadrado mais caro do Brasil —, há quem assuma a economia. “Vergonha é pagar o que tem sido cobrado e não recolher o lixo ao ir embora”, opina a moradora do bairro, Tamara Gavillan, 26, enquanto toma uma cerveja com os amigos (foto abaixo). Em Copacabana, o casal Ricardo e Rachel Soretto também refuta o rótulo de ‘farofeiros’. “Como moramos próximos, só trazemos água, que nesta época sobe de R$ 3 para até R$ 5”, justifica ela.
  Protesto aponta preços abusivos
Eles se cansaram dos altos preços cobrados no Rio desde o anúncio da cidade como sede de grandes eventos, e resolveram protestar. Fanpages no Facebook se tornaram verdadeiras redes colaborativas de combate a preços considerados extorsivos. Com a irreverência típica dos cariocas, não demorou para que a moeda nacional ‘trocasse’ de nome: o o real passou a se chamar “SurReal”.

Nas páginas, fotos de cardápios e prestadores de serviço a serem boicotados são postadas e compartilhadas. A lista inclui pratos individuais a R$ 79 — ou 79 ‘SurReais’ em restaurantes da Zona Sul, mistos quentes a R$ 20, e garrafinhas d’água a R$ 10, aos pés do Cristo Redentor. “A intenção é informar e boicotar o aumento”, diz Luciana Medeiros, criadora da página ‘Não Pago Preço Absurdo’, que conta com mais de 6.500 curtidores. Páginas ‘co-irmãs’, como a ‘Rio $urreal’ e a ‘Se Vira No Rio’ — com mais de 65 mil e 8 mil seguidores, respectivamente —, também fazem sucesso.  (O Dia)

Um comentário:

  1. A história não está bem contada.
    Farofeiro sempre existiu, inclusive em Copacaban, Ipanema e Guarujá, Quem conhece sabe disso. A diferença de agora é que muitos pobres resolveram frequentar alguns locais antes proibitivos economicamente. Os preço estão altos, realmente, mas tudo por conta da ganância dos vendedores (não só das praias) que elevam seus preços a cada oportunidade certa, próximas a algum evento de peso.
    Mas a mídia vendida vê isso apenas como "inflação". Isso não é inflação, é ganância! Os economistas (os bons e honestos) sabem disso, mas os que fazem campanha pelo caos , fingem não saber.

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