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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Vale a pena ler: Um imenso Maranhão

Por Mary Zaydan, jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Atualmente trabalha na agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'
Quase 13 milhões de jovens e adultos analfabetos, outros 30,5 milhões que já viram uma ou outra letra e nada compreendem; 43% dos domicílios sem o trio básico de saneamento – água encanada, esgoto e coleta de lixo; 50 mil homicídios ao ano, 25,8 por 100 mil habitantes, o que coloca o País no sétimo lugar entre os mais violentos do mundo.

Esse Brasil pobre e sem luz no fim do túnel é o mesmo que garante a mais perversa das equações: quanto mais ignorantes e miseráveis, mais votos depositam em salvadores da pátria.

Engana-se quem imaginar que isso se restringe ao Maranhão dos Sarneys. A indústria da miséria, que o PT urbano e intelectual dos anos 1980 combatia com unhas e dentes, continua a prosperar. E até com mais fôlego.

No Nordeste e no Norte, a aprovação da presidente Dilma Rousseff bate nos céus e os indicadores sociais afundam-se na lama. Os nordestinos respondem por 52% dos completamente analfabetos e 30,9% dos analfabetos funcionais do País.
Seus índices de morte matada são de guerra: 61,8 por 100 mil em Alagoas, 42,5 no Ceará, 40,7 na Bahia, 40 por 100 mil em Sergipe. No Norte, água, esgoto e coleta de lixo chegam só a 13% da população. Em 10 anos, os avanços nessa área foram de tímidos 2,1%.

Para esses que vivem à margem, até sem um vaso sanitário, há o Bolsa Família, hoje com 14,1 milhões de beneficiários. Dinheiro indispensável, mas que não deveria dispensar os investimentos em estruturas mínimas para, aí sim, começar a eliminar a miséria.
Mais aqui >Um imenso Maranhão

Um comentário:

  1. Tenho idade mais que suficiente para dizer que isso sempre foi assim.
    Quem quer aparecer e entrar na moda atual, basta citar esses índices e se achar grande estudioso do assunto. Por que não escreveram assim ANTES da eleição?
    Por que não agiram assim em outras campanhas?
    Quer dizer que não há nada minimamente melhor para escrever?
    Isso tudo faz parte da orquestração midiática eleitoral assumida por todos os que dirigem órgãos da mídia, desde os jornalões até os ínfimos e regionais blogs.

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