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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Propostas indecentes da CBF

O suposto documento enviado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) à Portuguesa exigindo do clube paulista a retirada dos processos na Justiça comum em troca de um empréstimo de R$ 4 milhões, revelado em reportagem da ESPN , lembra um assédio semelhante sofrido por um time do DF.

Maior prejudicado pelo caso Sandro Hiroshi detonado no Campeonato Brasileiro de 1999, o Gama teria sofrido uma pressão idêntica à da Portuguesa na batalha judicial de 2000. A diferença é que, na queda de braço daquela época, a CBF não produziu prova contra si. Muito menos deixou rastro. Um dirigente que pediu anonimato lembra como se fosse hoje que, na época, recebeu verbalmente em uma reunião no Rio oferta de R$ 5 milhões. Ao contrário do caso da Portuguesa, o dinheiro não seria para o Gama e sim para ser dividido entre dirigentes do alviverde. Segundo o cartola, como a guerra já tinha atingido a última instância, o representante da CBF queria em troca a retirada da ação contra a entidade.

Espantado, o dirigente ironizou afirmando que se o grupo topasse a proposta indecente, teria de fugir do país por um motivo: a torcida, a imprensa e o Brasil inteiro estavam ao lado do clube candango.

O intermediário ouviu um sonoro "não", mas aumentou a oferta. Além dos R$ 5 milhões, o então presidente de um grande clube carioca propôs reforços para ajudar o Gama a disputar a Série B de 2000. O cartola chegou a dizer que conseguiria jogadores bons para disputarem a Série B pelo Gama e deu garantias de que, com um time forte, o Gama voltaria no outro ano (2001) para a primeira divisão.

Assim como a Portuguesa, o Gama bateu o pé. Impedida de organizar o Campeonato Brasileiro de 2000, a CBF deixou o torneio na mão dos clubes. Do imbróglio nasceu a Copa João Havelange, um Brasileirão com 116 clubes divididos em módulos. Resistente, o Gama participou do torneio no bloco de elite.

Qualquer semelhança com os próximos capítulos da novela envolvendo a Lusa é mera coincidência... (Correio Braziliense - coluna Drible de Corpo)

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